quarta-feira, 18 de maio de 2016

* * *Convocatória - 18ª Caminhada da Época 2015 / 2016* * * __Trilhos do Caniçal - Lagoa de Albufeira . Dia 25 de Maio__

Estão os Caminhadeiros convidados a participar na próxima caminhada a realizar na zona da Lagoa de Albufeira, num percurso de aproximadamente 10 kms,  que denominámos por: “Trilhos do Caniçal”. O índice de dificuldade é médio baixo, mas aconselhamos o uso de bastão.
O programa do dia será o seguinte:
09:00 horas – Concentração no parque de estacionamento do Espaço Interpretativo da Lagoa Pequena. (Coordenadas GPS: N 38º  31’ 19.89” -  W 9º 08’ 36.22”)
09:30 horas – Início da Caminhada
13:00 horas – Almoço no restaurante “O Lagoeiro “ na Lagoa de Albufeira
17:00 horas – Chá de final do dia no mesmo local
A visita cultural que estava prevista para o “Espaço Interpretativo da Lagoa de Albufeira” não pode ser realizada, dado que as visitas de grupo só podem acontecer às Quintas-Feiras.  Em substituição vamos fazer um passeio pela Lagoa e pela praia circundante. Quem quiser tomar banho deve ir munido de toalhas e protector solar. Quem preferir, pode ficar nas instalações do restaurante jogando cartas ou outro tipo de entretenimento.
As inscrições para o evento devem ser efectuadas até às 12:00 horas da próxima Segunda-Feira dia 23.
Saudações Camiinhadeiras em passada pré veraneante,


Estela e Manuel Garcia

segunda-feira, 16 de maio de 2016

* * * * * * * * 17ª Caminhada da Época 2015 / 2016 * * * * * * * * ___Da Praia das Maçãs à Praia da Aguda . Dia 11 de Maio___



Albuns de Fotografias
Luis Martins
Dores Alves
Acilina Couto
Data do Encontro: 11/05/2016
Local: Entre a Praia das Maçãs e Praia da Aguda
Percurso: 7,000 Kms ; 2,30horas
Caminhantes: (44) Acilina Couto; Amilcar Queiroz; Ana Cristina Umbelino; Angelina Martins; António Clemente; António Palma; Carlos Evangelista; Carlos Penedo; Carmen Firme; Cidália Marta; Clara Maia; Dores Alves; Estela Garcia; Fátima Libânio; Fortunato Sousa; Gilberto Santos; Graça Sena; João Duarte; João Figueiredo; Júlia Costa; Lina Fernandes; Lúcio Libânio; Luís Fernandes; Luís Martins; Luís Santos; Luísa Clemente; Luísa Gonçalves; Manuel Barbosa; Manuel Flôxo; Manuel Garcia; Manuel Pedro; Manuel Reis; Margarida Graça; Margarida Lopes; Margarida Serôdio; Maria do Céu; Miguel Cardoso; Odete Vicente; Pedro Albuquerque; Quinita Sousa; Rogério Matias; Teresa Palma; Vitor Gonçalves; Zé Clara.
Não caminhantes (3): Gil Furtado; Lurdes Clara; Octávio Firme.
Organizador: Graça Sena / Kinita
Almoço: Restaurante O Loureiro
Próxima Caminhada: 25/05/2016 (Organiza: Manuel Garcia/ Estela Garcia)
Reportagem:
Bom dia amigas e amigos, colegas caminhadeiros, embora com algum atraso, pois já podem deliciar-se com fotos que mostram bem a beleza do dia caminhadeiro entre a Praia das Maçãs e a Praia da Aguda passando pela de Azenhas do Mar, todas com bons miradouros. Foi um percurso de 7 Kms com ida à beira mar e vinda pela estrada principal. Percurso esse feito debaixo de chuva torrencial, embora com o sussurro do mar que melódicamente nos acompanhava e chamava a atenção para a sua grandiosidade e beleza, nós iamos ficando com os pêlos eríçados, a pele seca como papel, o nariz a pingar e cheios de abafos, mas tenho a certeza que o que nos aqueceu mesmo foi o calor humano de todos juntos a caminhar. Com os olhos baços de água, bem acaríciados pelo vento deu para apreciar,  ainda que ao de leve, a paisagem,  a agilidade das ervinhas, iluminadas pela água, florinhas bailando com o vento, troncos secos artisticamente desenhados pela mãe natureza, pedras lindas, que pisámos  com dureza mas sem querer magoar. Em contraste havia o som da chuva que batia nas capas e chapéus de chuva, dos passos determinados e apressados contra  a estrada impregnada de água :chap!chap!chap! interrompida por um ou outro:tchxxxxxxxxxx!tchchch!!!!! mais ou menos prolongado à passagem de alguns automóveis para lá e para cá, mas para fugir à lama foi a melhor decisão.  Só tenho a agradecer ao nosso S. Pedro,  mal terminou a caminhada, enviou-nos Sol esplendoroso, acolhedor que nos encheu a alma e permitiu a alguns caminhadeiros estenderem se  na praia a saboreá-lo ou passear  à beira-mar conversando, ou sentar na esplanada  até à hora do repasto. Voltando às contas a ajustar ou não com o S. Pedro, está portanto desculpado, pela água da manhã,  mas  terá de ser melhor recetor e ter mais atenção quando comunicam com ele, ou será que a Graça Sena não lhe pediu como devia nas suas orações!? Palpita-me que houve uma deficiente comunicação nossa, também pedi , secalhar sem ênfase suficiente. Acontece a todos . E tudo se resolve.
Enquanto não serviam o almoço, a Gracinha leu uma alusão ao apreço de cada refeição, apreciando as texturas, os sabores, as cores,etc, todos os pormonores de uma excelente e cuidada apreciação e valorização de cada alimento, um momento alto e muito acarinhado por todos nós. Também li um poema que a Graça amávelmente me deu a ler sobre a amizade, da autoria de um seu  amigo. Muito bonito. E mais um momento alto quando a Clara Maia, leu com amor e entusiasmo um poema da autoria do seu pai (artista sem idade) sobre as nossas caminhadas, lindo. Ficámos muito lisongeados.  Também recebemos uma caneca com o logotipo da 1ª caminhada extraordinária que se realizou à ilha de S. Miguel. Já todos adivinharam das mãos de quem, verdade? Claro, do nosso artista nessa área, o amigo António Palma que deste modo vai enriquecendo o nosso acervo. Todos os presentes agradeceram com palmas, isto por estarmos já com as mãos quentes das leituras apresentadas e da surpresa que foi a entrada na sala de um sr. “enganador” que enviou mensagens lamechas às organizadoras, pesaroso por não poder estar presente. Como somos amigos recebe-mo-lo com alegria e uma salva de palmas.
O almoço no “LOUREIRO” conhecido na zona pela sua boa caldeirada, foi  o prato escolhido pelas organizadoras.
Depois das entradas : queijinhos muito bons, manteigas e patês acompanhadas de bom pão, foram servidas as caldeiradas, que se podiam repetir até ser preciso. O vinho da casa branco ou tinto,  quem quisesse bebia sumos. De sobremesa:  abacaxi, laranja ou tarte de queijada de Sintra, pudim flan, pudim de natas e mousse de manga. Houve cafés ou chás conforme o gosto. Terminado o repasto com quase 100% das pessoas satisfeitas, deram-se parabéns ao cozinheiro. Houve xiripitis vários........   .....  chocolates. E todos satisfeitos dirigimo-nos para o largo da aldeia de Gouveia, para apreciar a toponímia das ruas em lindos azulejos. Aldeia que pertence à freguesia de S. João das Lâmpas e ao concelho de Sintra, cresceu e marcou presença, sendo visitada actualmente por variadas excursões portuguesas e já descoberta há anos por estrangeiros, principalmente ingleses.Tudo isto acontece porque nasceu nesta aldeia um senhor, cheio de amor pela sua Aldeia, ambicioso em promovê-la, aumentá-la, valorizando-a,  pensando sempre no futuro e  aproveitando o momento. O artista sr. José Valentim Lourenço, que protegeu e tentou dia a dia manter as tradições, fazendo melhoramentos, alargando horizontes . Escreveu e fez teatro,  inúmeras quadras que estão em cada rua, contando à época a história ou facto importante dessa rua. Conseguiu  mobilizar a população e promoveu a união entre Gouveia e Fontanelas e foi a “esperança” nessa realidade que o moveu a construir com a população e alguns apoios de diversa ordem  a Capela ou Igreja de Nª. Sª. Da Esperança, cuja imagem levou a benzer ao St. Papa. Com a igreja  manteria unidas as duas populações , muito pela continuidade da procissão de  2ª fª de Páscoa que por sinal era realizada ao domingo por ser o dia em que ninguém trabalhava.Tudo isto nos foi explicado amávelmente, orgulhosamente,  cheio de carinho e amor pela sua filha Pilar Valentim Lourenço, uma das mais valiosas heranças de Gouveia legada pelo sr. José Valentim Lourenço  visto que  deixou também outra filha que ao que percebemos também tem muita arte e que também segue algumas das pegadas de seu pai. A Pilar, continua tal como seu pai a escrever   teatro de  revista ou outro. Faz marchas populares, ou qualquer coisa temática, organiza, supervisiona, faz teatro e adereços, tal como seu pai fazia.  Desde 1964 a 1967, José Valentim Lourenço  escreveu e encenou um programa de variedades no qual se estreou o “Grupo de Teatro”, dando continuidade às cegadas carnavalescas. Foi um êxito de 3 anos,  por exemplo. Pilar além de nos acompanhar pelas ruas mostrando-nos tudo sobre seu pai, ainda nos levou a visitar as instalações da União Recreativa e Desportiva de Fontanelas e Gouveia, com escola de música, um grupo de jazz e o teatro com um elenco de mais ou menos 40 elementos,  com bar/restaurante e uma sala polivalente.
Agradecemos  agradados à D. Pilar oferecendo-lhe uma placa habitual dos Caminhadeiros. Rumámos ao “Loureiro” para um chàzinho e voltámos para casa com o estômago quentinho e prontos para uma outra caminhada passados mais quinze dias. 
Saudações Caminhadeiras

Kinita de Sousa

sexta-feira, 13 de maio de 2016

* * * * Caminhadeiros Solidários - Época 2015 / 2016 * * * *


Album de Fotos
Vários  Autores
Caros Caminhadeiros,
Encerrámos na passada sexta-feira, 6/5, por fim, as atividades da iniciativa solidária do ano de 2015.  Foi bom, mas acabou-se!
No plano inicial prevíamos que os trabalhos fossem executados nos dias 4 e 11 de abril, contudo, perante a dimensão das necessidades identificadas  (a cada prego que se pregava, caía mais um pedaço de parede), as características descontínuas do trabalho (necessidade de secagem entre intervenções) e a generosa adesão dos Caminhadeiros, prolongámos os trabalhos para os dias 5 e 6 de maio.
Se para nós foi bom, não o parece ter sido menos para as duas manas donas da casa: elogiaram, agradeceram, riram-se. Precisavam de muito mais (e chegaram a pedi-lo), mas infelizmente isso transcende-nos. Talvez um dia... aquela cozinha...
Ao todo, trabalhámos no local cerca de 180 horas e gastámos aproximadamente 350 Euros em materiais e equipamentos.
Para o ano serão outros, este ano foram: António Carvalho, Carlos Evangelista, Dores Alves, Fortunato de Sousa, Gilberto Santos, Manuel Garcia, Manuel Pedro, Manuel Reis, Maria da Luz Fialho, Maria do Céu Esteves, Maria do Céu Fialho e Odete Vicente.            
Uma palavra especial de agradecimento para o António Carvalho, engenhoso bricoleiro profissional, sempre pronto a ajudar, que não sendo propriamente um Caminhadeiro - será quando muito um Caminhadeiro-que-não-caminha (e neste particular não será o único) -, tem sido um participante ativo e assíduo desde a primeira hora em todas as iniciativas de solidariedade.
Saudações solidárias,

Manuel Pedro



P.S. – Para dar continuidade a esta nossa nobre actividade solidária, agradecemos que nos sugiram nomes credíveis de instituições de solidariedade social ou mesmos de famílias, cujo perfil de fragilidade mereça uma acção do nosso grupo “Os Caminhadeiros “ no próximo ano.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

* * * Convocatória . 17ª Caminhada da Época 2015 / 2016 * * * ___Da Praia das Maçãs à Praia da Aguda . Dia 11 de Maio___

Estão os Caminhadeiros convocados para participar na próxima caminhada da presente época.
Desta vez vamos caminhar à beira mar, num percurso de aproximadamente 9 kms com índice de dificuldade baixo.
O programa do dia será o seguinte:
09:30 horas - Concentração no parque de estacionamento da Praia das Maçãs, junto ao restaurante " O Loureiro" (Coordenadas GPS - N38º.825806 - W9º.4689)
10:00 horas - Início da Caminhada
12:45 horas - Almoço
15:30 horas - Visita Cultural
17:30 horas - Chá de final de dia
Os Caminhadeiros interessados em participar, devem efectuar as inscrições através dos comentários desta mensagem até ao final do dia do próximo Domingo.
Saudações Caminhadeiras em passada feminina,

Graça Sena / Kinita de Sousa

domingo, 1 de maio de 2016

* * * * * * * * 16ª Caminhada da Época 2015 / 2016 * * * * * * * * _____Pelos Trilhos de Cabeço de Vide . Dia 27 de Abril_____




Albuns de Fotografias
Acilina Couto
Céu Fialho
Céu Fialho V1
Céu Fialho V2
Céu Fialho V3
Céu Fialho V4
Céu Fialho V5
Céu Fialho V6
Luis Martins
Lurdes Clara
Lurdes Clara V1
Lurdes Clara V2
Lurdes Clara V3
Lurdes Clara V4
Lurdes Clara V5
Lurdes Clara V6
Lurdes Clara V7
Maria Da Luz
Data do Encontro: 27/04/2016
Local: Pelos Trilhos de Cabeço de Vide
Percurso: 9,2 Kms ;     2,5 horas
Caminhantes: (46)  Acilina Couto; Amilcar Queiroz; Ana Cristina Umbelino; Angelina Martins; Carlos Penedo; Carmen Firme; Celestino; Cidália Marta;  Clara Maia; Ferreira de Almeida; Elisabete Almeida; Estela Garcia; Fátima Libânio; Fortunato Sousa; Gilberto Santos; Graça Sena; Irene Afonso; João Costa; José Marques; Josefa Carrasco; Júlia Costa;  Lina Fernandes; Lúcio Libânio; Luís Fernandes; Luís Martins; Luísa Gonçalves; Lurdes Clara; Manuel Garcia; Manuel Pedro;  Manuel Reis; Margarida Lopes; Maria do Céu; Maria do Céu Fialho; Maria da Luz Fialho;  Miguel Cardoso; Nela Costa; Octávio Firme; Odete Vicente; Pedro Albuquerque; Quinita Sousa; Rogério Matias; Rosa Silva; Rui Afonso; Vitor Gonçalves; Tomás Santos (guia); Zé Clara.
Não caminhantes (2):    Fernando Couto; Gil Furtado
Organizador: Carmen Firme / Octávio Firme
Almoço: Restaurante da Estalagem Rainha D. Leonor  (telf  245 382 473 )
Próxima Caminhada: 11/05/2016   Organiza : Graça Sena
Reportagem:
A minha opinião sempre foi – e continua a ser- , que não deveria ser o organizador a fazer a reportagem, isto porque por um lado é dificil ter espírito crítico para avaliar as eventuais deficiencias e, por outro, o escriba também não se sente muito à vontade para realçar o que eventualmente tenha corrido bem. Porém, como esse não é o entendimento dos caminhadeiros, deitemos mãos à tarefa…..
Esta caminhada ficou a meio termo entre uma caminhada especial e uma caminhada normal, isto porque, derivado ao facto do local escolhido ficar a cerca de 200 kms de Lisboa, houve 38! caminhadeiros que resolveram ir de véspera. O jantar era livre e os primeiros que foram chegando, com os organizadores à cabeça, pensaram em jantar no próprio restaurante onde, no dia seguinte, teria lugar o almoço oficial. Contactada a D. Anita Leitão, ficou previsto um jantar para cerca de 15 pessoas; pouco depois já eram 25 e, acabaram os restantes, à medida que foram chegando, por aderir ao projecto. Resultado: 38 jantantes. O Fortunato, que chegou à tardinha, foi logo saudado pelos presentes com os 'parabéns a você' pelo seu aniversário.
A D. Anita respondeu também à solicitação de arranjar um bolo de aniversário e o jantar transformou-se numa memorável sessão de convivio que terminaria com o tradicional bolo, regado com champanhe francês, espumante e outras bebidas oferecidas pelo aniversariante e que contou com a presença do Presidente da Junta de Freguesia de Cabeço de Vide, Sr. João Velez.
Passava já da meia-noite quando demos por encerrado o jantar, porque na manhã   seguinte havia que levantar cedo para caminhar.
Às 09.30, tal como previa o programa, já com a presença de todos os participantes e com a fotografia de grupo tirada, estavamos prontos para iniciar a caminhada; faltava, porém, um elemento fundamental, o Tomás Santos, guia do percurso, que chegou ligeiramente atrasado, porque tinha ido fazer um reconhecimento final ao percurso devido às chuvas intensas dos dias anteriores. Tal facto, embora o atraso não fosse maior do que 5 minutos, causou ao organizador um pouco de stress.
Que dizer do percurso, aliás fácil, pela paleta de cores que são os campos do Alentejo na Primavera? Que foi uma maravilha!!!. O percurso terminava com uma subida ao Castelo de Cabeço de Vide e, como passava junto ao alojamento, alguns caminhadeiros mais debilitados fisicamente, entre os quais se encontrava  o escriba/organizador com o seu joelho 'maroto', resolveram parar por ali.
Seguiu-se o almoço com uma ementa tipicamente alentejana e esmeradamente confeccionada e que foi do agrado de todos, bem regado com os excelentes vinhos branco e tinto da região.
No programa seguia-se uma visita às termas da Sulfúrea para onde fomos a pé para ajudar à digestão. Aí fomos recebidos pelo responsável técnico das Termas, Sr. Paulo Bagulho, que nos fez uma pormenorizada descrição das mesmas, das qualidades organoléticas das águas e das suas propriedades terapeuticas, dos programas médicos e de lazer, o que interessou alguns caminhadeiros que mostraram vontade em regressar para usufruirem do tratamento e da tranquilidade e beleza do local. Após a visita às instalações demos por terminada mais esta parte do programa e lá voltámos de novo para o restaurante onde a D. Anita e o seu staff já tinham preparados o chá e uma grande variedade de bolinhos.
Terminada que foi a última etapa do programa oficial, começaram as despedidas até à próxima e os caminhadeiros iniciaram a viagem de regresso às suas casas. Não todos, porque ainda houve 13 resistentes que aproveitaram a oportunidade para visitar um dos famosos locais de comida tradicional da região o Restaurante Álvaro, na Urra, onde além das entradas com produtos regionais, nos deliciámos com alguns pratos regionais confeccionados à maneira caseira e antiga.
Os oito mais resistentes ainda ficámos para o dia seguinte e, depois do pequeno almoço, lá regressámos às origens.
Antes de terminar esta mal alinhavada crónica, quero expressar os agredecimentos, que são merecidos e devidos, ao Sr. Presidente da Junta de Cabeço de Vide pelo apoio e disponibilidade sempre demonstrada, nomeadamente em conseguir o guia para o percurso da caminhada e por facilitar a visita às Termas que, para quem não sabe, são pertença da Junta de Freguesia desde o reinado de D. Maria II, que lhe concedeu o respectivo alvará. Agradecer também à proprietária da Estalagem Rainha D. Leonor e seu Restaurante, e ao seu staff, nomeadamente o empregado de mesa, João, pela disponibilidade e vontade de agradar e resolver todas as questões que lhes foram sendo postas; ao guia Tomás Santos pelo lindo percurso que escolheu para nós; ao Sr.João Bagulho pela apresentação que fez das Termas; e 'last but not least' os agradecimentos à 'mana do Céu' que, com as suas famosas notas, me ajudou a elaborar a reportagem.
Com os agradecimentos a todos pelas provas de carinho e amizade demonstradas,  aqui ficam as

Saudações Caminhadeiras

Carmen e Octávio Firme

sexta-feira, 8 de abril de 2016

* * Convocatória . 16ª Caminhada da Época 2015 / 2016 * * ___Pelos Trilhos de Cabeço de Vide . Dia 27 de Abril___


Estão os Caminhadeiros convocados para a 16ª Caminhada da época, que desta vez terá lugar no Norte Alentejano, mais concretamente à volta das Termas de Cabeço de Vide.
O percurso terá uma distância comprendida entre os 8 e 9 kms com um índice de dificuldade médio baixo.
O local de reunião será junto à Estalagem Rainha D. Leonor onde há lugar para estacionar as viaturas. O almoço e o chá terão lugar no restaurante da Estalagem.
Depois da caminhada e do almoço segue-se a parte cultural, que será composta por uma visita guiada às termas e à parte velha de Cabeço de Vide.  A jornada caminhadeira terminará com o habitual chá e bolinhos.
Dado que a convocatória é feita com uma antecedência maior que o habitual, agradecemos que as inscrições sejam feitas até às 24 horas de sexta-feira 22 de Abril.
Informações úteis:
Local de concentração: Parque de estacionamento da Estalagem Rainha D. Leonor (Coordenadas GPS: N 39º 08' 10"  - W 7º 34' 36")
09:00 horas - Concentração
09:30 horas - Saída para a caminhada
13:00 horas - Almoço
15:30 horas - Visita às Termas e ao Castelo
17:30 horas - Chá
Saudações Caminhadeiras em passada calma e lenta,
Carmen e Octávio Firme

* * * * 1ª Caminhada Extraordinária . Época 2015/2016 * * * * Ilha de S. Miguel Açores - Açores . Dias 13, 14, 15, 16 e 17 de Abril




Albuns de Fotografias
Data do Evento: Dias 13, 14, 15, 16 e 17 de Abril
Local: Ilha de S. Miguel – Açores
Percurso 1: (dia 14) Trilho do Salto do Cabrito; 6,000 kms - 02:40 horas
Percurso 2: (dia 15) Percurso Sete Cidades + Urbano; 5,000 kms – 03:00 horas
Percurso 3: (dia 16) Trilho das Furnas; 3,500 kms – 02:00 horas
Organizadores: Fortunato de Sousa, Luís Fernandes e Vítor Gonçalves
Participantes: Lídia Albuquerque; Pedro Albuquerque; José Clara; Lurdes Clara; António Clemente; Luísa Clemente; Ana Cotrim; Teresa Cotrim; António Dores Alves; João Duarte; Teresa Palma Duarte; Lina Fernandes; Luís Fernandes; Céu Fialho; Luz Fialho; João Figueiredo; Carmen Firme; Octávio Firme; Manuel Flôxo; Gil Furtado; Guida Gaspar; Octávio Gaspar; Estela Garcia; Manuel Garcia; Luísa Gonçalves; Vítor Fernandes; Rogério Matias; Manuel Pedro; Maria do Céu Esteves; Carlos Penedo; António Pires; Francisco Pires; Amílcar Queiróz; São Queiróz; Gilberto Santos; Teresa Santos; Fortunato de Sousa; Kinita de Sousa; Ana Cristina Umbelino; Odete Vicente.
Próxima Caminhada: Dia 27 de Abril (Organiza Carmen e Octávio Firme)
Reportagem
1º Dia (Quarta-Feira, dia13)
Ainda não tínhamos partido e a festa já tinha começado.  O Manel Garcia fazia anos, e as amigas, Graça Sena e Cidália Marta, apesar de não integrarem a excursão, tinham-lhe preparado a comemoração através de uma festa surpresa.  Champanhe e as respectivas velas e varinhas de fogo de artificio em cima do bolo de anos. Armadas em caminhadeiras infiltradas, apresentaram-se no aeroporto com os preparos adequados e disfarçados numa enormérrima caixa de cartão, dizendo ao festejado que era uma encomenda que elas pediam para ele entregar nos Açores. O homem assovelou os bigodes (pelo que lhe viria a pedir depois infinitas desculpas), mas tudo acabou em festa emocionada, com os parabéns a você cantados em coro por todos os excursionistas. Um caminhadeiro mais atento descortinou duas lágrimas furtivas a cair suavemente no rosto do nosso amigo Manel Garcia. 
O Benfica estava a jogar com o Bayern, o que gerou, na porta de embarque, grande sofrimento. Foi estar até à última de olhos cravados no ecrã, com o João Duarte em primeiro plano, a contestar veementemente as decisões da arbitragem e a proclamar que a haver justiça, teria sido o seu glorioso a seguir em frente. 
Antes de entrarmos no avião, todos os participantes eram facilmente identificáveis, por trazerem ao peito um pin, que os organizadores foram distribuindo a quem chegava. Mais uma vez, este bonito adereço, teve a autoria do António Palma, que o criou para este evento.
Quase no final da viagem, ouvimos o comandante do avião desejar ao grupo dos Caminhadeiros uma agradável estadia na ilha de São Miguel. Palmas e mais palmas em agradecimento jubiloso.
À nossa chegada ao aeroporto de Ponta Delgada, lá estava o autocarro que nos havia de transportar durante a estadia. O Vítor Gonçalves que coordenou toda a viagem fez as apresentações do guia Bruno e do motorista José Cordeiro.
O Bruno, talvez de pé atrás com o escalão etário dos clientes (com a dimensão do grupo e, porque éramos portugueses confessou no fim), falou grosso e em estilo autoritário: queria toda a gente com água, com calçado apropriado, etc. Ou seja, aquelas coisas que para nós são habituais, mas que ele desconhecia. À laia de despedida, mas em tom mais suave, convocou-nos para as nove da matina do dia seguinte. 

2º Dia (Quinta-Feira, dia 14)
O início da  primeira caminhada foi feita a partir das Caldeiras da Ribeira Grande. Cafézinho rápido, foto da praxe e aí vamos nós, deixando com pena, mas por prudência, o Octávio Firme na companhia de um livro. 
Uma primeira baixa – a Quinita, a braços com uma inoportuna virose – já se tinha declarado no hotel. 
Em compensação tivemos pela 1ª vez connosco a presença da Teresa e da Ana Cotrim, apadrinhadas pelos seus amigos Lina e Luís Fernandes. Desde já os nossos parabéns e um forte abraço para as duas pela sua capacidade de resistência a este 1ª impacto.
Depressa nos internámos na exuberante flora açoreana, sobre a qual o Bruno nos ía dando frequentes e detalhadas explicações. 
As coisas começaram a animar a seguir à ponte de ferro – uma passagem estreita poderia ter servido de (exigente) bitola a muitas barrigas… Daqui já se começava a avistar a espécie de desfiladeiro que conduz a água ao acidente natural que dá o nome ao percurso: o Salto do Cabrito, que alcançámos ao fim de pouco tempo. Paragem para contemplação, fotos e prosseguimos. 
A excitação do grupo atingiria o máximo com a travessia, a vau, de dois pequenos ribeiros, tal como anunciado no nosso programa. No primeiro, ainda conseguimos passar “em pontas de botas”. No segundo, fomos obrigados a descalçar-nos, arregaçar as calças e afrontar a temperatura pouco convidativa da água. Épico e hilariante, simultaneamente. Com a agravante de uma chuvinha tola, que escolheu exactamente esta ocasião para nos fazer companhia. 
Como ela não abrandasse, o Bruno acabou por neutralizar os últimos 500 metros, pedindo ao motorista para nos ir buscar de autocarro. 
Para nosso consolo, o senhor José Cordeiro trazia a bordo umas deliciosas queijadas de leite acabadas de sair do forno, previamente encomendadas, com que nos regalámos no regresso até Ponta Delgada. 
Da parte da tarde, estava previsto um percurso pela cidade. O Bruno acelerou, aos ziguezagues pela malha urbana e chegou ao Jardim António Borges com o grupo fraccionado. Para refazer o puzzle, foi preciso andar recolhendo as várias peças desmanadas. 
Já reunidos, recebemos de novo do nosso guia Bruno, verdadeiras lições de botânica açoreana. (E sobre a porca que furou o Pico)! 
A excursão prosseguiu pelo Colégio dos Jesuítas, igreja de S. Sebastião e Portas da Cidade. Os quilómetros da manhã e o sol que tinha voltado a aparecer durante a tarde, começavam a fazer-se sentir no fôlego das bravas gentes. Mesmo assim, prosseguimos para o convento da Esperança, onde se encontra a imagem do Senhor Santo Cristo, depois do Bruno nos ter historiado este tão importante culto açoriano. (*) 
De seguida atravessámos a praça para visitar a igreja de S. Francisco, e foi aqui que o caldo se entornou, pois o senhor “páraco” achou o grupo demasiado barulhento. Seguiu-se uma troca de galhardetes entre o Bruno e alguns dos circunstantes… 
Carregando tantos quilómetros e emoções, resolvemos ir refrescar-nos na “Melo Abreu”, uma cervejaria micaelense que remonta a 1893. Foi aqui onde o Manel Garcia, por via do aniversário da véspera, pagou uma rodada de bejecas aos sobreviventes. 
Repouso e jantar no hotel. 

3º Dia (Sexta-Feira, dia 15)
Acordámos com um dia magnífico graças à generosidade e à proteção divina do nosso Santo protector Pedro. E com a Quinita já recuperada, graças à dieta rigorosa do dia e noite anteriores, podíamos partir a explorar a ilha. Foi o que fizémos. 
A primeira paragem teve lugar no Pico do Carvão, com uma vista ampla e magnífica sobre a montanha do Maciço das Sete Cidades. Mas convinha não gastar já os adjectivos todos, porque o dia estava só a começar. Com efeito, na paragem seguinte – a Lagoa do Canário – a paisagem era tão cativante que quem resumiu bem a coisa foi a Luísa Gonçalves: “Aqui, sinto-me a avó da Heidi!”. 
Apetecia ficar, mas não era possível. Os esforços do dia começaram com a subida para a Boca do Inferno. Desprevenidos, sem bastões, todos se perguntavam como seria a descida… 
Mas, uma vez lá em cima, o cansaço cedeu o lugar ao espanto, perante a vista que, além de inadjectivável, era abrangente – a Lagoa das Sete cidades, a Lagoa de Santiago, a Caldeira do Alferes. 
O Bruno teve pena dos sexagenários e levou-nos de volta ao autocarro por um caminho diferente (mesmo assim, não isento de dificuldades!) 
Não se sabe se o rei D. Carlos, de visita aos Açores, terá ido à Boca/Janela do Inferno. Mas provavelmente, se assim foi, terá sido essa a Vista do Rei. Assim não sendo, a que ficou com esse nome foi o miradouro que se situa mais abaixo (Miradouro da Candelária), onde fizémos a paragem seguinte. Mas nós agora já tínhamos um padrão de comparação mais exigente, a paragem foi breve. 
Na povoação de Sete Cidades bebemos um café rápido,  apreciámos a casa de Caetano de Andrade e a Igreja de S. Nicolau (onde havia um monumento a um anterior “páraco”…) 
O almoço estava já ali e foi no “Restaurante Micaelense”, na Várzea, uma pequena povoação localizada entre as Sete Cidades e os Mosteiros. O nome de Mosteiros está associado a uma rocha que lhe está fronteira e que tem a forma de um pequeno mosteiro. Para apreciá-la, dirigímo-nos ao Miradouro do Escalvado. A paragem ficou marcada pela presença de um bezerrinho recém-nascido tresmalhado, ainda de cordão umbilical pendurado. Alguns brados e muita língua gestual alertaram o suposto dono para o facto. 
Mas a ilha é tão bonita, que a paragem seguinte foi num outro miradouro, o do Caminho Novo, de onde, continuando o dia a apresentar-se luminoso, avistámos a ilha de Santa Maria. 
Começava a modorra a instalar-se quando atingimos a Fajã de Baixo (terra de Natália Correia), onde visitámos as estufas de ananás de Augusto Arruda. Ouvimos as pormenorizadas explicações do Bruno (uns mais atentos que outros), observámos as estufas (uns mais entendidamente que outros) e fizemos compras (uns mais perdulariamente do que outros). 
Porque a visita no dia anterior a Ponta Delgada tinha ficado incompleta, foi para lá que seguimos. Depois de uma paragem na Igreja da Mãe de Deus, seguimos para o mercado, onde o Bruno nos deu tempo livre para perdermos a cabeça numa loja de produtos alimentares regionais que nos recomendou. 
Ainda fomos visitar a Igreja de S. Sebastião e, sempre a pé, regressámos ao hotel. 
O tempo foi de repouso e alindamento, em preparação para o jantar no restaurante  “Alcides”, um dos ícones da cidade. Ida e regresso a pé, pelo que, uma vez no hotel, apenas os mais valentes ainda ficaram a conviver, tendo os restantes recolhido ao seus aposentos. 

4º Dia (Sábado, dia 16)
De novo um dia lindo!  
Na viagem para o chá da Gorreana, cantámos os parabéns à Luísa Clemente, que pela 1ª vez celebrou o aniversário nos Açores. 
A visita à fabrica teve que ser mais rápida do que gostaríamos, pois o programa do dia estava apertado. Mas nem por isso o nosso amigo Bruno deixou de nos dar detalhadas informações sobre o cultivo e fabrico do chá. 
 O percurso inicialmente previsto para a caminhada do dia circundava a Lagoa das Furnas e tinha depois uma subida atrevida. Mas, ontem, o Bruno já nos tinha proposto que o alterássemos, nomeadamente que descêssemos em vez de subir. 
E foi aqui, no Miradouro de Santa Iría, impecavelmente ajardinado, que nos transformámos de novo em Caminhadeiros e demos início à caminhada. 
Após um primeiro troço, mais ou menos plano, apareceu-nos a tal (interminável) descida. Nada que tolhesse o ânimo ao grupo, que se lançou à tarefa de descê-lo em altas cantorias. Predominaram as modas do Alentejo e as cantigas açoreanas, intervaladas a miúde com alguma música brasileira. Nos intervalos, extasiavamo-nos com as vistas sobre a lagoa. 
O valente Octávio Firme, que, desta vez, arriscara meter o seu joelho manhoso ao caminho, seguia esforçadamente, sempre acolitado pelo seu anjo da guarda Manel Pedro. Para louvar a coragem e bravura do aventureiro cada vez mais firme, teve o nosso Octávio no fim do declive e já perto da chegada, direito a uma (merecida) salva de palmas. 
Depois da Casa da Inglesa o caminho era mais suave, sempre em plano horizontal, até à zona de cozidos da Lagoa das Furnas, onde termina o trilho. 
Circulámos por entre as crateras fumegantes e assistimos ao retirar, devidamente acautelado, de uma panela de cozido, que tinha ficado soterrado durante longas horas. 
Estava na altura de irmos à procura do nosso próprio cozido, que nos esperava no restaurante “Terra Nostra”. 
No autocarro, gritou-se por milagre: a Carmen, sem olfacto há muito tempo, parecia tê-lo recuperado, por obra e graça das emanações sulfurosas! 
Ao almoço, o Balão fez um brinde semelhante ao antibiótico, ou seja, segundo ele disse, de largo espectro: à Luísa aniversariante, ao Octávio Firme sobrevivente e ao Bruno, que em boa hora alterou de trilho para melhor. 
E foi enquanto reponhamos as calorias perdidas durante a caminhada que o dia começou a fazer cara feia. Saímos do hotel para o parque “Terra Nostra” já debaixo de chuva e foi à chuva que fizémos um rápido percurso, ouvindo as explicações do Bruno. 
Depois disto, só os excursionistas de verdadeira têmpera se mergulharam nas quentes águas das várias piscinas naturais. Sendo que só lamentaram o reduzido tempo da banhoca. 
De novo motorizados, fomos até à zona das Fumarolas, para experimentar a “água peideira e provarmos licores locais. 
Regresso ao hotel para nos prepararmos para o jantar de encerramento. 
Desta vez fomos de autocarro para o “Solar da Graça”, um restaurante típico existente desde 1954, instalado num antigo estábulo. 
Enquanto saboreávamos o aperitivo de vinho abafado, produto local, os Caminhadeiros-Mores fizeram distribuição das habituais prendas em caminhadas extraordinárias, que foram muito apreciadas – pacotes de chá e uma fotografia do grupo, no início da primeira caminhada açoreana. O Balão aproveitou o momento para transmitir as mensagens que inúmeros Caminhadeiros ausentes tinham enviado desde a nossa chegada. 
Depois do jantar, que muitos consideraram a melhor pitança das andanças insulares, actuou o Rancho Folclórico da Fajã de Baixo com interpretações meritórias do folclore micaelense. Pézinho da Vila, Baile da Povoação e a famosa Chama Rita foram alguns exemplos. Algumas caminhadeiras e caminhadeiros tiveram mesmo honras de convite por parte de alguns elementos do rancho para com eles formar par. Escusado será dizer que as suas actuações deixaram a assistência maravilhada.
Regressámos a pé, à beira-mar, para nos despedirmos de Ponta Delgada. 

5º Dia (Domingo, dia 17)
S. Pedro voltou a presentear-nos com um dia de Sol radiante.
Iniciámos a última viagem da nossa visita à ilha de S. Miguel com uma passagem pela costa sul – S. Roque, Lagoa – para depois prosseguir para o interior da ilha, até à Lagoa do Fogo. As exclamações já tinham sido todas gastas nos dias anteriores, mas esta lagoa também merecia algumas, senão as maiores. Fizemos duas paragens, que se teriam prolongado muito mais se o tempo no-lo permitisse. 
Descemos para a Caldeira Velha, onde, se não fossem as demoras logísticas, alguns se teriam voltado a banhar. Não foi que o Bruno não nos tivesse avisado! 
Assim, limitámo-nos (?!) a deambular por mais esta extraordinária e exuberante manifestação da flora açoreana. De realçar a beleza ímpar da cascata.
Com pronúncia insular, o Gil e as histórias do seu amigo Máximo levaram-nos até à Ribeira Grande, a “cidade mais bonita do mundo”, ou seja, a terra do Bruno. 
Foi, portanto, com redobrado entusiasmo que ele nos falou da história da primeira capital da ilha, da sua “arquitectura chã” e dos antigos moinhos de água. 
De lojas, visitámos a dos licores. De monumentos, vimos a Câmara Municipal, a Igreja do Espírito Santo e a Igreja de Nossa Senhora da Estrela. 
O nosso périplo micaelense terminou com um pequeno passeio na praia de Santa Bárbara, capital do surf por estas paragens. 
Recolhemos ao hotel, para almoçar. 
Porque a tarde era livre, cada um ocupou o tempo a seu belo prazer e como melhor lhe pareceu. Uns dormindo a sesta, outros  nas compras, outros nas fotografias, na “Melo Abreu, etc... Houve até quem tivesse passado nada menos que quatro horas na piscina interior do hotel, de onde saiu toda enrugadinha… 
 Ao fim da tarde, os nossos amigos Bruno e José Cordeiro vieram para nos levar ao aeroporto. Foi a altura de ambas as partes manifestarem o seu agrado pela excelente maneira como tudo decorreu. 
No aeroporto, também houve agradecimentos aos Caminhadeiros-Mores, pelo empenho e trabalho que tiveram e que tão bom resultado produziu. A aposta na “1ª Caminhada Extraordinária” fora do continente estava ganha com a colaboração preciosa de todos os participantes.
Chegados a Lisboa após uma viagem calma e tranquila no “Airbus A-320” da Sata, seguiu cada um para sua casa, com algum cansaço no corpo, mas já decerto com saudades de um dia regressar à belíssima ilha de S. Miguel nos Açores.
Saudações Caminhadeiras em passada de repórter cooperante,

Maria do Céu Fialho / Fortunato de Sousa

(*) O que aprendemos com o Bruno foi tanto e tão diversificado que seria demasiado estar aqui a reproduzir em pormenor. Cada um terá tomado as suas notas e as consultará.