sábado, 9 de janeiro de 2016

* * * * * * * *9ª Caminhada da Época 2015 / 2016 * * * * * * * * __Herdade da Barrosinha . Alcácer do Sal . Dia 06 de Janeiro__




Álbuns de Fotografias
Acilina Couto
Acilina Couto (Video youtube)
Fortunato de Sousa
Luis Martins
Dores Alves
Luz Fialho
Data da caminhada: 06/01/2016
LocalHerdade da Barrosinha – Alcácer do Sal
Percurso: 9 kms em 02:45 horas
Organizador: Manuel Reis
Caminhadeiros (40): A. Dores Alves; Acilina Couto; Ana Cristina; Ana Leão; Angelina Martins; António Clemente; António Palma; Carlos Evangelista; Carlos Penedo; Carmen Firme; Céu Fialho; Cidália Marta; Clara Maia; Estela Garcia; Fortunato de Sousa; Gilberto Santos; Graça Sena; João Duarte; Júlia Costa; Kinita de Sousa; Lina Fernandes; Luís Fernandes; Luís Martins; Luísa Clemente; Luísa Gonçalves; Lurdes Clara; Luz Fialho; Manuel Floxo; Manuel Garcia; Manuel Pedro; Manuel Reis; Margarida Graça; Maria do Céu Esteves; Octávio Firme; Odete Vicente; Pedro Albuquerque; Teresa Palma; Virgílio Vargas; Vítor Gonçalves; Zé Clara.
Só ao almoço (5): Carmo, Álvaro e José Teixeira mais Irene e Rui Afonso
Almoço: Restaurante do Hotel Rural da Barrosinha
Próxima Caminhada: 20/01/2016 (Organiza: Ana Cristina, Clara Maia, Júlia Costa)
Reportagem:
A foto de grupo ainda foi tirada a seco e o organizador até prometeu que não iria chover só que logo a seguir caiu uma ligeira bátega e lá se foi a promessa por água abaixo…
Mas se meteorologia é muito imprevisível, os caminhadeiros são muito mais previdentes. Às primeiras gotas de chuva abriram-se as coloridas capas e os guarda-chuvas próprios da época, com excepção para o organizador que acredita mais no boletim meteorológico do que no S. Pedro e foi logo ali apanhado, não de calças na mão mas sem capa nem guarda-chuva.
Contados os presentes, foram notadas as ausências do Rogério (engripado e afónico) e dos Afonso, devido a uma queda da Irene, felizmente sem graves consequências. As melhoras para ambos!
Sob o comando do Luís Fernandes e do Carlos Penedo, que deram uma ajuda inestimável na preparação da caminhada (obrigado, rapazes!), seguimos pelo assinalado percurso das capelas, com o piso em bom estado e no meio da paisagem típica do Alentejo por vezes acompanhados da curiosidade de vitelinhas, vitelas, vacas e bois que nos olhavam com ar de quem diz: olha, olha, hoje temos visitas (mas não vi nenhuma a sorrir, acho que isso só nos Açores). De vez em quando tínhamos que atravessar umas cercas, quase todas com uma cancela que era necessário abrir e deixar fechada. Se tudo correu bem o devemos ao tartaruga lenta, desta vez o António Palma, que se encarregou de as fechar todas. Obrigado Palma!
A pausa planeada para reagrupar e retemperar forças foi junto à capela de N. Sra. da Conceição, aberta de propósito para os caminhadeiros poderem apreciar a elegância simples de uma construção do século XVII.
O espaço à volta era aprazível, tinha sinais de lugar de peregrinações antigas, e quando os mais atrasados chegaram a cena era de picnic moderno com as frutas, as barritas e as águas a circular de mão em mão.
Mas eis que começa a chover novamente e toca de apressar os comes e bebes, entrar na capelinha, aproveitar os confortáveis bancos para descansar e até houve quem experimentasse o som cristalino de uma campainha que o Pedro Albuquerque descobriu.
Passada a chuva retomamos a caminhada de regresso e foi só ter cuidado ao passar perto de uma manada de gado (manso, muito manso) para esconder a parka vermelha da Estela que se estreava na sua qualidade de recém pré-reformada. Junto a uma represa tirámos umas fotos, passámos por umas guaritas sem porta (!) que soubemos mais tarde que eram silos de rações para gado (mas virados ao contrário) e chegamos ao local de partida e chegada. Mesmo a tempo de começar novamente a chover o que fez apressar a muda de roupa e o arrumo das mochilas e bastões.
A sala do repasto era mesmo ali e até estávamos um bocadinho adiantados em relação à hora prevista mas como entretanto chegaram os Afonso da Galé e o quase caminhadeiro Zé Teixeira mais a Carmo e o Álvaro vindos directamente de Tirana, na Albânia, foi um corrupio de abraços e beijinhos que só deu tempo para encher os copos com um monocasta moscatel graúdo para os brindes e começar a atacar as entradas de croquetes de alheira, ovos mexidos com farinheira, coelho assado em azeite e queijinhos meia cura. A seguir veio um bacalhau com espinafres e camarão, mais umas migas com carne de porco e um reforço dos vinhos com branco e tinto da produção da herdade. Para a sobremesa tivemos que nos levantar e escolher entre pudim caseiro, mousse de limão, barras de framboesa em calda de chocolate e fruta da época. Eu como tenho sempre muitas dúvidas, não escolhi, trouxe um pouco de tudo. Com o café lá estava o xiripiti da ordem desta vez acompanhado com uma garrafa do mesmo mas da colheita de 2009 da garrafeira particular do Rui Afonso.
O Fortunato parece que gostou e até pediu uma salva de palmas para as cozinheiras, mas é bom que os que não gostaram o digam nos comentários, se for caso disso.
Seguiu-se uma visita guiada pelo engº Almeida Martins, que ao mesmo tempo que nos mostrava os diversos edifícios do núcleo central da herdade, nos foi contando um pouco da sua história que começou em 1947 e chegou a empregar cerca de 1000 trabalhadores (agora são cerca de 40). Como não podia deixar de ser demorámos mais tempo na visita à adega e acabámos o programa com um belo chá de lúcia lima e limão feito num panelão e servido num espaço chamado Taberna, acompanhado de vários bolos caseiros e o tradicional bolo-rei do dia de Reis. Também fez sucesso a venda de garrafas de vinho ao balcão de tal maneira que aquele que eu queria comprar se tinha esgotado.
Mas para o final estava reservada ainda uma grande surpresa, que o foi também para o organizador. Concebido, ensaiado e executado pelo Trio do Norte (Rui Afonso na viola, voz e kazoo de Irene Afonso e lanternas do Carlos Penedo) fomos surpreendidos por um grupo de cantadores de janeiras que com versos originais dedicados aos caminhadeiros-mores foram a chave de ouro de mais uma caminhada deste grupo maravilhoso a que dá gosto pertencer.

Até Torres Vedras!
Manuel Reis
PS1 – agradecimentos à dra. Margarida Lança e ao engº Almeida Martins pela simpatia e amabilidade com que nos receberam.
PS 2 – letra das janeiras cantadas na Taberna pelo Trio do Norte
                                         
Ó que estrelas tão brilhantes
Chegamos vindos lá do norte
À família Caminhadeira
Deus lhe dê a melhor sorte.

Alegrai-vos companheiros
Que já sinto gente a andar
São os caminhadeiros mores
Que nos vêm cumprimentar.

Viva lá o senhor Balão
Mais a sua linda Quinita
Quando chegam à janela
A lua fica mais bonita.

Viva lá o senhor Fernandes
Dona Lina, boquinha de riso
Linda maçã camoesa
Foi criada no paraíso.

Viva lá o senhor Victor
Dona Luísa, faces de romã
Seus olhos são mais galantes
Do que a estrela da manhã.

Vivam lá todos os presentes
A todos não posso cantar
Só vou distinguir mais um
Por esta festa organizar.

Ai viva lá o senhor Reis
Ai raminho de salsa crua
Quando nos abre a porta
Põe-se o sol e nasce a lua.

Boa noite meus senhores
Ai agora vou terminar
Boas Festas e Bom Ano
A todos quero desejar.

Que vos traga tudo de bom
Caminhadas, almoços e calor
Muito carinho e amizade
E uma mão cheia de amor.

Agora vou-me despedir
Mas par’o ano vou cá voltar
Por favor dêem-me de beber
Tenho a garganta a secar.                                                                                                                                                                                                                                                       Alcácer do Sal, 06/01/2016                                                                                  

8 comentários:

Vit.Gonçalves disse...

Desta vez sou o 1ª dos muitos que vão comentar.
Um grande abraço ao Manel Reis pelo excelente dia que nos proporcionou.
Obrigado ainda à Irene ao Rui e ao C. Penedo por mais um bocadinho à vossa moda.
Bem hajam e BOM ANO para todos.
Saudações Caminhadeiras.
VG

Acilina disse...

Olá. Por pouco não fui a 1ª a comentar.
Claro que adorei tudo: a caminhada, o ar fresco no rosto, a companhia, o repasto, a parte cultural e o momento musical!

O filmesinho dos cantares e guitarradas pode ser visto aqui:
https://youtu.be/wTxcaKBj_EI

Até à próxima! Obrigada!

M.Luz disse...

Tudo em grande - caminhada, almoço, visita guiada, chá & bolos, grupo coral e reportagem!
E não nos queixamos da (pouca) chuva, porque estamos no tempo dela...
Obrigada, Caminhadeiros!

Maria da Luz

DoCeu disse...

Excelente reportagem!
Tal como a caminhada e as... comesainas...
Obg!

Maria do Céu disse...

Boa e agradável camionhada, repasto e tudo o resto. Obrigada aos cantadores das janeiras. E foi bom ver os "tiraneses", sobretudo ver como o Álvaro cresceu. O tempo passa e nós com as passadas nem damos por ele.Bjs Céu.

virgili o vargas disse...

bela caminhada, bela paparoca, bela visita à adega, belo chá de ervas do campo e belas janeiras que muito gozo me deu a ouvir.

e, bela chuva, pois, como se diz aqui em Avis, "foi muita água bem chovida!"

obrigado Manel Reis pela estupenda jornada!

virgíli o vargas

António Dores Alves disse...

Um dia excelentemente bem preenchido com tudo o que nestas caminhadas adoramos.
A chuva não tirou brilho a esta jornada tão do agrado das gentes caminhadeiras.
Obrigado Reis, foste impecável.

Carlos Evangelista disse...

9ª Caminhada - Época 2009/2010
Almeirim
13 de Janeiro de 2010

Apenas uma palavra de 'Boas Vindas' ao Carlos Evangelista (convidado da caminhadeira Maria do Céu), que pela 1ª vez nos acompanhou nestas tão saudáveis tarefas e que esperamos não ter desiludido as suas expectativas.

Após seis anos acham que estou desiludido?
Um dos primeiros a chegar à minha beira foi o Reis, Então está habituado a estas coisas, aguenta o percurso, Penso que sim, tive treino militar que chegue e durinho de se ver, bem perto daqui e com molhas de igual grandeza, portanto acho que vou aguentar, E donde veio? e já conhece... E, a conversa até hoje continuou.
Reis estás a melhorar , Parabéns
Com um Abraço
eu