quarta-feira, 14 de novembro de 2018

* * * * Convocatória . 5ª Caminhada da Época 2018 / 2019 * * * * _____À Volta de Aveiras . Aveiras . Dia 21 de Novembro_____


Convidam-se todos os Caminhadeiros para esta jornada caminhadeira que será realizada, tal como  o nome indica, à volta de Aveiras de Cima.   Dado que tem chovido muito e nada os indica que não voltará a chover antes da caminhada, o percurso escolhido será todo efectuado em estradas municipais, todas asfaltadas, e com pouco trânsito. Recomenda-se, portanto, que não nos afastemos muito uns dos outros e que sigamos o mais possível em fila indiana, do lado esquerdo da via. (Baixar aqui o ficheiro GPS/GPX)
A concentração será no parque do restaurante ‘Oficina dos Sabores’ (GPS: 39º7’59” N 8º54’16” O),  em Aveiras de Cima,  onde, além do almoço, também terá lugar o tradicional chá. A componente cultural  ainda não está decidida e será comunicada no início da caminhada.    
A reunião será entre as 09.00 e as 09.30, para que a essa hora, com a fotografia de grupo já tirada, se dê inicio à caminhada.
As inscrições, como sempre, deverão ser feitas até às 24.00 de Domingo.
O percurso terá cerca de 10 Kms e é recomendado o uso  de coletes refletores.
Ainda sem garantia, vamos solicitar ao dono do restaurante que tenha lá alguém, logo de manhã, disponível para tirar uns cafèzinhos.
Cá os esperamos em passada outonal,

Carmen e Octávio

P.S. - O seguro de acidentes pessoais é da responsabilidade de cada participante.

domingo, 11 de novembro de 2018

* * * * * * * * * 4ª Caminhada da Época 2018 / 2019 * * * * * * * * _______Caminhar Esclarecido, Alegre e com Saúde________ * * * * * * * * Lisboa . Monsanto . Dia 7 de Novembro * * * * * * *





Álbuns de Fotos:
Acilina Couto
Dores Alves
Luis Martins
Data do Evento: 07 de Novembro
Local: Lisboa (Parque Florestal de Monsanto)
Percurso: “Caminhar Esclarecido, Alegre e com Saúde”
Distância: 8,5 kms
Caminhantes: (36) Acilina Caneco;  Ana Cristina Umbelino; António Palma; Carmen Firme; Cidália Marta; Dores Alves; Estela Garcia;  Fernanda; Fortunato de Sousa; Gilberto Santos; Helena Meleiro; Hélia Jorge, João Figueiredo;  José Clara; Kinita de Sousa; Lídia Albuquerque; Lina Fernandes; Luís Fernandes; Luís Martins;  Luísa Gonçalves; Lurdes Clara;  Manuel Garcia; Manuel Pedro; Manuel Reis; Margarida Graça; Margarida Lopes; Margarida Serôdio; Maria do Céu;  Octávio Firme; Odete Vicente; Pedro Albuquerque;  Rogério Matias;  Rui Graça; Teresa Viras; Virgílio Vargas; Vítor Gonçalves;
Participantes que não caminharam: (3) Angelina Martins; Gabriela Bentes; José Teixeira.
Convidados: (2) Bruno Inça; Cristina Maia Santos
Organizadores: Fortunato de Sousa e Gilberto Santos
Próxima Caminhada: Dia 21 de Novembro (organiza: Carmen Firme e Octávio Firme)
Reportagem:
Amigos caminhadeiros, tento descrever o que senti que se foi desenrolando neste precioso dia que nasceu carrancudo e foi dissipando o seu ar agreste e até choroso, sabendo que iríamos caminhar juntos. Aí, valorizando o esforço feito pelo novo dia, os caminhadeiros que responderam à chamada, foram-se cumprimentando uns aos outros, com mais ou menos energia. As feições foram-se animando e depois de satisfazer cada um algumas necessidades, como tomar o pequeno almoço, ou tomar um cafézinho, todos prontos para mais uma caminhada desta vez em Monsanto, o nosso pulmão citadino. Caminhámos até ao Centro de Interpretação de Monsanto onde o nosso mui estimado Luis Martins captou a nossa foto em grupo. Havendo quem por ali se quedou em caminhada mais curta.
Para todos foi agradável oxigenar bem seus pulmões, espraiar a cabeça, sentir os aromas (dos eucaliptos, dos medronheiros entre outros), exercitar seus músculos, (e demos bem à língua).  Regressando ao ponto de encontro o olfato começou a dar pelo cheiro a leitão assado, batatas fritas, queijos, leitão à Bráz e chouriços, e o passo foi-se apressando, pois também já se sentiam alguns estômagos a roncar. E foi ali, no Dom Leitão, que fizemos a nossa refeição de meio do dia com algumas saladas, fruta, bolo e no fim para quem quis, pastéis de nata com canela, tudo isto bem regado com vinho branco e tinto e antes uns finos, água e...comendo, falando e rindo, num ápice passaram duas horas e voltámos ao Centro Interpretativo, ao seu Auditório para ouvirmos e escutar bem, as opiniões, suas teorias e práticas, do Bruno Inça e Cristina Maia Santos, respectivamente um P.T. profissional responsável e conceituado e uma médica experiente e especializada em cirurgia geral do Hospital S. Francisco Xavier. Tudo o que nos foi transmitido foi feito com simpatia, com verdade e amor à profissão. E como a nossa Cristina é filha dos nossos amigos caminhadeiros, Teresa e Gilberto, ela própria de vez em quando caminhadeira, sentimos que também com amizade, nos foram transmitidos alertas, dicas, conselhos nos quais devemos repensar.
A pedido do nosso amigo e caminhadeiro Manuel Reis, foi sugerido à Cristina a cedência para o nosso blog, de toda a sua pesquisa actualizada pela Organização Mundial de Saúde, da qual nos fez a sua apresentação.(Ver aqui)
Seguiu-se o tradicional chá no Espaço “Green Project”, da Anabela e do Duarte, onde servem produtos biológicos. O chá príncipe foi muito apreciado e não chegava para as encomendas e consumiram-se dele vários jarros. O outro era uma mistura de  hortelã, menta e canela, e também estava delicioso.  Havia pão de cereais de fabrico próprio, e croissants que se podiam acompanhar com manteiga de amendoim, geleia e compotas.
Terminamos todos o dia mais esclarecidos, alegres e com saúde.
Saudações Caminhadeiras em passada domingueira e copiosamente chuvosa,

Kinita de Sousa

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

* * * * Convocatória . 4ª caminhada da Época 2018 / 2019 * * * * ________Caminhar Esclarecido, Alegre e com Saúde_______ * * * * * * * Lisboa - Monsanto . Dia 7 de Novembro * * * * * * * *



Estão os Caminhadeiros convocados a participar na 4ª caminhada da época, que desta vez terá lugar na nossa já bem conhecida “Serra de Monsanto”.

O programa do dia será o seguinte:

09:00 horas – Concentração no parque de estacionamento do Restaurante D. Leitão, junto ao Estádio Pina Manique (coordenadas GPS: 38.737540246765576, -9.203839302062988).
09:30 horas – Início da caminhada. O percurso é de aproximadamente 8 kms e tem um indíce de dificuldade médio baixo.
12:30 horas – Almoço no Restaurante D. Leitão.
15:00 horas – Pequeno colóquio no auditório do “Centro de Interpretação de Monsanto”.
Serão efectuadas apresentações sobre os seguintes temas:

  • Doseamento do esforço em percursos pedestres, indexado ao nosso escalão etário;
  • Sinais de alerta que devemos ter em conta no campo da saúde, indexado ao nosso escalão etário.
17:00 horas – Chá de final de dia.

Como de costume, devem os interessados em participar no evento, efectuar as inscrições até ao final do dia do próximo Domingo dia 4, através dos comentários desta convocatória.
Saudações Caminhadeiras em passada esclarecida, alegre e com saúde (pensamos nós),

Fortunato de Sousa / Gilberto Santos

P.S. - O seguro de acidentes pessoais é da responsabilidade de cada participante.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

* * * * * 1ª Caminhada Extraordinária . Época 2018 / 2019 * * * * "Os Trilhos do Infante na Lacóbriga" . Dias 19, 20 21 de Outubro




Álbuns de Fotografias
Luis Martins
Dores Alves
Acilina Couto
Data do Evento: 19, 20 e 21 de Outubro
Local: Lagos
Percurso: “Os Trilhos do Infante na Lacóbriga”
Distância: 9 kms
Caminhantes: (52) Acilina Caneco; Amaro Raposo; Amílcar Queiroz; Ana Cristina Umbelino; Ana Leão; Anabela Coutinho; Angelina Martins; António Clemente; Arlindo Dias; Carlos Evangelista; Carmen Firme; Chico Pires; Clara Ferreira; Conceição Raposo; Cristina Archer; Dores Alves; Estela Garcia; Eunice Dias; Fernando Bernardino; Fortunato de Sousa; Hélia Jorge, João Figueiredo; Josefa Carrasco; José Clara; Juan Ambrósio; Júlia Costa; Lídia Albuquerque; Lina Fernandes; Luís Fernandes; Luís Martins; Luís Rasteiro; Luísa Clemente; Luísa Gonçalves; Lurdes Barbosa; Lurdes Clara; Manuel Barbosa; Manuel Garcia; Manuel Pedro; Margarida Lopes; Margarida Serôdio; Maria do Céu; Nuno Barbosa; Octávio Firme; Odete Vicente; Pedro Albuquerque; Rita Barbosa; Rita Valadares; Rogério Matias; São Corga; Socorro Bernardino; Tomáz Passanha; Virgílio Vargas; Vítor Gonçalves;
Participantes que não caminharam: (6) António Pires; Cidália Marta; Fernando Couto; Kinita de Sousa; Tina Rita; Virgílio Vargas.
Participantes Infantis (3): Bianca Barbosa; Diogo Barbosa; Gil Rasteiro.
Organizadores: Acilina Caneco, Manuel Barbosa e Vítor Gonçalves.
Próxima Caminhada: Dia 7 de Novembro (organizam: Fortunato de Sousa e Gilberto Santos)
Reportagem:
A ideia já vinha de longe… levar os Caminhadeiros a Lagos. Eu gostava de partilhar convosco as belas paisagens da costa de Lagos, tantas praias, tão diferentes, um longo mar azul tranquilo, cheio de barcos no verão, a história e o papel de Lagos nos Descobrimentos…
Sophia de Mello Breyner Andresen (SMBA) que sendo do Porto, adoptou Lagos a partir de 1960 como sua residência de inspiração, escreveu: “Quando eu morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto do mar”.
O maior obstáculo a ultrapassar, o alojamento, ficou resolvido numa bela tarde de Agosto de 2018, em que eu e o Fernando Couto confraternizámos com a Lurdes e o Manuel Barbosa, na esplanada do café da Messe Militar de Lagos. No dia seguinte, ao caminharmos ao longo da Meia-Praia, apanhando freneticamente conchinhas, fiquei a saber que a Messe aceitava alojar os Caminhadeiros, na época baixa e a um preço muito favorável, desde que convidados pelo Sr. Coronel Manuel Carneiro Barbosa.
Proposta a ideia, foi prontamente aceite pelos Caminhadeiros-Mor.
Com o intuito de aproveitar simultaneamente o bom tempo de fim de verão e o preço da época baixa, ficou agendada a 1ª Caminhada Extraordinária para o fim-de-semana de 19 a 21 de Outubro de 2018. Que me desculpem as manas Fialho, o Manuel Reis e outros que ainda se encontram em modo “férias grandes”. Mas se adiássemos, diminuíam as probabilidades de usufruir do tempo veranil. Talvez um dia se repita…
Sexta-feira, 19 de Outubro
Como habitualmente, o autocarro contratado recolheu quase todos os participantes (49) nos locais do costume, Tires, Carnaxide, Benfica, Campo Grande e Encarnação. Às 18:40h estávamos a atravessar a ponte Vasco da Gama, conduzidos pelo Sr. Leonel e pelas 20:20h jantávamos no Canal Caveira com o subsídio de refeição distribuído pelo Luís Fernandes, que desta vez inverteu as suas habituais funções. O repasto, escolhido por cada um, constou de cozido, ensopado de borrego, ou sopa e bifanas. Alguns deslocaram-se em viatura própria. Antes de chegarmos a Lagos, já tínhamos sido avisados pelo Luís Martins, que os quartos tinham cama! Qual Cinderela, chegámos antes da meia-noite. Fomos recebidos pelo Nuno, filho do Manuel Barbosa, que distribuiu envelopes com o número e a chave do quarto, um telecomando de TV e um cartão para abrir o portão do Parque.
Sábado, 20 de Outubro
Iniciámos o dia a tomar o pequeno-almoço no café do Parque Militar de Lagos, com uma vista magnífica sobre a baía de Lagos, e um prometedor dia claro e luminoso.
Cerca das 9:30h já estávamos a caminhar nos novíssimos passadiços que partem da Praia do Porto de Mós até à Ponta da Piedade. Um belíssimo trajecto com o mar imenso do nosso lado direito e os campos de golfe, ténis e futebol do Cascade Resort, do lado esquerdo. Iniciámos a caminhada junto da Praia do Canavial e passámos pela Praia do Barranco do Martinho.
Gostei tanto do desenho que o António Palma fez para os pins, que o usei numa bandeirinha e numa T-shirt que usei, levando à letra o meu papel. Vesti mesmo a camisola desta caminhada!
Durante alguns minutos usufruímos da paisagem azul e verde do céu e mar bordejado pelo rendilhado das rochas douradas. Um mar profundo que se avista até Sagres. Mas calmo e convidativo. Percebe-se o enleio de Sophia:

“Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho.
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.” (SMBA)

Vimos a clássica formação rochosa da Ponta da Piedade, donde partem, no verão, pequenos barcos para visitar as inúmeras grutas nas rochas.
Já em caminho de terra batida, por trilhos junto à costa, passámos pela Praia da Balança e pela Praia dos Pinheiros, (só visíveis a partir do mar), até chegarmos à Praia do Camilo com os seus duzentos degraus, que não descemos. Vale a pena fazer snorkeling por aqui, há muito para ver por baixo da superfície destas águas. Do lado esquerdo avistámos mais um belo trecho de costa, os 5 km de Meia-Praia, a ria de Alvor, a praia dos 3 irmãos e a Praia da Rocha, com a serra de Monchique em fundo.
Caminhámos por estrada até à Praia da D. Ana. Subimos por escadas até à arriba e caminhámos por trilhos de terra junto à Praia do Pinhão.
Daí dirigimo-nos de novo à Estrada 125, e chegámos a um pequeno miradouro sobre a Praia dos Estudantes e Praia da Batata.
Passámos pela estátua de S. Gonçalo de Lagos, de que é padroeiro. Foi beatificado em 1798 e o seu dia, 27 de Outubro, é feriado municipal em Lagos. Filho de pescadores nasceu em Lagos (1360) e faleceu em Torres Vedras (1422). Prosseguimos pela Avenida dos Descobrimentos. Anteriormente ocupada pelo mar, posteriormente assoreada, foi inaugurada como avenida em 7 de Agosto de 1960, integrada nas comemorações do 5º centenário da morte do Infante D. Henrique.
Passámos pelo Forte Ponta da Bandeira e pela Praça da República onde se encontra a estátua ao Infante D. Henrique.
Passámos pelo antigo Mercado Municipal, construído em 1924 e remodelado entre 2002 e 2004. No seu interior, foi inscrito em 27 de Outubro 2004, um excerto do texto “O Caminho da Manhã” da Sophia de Mello Breyner Andresen.
Foi fácil a caminhada no largo passeio da Avenida, ladeando a ribeira de Bensafrim. Vimos a Caravela Boa Esperança que é uma réplica das caravelas dos Descobrimentos. Construída em madeira, ostenta nas velas o símbolo da Cruz de Cristo. Destina-se à formação na arte de bem velejar, participação em provas e outros eventos náuticos, e à investigação do comportamento e manobra das antigas caravelas. O navio tem 22 beliches, três casas de banho e uma cozinha com capacidade de congelação. Tem uma autonomia de 5 a 6 dias no mar, em termos de alimentação, combustível e água. Com uma tripulação mínima de 17 pessoas, já visitou portos do Norte da Europa e do Mediterrâneo, e recebe um programa regular de visitas escolares.
Atravessámos a ponte levadiça da marina que se abre para deixar passar barcos com mastros mais altos.
“Maria… ficava na borda do cais de onde já não partia mais que alguma corveta de vigilância da costa. Na Marina, via os veleiros e outros demais barcos, quebrar em duas a ponte e rumarem a sul…” – texto da amiga escritora, ilustradora e professora de química, lacobrigense, Maria de Fátima Santos.
Chegados à Meia Praia, muitos descalçaram as botas e refrescaram-se na água caminhando na areia molhada.
Estava levante. Realmente o passeio de barco do dia seguinte estava comprometido.
Mas a água a 20,5º convidava a um banhito. Ao fim de 1km de caminhada na areia e enquanto esperávamos por outros, alguns de nós aventurámo-nos nas salsas ondas. Valeu bem a pena!
O autocarro conduziu-nos até ao Restaurante Adega da Marina, onde almoçamos.
De tarde tivemos uma visita guiada pelo historiador, técnico principal da Câmara de Lagos, Dr. José António Martins, sobre a Heráldica de Lagos.
Encontrámo-nos na Praça do Infante, junto à estátua do Infante D. Henrique (1960) no largo da Igreja de Santa Maria (1498). Observámos as Pedras de Armas (vulgo Brasões) da rainha D. Maria I, Conde de Avintes e a Pedra de Armas do Município de Lagos nos antigos Paços do Concelho e Hospital Militar e na antiga Alfândega de Lagos/Edifício do Mercado de Escravos. Vimos o Armazém Regimental datado de 1665 destinado ao armazenamento de produtos trazidos pelas naus que aportavam a Lagos, que ostenta na sua fachada, sobre cada uma das portas, um escudo de Armas do Reino do Algarve e, entre eles, a chancela do Conde de Avintes, Governador e Capitão General do Reino do Algarve. Observámos o Brasão de Lagos, situado no Jardim da Constituição, constituído por um pano de muralha com duas torres, encimadas pelas Armas do Infante D. Henrique. Passámos a ponte levadiça e vimos a lápida da Fortaleza Ponta da Bandeira, onde entrámos. Ouvimos a interpretação das lápidas comemorativas existentes na Messe Militar de Lagos/Castelo dos Governadores. No Armazém do Espingardeiro vimos a Pedra de Armas com a coroa régia do Conde de Avintes, com a devida explicação porque se encontra na esquina do edifício. Por fim vimos as Pedras de Armas das Famílias Pereiras, Barradas, Almeidas e Zuzartes (Heráldica de Domínio Senhorial) na fachada do Centro Cultural de Lagos.
Pouco tempo sobrou para nos prepararmos para jantar, o que ocorreu no Restaurante Atalaia. Aí foram oferecidos uns miminhos: barco ou ancora para as senhoras e aguardente de medronho para os homens, todos com o logo dos Caminhadeiros. Cantou-se os parabéns à Kinita que aqui festejou as suas 64 primaveras e outros cantes alentejanos.
Domingo, 21 de Outubro
O dia amanheceu com um sol e temperatura radiosos, embora as gotas de chuva nas folhas dos arbustos denunciassem o mau tempo da noite, que pelos vistos se desvaneceu na nossa presença.
“…
Na precisa claridade de Lagos é-me mais difícil
Aceitar o confuso o disforme a ocultação

Na nitidez de Lagos onde o visível
Tem o recorte simples e claro de um projecto
O meu amor da geometria e do concreto
Rejeita o balofo oco da degradação

Na luz de Lagos matinal e aberta
Na praça quadrada tão concisa e grega
Na brancura da cal tão veemente e directa
O meu país se invoca e se projecta” (SMBA)

Por causa do sueste e das ondas por ele causadas, não houve o planeado passeio de Catamarã. Mas como a montanha também tem os seus encantos, rumámos à Serra de Monchique. Passámos por estradas em que era evidente a passagem do fogo no passado mês de Agosto. O vento devia ter sido forte e a passagem do fogo muito rápida, pois havia árvores parcialmente queimadas como se apenas tivesse sido lambida de fugida por uma rápida labareda. Algumas estradas negras dum lado e verdes do outro. Muitos eucaliptos já cheios de rebentos verdes e muito viçosos. Chegámos à Foia, o ponto mais alto do Algarve, com 902 metros. Algumas nuvens negras formavam um tecto sobre a larga paisagem. Lojinhas de artesanato foram visitadas.
Descemos para a vila de Monchique. Visita rápida que alguns aproveitaram para comprar os bons enchidos, mel e medronho.
Descemos um pouco mais e nas Caldas de Monchique fomos almoçar no Restaurante O Castelo. Tudo muito bom, quer o polvo, quer as bochechas, para não falar nas entradas com os excelentes enchidos de Monchique e o Xarém temperado com mel e canela.
Durante o percurso de regresso a Lisboa ainda foi distribuído um bolinho do Algarve a cada viajante. Chamado pelos algarvios de doce fino. Trata-se de massapão (massa de amêndoa) moldada. Querem a receita? Muito simples: Junta-se 500gr de amêndoa ralada com 500gr de açúcar e amassa-se com 2 claras de ovo até obter uma pasta moldável. Deixa-se em repouso por algum tempo (pode ser de um dia para o outro) e finalmente moldam-se as figurinhas que desejamos utilizando corantes de pastelaria para colorir a gosto as nossas doces peças artísticas: cenouras, laranjas, melancias, figos…
Não confundir com os D. Rodrigos: Fazem-se pequenas bolas de fios de ovos com uma pequena cavidade em que se coloca uma porção equivalente a uma colher de sopa de ovos-moles. Prepara-se uma calda de açúcar em ponto de fio na qual, enquanto ferve, se colocam os Dom Rodrigo para que alourem, ficando levemente tostados. Retiram-se do lume, deixam-se arrefecer, pode-se acrescentar um pouco de amêndoa ralada, polvilham-se com açúcar e canela e envolvem-se em papel prateado.
Chegámos a Lisboa cerca das 19:30h.

“Há muito que deixei aquela praia
De grandes areais e grandes vagas
Mas sou eu ainda quem na brisa respira
E é por mim que espera cintilando a maré vaza" (SMBA)

Acilina Caneco

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Convocatória . 1ª Caminhada Extraordinária . Época 2018/2019 Os Trilhos do Infante na Lacóbriga . Dias 19, 20 e 21 de Outubro

Esta convocatória tem apenas como finalidade formalizar a sua publicação.
As inscrições foram efectuadas através de outra via e já se encontram encerradas.
Saudações Caminhadeiras em passada extraordinária,

Fortunato de Sousa

Informação Importante: O seguro de acidentes pessoais é da responsabilidade de cada participante.

domingo, 14 de outubro de 2018

* * * * * * * * 3ª Caminhada da Época 2018 / 2019 * * * * * * * * ______________"Caminhos na Lezíria" ______________ ____ Azambuja - Quinta do Alqueidão - Dia 10 de Outubro ___




Álbuns de Fotografias:
Luis Martins
Raul Almeida
Dores Alves
António Palma
Data do Evento: 10 de Outubro de 2018
Local: Quinta do Alqueidão-Azambuja
Percurso: Distância: 12 kms
Caminhantes (38): Acilina;  Amilcar Queiroz;  Angelina Martins; António Bernardino; António Palma; Carlos Evangelista; Carmen Firme; Cristina Santos; Dores Alves; Estela Garcia; Fátima Libânio; Fortunato de Sousa; Gilberto Santos; Graça Sena; Hélia  Jorge; Isabelina; João Figueiredo; Josefa Carrasco: Leonardo;  Lina Fernandes; Lúcio Libânio; Luis Fernandes;  Luisa Clemente; Manuel Barbosa; Manuel Garcia; Manuel Pedro; Manuel Reis; Margarida Serôdio; Maria do Céu Esteves; Octávio Firme; Odete Vicente; Pedro Albuquerque; Raul Almeida; Rogério Matias; Rui Graça;  Socorro; Teresa Viras; Vitor Gonçalves.
Não Caminharam (4): António Clemente; Cidália Marta; Kinita de Sousa e Luis Martins.
Organizador: António Palma.
Local do Almoço: Restaurante da Quinta do Alqueidão.
Próxima Caminhada: Dias 19, 20 e 21 de Outubro (Organizam: Acilina Caneco, Manuel Barbosa e Vítor Gonçalves)
Reportagem:
Na fresca manhã desta caminhada, reuniram-se na Quinta do Alqueidão 42 elementos deste nosso querido grupo, prontinhos para a festa. Após ficarmos cientes dos detalhes do percurso pelo António Palma caminhadeiro, galante, de trato cuidado, criativo e louco por aviões. Apresentou-se com 2 sacos donde iriam aparecer algumas surpresas. Dele todos recebemos aviões pequeninos em pano, próprios para enfeitar os nossos bustos. Ainda antes da partida, pelas 9 horas, foi pedido a todos, pelo Fortunato, que futuramente quem quiser caminhar deverá inscrever-se na mesma através de comentário,  atempadamente.
Enquanto o grupo fez a caminhada, cinco de nós em recuperação de maleitas, ficámos conversando, vendo fotos lindas de encher os olhos e o nosso coração, vimos muitas, produzidas pelo nosso fotógrafo Luis Martins. A Kinita e a Cidália, só se aventuraram a dar a volta à quinta, que se encontra por fora, pelo menos, um pouco degradada e sem acessos limpos, pouco convidativa . Não fora o bom repasto, a simpatia, os petiscos, que por acaso foram entradas e o facto do grupo estar completamente à vontade sem ninguém nos incomodar, e haver um campo de vôo no qual, quem ficou teve opurtunidade de assistir ao desfile de uns três ultra-ligeiros, giros e que deu aso a vermos futuramente, mais fotos lindas, pois o fotógrafo não perde pitada com a sua objetiva.
Ao meio-dia começaram a entrar na quinta, com sorrisos de orelha a orelha, e na boca as palavras, lindo e fácil. Pelas 13h iniciou-se o verdadeiro repasto com bacalhau assado desfiado e bem temperado acompanhado com um bom magusto. Como a Graça Sena não podia comer esse prato, foi substituido por carne estufada e batatas cozidas. A meio do almoço o inexcedível organizador, pediu que todos vissem se havia um determinado sinal no seu aviãozinho, quem o tivesse ganhava a surpresa/prenda, que será um baptismo de vôo em ultraleve com o António Palma em data a combinar. 
E... … os sortudos foram: Mª. Do Céu Esteves e Fátima Libânio, Luis Fernandes e Manuel Garcia.
Satisfizeram-se os mais e os menos gulosos, com torta de laranja, brigadeiro, fruta e queijo. Depois do café , o organizador ofereceu os digestivos ( bom abafado e aguardente envelhecida em casco de carvalho).
Obrigada, sr. José Matos, sr. Manuel e ajudante até sempre. E , ala, que se faz tarde, às 16horas temos a visita guiada ao Museu Rural e do Vinho do Concelho do Cartaxo. Visita engraçada com guias Celestina e Ana Paula, sempre bem dispostas, que na adega  nos serviram vinho branco Bridão do Cartaxo. 
Terminada a visita, dirigimo-nos desordenadamente á Pastelaria Martinica onde tomámos o chá acompanhado de sandes, bolos sortidos e à fatia. Muito agradável, bom mesmo. Mais uma vez aqui o apoio do António foi indispensável.
Terminado o lanche chazado, seguiu cada um de nós aos seu destinos alegres e felizes por mais um dia de caminhada muito bem passado.
Com saudações Caminhadeiras, a atirar para o vôo,

Kinita

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

* * * *Convocatória . 3ª Caminhada da Época 2018 / 2019* * * * ______________"Caminhos na Lezíria"______________ ____Azambuja - Quinta do Alqueidão. Dia 10 de Outubro____



Estão todos os Caminhadeiros convidados para a 3ª caminhada da época.
A concentração terá lugar na “Quinta do Alqueidão - Azambuja.  (GPS:  39.068005, - 8.805591)
Programa das Festas:
08h00 – Concentração na “Quinta do Alqueidão” (com direito a fazer xixi, comer um bolinho e beber um café ou água a expensas de cada um).
08h30 – Início da caminhada (olhó calor!).
Percurso de aproximadamente 10 kms com indíce de dificuldade baixo.
Os últimos 3 kms serão percorridos em estrada nacional, pelo que se aconselha o uso de colete reflector e caminhar em “bicha de pirilau”!!!
12h45 – Almoço com surpresa no restaurante da “Quinta do Alqueidão”.
16h00 – Visita cultural guiada, ao “Museu Rural e do Vinho do Concelho do Cartaxo”.
17h30 – Chá na “Pastelaria Martinica” no Cartaxo.
18h30 – Debandada geral .... Até à próxima!!!
Os interessados em participar no evento, deverão efectuar as suas inscrições até ao final de Domingo dia 7, através dos comentários desta convocatória.
Saudações Caminhadeiras em passada de surpresa,

António Palma

P.S. – O seguro de acidentes pessoais, é da responsabilidade de cada participante.

domingo, 30 de setembro de 2018

* * * * * * * * 2ª caminhada da Época 2018 / 2019 * * * * * * * * _Pela Mata da Machada - Vale do Zebro - Dia 26 de Setembro_



Álbuns de Fotografias:
Data do Evento: 26 de Setembro de 2018
Local: Barreiro (Vale do Zebro)
Percurso: Pela Mata da Machada
Distância: 8.000  kms
Caminhantes (32): Acilina, Ana Bela Fernandes, Ana Cristina Umbelino, Angelina Martins; António Palma, Carlos Evangelista; Clara Maia, Estela Garcia, Fernando Bernardino; Fortunato Sousa, João Duarte, João Figueiredo, José Clara, Júlia Costa,  Lídia Albuquerque; Lina Fernandes, Luis Fernandes, Luis Martins, Luísa Gonçalves, Manuel Barbosa, Manuel Garcia; Manuel Pedro; Manuel Reis, Margarida Lopes, Margarida Serôdio, Maria do Céu Esteves; Odete Vicente; Pedro Albuquerque, Raúl de Almeida; Socorro Bernardino; Teresa Palma e Vítor Gonçalves.
Organizadores: Estela Garcia e Manuel Garcia
Local de Almoço: Restaurante da Associação de Fuzileiros (Barreiro)
Próxima Caminhada: 10 de Outubro (Organiza António Palma)
Reportagem: 
O “Casal Garcia” começou a organizar esta caminhada ainda o final da época anterior não tinha terminado. E digo isto, porque acompanhei a Estela e o Manuel em toda a evolução da logística associada ao evento.
Havia, portanto, uma expectativa muito grande da parte dos organizadores, para que tudo correresse bem e, também que o evento viesse a ter uma participação bastante elevada. Esperava o casal Garcia que estivessem no local de concentração entre 40 e 50 caminhadeiras e caminhadeiros. Era isto que o registo histórico dos últimos anos confirmava e, foi isto mesmo que o Manel Garcia pensou que ia acontecer, garantindo nas negociações do almoço e do lanche, uma presença dentro destes números com os interlocutores do restaurante e da pastelaria.
Ora, aconteceu que pela 1ª vez nestes últimos anos da nossa actividade caminhadeira, um conjunto de factores e de coincidências, levou a que muitos dos caminhadeiros que costumam marcar presença nos eventos, não pudessem comparecer pelas mais variadas razões. Todas elas no entanto, devidamente justificadas.
Imaginem o nosso amigo Manuel Garcia, com menos de 40 inscrições na data e hora limite para o fazerem, ter-se deparado com nada menos que 5 baixas de última hora na Terça-Feira à noite. Eu que servi de muro das lamentações ao organizador, reservo-me de vos contar o que dele ouvi nesses momentos de desespero.
Quanto ao programa devidamente e minuciosamente planeado e posto em prática pelo “Casal Garcia”, a Estela e Manel mais uma vez demonstraram que caminhada organizada por eles não é para brincadeiras. Lá estava mais uma vez a “Banquinha Gourmet – Manel / Estela”, recheada de acepipes variados que deliciaram os 32 participantes.
Feita a introdução pelo Vítor Gonçalves, de seguida o organizador usou da palavra, para nos dar a conhecer o programa do dia. Mais ainda, explicou em detalhe como através de um projecto especial da Câmara do Barreiro se está a fazer a gestão e o controle das árvores invasoras na Mata da Machada, local por onde iríamos caminhar de seguida e observar “in loco” este procedimento.
E foi assim que por caminhos de terra batida e sob um calor acima da média para esta época do ano, percorremos cerca de 8 quilómetros em circuito fechado.
Segui-se o almoço no restaurante da Associação de Fuzileiros, localizado no Barreiro. A ementa muito bem escolhida foi do agrado da maioria, se não mesmo da totalidade dos caminhadeiros presentes.
Pelas 3 da tarde tivemos o ponto alto do dia, que foi a visita ao “Museu dos Fuzileiros” em Vale do Zebro. Eu até diria que a visita foi ao guia cultural mais divertido e completo do planeta. Se o museu tem mesmo muito interesse em ser visitado, o Cabo Pinto, que nos acompanhou durante mais de uma hora que mais pareceram 5 minutos, soube prender a atenção dos visitante com uma graça indescritível, que não é vulgar encontrar em gente das forças armadas.
Voltamos de seguida ao Barreiro, para cumprir a última parte do programa. Chá, pãozinhos com fiambre e queijo, bolinhos deliciosos e o melhor pastel de nata do mundo, tomados numa esplanada muito bem decorada e em ambiente muito agradável, deram por terminada a 2ªa caminhada da época.

Estão de parabéns a Estela e o Manel, ou seja, o “Casal Garcia”.

Com saudações Caminhadeiras.

Fortunato de Sousa

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

***** Convocatória - 2ª Caminhada da Época 2018 / 2019 ***** _ Pela Mata da Machada - Vale do Zebro - Dia 26 de Setembro _



Estão todos os Caminhadeiros convidados a passar o dia com o casal Garcia, na 2ª caminhada da época 2018/2019, que se vai realizar na Mata da Machada no dia 26-09-2018 com o seguinte programa:
08:45 horas - Concentração no parque de estacionamento da Mata da Machada, localizado em frente ao portão da Escola de Fuzileiros em Vale do Zebro.
Coordenadas: 38º 37’ 00.1” N, 9º 02’ 49.6 W
09:15 horas - Inicio da caminhada .O percurso é circular com cerca de 8 km, piso em terra batida e grau de dificuldade médio. Convém levar bastão. (ficheiro GPS/GPX)
13:00 horas – Almoço no restaurante Associação de Fuzileiros, no Barreiro, situado na Rua Miguel Pais, 25.
15:00 horas - Visita cultural ao Museu dos Fuzileiros em Vale do Zebro em frente à Mata da Machada (coordenadas – 38.6167870N, 9.0474130W)
17:00 horas – Chá em local a indicar no início da caminhada.
Os Caminhadeiros interessados em participar no evento, devem efectuar as inscrições até às 24:00 horas do dia 23/09 (Domingo), através dos comentários desta mensagem.
Saudações Caminhadeiras em passada fuzileira,

Estela/Manuel Garcia

domingo, 16 de setembro de 2018

* * * * * * * * 1ª Caminhada da Época 2018 / 2019 * * * * * * * * Do Passadiço da Politeira ao Palácio de Queluz.12 de Setembro



Álbuns de Fotos:
Dores Alves
Luis Martins
Raul Almeida
Acilina Couto
Data do Encontro: 12  de Setembro de 2018
Local: Freguesia de Barcarena
Percurso: 9,5kms
Caminhantes: (42) Acilina Couto; Ana Bela Fernandes; Ana Cristina Umbelino; Amílcar Queiroz;; Angelina Martins; António Bernardino; António Palma; Carlos Evangelista; Cidália Marta; Clara Maia; Dores Alves; Estela Garcia; Fátima Libânio; Fortunato Sousa; Francisco Henriques; Francisco Reis; Gilberto Santos; Gonçalo Henriques; Graça Sena; Hélia Jorge; Isabelina; João Reis; Júlia Costa; Quinita de Sousa; Lina Fernandes; Luís Santos; Lúcio Libânio; Luísa Gonçalves; Luís Fernandes; Luís Martins; Manuel Barbosa; Manuel Garcia; Manuel Pedro; Manuel Reis; Margarida Lopes; Maria do Céu; Odete Vicente; Pedro Albuquerque; Raul Almeida; Socorro Bernardino; Tomás Martins e Vítor Gonçalves.
Só ao almoço: (4) Gabriela Bentes, Helena Meleiro, Rosário Brazão e Virgílio Vargas.
Organizador: Maria do Céu Esteves
Próxima Caminhada: 26/09/2018, na Mata Nacional da Machada (organiza: Manuel Garcia)
Reportagem:
Chegada pontual ao ponto de encontro, frente ao restaurante O Muchacho, em Barcarena.
Às 09:15, depois da fotografia de regra, os caminhadeiros, em número de 42, mau grado as dores nas cruzes, a ciática, os joanetes, as hérnias discais, as arritmias e  outras mazelas próprias da idade, um ou outro ainda um pouco infetado pelo "vírus da letargia" depois de dois meses de inatividade, deitaram pés ao caminho, atravessando Barcarena, trepando, conformados, passadiço acima através do bairro social da Quinta da Politeira. (Um passadiço pobre e escalavrado, que de mal nascido não passa disso; os habitantes, pobres e desempregados, mas sendo do concelho, todos licenciados; ervas a esmo agora estioladas há muito pedindo para serem cortadas.) Depois, caminho da Fábrica da Pólvora de Barcarena, hoje pertença de bancos e construtores civis, que têm nomes que eu não digo, outrora pertença da própria Fábrica da Pólvora de Barcarena e de agricultores cujos nomes não vêm agora ao caso. E assim seguimos pela Urbanização da Fábrica da Pólvora, por campos de forragem, pelas traseiras da quinta da Arronchella, aldeia de Vila Fria, Marco Geodésico do Castelo, Miradouro Sem Nome ao longe, Pedreira do Faria, Quinta do Alemão, Quinta de Nossa Senhora da Conceição, também conhecida por Quinta do General Sinel de Cordes (Quinta do Cordes para mim e para os meus coevos companheiros da chinchada), hoje Oeiras International School, a quem devemos e agradecemos a gentileza de nos ter franqueado a passagem. Nove quilómetros e meio de inclemente e sofrida canícula!
Finalmente, a travessia da Ribeira de Barcarena pelo caminho das pedras e o porto de abrigo no Restaurante O Muchacho para a desejada e apreciada paparica. Entradas várias, bacalhau assado e posta, de que só ouvi encómios.
Depois, às 15:30, hora aprazada, chegámos ao Palácio Nacional e Jardins de Queluz,
onde o nosso guia, Dr. João Nunes, assumiu o comando das operações: a origem - Casa de Campo de Queluz, mandada erigir por D. Cristóvão de Moura -, as construções, reconstruções e restaurações do palácio e dos jardins, os seus autores e artistas, a realeza ocupante -  príncipes, rainhas e reis;  os estilos arquitetónicos e decorativos  - barroco, rococó e neoclássico para aqui, império para ali -,  as personagens da corte  e até o invasor Junot, que aí quereria levar Napoleão,  as Salas - do Lanternim, do Trono, do Despacho, das Merendas, dos Azulejos... -, num desfilar de informações, um nunca mais acabar de bem contadinhas histórias da História  e o muito que - adivinha-se que com visível pena do cicerone - ainda ficou por dizer. Foi seguramente, sem o querer mostrar, a figura desta jornada. Muito obrigada, Dr. João Nunes.
O chá, convivial e bem disposto como de costume, prolongou-se até ao pôr do sol.
Na convocatória, a organizadora interrogava-se: "vamos a ver como isto corre". Pelas expressões, pareceu-me ter interpretado a resposta: menos mal para início de época.
Saudações caminhadeiras,

Maria do Céu Esteves e Manuel Pedro