domingo, 8 de junho de 2014

* * * * * * * * 19ª Caminhada da Época 2013 / 2014 * * * * * * * * Por Caminhos do Livramento . Dia 4 de Junho




Álbuns de Fotos
Dores Alves
Local de encontro: Livramento (Azueira, Mafra)
Percurso: 10,5 km – 3h00
Organizadores: Angelina e Luis Martins
Caminhantes: (31) Dores Alves, Gabriela Bentes, Miguel Cardoso, Maria do Céu, António Clemente, Luísa Clemente, João Costa, Nela Costa, Lina Fernandes, Luís Fernandes, Maria da Luz Fialho, Carmen Firme, Octávio Firme, Gil Furtado, Manuel Garcia, Margarida Graça, Rita Graça, Ana Leão, Fátima Libânio, Lúcio Libânio, Angelina Martins, Luís Martins, Rogério Matias, Manuel Pedro, Carlos Penedo, Luís Pontes, Manuel Reis, Gilberto Santos, Fortunato Sousa, Quinita Sousa, Odete Vicente.
Almoço: Restaurante Erva Doce - em Livramento - 261 963 181
Reportagem:
Após uma noite com alguma chuva bastante leve, às 9h00 previamente marcadas, toda a gente estava presente.
Com um ligeiro avanço de 5 minutos sobre a hora prevista deu-se início à caminhada a partir do Restaurante/Cafetaria ‘Erva Doce’. Após os primeiros seiscentos metros – em Bandalhoeira - iniciámos uma descida que nos permitiu aquecer os músculos e tomar balanço para as subidas que nos esperavam. Não eram muito pronunciadas mas eram ligeiramente prolongadas - cerca de dois quilómetros.
Deixando para trás a Fórnea e a Portela do Gradil, pequenas aldeias da antiga freguesia do Gradil (agora União de Freguesias do Gradil, Enxara do Bispo e Vila Franca do Rosário), a cerca de dois mil e quinhentos metros da partida parámos pela primeira vez para um curto retemperar de forças e prepararmo-nos para as derradeiras mas muito acentuadas subidas até ao cimo da Serra do Chipre. E entrámos na antiga freguesia do Sobral da Abelheira (agora União de Freguesias da Azueira e do Sobral da Abelheira). (Chiça que já estou cansado só de dizer os nomes destas invenções todas). Aqui foi posta a hipótese de, em alternativa, toda a gente poder utilizar um outro percurso mais curto ou alguns que se sentissem mais cansados o fizessem. Como era de esperar de tão bravos e experimentados caminhadeiros ninguém optou por esta segunda hipótese. Por conseguinte enchemos o peito de ar e demos muita corda às botas, iniciando os últimos quatrocentos metros de subida que, como se disse, foram os últimos mas não os mais fáceis. Mas, verdade seja dita, foram mais ou menos ‘papados’ com uma ‘perna às costas’. Quase no alto desta subida encontrámos o muro que rodeia a grande Quinta da Barroca e donde se podia ver uma área bastante grande da Tapada de Mafra  – que alguns recordaram com alguma nostalgia. Continuando por umas centenas de metros ao lado do citado muro o percurso começou a ser quase plano e aqui o grupo separou-se ligeiramente. Os organizadores tinham muito gosto em fazer o percurso que anteriormente foi escolhido, fazendo votos por que o tempo e a transparência da atmosfera permitisse o desfrute de tão amplo e belo panorama. Nem sempre isso aconteceu: não nos foi possível ver as Berlengas nem a serra dos Candeeiros mas, apesar de tudo, não foi mau de todo pois pudemos ver locais por onde andámos anteriormente: a serra da Archeira, a serra do Socorro, a serra do Alqueidão, a Serra da Vila, aldeia por cima de Torres Vedras que cruzámos aquando da Caminhada do Carnaval.  
É verdade que o ritmo da caminhada ia sofrendo algumas adaptações para que todos se pudessem manter mais ou menos próximos. E a organização ia dando algumas instruções para que o andamento dos da frente seguisse o que fora estabelecido. O que não aconteceu a determinada altura. Mas como isso não iria prejudicar em nada o resultado da caminhada achou-se por bem ‘deixar andar’ até porque iríamos reencontrar um pouco mais à frente  o caminho anteriormente previsto e que tinha uma descida muitíssimo mais pronunciada do que aquela que acabámos por fazer. E assim foi. Em Monte Gordo reunimo-nos novamente e demos início à terceira parte do percurso que, abençoados organizadores, escolheram por ser sempre a descer ou em plano, fazendo-o por caminhos que passavam através de campos cultivados e por meio de pomares, de pereiras e macieiras. Como decerto repararam, no início da caminhada predominava a vinha e agora, para o fim, víamos mais os pomares. É por isso que, cerca de quinhentos metros antes de se sair da N8, se encontram dois grandes complexos que são a Adega Cooperativa da Azueira e a FrutOeste que dão vazão a quase toda a produção de fruta e vinho.
Mas voltemos à vaca-fria. A teoria subjacente a esta caminhada foi a de dividir o percurso em três partes: a primeira seria a mais difícil porque era a subir e, portanto, dever-se-ia aproveitar o facto de todos estarem frescos (e neste caso com um tempo fresco que veio ajudar); a segunda parte seria no cimo da serra e teria alguma irregularidade (uma ou outra subida e algumas descidas mas maioritariamente plana); finalmente a terceira parte, e perante o previsível cansaço, o percurso seria a descer e em plano também. Parece que foi uma decisão acertada pois, com um esforço controlado e contínuo, toda a gente fez o percurso dentro do horário previsto, tendo havido apenas o previsível cansaço e os pés um pouco doridos. Cerca das 11h59 recebi um telefonema do nosso grande amigo e caminhadeiro Carlos Evangelista dando-nos notícias suas, querendo saber de nós e desejando uma boa e bela caminhada, enviando beijos e abraços para as caminhadeiras e caminhadeiros respectivamente. Fruto das preocupações do dia o organizador que recebeu o telefonema esqueceu-se de comunicá-lo a todos. Aqui se penitencia pedindo desculpas ao Carlos e dando conta do facto a todos, ainda que atrasadamente.
Ainda antes das 13h00 entrámos na sala do almoço – uma sala nas instalações do Sporting Clube do Livramento que a D.Susana, proprietária do Erva Doce se esmerou em preparar para nos servir o almoço. Aí, para retemperar as nossas forças ligeiramente abaladas, começámos com as ‘entradas’ que já estavam à nossa espera. Minutos depois foi-nos servido pela D.Susana, e por uma sua empregada, o primeiro prato que era uma estreia para todos, organizadores incluídos: ‘Grão de marisco ’que rapidamente passou de curiosidade e se tornou numa realidade palpável, papável e, em muitos casos, repetida. Foi um prato de que a maioria dos presentes gostou e elogiou. O segundo prato foi ‘Carne de porco à saloia’ que é uma ligeira variação da ‘Carne de porco à portuguesa’ e que todos conhecem.
Os vinhos eram da Adega Cooperativa da Azueira e conseguiram ser bem aceites pelos presentes, preferindo muitos o branco ao tinto. Para sobremesa houve salada de fruta e doces vários. Mais tarde o chá continuou a senda já trilhada durante o almoço, deixando os caminhadeiros bastante agradados no que respeitou à área da gastronomia: a sala muito funcional e com uma disposição das mesas de modo a todos estarem de frente para todos, a qualidade da cozinha e a simpatia e eficiência no serviço.
Os momentos culturais foram, como desejado pelos organizadores, mais uma vez um desmentido a quem gosta de nos caluniar dizendo que nas nossas caminhadas só se pensa em comer. É verdade que uma boa refeição retempera a  vertente física do ser humano, mas não só: não esqueçamos que o corpo é o suporte de um bom espírito, de uma fluidez intelectual onde o raciocínio se deverá assentar. Encontramo-nos principalmente, no nosso ponto de vista, claro, para conviver, para nos enriquecermos partilhando vivências e ouvindo opiniões, conselhos e histórias que a todos ajudarão na sua vida presente e futura. Isto faz-se enquanto se caminha e faz-se, sobretudo e à boa maneira portuguesa, sentados à mesa perante uma boa refeição onde os amigos se estreitam mais e os que ainda o não são rapidamente se incluirão nesse círculo, reduzindo inibições de vários tipos.
Mas a cultura é um conceito muito amplo, muitas vezes com difíceis e não muito claras fronteiras, podendo incluir-se nela tanto o teatro como o cinema, a ópera ou a dança (só clássica?), a escrita, as artes manuais (como a escultura) – e o artesanato não? -  etc., etc., etc. E será que apreciarmos as nossas terras, vermos como o nosso povo cuida do seu património (antigos castelos ou monumentos que representam a sua História), de como respeitam as antigas formas de trabalhar e engenhos que os mantiveram durante milénios, ouvir o seu canto ‘tradicional’ como forma de exprimir os seus sentimentos, o seu dia-a-dia, ou admirarmos as nossas paisagens e concluirmos que ainda há, felizmente, pessoas que se preocupam em as preservarem, em aumentar a sua beleza, transmitindo aos visitantes o orgulho que sentem por aí viverem, por serem o que são – não será isso também uma forma de cultura, talvez a mais profunda a calar no íntimo do ser humano?
Toda esta ‘filosofia barata’ vem a propósito da parte cultural escolhida para completar o nosso dia: a visita ao ‘Atelier d’Arte, Lda’ da família Canhoto, mestres na marcenaria artística e no embutido. Fora esta a primeira ideia que tivemos e que, em boa hora e graças à intervenção do sr. João Canhoto, foi desenvolvida, aceitando de bom grado a sua sugestão de contactar o Mestre Organeiro Comendador Dinarte Machado que poderia ilustrar a estreita colaboração existente entre eles no desenvolvimento de projectos que, frequentemente, têm áreas comuns. A nós, organizadores, nem nos passara pela cabeça pedir a colaboração do Mestre Dinarte Machado mas, perante a sugestão do sr. J.Canhoto, nem chegámos a pensar uma segunda vez quando ele nos disse que tratava de o contactar para ver da possibilidade de vir também falar um pouco da sua profissão mas, sobretudo, da sua arte. Como houve oportunidade de se ouvir, a família Canhoto está muito ligada ao Mestre Dinarte Machado por força da sua arte. Quando este aceitou dizer-nos umas palavras ficámos como aquela pessoa que, tendo um belíssimo bolo, ainda recebe uma linda cereja para lhe colocar por cima. Não nos vamos alongar sobre a ligação existente entre eles – e aqui remeto para os textos que vamos colocar no blog para mais alguém poder ler – pois essa dúvida surgida de início: que tem a ver a marcenaria e os embutidos com a organaria foi larga e profundamente esclarecida e justificada durante a visita à Igreja do Livramento (*); numa primeira parte em que se fez uma pequena resenha histórica da terra, da igreja e do órgão – pelas palavras do sr. José B. Lucas – e numa segunda parte pelas palavras de Mestre Dinarte Machado que nos falou do seu trabalho e que, no fim, nos presenteou com a execução de alguns temas musicais que lhe servem para testar e afinar os tubos e engenhos dos órgãos que repara ou que fabrica.
A seguir dirigimo-nos às instalações do ‘Atelier d’Arte’ que, para nós, era o bolo há tanto tempo conhecido e que, também há muito desejávamos mostrar aos nossos amigos caminhadeiros. Entrámos nas suas instalações com o espírito da criança que fica maravilhada perante jóias que julgava já não se fazerem mas que, afinal, ainda há uns mágicos que as produzem e nos deixam apreciar, maravilhando-nos com a sua Arte. Fomos recebidos em dois grupos pela família Canhoto que, com uma simpatia inultrapassável, nos deu algumas informações sobre o seu trabalho, nos exemplificou alguns momentos do seu trabalho, nos mostrou algumas peças em fase de desenvolvimento e, sobretudo, nos permitiu admirar obras acabadas de uma beleza estonteante; por fim responderam às questões que alguns de nós colocámos, fruto da nossa curiosidade e do espanto perante tanta beleza e engenho. Ainda tivemos o privilégio de poder ouvir a execução de pequenas peças musicais tradicionais com que o sr. F.A.Canhoto nos presenteou, executadas em alguns dos catorze tipos de instrumentos que domina e que, decerto, algumas fotografias irão ilustrar.  
Saímos das suas instalações como saíramos da igreja: conscientes de estarmos espiritualmente mais ricos, fruto da presença, da beleza e do conhecimento de obras de Arte e de pessoas que nos transmitiram notas sobre o seu saber e o seu querer serem melhores, tanto na sua profissão, como na sua vida.           
Quanto ao chá apenas podemos referir que as bebidas estavam óptimas e que os bolinhos também não destoavam dos que prováramos ao almoço.
Os organizadores esperam que o dia tenha sido do agrado, senão de todos, pelo menos da maioria dos caminhadeiros.

Saudações Caminhadeiras
Angelina e Luis     

(*) Para quem não teve oportunidade de estar presente aqui fica o porquê da sua colaboração: aquando da reparação/reconstrução do órgão de armário da igreja do Livramento, além da parte musical, isto é, da construção dos tubos, sua afinação e engenhos para os ligar, era preciso fazer um armário novo, um teclado novo, uma pedaleira nova, novas portas etc. que teriam de ser feitos por alguém fora do âmbito da Oficina do Mestre Dinarte Machado. Quando foi sugerida a colaboração com a família Canhoto, e após alguns trabalhos iniciais, nunca mais esta colaboração foi quebrada, passando a tornar-se estreitíssima e permanente.    

quarta-feira, 28 de maio de 2014

* * * Convocatória . 19ª Caminhada da Época 2013 / 2014 * * * Por Caminhos do Livramento . Dia 4 de Junho

Ficam convocados todos os Caminhadeiros para esta 19ª Caminhada.
O percurso é de cerca de 10 km, de dificuldade média. Tem algumas subidas suaves, no entanto será útil o uso de bastão.
Devido à beleza e extensão do panorama (donde se avistam as Serras de Sintra, de Montejunto, dos Candeeiros e as Berlengas) aconselha-se o uso de binóculos; poder-se-ão ver, também, por onde andámos em anteriores caminhadas (Serras do Socorro e da Archeira, S.Quintino, Torres Vedras etc.).

Programa:
09h00 – concentração junto ao Sporting Clube do Livramento e ao Rest.Erva Doce (39º 00’ 12.58’’ N – 9º 17’ 11.47’’ W)
09h30 – início da caminhada
13h00 – almoço
15h30 – início do programa cultural
17h30 – chá

Como chegar, partindo de Lisboa:
- entrar na A8 e sair na saída 5 (Ericeira, Mafra, Malveira - 20 min./24 km), entrando na A21
- sair na saída 2 da A21 (Malveira - 3 min./4 km); após as portagens seguir pela dta. para T.Vedras pela N8 - 10 min./10 km.
- em Carrascal, após Adega Coop.da Azueira sair para a esq. (Livramento, Freiria) (EM551 - 1 min./1,2 km),
- estacionar junto ao Sporting Clube do Livramento e ao Rest.Erva Doce.
Como de costume agradece-se que as inscrições sejam efectuadas até final de Domingo dia 1 de Junho.
Saudações caminhadeiras em passada saloia,

Angelina Martins e Luís Martins

terça-feira, 27 de maio de 2014

* * * * * * * 18ª Caminhada da Época 2013 / 2014 * * * * * * * Meia Rota da Ribeira do Vale do Mogo. Dia 21 de Maio




Álbuns de Fotos:
Luis Martins
Dores Alves
Gil Furtado
Data do Encontro: 21/05/2014
Local: Alcobaça – Meia Rota da Ribeira do Vale do Mogo
Percurso: 7, 0 kms – 01:45 Horas
Organizadores: Fátima Libanio e Lúcio Libanio
Caminhantes: (33) Angelina Martins; António Pires; Carlos Penedo; Dores Alves; Fátima Libanio; Fortunato de Sousa; Gil Furtado; Gilberto Santos; Graça Sena; Helena Meleiro; João Duarte; João Figueiredo; Lúcio Libanio; Luís Fernandes; Luís Martins; Luís Pontes; Lurdes Clara; Manuel Flôxo; Manuel Garcia; Manuel Pedro; Manuel Reis; Margarida Graça; Margarida Serôdio; Maria do Céu; M. do Céu Fialho; M. da Luz Fialho; Miguel Cardoso; Quinita Sousa; Rogério Matias; Teresa Palma; Victor Gonçalves; Virgílio Vargas; Zé da Clara.
Só ao Almoço: Odete Vicente
Almoço: Restaurante Frei Bernardo (Tel. 262.582.227)
Próxima Caminhada: 04/06/2014 (Angelina Martins e Luís Martins)
Reportagem:
Meia Rota da Ribeira do Vale do Mogo. E esta Hein! Penso não estar errado, se disser que ao longo dos quase 8 anos de actividade caminhadeira, foi esta a 1ª vez que se deu o título de 'meia rota' a uma caminhada. Também poderia ser Vale da Ribeira do Mogo, mas faltou perguntar aos organizadores, se esta denominação corresponde à outra metade do percurso. Ou seja, aos outros 7 quilómetros que correspondem à rota completa da ribeira e do vale de beleza natural indescritíveis. Nem mesmo a chuva abundante que se fez sentir na parte final da meia rota, ou se preferirem, no quarto de rota final, retirou qualquer encanto à paisagem deslumbrante deste recanto florestal, localizado perto da aldeia de Chiqueda de Cima, concelho de Alcobaça.
Portanto, o nome só por si era mais que apelativo para marcarmos presença na 18ª caminhada da época. Outro desafio, era saber se a Fátima e o Lúcio Libanio, que há muito vinham adiando a realização deste percurso por razões que se prendiam com as condições do terreno adequadas à prática de caminhada, teriam mais uma vez a colaboração do nosso santo protector Pedro. Ele, o nosso santo incansável de nos ajudar durante o Inverno, quis demonstrar através dos seus superiores poderes, que tanta ajuda e protecção já bastam. Portanto, contentem-se lá desta vez com metade da caminhada sem chuva, mas tenham paciência, já chega de abusos, a outra metade tem que ser bem molhadinha. Salvaram-nos os guarda-chuvas e os impermeáveis todos amarrotados, pois não eram utilizados desde a caminhada do Gaio Rosário, onde uma amostra de dilúvio pôs à prova o equipamento dos caminhadeiros mais prevenidos.
Chuva à parte, vamos agora relatar o que se passou durante o resto da jornada caminhadeira:
Concentração no local pré determinado pelos organizadores, cumprimentos habituais entre os participantes, café da manhã e partida para o local onde teria início a caminhada. Aqui chegados, foto de grupo seguida de uma breve descrição do programa do dia dada pelo organizador Lúcio.
Deu-se então início à meia rota da Ribeira do Vale do Mogo, desta vez com a participação de 3 nóveis caminhadeiros, e a nossa amiga Odete a assistir com ar pesaroso, pois uma queda sofrida em casa uns dias antes, não lhe permitiu cumprir esta parte do programa.
Como já disse anteriormente, o percurso era de uma beleza indescritível. Começou junto à margem da ribeira, e foi depois evoluindo por caminhos estreitos entre vegetação abundante e colorida de flores silvestres no meio do vale. Apenas duas ou três quedas de caminhadeiros menos atentos ao piso escorregadio, mas sem consequências a assinalar poderiam ter feito estragos. Não foi isso que aconteceu e ainda bem.
Terminada a primeira parte do programa, deu-se início à mudança de equipamento nos balneários de 1ª categoria, amplos e muito bem ventilados. De tal maneira amplos, que até mesmo os carros de alguns dos participantes entraram dentro deles para facilitar a vida a algumas das senhoras caminhadeiras mais exigentes.
Seguiu-se o almoço no Frei Bernardo, restaurante de referência na cidade de Alcobaça, que foi a escolha acertada da Fátima e do Lúcio.
A componente cultural desta vez contemplava uma visita ao imponente Mosteiro de Alcobaça., também conhecido como Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça ou Abadia de Santa Maria de Alcobaça. Segundo informação recebida das muito bem preparadas guias de serviço: Filipa Miguel e Ana Filipa Delgado, este monumento foi a primeira obra erguida em Portugal de estilo totalmente gótico. Muitos outros detalhes, histórias e lendas nos foram dadas a conhecer e que não caberiam nesta reportagem. Valerá apenas referir que também aqui a mão de vários saqueadores foram esvaziando ao longo dos tempos o recheio do Mosteiro. Como desculpa, argumentam em seu favor, que o monumento deve retornar e obedecer à finalidade e simplicidade com que os Monges de Cister o construíram no século XII.
Terminada esta interessante visita, regressámos ao restaurante onde almocámos, desta vez para cumprir a última parte do programa, ou seja, tomar o famoso chá de fim de dia caminhadeiro. A companhia das simpáticas guias Filipa Miguel e Ana Filipa que convidámos a tomar o chá connosco enriqueceram a tertúlia.
Desta vez porém, havia algo mais a comemorar. Um bolo de aniversário, umas garrafas de espumante e um lindo ramo de flores colocados ao lado da bonita e bem recheada mesa do lanche tinham um significado especial. Foi o mistério desvendado pelo autor desta reportagem, anunciando que aquele complemento se devia à comemoração de mais um aniversário da Fátima Libânio. A oferta do ramo de flores, os parabéns cantados em uníssono e um copo de espumante bem erguido foram o momento alto da comemoração.
Resta agradecer e dar as boas vindas aos 3 novos participantes, Maria do Céu e Maria da Luz Fialho, assim como ao Luís Pontes, meu amigo e ex colega de muitos dos elementos do grupo.
Saudações Caminhadeiras em passada de final de época,

Fortunato de Sousa

quinta-feira, 15 de maio de 2014

* * * Convocatória . 18ª Caminhada da Época 2013 / 2014 * * * Meia Rota da Ribeira do Vale do Mogo. Dia 21 de Maio

Convocam-se os Caminhadeiros para a 18ª caminhada da época.




Encontro: 9,15h no Pingo Doce de Alcobaça
·       Coordenadas: 39º 32' 46" N    08º 58' 07" W
Saída: 9,45h para a aldeia de Chiqueda de Cima, Rua da Nascente (Poço Suão)
·       Coordenadas:   39º 32' 11" N  08º 56' 44" W          
Chegada prevista às 12,30h
Regresso a Alcobaça
Estacionamento em parque grátis
·       Coordenadas: 39º 32´ 56" N  08º 58' 29" W
Almoço às 13h no Frei Bernardo, ao lado esquerdo do Mosteiro de Alcobaça
Visita guiada no Mosteiro de Alcobaça às 15,30h, em ponto.
Regresso ao mesmo Frei Bernardo para lanchar às 17h.
O percurso, de cerca de 7 Km, inicia-se paralelamente ao leito de uma ribeira, com alguns calhaus nos primeiros 200m, sem desníveis relevantes, em terreno seco.
A segunda parte, segue-se a uma pequena mas inclinada subida em alcatrão (300m), atravessamos parte da aldeia do Carvalhal e seguimos por entre o mato até ao ponto de partida, sem quaisquer dificuldades.
Nesta segunda parte é fundamental não ultrapassar o guia, nem perder o companheiro anterior nem o que se segue, dado que há bifurcações que não interessam.
Como habitualmente, as inscrições devem ser efectuadas até ao final do dia do próximo Domingo dia 18.

Lúcio Libânio

domingo, 11 de maio de 2014

* * * * * * * * 17ª Caminhada da Época 2013 / 2014 * * * * * * * * Rota das Ermidas de Borba Dia 07 de Maio




Albuns de Fotos:
Data do Encontro: 07/05/2014
Local: Borba
Percurso: 9 kms em 2 horas
Organizador: Miguel Cardoso
Caminhantes: (37) Angelina Martins; António Clemente; António Dionísio; António Dores Alves; Belmira Cardoso; Carlos Penedo; Carmen Firme; Fátima Libânio; Fortunato de Sousa; Gabriela Bentes; Gil Furtado; Gilberto Santos; Graça Sena; Guido Lopes; Helena Meleiro; João Duarte; José Clara; Quinita de Sousa; Lina Fernandes; Lúcio Libânio; Luís Fernandes; Luís Martins; Luisa Clemente; Lurdes Clara; Manuel Garcia; Manuel Pedro; Manuel Reis; Maria do Céu; Octávio Firme; Odete Vicente; Pedro Cardoso; Rogério Matias; Susana Cardoso; Teresa Palma; Virgílio Vargas; Vítor Gonçalves e o organizador.
Guia:Sr.Luís Paixão
Ao almoço, deram-nos o prazer da sua companhia: a Mariana Dionísio, a Sílvia Dionísio e o Pedro Dionísio
Almoço: Restaurante “Espalha Brasas”-Acaraviça
Chá de final de dia: Pastelaria “A Tiborna”
Próxima caminhada: 21/05/2014 (Organizadores: Lúcio Libânio e Fátima Libânio)
Reportagem: 
Como já vem sendo hábito deste grupo Caminhadeiro, mais uma jornada com o início pautado pela excelente pontualidade.
A concentração teve lugar na Praça da República, frente ao edifício dos Paços do Concelho de Borba, onde fomos amavelmente recebidos pelo Sr. Presidente da Câmara, Sr. António Anselmo e pela Sra. Dra. Sara, responsável pelo departamento da Cultura, os quais nos deram as Boas Vindas e nos prestaram todo o apoio possível, colocando à nossa disposição um guia o Sr. Luís Paixão, para nos acompanhar durante a caminhada.
De salientar o bom acolhimento que encontramos nesta simpática vila, o qual foi evidenciado por um simples episódio, ocorrido com os Caminhadeiros Carlos Penedo e o Manuel Reis aquando da sua chegada.
Tendo os mesmos solicitado ajuda para encontrar o local da concentração, de imediato o interpelado, Sr. Amâncio, habitante local, se prontificou e os transportou na sua viatura ao local pretendido.
Apesar de ter sido um acto simples, não deixou de reflectir o bom acolhimento destas boas gentes.
Após a fotografia de grupo para a posteridade, iniciámos a caminhada à descoberta das “Ermidas de Borba”, locais ermos de culto religioso dos nossos antepassados.
De um modo geral é de lamentar o estado de degradação a que as mesmas chegaram.
Com o tempo bastante ameno (S. Pedro foi mais uma vez nosso amigo) e algumas nuvens no céu, característica ideal para a fotografia, informação que me foi dada pelos nossos exímios repórteres fotográficos, e com a preciosa ajuda do nosso guia Sr. Luís Paixão, que nos pontos estratégicos da caminhada nos deu todo o apoio, cumprimos a 1ª parte da nossa jornada (a caminhada).
Seguiu-se o almoço com os pratos tradicionais da região no restaurante “Espalha Brasas”, localizado no Monte das Naves de Cima, perto da povoação de Alcaraviça.
Durante o almoço, bem como durante o chá de final de dia, todos os presentes brindaram em honra do Caminhadeiro Rui Afonso, desejando ao mesmo uma recuperação pós-operatória célere e eficaz para que brevemente volte às lides caminhadeiras.
Após o repasto e antecedendo o evento cultural, pudemos observar as Caminhadeiras Luisa Clemente e a Quinita de Sousa devidamente instaladas numa esplanada, montada sobre uma árvore no exterior do restaurante, esperando certamente para que lhes fosse ali servido o habitual chá e não pelas razões que levaram a personagem principal do romance “O Barão nas Árvores”, do famoso romancista Italo Calvino que, revoltado com a família se isolou e instalou para o resto da sua vida no cimo das árvores, para observação de tudo o que o rodeava.
Como programado, seguiu-se a parte cultural da nossa jornada com uma visita guiada ao Paço Ducal de Vila Viçosa, sito no magnífico Terreiro do Paço e que serviu de aposentos reais aos últimos representantes da monarquia portuguesa.
À saída do palácio e para espanto de todos, fomos surpreendidos pela mãe natureza, com a observação do nascimento de alguns felinos em plena calçada da rua.
Cumpriu-se a última etapa da nossa jornada com o habitual chá de final de dia, na agradável esplanada da pastelaria “A Tiborna”, onde nos foi servido o chá com os respectivos bolinhos.
Agradeço encarecidamente a todos os participantes nesta jornada caminhadeira, bem como aos que me ajudaram a planear a mesma (Fortunato de Sousa e António Dionísio).
Espero assim ter conseguido com a vossa ajuda, que a “Carta para Garcia” tenha sido entregue ao seu destinatário.
Aproveito também, para dar as boas vindas aos novéis Caminhadeiros Susana Cardoso e Pedro Cardoso, esperando que tenham ficado com a vontade de voltar para futuras caminhadas.
Complectará certamente esta minha simples e resumida reportagem, todas a magníficas imagens captadas pelos nossos exímios repórteres fotográficos de serviço.
Agradecimentos:
Câmara Municipal de Borba nas pessoas de:
Sr. António Anselmo, presidente da edilidade;
Dra. Sara, responsável pelo departamento da cultura, e
ao guia que nos acompanhou, Sr. Luís Paixão.
À Sra. D. Amélia Bilro, responsável administrativa do Museu-Biblioteca da Casa de Bragança
Restaurante "Espalha Brasas", na pessoa da D. Paula pelo excelente serviço, no almoço. Pastelaria “A Tiborna” na pessoa do Sr. João David pelo excelente serviço, no chá de final de dia.
Saudações Caminhadeiras,

Miguel Cardoso

* Escrito de acordo com a antiga ortografia.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

* * * Convocatória . 17ª Caminhada da Época 2013 / 2014 * * * Rota das Ermidas de Borba . Dia 07 de Maio

Convocam-se os Caminhadeiros para mais uma caminhada da época, desta vez a 17ª.
O percurso de aproximadamente 10 kms, à descoberta das Ermidas de Borba, terá um índice de dificuldade baixo e desenvolver-se-á em terras vinhateiras alentejanas a noroeste do Concelho de Borba.
Programa:
09:15 horas - Concentração junto à C. M. de Borba (38º 48' 19,29" N); (7º 27' 9,6" W)
13:00 horas - Almoço no restaurante "Espalha Brasas" (Monte das Naves de Cima - Alcaraviças)
15:30 horas - Visita ao Paço Ducal de Vila Viçosa
17:00 horas - Chá de final de dia na Pastelariaa "A Tiborna" junto ao Terreiro do Paço Ducal
Como chegar: 
Quem vem pela A6
  • Deixar a A6 no nó que dá acesso a Borba
  • Entrar na EN4 em direcção a Borba e à Câmara Municipal
Quem vem pela Nacional
  • Seguir sempre a EN4 em direcção a Elvas
  • Próximo de Borba, deixar a EN4 para entrar na vila em direcção à C.M. de Borba
Os interessados em participar no evento, devem fazê-lo através dos comentários desta mensagem até ao final de Domingo dia 04 de Maio.
Saudações Caminhadeiras a caminho de terras de "Baco" e do "ouro branco".
Boa viagem

Miguel Cardoso

* * * * * * * 1ª Caminhada Extraordinária 2013 / 2014 * * * * * * * Pelo Coto de Doñana . Dias 25, 26 e 27 de Abril




Local: Coto de Doñana e Matalascañas (Espanha)
Percurso: 2, 5 kms + 3 kms + 5, 5 kms – 03:00 Horas
Caminhantes: (58) Alda Lavrador; Alice Miranda; Ana Penedo; Anabela Paquim; Angelina Martins; Antonieta Faria; António Clemente; António Palma; António Silva; António Vaz; Armando Lourenço; Carlos Penedo; Carlos Barbosa; Carlos Rocha; Cármen Firme; Chico Pires; Cristina Archer; Duarte Vilar; Estela Garcia; Filipe Ribeiro; Fortunato Sousa; Francisco Sanchez; Gabriela Bentes; Gil Furtado; Gilberto Santos; Graça Sena; Hélia Jorge; Isabel Pereira; Ivone Vilar; João Costa; João Duarte; Juan Ambrosio; Lina Fernandes; Lizete Lourenço; Luís Fernandes; Luís Martins; Luísa Clemente; Luísa Gonçalves; Lurdes Barbosa; Manuel Garcia; Manuel Pedro; Manuel Pereira; Manuela Sanchez; Maria do Céu; Margarida Graça; Mónica Rocha; Nela Costa; Octávio Firme; Odete Vicente; Quinita Sousa; Rogério Matias; Rui Graça; Sofia Vaz; Teresa Palma; Teresa Santos; Tomaz Jorge; Virgílio Vargas; Vitor Gonçalves;
Organizadores: Carmen e Octávio Firme
Refeições: Restaurante do Gran Hotel del Coto
Próxima Caminhada: 07/05/2014 (Miguel Cardoso)
Reportagem:
Ao começar a reportagem o cronista quer, em primeiro lugar, dar as boas vindas ao Francisco Sanchez, à Manuela, ao António Vaz, à Sofia, ao Juan Ambrósio, à Cristina, ao António Silva, à Ana, ao Carlos Rocha, à Mónica, ao Manuel Pereira, à Isabel, os quatro últimos vindos do Porto, e o Francisco Sanchez e a Manuela  vindos de Zaragoza. Os Caminhadeiros não param de aumentar! Ainda uma saudação especial à Alda e à Anabela, que embora já tenham participado em eventos caminhadeiros, fizeram as suas primeiras caminhadas com o grupo.
Bem-vindos a todos, esperamos que tenham gostado e contamos  convosco em futuras iniciativas!
A jornada caminhadeira começou bem cedo (às 05.30) para o escriba e seus acompanhantes ribatejanos; Os outros participantes foram-se juntando a nós nos pontos previstos, sem atrasos, e cerca das 07.15, com a entrada do Chico, já passada a Ponte,  lá seguimos, 52 caminhadeiros, com destino à nossa aventura em Terras Andaluzas.
Na primeira paragem técnica, na área de serviço de Grândola, veio a primeira surpresa proporcionada pelo Vítor: Um pequeno almoço constituído por sandes mistas, leite com chocolate e sumos que a Cármen, a Luísa Gonçalves e a Cristina fizeram o favor de preparar e distribuir; havia ainda um termo com café que rapidamente se esgotou. A ideia era não perder demasiado tempo nas paragens, para cumprir horário e chegar a Matalascañas a tempo de poder almoçar, pois o almoço do primeiro dia já estava incluído no pacote que tínhamos contratado com o hotel. A propósito deste almoço vamos relatar um facto hilariante: o nosso “senador” Gil Furtado, quando tomou consciência que o almoço seria no hotel foi ao microfone do autocarro protestar que a última comunicação enviada sobre a viagem se prestava a várias interpretações e que ele julgava que o almoço seria em pic-nic, questionando-se sobre o que havia de fazer ao arroz de ervilhas que trazia. No início todos julgávamos que era mais uma brincadeira do Gil, mas como ele continuava a insistir, aos poucos fomos acreditando…
Tendo em conta a data festiva, o Gil pediu para colocar dois cravos vermelhos na frente do autocarro e a Odete anunciou um pedido do Manuel Reis que constava da leitura do poema do José Fanha, “Eu sou Português aqui” , que foi declamado, magistralmente como ela já nos habituou, pela Quinita.  Foi ainda exibido um vídeo do almoço da caminhada da Amieira do Tejo, no restaurante o Túlio, com a animação proporcionada pelo Inácio e onde alguns caminhadeiros, - os do costume – mostraram os seus dotes artísticos. E com mais uma paragem técnica junto à fronteira lá chegámos, exactamente à hora prevista, -14.30 – ao hotel, onde nos esperavam os seis restantes elementos, já atrás mencionados e, de imediato, fomos almoçar. Almoço concluído, feito o ‘check-in’, aproveitámos para descansar um pouco até às 17 e, cumprindo o programa, fomos visitar o santuário da Virgem do Rocio e todo o seu entorno, onde as senhoras aproveitaram para começar a adquirir os ‘recuerdos’ da ordem… No regresso e depois do jantar, houve a animação prometida com baile, cartas e tertúlias. No que diz respeito ao jogo de cartas, experimentem jogar à sueca com um baralho espanhol e verão como é fácil e bom…

O segundo dia da nossa aventura caminhadeira começou com uma alvorada tipo militar, antes do nascer do Sol, pois tínhamos de ir tomar o pequeno-almoço logo à abertura do restaurante (às 07.30 hora espanhola) para podermos estar na aldeia do Rocio pelas 08.30, onde nos esperavam os veículos todo-terreno para fazermos a nossa observação sobre a fauna selvagem e a flora tipicamente mediterrânica da reserva Natural e da Reserva Nacional do Coto de Doñana. Como era de esperar não fomos afortunados e não conseguimos ver o ex-libris do Coto – o Lince Ibérico -. Vimos uma grande variedade de Aves, autóctones e migradoras, alguns (poucos, mamíferos) fizemos ‘birdwatching’ numa construção preparada para o efeito e onde ainda nos foi passado um filme com as actividades e particularidades do Coto e suas reservas (Natural e Nacional) e, ao fim de quatro horas bem passadas, regressámos à aldeia do Rocio, onde as senhoras aproveitaram para fazer as compras que não tinham conseguido no dia anterior e outros participantes aproveitaram para degustar a famosa gamba branca de Huelva com as refrescantes cañas. De regresso ao hotel para o almoço e, ainda no autocarro, procedeu-se à distribuição por cada participante da lembrança relativa a esta caminhada extraordinária, constituída por um pratinho decorativo e respectivo suporte, com a imagem do lince, a data do evento e o ‘logo’ dos caminhadeiros, uma feliz composição artística da autoria do Luís Fernandes. A avaliar pelas reacções imediatamente manifestadas, a lembrança foi do agrado geral!
A organização procedeu a uma alteração ao programa anteriormente comunicado, constituída pela troca das caminhadas: as caminhadas no Coto passaram para a tarde de sábado e a caminhada no passeio marítimo passou para a manhã de domingo, isto motivado porque o hotel exigia que, por motivos de se encontrar lotado, libertássemos os quartos até às 12.00 de Domingo. Passada a maior hora do calor, às 17.00 partimos para a zona do parque denominada “La Rocina”, onde de acordo com o programa se iriam realizar 2 caminhadas: a primeira – la rocina – de 3,5 kms e a segunda, do “palácio del Acebron”, de cerca de 1,5 kms. Por sugestão da senhora de serviço à entrada do parque, procedemos aí a mais uma alteração para podermos chegar ao palácio del Acebrón com ele ainda aberto, pois fechava às 19.00. Aproveitámos o Palácio para tirar mais uma fotografia de grupo e, na bem organizada exposição do seu interior, tomámos contacto com o que era a vida no século passado nas marismas do actual Coto e apercebemo-nos das transformações para os tempos de hoje. De seguida demos início à nossa primeira caminhada por terras Andaluzas. Uma caminhada pequena, mas muito bonita, que mais parecia ser no interior duma floresta tropical. A variedade da flora era imensa e pena foi que não tivéssemos tido tempo para a observar com mais atenção. Estou certo que constituiu um deleite para o nosso artista da fotografia… Para os incrédulos, o nosso amigo Gil procedeu à deposição para os pássaros do parque do seu arroz de ervilhas. Afinal era verdade!!!
Como o tempo já escasseava, resolvemos anular a caminhada de ‘La Rocina’ e fomos directos para a zona de ‘El Azebuche’ onde tomámos de assalto a ‘tienda’ que já estava a fechar e onde o responsável, a contragosto nos atendeu e, certamente, acabou por fazer mais negócio do que tinha feito durante todo o dia. Seguiu-se mais uma caminhada de cerca de 4 kms em terreno mais aberto que o anterior, sempre sobre um passadiço de madeira, de forma a proteger o ambiente e interferir o menos possível com a vida selvagem. Já de regresso e cerca das 21.00, ainda no autocarro, foi a ocasião para cantarmos os parabéns pelos 65 anos do Fortunato, lhe oferecermos uma prenda simbólica e um postal ilustrado com a assinatura de todos os caminhadeiros, que ele agradeceu muito emocionado. Depois do jantar seguiu-se a animação nocturna onde muitos caminhadeiros e caminhadeiras aproveitaram para dar ao pé e ‘abanar o capacete’. De salientar a exibição da Odete e do Luís Fernandes a dançar o tango ‘la cumparcita’, que pôs em delírio os próprios espanhóis presentes. Os ‘pés-de-chumbo’ aproveitaram para umas libações . No dia seguinte diziam que a sopa de grão lhes tinha feito mal….

Como tudo o que é bom tem um fim, chegou o último dia.
A caminhada da manhã de 5,5 kms pelo passeio marítimo foi uma maravilha, pois a maré estava baixa e a manhã esplendorosa. A temperatura era a ideal para se poder fazer uma caminhada a passo acelerado. De regresso ao hotel e já com o banho tomado e as malas feitas, houve um convívio agradabilíssimo nos jardins junto às piscinas, até à hora do almoço que foi antecipado para as 13.00. A partida foi marcada para as 14.00, sendo a primeira paragem no convento de ‘La Rábida’ onde teria lugar a visita e com ela o encerramento das actividades. Mais uma vez, houve que fazer uma alteração ao programa inicial, visto que não contámos com uma instituição espanhola chamada ‘siesta’. O convento só abria às 16.00 !!!. Logo ali foi tomada a decisão de não esperar pela abertura do convento e proceder de imediato ao início da viagem de regresso, dado que um atraso de, pelo menos, duas horas, iria fazer com que chegássemos muito tarde a Lisboa. Ali nos despedimos do simpático casal Sanchez e dos nossos companheiros do Porto que também resolveram não esperar pela abertura e regressaram de carro ao Porto. (mais propriamente a Vila do Conde).
A primeira paragem, ainda em terras andaluzas deu-se na área de serviço de ‘los mellizos’ por uma indisposição momentânea da Teresa Palma. Já anteriormente e durante o almoço, tinha estado indisposta a Gabriela. Felizmente que se tratou de casos, embora dolorosos, passageiros. Durante a paragem em ‘los mellizos’ deu-se uma inesperada e muito aplaudida exibição da Cármen que mostrou o seu ‘salero’ bailando duas ‘sevillanas’  com a empregada do bar. De regresso ao autocarro, saliente-se a exibição em estreia mundial do filme ‘A Canção de Lisboa’ , uma exibição fadista da Graça Sena, muito aplaudida pelos que ainda conseguiam estar acordados. O nosso amigo Gil tinha ainda na manga uma parte cultural que consistia na leitura, por parte da Cármen do início do ‘Dom quijote de la mancha’ , de uma adivinha do autor dos versos que ele iria ler e ainda da leitura de alguns poemas de um dos grandes poetas andaluzes  - Federico Garcia Lorca – por parte deste vosso escriba. Por minha sorte, começou o relato do Benfica e já não houve mais nada para ninguém. Fica para a próxima, Gil!
E assim chegámos cerca das 21.00 a Lisboa, onde terminou a nossa aventura.
Não quero terminar sem destacar o bom humor, a paciência e a boa disposição permanentes do condutor do autocarro, José Timóteo. Um grande bem haja para ele.
E aqui terminam estas mal alinhavadas descrições do vosso escriba de serviço. Sempre disse e mais uma vez reafirmo que a reportagem deveria ser feita por outro que não o organizador, pois assim teria a liberdade de emitir juízos de valor no que diz respeito à organização. Desta forma, esperamos os vossos comentários e as vossas críticas no sentido de podermos melhorar organizações futuras.

Saudações Caminhadeiras,

Cármen e Octávio

terça-feira, 22 de abril de 2014

* * Convocatória . 1ª Caminhada Extraordinária 2013 / 2014 * * Pelo Coto de Doñana . Dias 25, 26 e 27 de Abil

Desta vez a convocatória serve apenas para formalizar a publicação no blog da 1ª caminhada extraordinária da época. É do conhecimento de todo o universo caminhadeiro, que as inscrições foram efectuadas por outra via e já se encontram encerradas.

Saudações Caminhadeiras em passada andaluza,

Fortunato de Sousa

segunda-feira, 21 de abril de 2014

* * * * * * * * 16ª Caminhada da Época 2013 / 2014 * * * * * * * * De Volta ao Jamor com os Netos . Dia 16 de Abril




Álbuns de Fotos:
Luis Martins
Dores Alves
Miguel Cardoso
Data do Encontro: 16/04/2014
Local: Cruz Quebrada – Parque Desportivo do Jamor
Percurso: 06:500 kms – 02:00 Horas
Caminhantes: (28) Angelina Martins; Carmen Firme; Carlos Penedo; Conceição Zagalo; Dores Alves; Fernando Zagalo; Fortunato de Sousa; Gil Furtado; Gilberto Santos; Graça Sena; João Costa; João Duarte; Leonor Neto; Lina Fernandes; Luís Fernandes; Luís Martins; Manuel Garcia; Manuel Reis; Miguel Cardoso; Nela Costa; Octávio Firme; Odete Vicente; Quinita; Teresa Palma; Victor Gonçalves; Victor Neto; Virgílio Vargas; Zé Correia.
Netos: (21) Daniel Santos; Diogo Sousa; Francisco Neto: Frederico de Sousa; Gonçalo Garcia; Hugo Furtado; Inês Garcia; João Maria Sena; João Pedro Firme; Joana Sousa; Lourenço Garcia; Manuel Fernandes; Manuel de Sousa; Manuel Zagalo: Maria Firme; Mariana Baptista; Martim Fernandes; Pedro Firme; Sofia Reis; Tomás Martins; Rita Zagalo;
Só ao Almoço: (7) Bia Namora; Carlos Evangelista; Filipe Simões; Gabriela Bentes; José Viras; Teresa Viras; Tina Evangelista.
Organizadores: Fortunato de Sousa; Luís Fernandes; Victor Gonçalves;
Almoço: Restaurante 'A Canoagem' (Tel. 910.399.591)
Próxima Caminhada: 25, 26 e 27/04/2014
Reportagem:
Aproveitando as férias da Páscoa e as condições de excelência que o Parque Desportivo Nacional do Jamor proporciona a quem o visita ou utiliza, repetimos a experiência do ano passado e voltámos ao Jamor com os nossos netos.
Foi uma caminhada bastante participada e com um índice de estreantes nestas andanças como há muito não acontecia. Nada menos que 15 novas presenças (4 avós e 11 netos), que somadas aos restantes 40 participantes, puderam conviver e partilhar entre si experiências diferentes das do habitual dia a dia da nossa vida familiar.
A partir das 09:00 horas começaram a chegar as várias famílias caminhadeiras, apresentações e cumprimentos do costume, requisito imprescindível para dar entrosamento à relação de ascendentes e descendentes. Seguiram-se as fotografias para a galeria do blog, e o testemunho do fotógrafo de serviço, é que não foi nada fácil esta tarefa. Uns simplesmente não queriam ser fotografados, outros baixavam ou levantavam a cabeça em ar de gozo, e outros exigiam mesmo ao fotógrafo que a pose tinha que respeitar a sua vontade. Com alguma paciência e boa vontade lá se conseguiu o objectivo. Os organizadores do evento entregaram a cada neto participante, um pin da autoria do Caminhadeiro António Palma, todo ele desenhado à medida dos destinatários.
Segui-se a foto de grupo e uma curta comunicação aos participantes do que viria a ser o programa do dia.
Depois deu-se início à caminhada, onde a grande diferença de idades dos participantes resultou no fraccionamento total do grupo. De qualquer modo, mais ou menos a meio do percurso ainda se conseguiu um reagrupamento, mas a partir daqui foi mesmo impossível um andamento uniforme. Enquanto uns encurtaram caminho, outros prosseguiram pela rota planeada tendo terminado a caminhada com ar de vitoriosos Caminhadeiros já perto da 13:00 horas.
Seguiu-se o almoço no restaurante A Canoagem, onde algumas das avós presentes deram provas de uma experiência alargada e dedicação extrema aos seu netos. No final da refeição, a generosidade da Tina e do Carlos Evangelista estiveram mais uma vez em destaque, ao entregarem uma bandeira dos Caminhadeiros a alguns dos participantes, simbolizando a dedicação à causa caminhadeira por parte dos premiados.    
Seguiu-se a parte mais apetecível do dia para o escalão etário mais baixo, ou seja, a prática de canoagem e mini golf. Tal como no ano passado, a colaboração dos adultos foi muito importante para o sucesso desta parte do programa.
Finalizámos como de costume com o imprescindível chá de final de dia, acompanhado de bolos de laranja e de chocolate.
Uma palavra final para todos os avós e netos que neste dia se estrearam nestas aventuras caminhadeiras e também para os que só ao almoço se juntaram a nós, mas cuja companhia muito enriqueceu o convívio da caminhada: 'De Volta ao Jamor com os Netos'.
Saudações Caminhadeiras já em passada 'salerosa',

Fortunato de Sousa


quarta-feira, 9 de abril de 2014

* * * Convocatória . 16ª Caminhada da Época 2013 / 2014 * * * De Volta ao Jamor com os Netos . Dia 16 de Abril

Aproveitando as férias da Páscoa e o sucesso da Caminhada de Avós e Netos da época passada, vamos de novo realizar um evento Caminhadeiro, em que os nossos netos serão os nossos companheiros de jornada. 
O percurso e restante programa do dia terão lugar no Parque Urbano do Centro Desportivo do Jamor, privilegiando as condições que este espaço oferece em termos desportivos, lúdicos e de segurança.
Vamos realizar uma caminhada de 7 / 8 kms, com índice de dificuldade baixo, e a seguir ao almoço haverá lugar à prática de canoagem e mini golf.
O local de concentração será no parque de estacionamento do restaurante e da pista de canoagem às 09:30 horas.
Como de costume, devem os interessados em participar nesta jornada caminhadeira, fazê-lo através dos comentários desta mensagem até às 12:00 horas da próxima Segunda-Feira dia 14. (Devem por favor referir quantos netos vão participar e as idades deles).
Saudações Caminhadeiras em passada saltitante,

Fortunato de Sousa