sexta-feira, 17 de maio de 2013

17ª Caminhada da Época 2012 / 2013 - Percurso Pedestre da Corredoura - Dia 15 de Maio


Data do Encontro: 15/05/2013
Local: Serro Ventoso (Porto de Mós) – Percurso Pedestre da Carredoura PR7
Percurso: 12, 200 kms - 03: 00 Horas
Caminhantes: (37) Angelina Martins; António Bernardino; António Clemente; António Pires; António Silva; Carlos  Evangelista; Carmen Firme; Carlos Penedo; Dores Alves; Estela Garcia; Fátima Libânio; Fortunato Sousa; Gil Furtado; Gilberto Santos; João Costa; João Duarte; João Figueiredo; Júlia Costa; Lina Fernandes; Lúcio Libânio; Luís Fernandes; Luís Martins; Luísa Clemente; Luísa Gonçalves; Manuel Flôxo; Manuel Garcia; Octávio Firme; Manuel Pedro; Maria do Céu; Manuel Reis; Nela Costa; Odete Vicente; Rogério Matias; Teresa Palma; Virgílio Vargas; Victor Gonçalves; Zé da Clara;
Organizador: Luís Martins / Zé da Clara
Almoço: Restaurante ‘Piadussa’ (Tel: 244.703.219 / 912.065.528)
Próxima Caminhada: 29/05/2013 – (Fortunato de Sousa / Luís Fernandes / Victor Gonçalves)
 Reportagem:
Está explicada a razão do nome do sítio desta caminhada, e não poderia ser outro: Serro/Cerro Ventoso, foi este o comentário que mais se ouviu à medida que os valentes, com mais ou menos sentido de orientação e que integravam esta caminhada, iam chegando e vivenciando o agreste clima deste lugar. Vento e mais vento, e até mesmo bastante frio, foram os elementos de recepção do início desta jornada; felizmente não houve chuva para “bater ainda mais no ceguinho”. E foi por isso que, após todos estes anos não foi feita, no início da caminhada, a tradicional foto de grupo, tal era a pressa que todos sentiam de se abrigarem em sítios mais aconchegados. Esta prática foi mais tarde concretizada no decorrer do caminho. Iniciámos, assim, mais ou menos à hora prevista, a caminhada direitinhos ao simpático “Sítio do Elias”, lugar bem abrigado no meio de frondosa mata e que o citado Elias, em boa hora, construiu para acolher os amigos ou apenas passeantes como nós, no meio da natureza e bem longe de tudo e de todos. Ali deixámos, como testemunho da nossa passagem, algumas garrafas com um pouco (porque o Gaspar não ajuda) de conteúdo, para que futuros caminhantes se possam aquecer um pouco. O nosso caminho foi continuando por entre veredas verdejantes carregadas de flores, desde as simples papoilas às sofisticadas orquídeas, passando pelos cheirosos alecrim e rosmaninho e por tantas outras plantas e flores, cujos nomes só o nosso perito em plantas, Gil Furtado, saberia dizer. Seguindo o trilho pré-definido, e ao iniciarmos a subida ligeira, começámos a poder apreciar a ampla paisagem com a vila de Porto de Mós mesmo aos nossos pés e outros tantos lugares e terrinhas, espalhados até onde a nossa vista alcançava. Distinguiam-se ao longe várias torres de fábrica de cerâmica, que, a par da exploração pedreira, parece ser uma das principais indústrias desta região. Ao continuarmos o nosso percurso, e como se tratava de uma antiga linha férrea, não poderiam faltar os túneis, e ali estavam eles, um mais pequeno e outro maior. Os simpáticos locais de descanso e a vista magnífica que compõem este trilho, fizeram-nos duvidar de que alguns amigos não voltem cá, com mais tempo e com a família. Estaremos enganados?
Finda a caminhada vem a pergunta sacramental: onde é o almoço e o que é? Novamente foi posto à prova o sentido de orientação, desta vez dos organizadores, sim, porque no Portugal “profundo” é preciso um grande sentido disso… Nem mesmo o GPS do “é já ali” ajudou e placas indicativas, qué delas? Enfim, após algumas manobras, lá chegámos ao destino do almoço – a aldeia da Pia do Urso. Trata-se de uma aldeia revitalizada com um Parque Eco-Sensorial e que além das citadas “pias” que armazenam água, e mesmo no verão ainda costumam ter este precioso líquido, possui um óptimo restaurante, e um bom bar; enfim… algumas infra-estruturas para dar um passeio agradável. Achamos que, após o almoço, já ninguém se lembrava bem das curvas e contracurvas que tivemos que fazer para lá chegar. À D. Inês Sousa do Gabinete de Cultura da Câmara Municipal da Batalha agradecemos a sua disponibilidade e a visualização do vídeo do local. Como as horas corriam velozes e as expectativas de uma festa de arromba no final do dia eram mais que muitas, apressámo-nos a regressar aos nossos destinos na certeza de futuras e sempre fantásticas aventuras caminhadeiras.

Saudações caminhadeiras em passada de expectativas goradas, mas apesar de tudo optimistas.

Clara / Martins


8 comentários:

LM disse...

Caros amigos,
dado que as condições climatéricas do dia não nos permitiram apresentar o percurso como deveria, aqui deixamos uma sugestão: consultem a net onde a Wikipedia tem um bom trabalho sobre as Minas de Carvão da Bezerra e sobre o Caminho de Ferro do Lena. Curiosidade muito importantes para a nossa cultura nacional e regional.
Um abraço.
LM

Maria do Céu disse...

Não fora o malfadado vento e o dia teria sido esplendoroso. A paisagem é lindíssima e o aproveitamento do trilho foi muito bem feito. Obrigada pela descoberta.
Bjs. Céu.

LM disse...

Não querendo exagerar nos comentários acho, contudo, que devo fazer mais dois:
- as fotos de jan.2011 do Lúcio vieram dar uma dimensão hitórica à presente caminhada, podendo, nós, ver o que entretanto foi melhorado (talvez um pouco exagerado) mas abrindo novas perspectivas a quem, como nós, não está habituado a andar por tudo quanto é caminho.
- embora se diga que uma imagem vale mil palavras, as legendas das fotos do Fortunato vêm acrescentar mais umas palavras e umas ideias que, nalgumas, a imagem não sugere.
Um abraço e um obrigado para os dois.
LM

mreis disse...

Em dia da 9ª final europeia do Benfica, bela caminhada no Portugal profundo oferecida pelo binómio Martins/Clara. Tão profundo que vários GPS se enganaram no trajecto e até os organizadores se atrapalharam no percurso para a Pia do Urso, passe a cacafonia (atenção Gil!).
Mas correu tudo bem: o vento passou, a chuva faltou, a paisagem agradou, o cheiro das flores inebriou... só o Benfica não ganhou.
Gostei das fotos do Lúcio a mostrar como era o caminho em 2011 para comparar com o 'luxo' das luzinhas no chão que vimos em 2013 (será que há muita gente a caminhar à noite?). Estou à espera de ainda mais fotos e sobretudo de umas entrevistas em vídeo que um senhor andava lá a fazer à socapa.
Obrigado à Céu por levar os 'pirilampos' até nós e aos organizadores (desconfio que devia ser mais à Angelina) pelo belo cabaz que apesar de ter saído ao Penedo é como que um miminho para todos.
E last but not the least, os bolinhos do chá estavam uma maravilha, do melhor que já lanchamos.

Parabens ao Luis e ao Zé!

mreis

PS - Céu, podes levar mais 3 pirilampos para a próxima? Os netos gostaram.

Fortunato de Sousa disse...

Pelas minhas contas ainda faltam alguns álbuns de fotografias à reportagem. Pode ser que ainda apareçam. De qualquer modo, se não vierem, os que já cá estão, adicionados à excelente reportagem da Angelina, dão bem a ideia da magnífica aventura caminhadeira da 17ª da época. Óptima a ideia do Lúcio enviar as fotos do mesmo local em 2011. Assim podemos comparar e confirmar as melhorias acrescentadas ao percurso.
A qualidade dos fotógrafos tem vindo a aumentar e eu tenho aprendido muito com os mestres, o que me permite obter registos fotográficos de melhor qualidade, e principalmente a entender melhor a arte da fotografia. Tudo isto para vos dizer, que desta vez gostei muito das fotografias dos Dores Alves, não retirando mérito a todos os outros que já nos habituaram a níveis de elevada qualidade.
Saudações Caminhadeiras em passada frustrada pelos tempos de desconto,
Fortunato de Sousa

CEF disse...

No Sitio do Elias, a magia acontece, aconteceu.
O dia apresentou-se como normal para o local da partida, de seu nome e feitio, Serro Ventoso e frio, aqui as dúvidas levantadas por alguns quanto á grafia toponímica foram tiradas, e sem reticências, era ouvir o pessoal, Está cá um ventinho, um friooozinho, Vá de apertar a vestimenta que a temperatura não está para brincadeiras, faltava o grupo do Garcia, Vamos começar para não atrasar, já estão próximo, já nos juntamos diz o Vítor, e lá partiram para mais uma caminhada, uma aventura mais, o primeiro local a passar era o Sitio do Elias ou cabana dele, as setas ao ritmo do desenrolar caminhadeiro sprayadas no chão pela mão desenhista do pisteiro Gilberto iam dando a direção certa, a tartaruga no seu passo, mas firme e atento pois que não fique ninguém para trás e pensando nos que se colariam breve, chega onde o presente não é mais, e, o que seria futuro, foi já conquistado pelo passado, abraçado pela invasora vegetação que castiga a ausência da mão humana, um resto de mão humana que foi abrigo de gerações, É a vida diz a voz do povo, Não, não é aqui a cabana pois as vozes se ouvem mais a baixo, mais umas passadas abaixo aqui o frio e o vento não moram pois a vegetação densa e abrangente, acolhedora mudaram o cenário, o Luís Martins grita, Venham, venham depressa é aqui, é aqui o Sitio, Mas que sitio este é, que magia este Senhor Elias encontrou e construiu, instalou aqui para disfrute para quem o quiser ter, tudo tão simples mas tão completo, pratos, água, até carvão e as respetivas grelhas para os grelhados ali estão, De onde terão vindo as madeiras, as telhas, cinco, seis já é peso meus amigos e não dão muito jeito, que formiga esta é, que para aqui carregou este altar de pensar, esta magia, É Feliz decerto pensei, que pena não ter partilhado o nosso almoço, a nossa dele companhia, Bom, ficou a saber que Os Caminhadeiros existem e deixaram a sua marca pela mão do Luís Martins e do José Clara expresso em dotes licorosos rotulados com a chancela “Os Caminhadeiros” e demais assinaturas em formato Caminhadeiro. Que belo percurso este escolhido, uma mina diria, a mina que já foi, tendo desta vez o prémio da ausência de chuva, merecem.
A Pia do Urso mais uma boa escolha, quando o homem se empenha, se empina o resultado está á vista, as casas até parecem de brincar e, a brincar passo a passo se foi aprendendo no Eco-Sensorial, brincadeira não foi o almoço deveria ter sido um pouco mais levezinho pois que a janta se apresentava um pouco pesada e de difícil digestão para alguns, e aconteceu mesmo o que eu não queria. Está quase a passar e vai passar, Que risinhos são esses que estou a ouvir, bom, bom.
Atrás destes organizadores estão grandes mulheres, Angelina e Lurdes, Parabéns também e sem favor, portanto quero mais do mesmo e se melhor, melhor.
Um Beijo, Bjs.
C. Evangelista

António Dores Alves disse...

Quero também felicitar o duo Luis Martins / Zé da Clara por nos terem encaminhado por paisagens bem bonitas.
As fotos do Lúcio em 2011 mostram o que em 2 anos se fez de bom em parte do percurso. Muito oportuno.
Agradeço o destaque do amigo Fortunato, mas as fotos valem pela amálgama de sensibilidades diferentes das gentes do nosso grupo.
Abraços.

LM disse...

Há três temas que gostaria de mencionar e comentar:
- não sei porquê mas acho que o comentário do CEF está um espanto. Será porque o seu ‘português’ consegue fugir a tudo aquilo que se aprende na escola – embora o Saramago já lá tenha entrado? Será porque o escreveu à revelia do que certos ‘rapazes’ nos querem obrigar a escrever, chamando-lhe um Acordo Ortográfico (mas para haver acordo tem de haver várias partes e parece-me que não as há)? Será porque a exposição de todo o seu texto está cheio de uma graça e de uma fina atenção às diversas fases do dia? Não sei... e para quem não sabe nada já falei demais (até parece que tirei um curso de ‘muito falar e nada dizer’ na AR...).
- um ponto negativo para este senhor CEF - como mais alguns eu também fui entrevistado e pergunto: quando é que elas são transmitidas?
- a frase do ADAlves - amálgama de sensibilidades diferentes das gentes do nosso grupo – é, no meu ver, uma excelente síntese do nosso grupo, não só em relação a quem normalmente faz imagens, mas também de quem faz textos ou faz conversa. Penso que é isto que lhe dá, ao grupo, a sua grandeza e a sua beleza. Faz-me lembrar uma grande árvore que vai crescendo, forte e sólida, em que os diversos e diferentes ramos estão virados cada um para seu lado, apanham sol e chuva em diversas alturas do dia e do ano mas que, inexoravelmente, fazem parte do mesmo todo - a árvore.
E chega de conversa que já se aproxima a passos largos uma outra caminhada.