quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

* * * * Convocatória - 2ª Caminhada da Época 2014 / 2015 * * * * Caminhos da Barroca D'Alva - Dia 24 de Setembro

Convocam-se os Caminhadeiros para a 2ª Caminhada da época, que constará do seguinte programa:

HERDADE DA BARROCA D’ALVA

A Herdade da Barroca d'Alva, com cerca de mil e seiscentos hectares, é propriedade do Eng.º José Samuel Lupi, afamado cavaleiro tauromáquico.
Originariamente a Barroca d’Alva cresceu impulsionada pela forte migração de trabalhadores rurais que se dedicavam à extracção de cortiça, à produção de arroz, milho e criação de gado, mantendo, ainda hoje um forte cariz agrícola.
A criação de cavalos de toureio e toiros bravos é a actividade de maior realce na herdade.
Destaca.se também, como atracção, a Ermida do Vale de Santo António da Ussa, datada do século XV e a Capela de Nossa Senhora das Graças, erigida pelos Viscondes de Alcochete.

Distancia  a percorrer: 10Km
Duração 3h
Programa:
·        9h24 encontro na Herdade
·       13h24 Almoço “Campestre”
·       15h24 Inicio do passeio Cultural, guiado pela Drª Paula Nobre, percorrendo algumas ruas da vila de Alcochete, visitando pontos de referencia , nomeadamente: Igreja Matriz, Núcleo de arte Sacra, Museu Barrete Verde
·        17h24 Chá
Como chegar:
1.      Seguir pela Ponte Vasco da Gama em direcção Alcochete
2.    Na primeira rotunda tome a direcção de Pegões /Barroca d’Alva
3.    Percorridos cerca de 1,5 Km virar para a Herdade e estacionar

As inscrições terminam no Domingo 28 ao fim do dia.

Boa viagem!

Saudações Caminhadeiras em passada campestre,

Rogério Matias

terça-feira, 16 de Setembro de 2014

* * * * * * * * 1ª Caminhada da Época 2014 / 2015 * * * * * * * * Pelos Trilhos de Monsanto . Dia 10 de Setembro




Álbuns de Fotos:
Data do Encontro: 09/09/2014
Local: Lisboa
Percurso: Trilhos de Monsanto - 09, 000 kms - 03: 00 Horas
Caminhantes: (39) Amílcar Queiróz; Angelina Martins; António Clemente; Antonieta Faria; António Palma; Bia Namora; Carlos Penedo; Carmen Firme; Dores Alves; Fátima Libanio; Fortunato de Sousa; Gabriela Bentes; Gil Furtado; Gilberto Santos; Gonçalo Garcia; Graça Sena; Hugo Furtado; João Figueiredo; Lídia Albuquerque; Lina Fernandes; Lúcio Libanio; Luís Fernandes; Luís Martins; Luísa Clemente; Manuel Fernandes; Manuel Garcia; Manuel Pedro; Manuel Reis; Margarida Serôdio; Maria do Céu; Maria do Céu Fialho; Maria da Luz Fialho; Miguel Cardoso; Octávio Firme; Odete Vicente; Pedro Albuquerque; Quinita Sousa; Rogério Matias; Vítor Gonçalves;
Organizador: Fortunato de Sousa
Almoço: Restaurante ‘O Jugo do Lavrador’ (Tel. 245.469.129)
Próxima Caminhada: 24/09/2014 – (Rogério Matias)
Reportagem:
Com a caminhada da passada Quarta-Feira na Serra de Monsanto, iniciámos a 8ª época consecutiva da vida dos Caminhadeiros.
Por norma a caminhada que dava o arranque à nova época era realizada no Alentejo, por razões que tinham a ver com o baixo índice de dificuldade dos percursos ali efectuados. A Graça do Divôr com o percurso totalmente plano da ecopista do antigo ramal de Mora, foi durante os primeiros anos da nossa actividade, o palco escolhido para queimar as calorias acumuladas no defeso caminhadeiro. Até que certo dia de Setembro do ano 2011, fomos à herdade da Ervideira perto de Reguengos de Monsaraz iniciar a época 2011 / 2012.  Acontece que, para mal dos bocados de quem lá esteve presente, o dia 14 desse mês de Setembro, foi dos dias mais quentes do ano. 40º celsius a partir do meio dia, caminhando em plena planície alentejana desprovida de arvoredo, ficará para sempre na memória das vítimas caminhadeiras participantes, como um dos dias mais sofridos da vida de Caminhadeiro. Foi a partir desse factídico dia que, o organizador da caminhada e autor destas linhas decidiu que nunca mais voltaria a planear uma caminhada de início de época no seu Alentejo.
Portanto, nos dois últimos anos, para iniciar a nova época decidimo-nos sempre por um local próximo de Lisboa e do mar. Monsanto e a aldeia da Mata Pequena entre Mafra e a Ericeira foram os locais escolhidos.
Ora acontece que este ano, fomos brindados pelo nosso santo proctetor Pedro, com uma rega Setembrina que não lembrava ao diabo, quanto mais a nós Caminhadeiros. Foi talvez a compensação da canícula da Ervideira, mas com 3 anos de atraso. Dar início a uma nova época equipados de impermiáveis e de guarda chuva em punho, será uma boa recordação para quem lé esteve presente. Dizia o Manuel Reis logo muito aplaudido pelo Gil Furtado, que toda a nossa fé ou crença nos poderes sobrenaturais de S. Pedro, estavam desde agora literalmente desmistificados. Por mim, fico a aguardar o que o futuro nos reserva e depois logo me pronunciarei.
Quanto à participação no 1º evento, com quase 40 presenças, podemos dizer que ultrapassou em muito as expectativas. O grupo está consolidado e como dizia a Maria do Céu Fialho, ninguém pára os Caminhadeiros.
O pessoal que respondeu à convocatória foi chegando ao Parque da Serafina, cumprimentos do costume e perto das 10:00 horas todos estavam prontos e alinhados para a foto de grupo. O organizador deu a conhecer o programa do dia e as dificuldades que teve em conseguir marcar local para o almoço, visita cultural e salão de chá. Só a colaboração preciosa do António Dores Alves e do Carlos Penedo permitiram que o 1º dia de caminhada tivesse terminado com sucesso absoluto.
Assim, durante o percurso de 9 kms em pleno pulmão de Lisboa, lá fomos caminhando e tagarelando como de costume, sob a liderança do Pedro Albuquerque, que conhecendo o local como a palma das suas mãos, em muito ajudou o Balão de Sousa e o Carlos Penedo na escolha do caminho. À medida que o tempo ia passando, também as condições meteorológicas iam melhorando, de modo a aliviar os participantes do equipamento de inverno para outro mais adequado à época do ano. No final do percurso, dividiu-se o grupo em dois, causado por um erro de comunicação entre o Carlos Penedo e o Pedro Albuquerque.
Eram já 13:00 horas quando demos por terminada a caminhada, e após mudança de roupa molhada para seca ou enxuta, lá seguimos em direção ao almoço no restaurante ‘Jugo do Lavrador’. Já conhecido da maior parte dos participantes, mais uma vez o proprietário Sr. Francisco nos serviu como é seu hábito. Boa confeção, serviço acolhedor e boa relação preço qualidade. Durante o almoço, tivemos a companhia da Elsa Garcia e das suas 3 filhas gémeas, que são também a filha e as netas do nosso amigo Manuel Garcia.
Serguiu-se a visita cultural ao Museu Nacional de Etnologia, onde tivemos oportunidade de visitar 2 interessantes exposições. Uma temporária sobre ‘Artes de Pesca e Pescadores’ e outra permanente denominada:‘ O Museu, muitas Coisas’, versando 7 temas diferentes.
Como de costue terminámos o dia com uma sessão de chá. Desta vez o local escolhido foi  uma pastelaria muito agradável em frente ao Estádio do Restelo, onde aqui sim, o nosso santo protector Pedro mandou parar a chuva, enquanto saboreavamos o chá e uns deliciosos bolos caseiros.
Após a tomada do chá cumpriu-se o programa do dia, regressando cada família de Caminhadeiros a suas casas.
Saudações Caminhadeiras em passada retardada,

Fortunato de Sousa

quarta-feira, 3 de Setembro de 2014

* * * * Convocatória - 1ª Caminhada da Época 2014 / 2015 * * * * Pelos Trilhos de Monsanto . Dia 10 de Setembro

Passados quase 2 meses de defeso, eis chegado o momento de regressarmos mais uma vez à nossas inigualáveis aventuras Caminhadeiras. As férias devem ter proporcionado o armazenamento de alguma adiposidade física e poluição espiritual, pelo que devemos agir de imediato no sentido de repôr o equilíbrio destas 2 componentes. Portanto, preparem as vossas mochilas e o equipamento adequado para cumprirmos a 1ª caminhada da época 2014 / 2015.
Para início das actividades escolhemos mais uma vez a Serra de Monsanto, onde efectuaremos um percurso com grau de dificuldade baixo, indo assim ao encontro da vontade e do interesse da maioria dos participantes.
A concentração terá lugar no parque de estacionamento do "Parque Recreativo do Alto da Serafina" às 09:30 horas. 
Coordenadas GPS: N 38º 44' 4,69” – W 9º 10' 44,41”.
Como vem sendo hábito, devem os interessados em marcar presença neste 1º evento, utilizar os comentários desta mensagem até ao final do dia da próxima 2ª-Feira dia 08.

Saudações Caminhadeiras em passada de início de época,

Fortunato de Sousa

Caminhadeiros Solidários - Liga Portuguesa Contra o Cancro



No passado dia 24 de Julho, cumprimos uma nova acção de "Solidariedade Caminhadeira". Para o efeito, o Dores Alves, o Manuel Pedro, o Fortunato de Sousa e a Quinita, deslocaram-se às instalações da Liga Portuguesa contra o Cancro no IPO, onde nos esperava a Teresa (esposa do Dores Alves), que ali presta acções de voluntariado.
Foi entregue um cheque no valor de € 350,00 na secretaria da Liga, verba esta proveniente da receita obtida no sorteio do quadro oferecido pelo Dores Alves e o restante subtraído ao nosso fundo de maneio.
Saudações Caminhadeiras em passada Solidária,

Fortunato de Sousa

terça-feira, 8 de Julho de 2014

* * * 2ª Caminhada Extraordinária da Época 2013 / 2014 * * * Rota da Marateca - Fundão . Dias 04, 05 e 06 de Julho




Álbuns de Fotos:
Gil Furtado
Maria do Céu Fialho
Luis Martins
Tomaz Pessanha
Lúcio Libanio
Dores Alves
Lurdes Barbosa
Virgílio Vargas
Maria da Luz Fialho
Raul Almeida
Data do Encontro: 04, 05 e 06/07/2014
Local: Fundão – Rota da Marateca
Percurso: 12, 000 kms – 03:00 Horas
Organizadores: Fortunato de Sousa; Luís Fernandes e Victor Gonçalves
Caminhantes: (52)
Ana Almeida; Ana Leão; Angelina Martins; António Palma; António Pires; Carlos Penedo; Carmen Firme; Chico Pires; Cristina Archer; Dores Alves; Estela Garcia; Fátima Libanio; Fortunato de Sousa; Gabriela Bentes; Gil Furtado; Gilberto Santos; Gonçalo Garcia; Helena Meleiro; Hélia Jorge; João Costa; João Duarte; Juan Archer; Júlia Costa; Lidia Albuquerque; Lina Fernandes; Lúcio Libanio; Luís Fernandes; Luís Martins; Luísa Gonçalves; Lurdes Barbosa; Lurdes Clara; Manuel Barbosa; Manuel Garcia; Manuel Pedro; Margarida Graça; Maria do Céu; M. do Céu Fialho; M. da Luz Fialho; Nela Costa; Octávio Firme; Odete Vicente; Pedro Albuquerque; Quinita Sousa; Raúl Almeida; Rogério Matias; Rui Graça; Teresa Palma Duarte; Teresa Santos; Tomáz Pessanha; Victor Gonçalves; Virgílio Vargas; Zé Clara.
Participantes não Caminhantes: (3) Carlos Evangelista, Teresa Dores Alves; Tina Evangelista.
Almoço: Parque de Merendas de Sta Luzia no Fundão
Próxima Caminhada: 10/09/2014
Reportagem:
Dia 4.7
A excursåo partiu atrasada, porque o nosso amigo José Timóteo fez mal as contas e chegou ao objectivo uma hora depois do suposto.
Durante a viagem, foram assim frequentes e pungentes os telefonemas do senhor Diamantino, que nao sabia quando havia de por os filetes a fritar!
Lä chegämos por fim ao Fonte Nova... com uma hora de atraso, mas a horas de assistirmos à eliminação da Colômbia pelo pré-campeåo Brasil.
Dia 5.7
No trajecto de autocarro para a Soalheira tivemos a oportunidade de conhecer a nossa simpática guia, a "amiga Olga", que, depois de se apresentar, nos foi logo dando informações sobre a paisagem, a economia, as tradições da Gardunha.
Na Soalheira, a caminhada teve uma falsa partida, pois a Olga, não sabendo de que cepa são feitos os Caminhadeiros, queria levar-nos pelo caminho mais curto. As lebres tiveram que voltar para trás.
(Re)partimos então do largo da vila, depois da foto colectiva da praxe, junto ao monumento ao sapateiro.
A única subida do percurso era mesmo dentro da povoação. Mas foi já em pleno campo que se ouviu a voz do Luís Martins (?), via rádio: “As tartarugas acabaram de passar o chafariz”.
Após uma primeira parte “a seco”, onde a paisagem por vezes mostrava que o Alentejo começa ainda na Beira Baixa, começámos a bordejar a barragem de Santa Águeda (ou da Marateca). A temperatura estava amena e, mesmo quando começou a subir, foi acompanhada por uma brisa ligeira muito agradável. (Em todo o caso, houve um, mais encalorado, que não resistiu a ir tomar banho!)
Mesmo assim, escusado será dizer qual foi a escolha do grupo, quando confrontado com a alternativa de, ao fim de 12 km, fazer mais dois ou aguardar o autocarro… Aproveitando uma abençoada sombra, logo variadíssimos dos presentes se sentaram ou mesmo estenderam no chão, o que não deixou de perturbar o trânsito local...
O piquenique estava previsto para o Parque (de campismo) do Convento, o que não veio a verificar-se, pois, sendo fim-de-semana, o mesmo estava cheíssimo.
Felizmente tínhamos connosco a amiga Olga, que se lembrou de sugerir como alternativa o parque de Sta. Luzia, onde costuma realizar-se a respectiva festa.
Excelente escolha! Mau grado se repetir a dispersão de mesas já verificada em Montejunto, o quadro era muito agradável e esteve-se muito bem, trocando as fartas e saborosas iguarias. De lamentar apenas a perda da navalha de ponta e mola do Fortunato, que nenhuma das aturadas investigações desenvolvidas conseguiu resgatar.
A modorra que se seguiu foi exercida de variadas maneiras - tomar café, passear no parque, passar pelas brasas...
No regresso ao Fundão, a Olga ainda nos levou a dar um pequeno passeio pelo centro - Câmara Municipal, Igreja Matriz, quiosque da cereja, Av. Eugénio de Andrade.
Entre a piscina e os quartos aproveitou-se o tempo até à hora do jantar.
Punha-se o sol, quando o desfile das toilettes entrou no recinto do restaurante “Papo d’Anjo”, de onde a vista vai até Espanha.
Comeu-se, bebeu-se e conviveu-se, até que chegou o mais ansiado momento da noite, ponto culminante de um ano de amizades e folguedos.
Nada como revê-lo em várias peças audiovisuais, que enterneceram e provocaram a hilariedade geral.
Houve discursos, entrega de bastões aos mais valentes, menções especiais e até uma condecoração!
Integrado na vertente solidária dos Caminhadeiros, fez-se o sorteio de um expressivo quadro do caminhadeiro Dores Alves, tendo a caminhadeira Lurdes Clara sido a feliz contemplada. Os fundos conseguidos, reforçados com outra verba constante no fundo de maneio, reverterão para a Liga Portuguesa contra o Cancro.
No fim, cantou-se o Hino dos Caminhadeiros e o grupo, empolgado, recolheu a penates.
Dia 6.7
O dia amanheceu farrusco e quando saímos para o autocarro jä chuviscava.
Acomodar as bagagens exigiu cuidados redobrados, para não molestar as caixas de cerejas que os mais madrugadores já tinham ido comprar.
O período antes do almoço foi animado pelo discurso bem-humorado do Gil.
No fundo, as palavras dele consubstanciaram os nossos sentimentos de bem-estar pelo convívio destes dias, e de agradecimento aos Caminhadeiros-mor, pela excelente organização.
Pelo meio ouviu-se “a frase da viagem”. Dizia o Gil, citando Chico Buarque, “foi bonita a festa, pá”. E acrescentava: “Se também ele fosse dos nossos…”, ao que o Fortunato, saltou, num ápice: “Não tem estudos para isso!!!”
Excelente foi também a sugestão dos caminhadeiros Claras para o nosso almoço. Toda a gente se perguntou como é que, in the middle of nowhere, eles tinham descoberto esta pérola. Não só se comeu magnificamente, como os jardins circundantes proporcionaram óptimos passeios digestivos.
Isto, enquanto alguns se dedicavam à batota, ou, supostamente, ao ilusionismo… (Muita “electricidade nos dedos”…).
O resto foram as despedidas e os desejos mútuos de boas férias, repetidos em cada paragem do autocarro.
Em Setembro há mais.

Saudações Caminhadeiras em passada inovadora,

Maria do Céu Fialho

sábado, 28 de Junho de 2014

* * Convocatória . 2ª Caminhada Extraordinária 2013 / 2014 * * Encerramento de Época no Fundão . Dias 04, 05 e 06 de Julho

Esta convocatória de encerramento de época, formaliza apenas a publicação no blog da 2ª caminhada extraordinária. É do conhecimento do universo caminhadeiro, que as inscrições foram efectuadas por outra via e já se encontram encerradas.

Saudações Caminhadeiras em passada empolgante de final de época,

Fortunato de Sousa

segunda-feira, 23 de Junho de 2014

* * * * * * * * 20ª caminhada da Época 2013 / 2014 * * * * * * * * Pic Nic Caminhadeiro na Serra de Montejunto . Dia 18 de Junho




Álbuns de Fotos:
Data do Encontro: 18/06/2014
Local: Serra de Montejunto
Percurso: 9, 500 kms – 02:45 Horas
Organizadores: Carlos Penedo e Victor Couto
Caminhantes: (35)
Angelina Martins; António Clemente; Armando Lourenço; Carlos Penedo; Carmen Firme; Fátima Libanio; Fortunato de Sousa; Gil Furtado; Gilberto Santos; Inês Garcia; João Costa; João Duarte; João Figueiredo; Lina Fernandes; Lúcio Libanio; Luís Fernandes; Luís Martins; Luísa Clemente; Luke Beraneke; Manuel Flôxo; Manuel Garcia; Manuel Pedro; Manuel Reis; Margarida Serôdio; Maria do Céu; M. do Céu Fialho; M. da Luz Fialho; Nela Costa; Octávio Firme; Quinita Sousa; Rogério Matias; Teresa Palma; Victor Couto; Victor Gonçalves; Virgílio Vargas.
Almoço: Parque de Merendas da Serra de Montejunto
Próxima Caminhada: 04, 05 e 06/07/2014 (F. Sousa, L. Fernandes e V. Gonçalves).
Reportagem:
Depois de várias tentativas para realizar uma caminhada na serra de Montejunto, conseguiu finalmente o caminhadeiro Carlos Penedo, com a ajuda do seu primo Victor Couto, levar por diante a sua promessa. E em boa hora o fez, porque a maior parte dos participantes no evento nunca tinham visitado este local onde a natureza foi pródiga em ofertas de paisagens deslumbrantes. Também aqui tivemos oportunidade de encontrar uma grande beleza e diversidade de fauna e flora, inseridas em área protegida e muito bem conservada. As imagens recolhidas pelos vários repórteres caminhadeiros serão o testemunho destas minhas palavras.
A ocupação humana da serra de Montejunto remonta à época Neolítica e nela podemos encontrar ainda vestígios arqueológicos. No cimo foi erguido no século XII o primeiro convento Dominicano em Portugal, junto das ermidas de S. João Baptista e da Senhora das Neves.
O parque de merendas foi o local escolhido pelos organizadores para a concentração dos 37 participantes na Caminhada. Seriam 38, se uma lesão de última hora mas préviamente anunciada não impedisse o caminhadeiro Luís Pontes de marcar presença.
Portanto, depois do café matinal tomado no bar do parque e das saudações habituais entre os participantes, foi tirada a foto de grupo que perpetuará a nossa 1ª passagem pela serra de Montejunto. De seguida demos início ao percurso pedestre, todos juntos em direção ao ponto mais alto do monte. Daqui, tivemos oportunidade de ver as melhores paisagens que o local oferece, qualquer que seja o ângulo de visão seleccionado. Foi este também o troço mais difícil da caminhada, já que a partir dali seria sempre a descer e a parte final em circuito plano à volta do ponto de partida. Mais ou menos a meio, houve uma pequena paragem para repôr energias e reagrupamento do pessoal caminhadeiro. O resto do percurso foi efectuado em grupos divididos e em ritmo mais rápido ou mais lento de acordo com o que cada um lhe parece ser para si o mais adequado.
Finda a caminhada, aconteceu aquele que seria o grande momento inovador do evento: O almoço tipo Pic Nic. Para surpresa de todos, o António Palma e o Carlos Evangelista já esperavam por nós devidamente munidos de armas e bagagens gastronómicas ao estilo pic nic. Só numa enorme arca geladeira feita em esferovite descansavam várias garrafas de cerveja tipo mini, que foram a delícia dos caminhadeiros mais acossados pela sede. Mas não se ficou por aqui o desfile de sacos, caixas e cestos lindíssimos de merendas. Passado pouco tempo da hora de chegada, o parque mais parecia uma feira de tasquinhas ao estilo caminhadeiro. As várias mesas e bancos de pedra, distanciadas umas das outras para manter uma certa privacidade a quem as utiliza, foram para nós um factor de inconveniência, dado que não nos permitiu ficar junto uns dos outros durante o festival pic-niqueiro. Mas era ver as tolhas coloridas sobre as mesas, várias travessas com muitos tipos de saladas, rissois, panados, pasteis de bacalhau e até para surpresa da maioria, um fogão com um tacho em cima, onde o Manuel Garcia terminava a confecção da sua iguaria preferida: arroz de coelho à maneira. E as senhoras caminhadeiras a insistirem: prova aqui o meu petisco que está bem bom. Enfim, um festival gastronómico onde nem sequer faltaram as sobremesas compostas por doces de 1ª qualidade e até um cesto de verga com deliciosas ameixas que o João Figueiredo colheu nessa manhã do seu pomar na Abóboda. E o nosso amigo Flôxo, que só da sua parte trouxe nada menos que 4 geleiras, mas ao almoço só abriu 2, porque segundo ele as outras ficavam reservadas para a hora do chá. Dos vários vinhos para acompanhar as iguarias nem é bom falar, pois desde o famoso "Plexus", passando por brancos e tintos de várias origens até aos digestivos do Manuel Flôxo e do António Clemente, o mais difícil é encontrar  adjectivos que possam classificar tão preciosos néctares.
De realçar e agradecer mais uma vez à Maria do Céu, que desta vez nos presenteou com um molhinho de oregãos de Leceia.
Dado que não havia tempo para uma merecida e retemperadora cesta, fomos cumprir a parte cultural com uma interessante visita à Real Fábrica do Gelo. Construída em meados do século XVIII por iniciativa privada, tinha como objectivo o fornecimento de “neve” à cidade de Lisboa, e está desde 1997 classificada como Monumento Nacional. Em nome do grupo, os parabéns e o nosso agradecimento à guia Carla, pelo excelente acompanhamento, espírito de humor e enorme paciência demonstrados.
Já com a presença da Ana Margarida e do pequeno Dinis (esposa e filho do Victor Couto), seguiu-se a tomada do imprescindível chá, desta vez de várias qualidades e preparado ao momento em fogões de campanha. O acompanhamento do mesmo, para além dos mimos algarvios e não só que o Flôxo ia sacando das suas mágicas geleiras, tivemos ainda os bolinhos oferecidos pelo fundo de maneio e pelo Casal Angelina e Luís Martins. Como era dia de aniversário do André Martins e da Ana Penedo (filhos dos Martins e do Carlos Penedo), cantámos em uníssono os parabéns a você em plena Serra de Montejunto. Alguém dizia, que depois desta demonstração de competências alargadas e de grande qualidade, está o grupo “Os Caminhadeiros” preparado para enfrentar todo o tipo de modalidade de jornadas caminhadeiras que possam existir ao cimo da terra.
E foi assim, com despedidas até à próxima caminhada, que pouco a pouco fomos abandonando a bonita serra de Montejunto e começando a preparar a visita à serra da Gardunha, que dará por terminada a presente época Caminhadeira.

Saudações Caminhadeiras em passada de média altitude,

Fortunato de Sousa

quarta-feira, 11 de Junho de 2014

* * * Convocatória . 20ª Caminhada da Época 2013 / 2014 * * * Pic Nic Caminhadeiro na Serra de Montejunto. Dia 18 de Junho


Convocam-se os Caminhadeiros para a 20ª e penúltima caminhada da presente época.
Desta vez, vamos subir até à bonita serra de Montejunto para percorrer um percurso de aproximadamente 9 kms. O índice de dificuldade é médio baixo, portanto acessível a todos os Caminhadeiros que queiram participar. Devemos de qualquer modo ir munidos de bastão e vestidos com calças compridas, dado que nesta época do ano as carraças abundam neste tipo de vegetação.
O uso de binóculos também é aconselhável, dada a excelente panorâmica que a serra de Montejunto oferece a quem a visita.
A concentração será às 09:00 horas e terá lugar junto ao parque de campismo e de merendas no alto da serra. (N – 39º 10' 47” W – 9º 02' 59”). O início da caminhada será às 09:30 horas.
Desta vez o almoço será pic-nic no parque de merendas, pelo que cada participante deve ir munido dos acepipes do seu agrado.
A componente cultural também está garantida, tal como o imprescindível chá de fim de dia caminhadeiro. Pede-se apenas que cada participante leve consigo um copo ou uma chávana, de modo a não diminuirmos a nobreza e solenidade desta tradição caminhadeira.
Os interessados em participar nesta jornada, devem fazer as inscrições como de costume através dos comentários desta mensagem, até às 12:00 horas da próxima Segunda-Feira dia 16.

Saudações Caminhadeiras em passada de final de época,

Carlos Penedo

domingo, 8 de Junho de 2014

* * * * * * * * 19ª Caminhada da Época 2013 / 2014 * * * * * * * * Por Caminhos do Livramento . Dia 4 de Junho




Álbuns de Fotos
Dores Alves
Local de encontro: Livramento (Azueira, Mafra)
Percurso: 10,5 km – 3h00
Organizadores: Angelina e Luis Martins
Caminhantes: (31) Dores Alves, Gabriela Bentes, Miguel Cardoso, Maria do Céu, António Clemente, Luísa Clemente, João Costa, Nela Costa, Lina Fernandes, Luís Fernandes, Maria da Luz Fialho, Carmen Firme, Octávio Firme, Gil Furtado, Manuel Garcia, Margarida Graça, Rita Graça, Ana Leão, Fátima Libânio, Lúcio Libânio, Angelina Martins, Luís Martins, Rogério Matias, Manuel Pedro, Carlos Penedo, Luís Pontes, Manuel Reis, Gilberto Santos, Fortunato Sousa, Quinita Sousa, Odete Vicente.
Almoço: Restaurante Erva Doce - em Livramento - 261 963 181
Reportagem:
Após uma noite com alguma chuva bastante leve, às 9h00 previamente marcadas, toda a gente estava presente.
Com um ligeiro avanço de 5 minutos sobre a hora prevista deu-se início à caminhada a partir do Restaurante/Cafetaria ‘Erva Doce’. Após os primeiros seiscentos metros – em Bandalhoeira - iniciámos uma descida que nos permitiu aquecer os músculos e tomar balanço para as subidas que nos esperavam. Não eram muito pronunciadas mas eram ligeiramente prolongadas - cerca de dois quilómetros.
Deixando para trás a Fórnea e a Portela do Gradil, pequenas aldeias da antiga freguesia do Gradil (agora União de Freguesias do Gradil, Enxara do Bispo e Vila Franca do Rosário), a cerca de dois mil e quinhentos metros da partida parámos pela primeira vez para um curto retemperar de forças e prepararmo-nos para as derradeiras mas muito acentuadas subidas até ao cimo da Serra do Chipre. E entrámos na antiga freguesia do Sobral da Abelheira (agora União de Freguesias da Azueira e do Sobral da Abelheira). (Chiça que já estou cansado só de dizer os nomes destas invenções todas). Aqui foi posta a hipótese de, em alternativa, toda a gente poder utilizar um outro percurso mais curto ou alguns que se sentissem mais cansados o fizessem. Como era de esperar de tão bravos e experimentados caminhadeiros ninguém optou por esta segunda hipótese. Por conseguinte enchemos o peito de ar e demos muita corda às botas, iniciando os últimos quatrocentos metros de subida que, como se disse, foram os últimos mas não os mais fáceis. Mas, verdade seja dita, foram mais ou menos ‘papados’ com uma ‘perna às costas’. Quase no alto desta subida encontrámos o muro que rodeia a grande Quinta da Barroca e donde se podia ver uma área bastante grande da Tapada de Mafra  – que alguns recordaram com alguma nostalgia. Continuando por umas centenas de metros ao lado do citado muro o percurso começou a ser quase plano e aqui o grupo separou-se ligeiramente. Os organizadores tinham muito gosto em fazer o percurso que anteriormente foi escolhido, fazendo votos por que o tempo e a transparência da atmosfera permitisse o desfrute de tão amplo e belo panorama. Nem sempre isso aconteceu: não nos foi possível ver as Berlengas nem a serra dos Candeeiros mas, apesar de tudo, não foi mau de todo pois pudemos ver locais por onde andámos anteriormente: a serra da Archeira, a serra do Socorro, a serra do Alqueidão, a Serra da Vila, aldeia por cima de Torres Vedras que cruzámos aquando da Caminhada do Carnaval.  
É verdade que o ritmo da caminhada ia sofrendo algumas adaptações para que todos se pudessem manter mais ou menos próximos. E a organização ia dando algumas instruções para que o andamento dos da frente seguisse o que fora estabelecido. O que não aconteceu a determinada altura. Mas como isso não iria prejudicar em nada o resultado da caminhada achou-se por bem ‘deixar andar’ até porque iríamos reencontrar um pouco mais à frente  o caminho anteriormente previsto e que tinha uma descida muitíssimo mais pronunciada do que aquela que acabámos por fazer. E assim foi. Em Monte Gordo reunimo-nos novamente e demos início à terceira parte do percurso que, abençoados organizadores, escolheram por ser sempre a descer ou em plano, fazendo-o por caminhos que passavam através de campos cultivados e por meio de pomares, de pereiras e macieiras. Como decerto repararam, no início da caminhada predominava a vinha e agora, para o fim, víamos mais os pomares. É por isso que, cerca de quinhentos metros antes de se sair da N8, se encontram dois grandes complexos que são a Adega Cooperativa da Azueira e a FrutOeste que dão vazão a quase toda a produção de fruta e vinho.
Mas voltemos à vaca-fria. A teoria subjacente a esta caminhada foi a de dividir o percurso em três partes: a primeira seria a mais difícil porque era a subir e, portanto, dever-se-ia aproveitar o facto de todos estarem frescos (e neste caso com um tempo fresco que veio ajudar); a segunda parte seria no cimo da serra e teria alguma irregularidade (uma ou outra subida e algumas descidas mas maioritariamente plana); finalmente a terceira parte, e perante o previsível cansaço, o percurso seria a descer e em plano também. Parece que foi uma decisão acertada pois, com um esforço controlado e contínuo, toda a gente fez o percurso dentro do horário previsto, tendo havido apenas o previsível cansaço e os pés um pouco doridos. Cerca das 11h59 recebi um telefonema do nosso grande amigo e caminhadeiro Carlos Evangelista dando-nos notícias suas, querendo saber de nós e desejando uma boa e bela caminhada, enviando beijos e abraços para as caminhadeiras e caminhadeiros respectivamente. Fruto das preocupações do dia o organizador que recebeu o telefonema esqueceu-se de comunicá-lo a todos. Aqui se penitencia pedindo desculpas ao Carlos e dando conta do facto a todos, ainda que atrasadamente.
Ainda antes das 13h00 entrámos na sala do almoço – uma sala nas instalações do Sporting Clube do Livramento que a D.Susana, proprietária do Erva Doce se esmerou em preparar para nos servir o almoço. Aí, para retemperar as nossas forças ligeiramente abaladas, começámos com as ‘entradas’ que já estavam à nossa espera. Minutos depois foi-nos servido pela D.Susana, e por uma sua empregada, o primeiro prato que era uma estreia para todos, organizadores incluídos: ‘Grão de marisco ’que rapidamente passou de curiosidade e se tornou numa realidade palpável, papável e, em muitos casos, repetida. Foi um prato de que a maioria dos presentes gostou e elogiou. O segundo prato foi ‘Carne de porco à saloia’ que é uma ligeira variação da ‘Carne de porco à portuguesa’ e que todos conhecem.
Os vinhos eram da Adega Cooperativa da Azueira e conseguiram ser bem aceites pelos presentes, preferindo muitos o branco ao tinto. Para sobremesa houve salada de fruta e doces vários. Mais tarde o chá continuou a senda já trilhada durante o almoço, deixando os caminhadeiros bastante agradados no que respeitou à área da gastronomia: a sala muito funcional e com uma disposição das mesas de modo a todos estarem de frente para todos, a qualidade da cozinha e a simpatia e eficiência no serviço.
Os momentos culturais foram, como desejado pelos organizadores, mais uma vez um desmentido a quem gosta de nos caluniar dizendo que nas nossas caminhadas só se pensa em comer. É verdade que uma boa refeição retempera a  vertente física do ser humano, mas não só: não esqueçamos que o corpo é o suporte de um bom espírito, de uma fluidez intelectual onde o raciocínio se deverá assentar. Encontramo-nos principalmente, no nosso ponto de vista, claro, para conviver, para nos enriquecermos partilhando vivências e ouvindo opiniões, conselhos e histórias que a todos ajudarão na sua vida presente e futura. Isto faz-se enquanto se caminha e faz-se, sobretudo e à boa maneira portuguesa, sentados à mesa perante uma boa refeição onde os amigos se estreitam mais e os que ainda o não são rapidamente se incluirão nesse círculo, reduzindo inibições de vários tipos.
Mas a cultura é um conceito muito amplo, muitas vezes com difíceis e não muito claras fronteiras, podendo incluir-se nela tanto o teatro como o cinema, a ópera ou a dança (só clássica?), a escrita, as artes manuais (como a escultura) – e o artesanato não? -  etc., etc., etc. E será que apreciarmos as nossas terras, vermos como o nosso povo cuida do seu património (antigos castelos ou monumentos que representam a sua História), de como respeitam as antigas formas de trabalhar e engenhos que os mantiveram durante milénios, ouvir o seu canto ‘tradicional’ como forma de exprimir os seus sentimentos, o seu dia-a-dia, ou admirarmos as nossas paisagens e concluirmos que ainda há, felizmente, pessoas que se preocupam em as preservarem, em aumentar a sua beleza, transmitindo aos visitantes o orgulho que sentem por aí viverem, por serem o que são – não será isso também uma forma de cultura, talvez a mais profunda a calar no íntimo do ser humano?
Toda esta ‘filosofia barata’ vem a propósito da parte cultural escolhida para completar o nosso dia: a visita ao ‘Atelier d’Arte, Lda’ da família Canhoto, mestres na marcenaria artística e no embutido. Fora esta a primeira ideia que tivemos e que, em boa hora e graças à intervenção do sr. João Canhoto, foi desenvolvida, aceitando de bom grado a sua sugestão de contactar o Mestre Organeiro Comendador Dinarte Machado que poderia ilustrar a estreita colaboração existente entre eles no desenvolvimento de projectos que, frequentemente, têm áreas comuns. A nós, organizadores, nem nos passara pela cabeça pedir a colaboração do Mestre Dinarte Machado mas, perante a sugestão do sr. J.Canhoto, nem chegámos a pensar uma segunda vez quando ele nos disse que tratava de o contactar para ver da possibilidade de vir também falar um pouco da sua profissão mas, sobretudo, da sua arte. Como houve oportunidade de se ouvir, a família Canhoto está muito ligada ao Mestre Dinarte Machado por força da sua arte. Quando este aceitou dizer-nos umas palavras ficámos como aquela pessoa que, tendo um belíssimo bolo, ainda recebe uma linda cereja para lhe colocar por cima. Não nos vamos alongar sobre a ligação existente entre eles – e aqui remeto para os textos que vamos colocar no blog para mais alguém poder ler – pois essa dúvida surgida de início: que tem a ver a marcenaria e os embutidos com a organaria foi larga e profundamente esclarecida e justificada durante a visita à Igreja do Livramento (*); numa primeira parte em que se fez uma pequena resenha histórica da terra, da igreja e do órgão – pelas palavras do sr. José B. Lucas – e numa segunda parte pelas palavras de Mestre Dinarte Machado que nos falou do seu trabalho e que, no fim, nos presenteou com a execução de alguns temas musicais que lhe servem para testar e afinar os tubos e engenhos dos órgãos que repara ou que fabrica.
A seguir dirigimo-nos às instalações do ‘Atelier d’Arte’ que, para nós, era o bolo há tanto tempo conhecido e que, também há muito desejávamos mostrar aos nossos amigos caminhadeiros. Entrámos nas suas instalações com o espírito da criança que fica maravilhada perante jóias que julgava já não se fazerem mas que, afinal, ainda há uns mágicos que as produzem e nos deixam apreciar, maravilhando-nos com a sua Arte. Fomos recebidos em dois grupos pela família Canhoto que, com uma simpatia inultrapassável, nos deu algumas informações sobre o seu trabalho, nos exemplificou alguns momentos do seu trabalho, nos mostrou algumas peças em fase de desenvolvimento e, sobretudo, nos permitiu admirar obras acabadas de uma beleza estonteante; por fim responderam às questões que alguns de nós colocámos, fruto da nossa curiosidade e do espanto perante tanta beleza e engenho. Ainda tivemos o privilégio de poder ouvir a execução de pequenas peças musicais tradicionais com que o sr. F.A.Canhoto nos presenteou, executadas em alguns dos catorze tipos de instrumentos que domina e que, decerto, algumas fotografias irão ilustrar.  
Saímos das suas instalações como saíramos da igreja: conscientes de estarmos espiritualmente mais ricos, fruto da presença, da beleza e do conhecimento de obras de Arte e de pessoas que nos transmitiram notas sobre o seu saber e o seu querer serem melhores, tanto na sua profissão, como na sua vida.           
Quanto ao chá apenas podemos referir que as bebidas estavam óptimas e que os bolinhos também não destoavam dos que prováramos ao almoço.
Os organizadores esperam que o dia tenha sido do agrado, senão de todos, pelo menos da maioria dos caminhadeiros.

Saudações Caminhadeiras
Angelina e Luis     

(*) Para quem não teve oportunidade de estar presente aqui fica o porquê da sua colaboração: aquando da reparação/reconstrução do órgão de armário da igreja do Livramento, além da parte musical, isto é, da construção dos tubos, sua afinação e engenhos para os ligar, era preciso fazer um armário novo, um teclado novo, uma pedaleira nova, novas portas etc. que teriam de ser feitos por alguém fora do âmbito da Oficina do Mestre Dinarte Machado. Quando foi sugerida a colaboração com a família Canhoto, e após alguns trabalhos iniciais, nunca mais esta colaboração foi quebrada, passando a tornar-se estreitíssima e permanente.    

quarta-feira, 28 de Maio de 2014

* * * Convocatória . 19ª Caminhada da Época 2013 / 2014 * * * Por Caminhos do Livramento . Dia 4 de Junho

Ficam convocados todos os Caminhadeiros para esta 19ª Caminhada.
O percurso é de cerca de 10 km, de dificuldade média. Tem algumas subidas suaves, no entanto será útil o uso de bastão.
Devido à beleza e extensão do panorama (donde se avistam as Serras de Sintra, de Montejunto, dos Candeeiros e as Berlengas) aconselha-se o uso de binóculos; poder-se-ão ver, também, por onde andámos em anteriores caminhadas (Serras do Socorro e da Archeira, S.Quintino, Torres Vedras etc.).

Programa:
09h00 – concentração junto ao Sporting Clube do Livramento e ao Rest.Erva Doce (39º 00’ 12.58’’ N – 9º 17’ 11.47’’ W)
09h30 – início da caminhada
13h00 – almoço
15h30 – início do programa cultural
17h30 – chá

Como chegar, partindo de Lisboa:
- entrar na A8 e sair na saída 5 (Ericeira, Mafra, Malveira - 20 min./24 km), entrando na A21
- sair na saída 2 da A21 (Malveira - 3 min./4 km); após as portagens seguir pela dta. para T.Vedras pela N8 - 10 min./10 km.
- em Carrascal, após Adega Coop.da Azueira sair para a esq. (Livramento, Freiria) (EM551 - 1 min./1,2 km),
- estacionar junto ao Sporting Clube do Livramento e ao Rest.Erva Doce.
Como de costume agradece-se que as inscrições sejam efectuadas até final de Domingo dia 1 de Junho.
Saudações caminhadeiras em passada saloia,

Angelina Martins e Luís Martins