sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

11ª Caminhada - Época 2012 / 2013 - Trilhos da Archeira - Dia 06 de Fevereiro




Albuns de Fotos
Luís Martins
Fortunato de Sousa
Lúcio Libânio
Carlos Evangelista
Data do Encontro: 06/02/2013
Local: Furadouro-Trilhos da Archeira
Percurso: 10, 000 kms - 02: 30 Horas
Caminhantes: (37) Angelina Martins; António Bernardino; António Clemente; António Pires; Carlos Evangelista; Carlos Penedo; Carlos Nunes; Carmen Firme; Fátima Libânio; Fortunato Sousa; Gilberto Santos; Graça Sena; Guilherme Statter; Greta Statter; João Costa; João Duarte; Lina Fernandes; Lúcio Libânio; Luís Fernandes; Luís Martins; Luísa Clemente; Luísa Gonçalves; Lurdes Clara; Manuel Garcia; Manuel Pedro; Maria do Céu; Manuel Reis; Margarida Graça; Miguel Cardoso; Nela Costa; Octávio Firme; Odete Vicente; Rogério Matias; Teresa Palma; Virgílio Vargas; Vitor Gonçalves; Zé Clara.
Organizador: Angelina Martins / Luís Martins (colab. V.Gonçalves)
Almoço: Restaurante ‘O Camelo’ (Tel: 261.981.738)
Próxima Caminhada: 20/ 02 / 2013 – (Carmen Firme / Octávio Firme)

Reportagem: Mais uma vez este nosso grupo mostrou que nada o derruba nem atemoriza, contra ventos e gigantes, quais D. Quixotes Lusitanos, e aqui vamos nós, intrépidos e valentes, para o que der e vier. Assim, uns mais madrugadores, outros quase à hora, mas pontuais como de costume, lá nos encontrámos todos e nem o pouco apelativo nome do lugar (Furadouro, freguesia de Dois Portos, Torres Vedras), que estes organizadores se lembraram de escolher, tirou o ânimo a este famoso conjunto. Trinta e sete Caminhadeiros compareceram à chamada, entre os quais mais três caras novas: a Fátima e o Lúcio Libânio e o Carlos Nunes. Sejam, pois, muito bem-vindos, e esperamos que voltem.
Momentos antes da partida, prevista para as 10h00, com todos devidamente enfarpelados de gorros e caxecóis, porque o vento cá em baixo era agreste, lá nos propusemos a iniciar a 11ª Caminhada desta temporada. Eis que um telemóvel toca: era o amigo Gil Furtado, que não tendo podido vir, e cuja ausência é sempre notada, não deixou de querer estar presente em espírito, para desejar uma boa caminhada e enviar um abraço para todos.
Finalmente, iniciámos a subida da serra da Archeira que, de longe, parecia bastante fácil. Puro erro! Mas que é isso de uma subidita de um quilómetro para estes audazes? Nada! O pior foi o vento que continuava nada moderado, mas bastante agreste e forte. Bem, mas pensámos que vencida a subida e conformados com o tempo, que não era famoso, conseguiríamos ter, pelo menos, a percepção de que tínhamos à nossa volta um panorama de truz. Ali, bem no alto, logo à direita da subida, pudemos observar o que resta do Forte da Archeira, um dos baluartes das Linhas de Torres. À medida que subíamos, o panorama ia-se desfraldando para nosso deleite. Apesar das condições atmosféricas, foi para todos perceptível que daqui se podia observar uma muito ampla parte da Estremadura. Devido à neblina, dificilmente era visível a serra de Montejunto, não se conseguindo ver as Berlengas, viam-se mal as torres do Palácio de Mafra, mas quase não se descortinava a serra de Sintra e a serra da Arrábida nem vê-la. Enfim, coisas de S. Pedro. E não há nada a fazer.
Não é de estranhar que, com tanto vento, nos deparássemos com um conjunto de cerca de 13 aerogeradores – e um moinho de vento de moagem tradicional que parece envergonhado perante aqueles gigantes – que são as sentinelas desta serrania. Mais à frente, no Centro de Controlo dos aerogeradores da Iberdrola, tivemos o prazer de ouvir algumas informações prestadas pelo responsável do centro, sr. Elvis Santos, que muito amavelmente se prestou a esclarecer todas as dúvidas dos caminhadeiros interessados no assunto. A oferta de bonés com o nosso logotipo foi uma forma de agradecer o simpático acolhimento e lembrar que ainda há gente que se interessa pelo seu trabalho. Continuámos a nossa caminhada tendo passado por outro forte das Linhas de Torres. Quase no final do parque eólico, avistando-se ao longe a cidade de Torres Vedras e um outro forte – o do Catefica, fez-se o percurso inverso tendo, assim, uma perspectiva um pouco diferente.
Para repor as largas energias perdidas, partimos em direcção ao ‘O Camelo’, onde fomos almoçar. Esta foi uma boa sugestão do V.Gonçalves: a variedade era bastante, o aspecto muito simpático e o sabor também esteve a contento. No final, em forma de sorteio, ainda houve três pequenas lembranças típicas da região e que calharam aos mais sortudos.
A parte cultural era uma pequena surpresa para os nossos amigos, porque saía um pouco do contexto a que estamos habituados. Sabíamos, contudo, que qualquer que fosse o assunto a nossa sede de saber ainda não nos abandonou. Correcto? No Polígono Industrial do Ameal esperava-nos o sr. André Mano, do Laboratório de Paleontologia e Paleoecologia, para nos falar dos tempos em que o tempo pouco contava, tais eram as suas dimensões. Do velhinho Paleozóico, passando pelo médio Mesozoico até ao ‘recente’ Cenozoico, de muito nos falou o nosso anfitrião: dos seus animais – os Saurópedes (herbívoros) e os Terópodes (carnívoros) – e dos ambientes em que viveram e que os condicionaram, tanto na sua vida como no seu desaparecimento. Falou-nos também, e isso foi talvez o mais importante, dos trabalhos que os elementos da Sociedade de História Natural (SHN) executam neste Laboratório, desde que tomam conhecimento da existência de fósseis ou em que iniciam prospecções, passando pelo transporte das peças até ao seu tratamento e estudo no Laboratório e de muitas outras coisas que o seu dia-a-dia comporta. Foi-nos dado observar alguns espécimes e tocar em ossos, dentes e escamas com milhões de anos. Acreditamos que tenha sido uma visita extremamente interessante – pelo tema e pela fluência e conhecimento do sr.André Mano – a quem muito agradecemos, bem como ao Dr. Bruno Silva que, desde o primeiro momento, se identificou com os nossos desejos e se prontificou a realizá-los. Como reconhecimento pela disponibilidade demonstrada, decidiu o grupo oferecer-lhes dois exemplares do nosso livro: 'O que Caminhei e Não'. A ambos um renovado 'Muito Obrigado' e a certeza de que não deixaram indiferentes os nossos Caminhadeiros ao ponto de aqui deixar, a pedido destes, o contacto da SHN:

FACEBOOK
Ainda um agradecimento suplementar ao sr. André Mano pela magnífica sugestão de visita a um armazém muito especial, na porta ao lado, e que fez as delícias dos amigos mais gulosinhos e alheios às dietas.

No pequeno Café do Polígono Industrial do Ameal, o sr. Ricardo serviu o tradicional chá e bolinhos, em jeito de aquecimento para o regresso, após o que demos por finalizado este dia Caminhadeiro, com as despedidas entre amigos e um ‘Adeus, até à Azambuja’.

Angelina Martins

5 comentários:

mreis disse...

Pois é, estava à espera que aparecessem mais fotos mas deve ter acontecido aos outros fotógrafos o mesmo que a mim: levei luvas, não levei máquina. Apesar de que eu vi lá mais máquinas, sobretudo a do Lúcio, que me pareceu de competição, embora com a ventania que estava nem as do Luís estão muito famosas, acho eu.
A caminhada foi um sucesso, mesmo tendo realizado já várias nesta região, a paisagem é sempre espectacular, e até já tínhamos saudades de umas subidinhas para testar a forma física e psico-somática. Ainda não foi desta que o Vítor conseguiu fazer 2 grupos mas a ideia é boa e tem pernas para caminhar.
A Angelina mostra mais uma vez os seus dotes de repórter literário, dali não é surpresa se um dia destes nos chegarem umas obras de artista…
Uma palavra para o elevado nível das partes culturais que os Martins tão bem organizaram e que nos enriqueceu a todos. Todos? Todos não, porque há um irredutível entre nós para quem já nada é novidade, seja ela eólica ou paleontológica. ‘Vocês sabem de quem estou a falar’, como dizia o Octávio treinador.
E querem saber porque eu estou a falar tão bem da caminhada? Porque fui um dos contemplados com uma caixinha de pastéis de feijão que os organizadores sortearam e a novel caminhadeira Fátima fez o milagre de fazer vir parar às minhas mãos. Muchas gracias, como diria a Carmen.

E até à Azambuja!

LM disse...

Embora possa ser considerado parte interessada, não quero deixar de fazer/deixar aqui algumas considerações: umas em resposta ao nosso amigo M.Reis, outras referindo-me aos nossos novos amigos, o Carlos Nunes, a Fátima e o Lúcio Libânio, bem como a todos aqueles que recentemente se nos juntaram: que estes ‘Comentários’ estão abertos a todos, digam bem ou digam mal, pois aquilo que se pretende é que as coisas caminhadeiras se aperfeiçoem e que as relações de amizade entre todos cresçam cada vez mais. Que, sobretudo, os nossos encontros quinzenais sirvam de ligação entre todos nós, que nos façam pensar no que passámos, como vivemos, como poderemos aproveitar cada vez melhor o nosso presente e futuro dia-a-dia, mas também que nos façam rir e passar mais uns bons bocados (e não me estou a referir a gulodices). E que tragam à nossa recordação partes do dia, agradáveis ou não, que não foram devidamente referidas nas reportagens. Por isso, Força, Libânios! Força, Nunes! Sejam bem-vindos e digam-nos o que pensam após esta primeira vez em que nos encontraram, porque a última coisa que gostaríamos de ter era uma nota negativa em relação a isso.
Quanto ao que o Manel Reis diz... só posso dizer que tem toda a razão, pelo menos no que me diz respeito. Se a paisagem que se avistava dos lugares por onde passámos é espectacular, o mesmo não pudemos dizer das condições atmosféricas: tanto o vento, como o frio, a neblina, a falta de sol e algumas gotas de chuva inviabilizaram a descontracção necessária para se fazer boas fotos; faltaram a nitidez, o contraste de um céu luminoso, o á-vontade necessário para fazer isso. Ainda houve quem tentasse ultrapassar essas dificuldades – vejam o nosso mor deitado nosso chão para fugir ao vento e obter um ‘boneco’ fora do costume. E ao mesmo tempo descansar! Foi obra.Não é todos os dias que na área da fotografia se encontra uma nova forma de as obter.
Foi um prazer, mais uma vez, estar na companhia de todos os caminhadeiros, aguardando com muita força a próxima caminhada que será da responsabilidade da Carmen e do Octávio. E que, como de costume, terá uma classificação muito alta.
Um abraço a todos.
LM

CEF disse...

Amigos,
O que nos tem vindo a ser servido nas últimas caminhadas sem desprimor das demais tem sido do melhor.
Aqui tão perto e tanta riqueza. A mestria dos organizadores tem demonstrado muito, com pouco, o que nos têm servido são ostras no seu melhor, sim ostras, iguaria tão delicada e simples mas muito rica ao ser revelada.
Ao abrir, em pérolas autênticas se têm transformado, dando-se a conhecer no seu melhor, sendo sempre uma surpresa agradável, assim mais ricos nos tornamos, Voltando a casa mais feliz me sinto e já com a vontade de voltar para a próxima quarta. Mas que grupo é este?
Museu Cerâmica das Caldas da Rainha (AP/MR), Moinho Marés de Corroios (MG), Aquário Vasco da Gama (LF/VG), Quinta Real de Caxias (GS), Museu Municipal de Coruche (FS/VG), e agora a Sociedade De História Natural (AM/LM), tesouros que se deram a conhecer pela magia dos seus respetivos organizadores.
A escrita comentarista tem vindo a sofrer alguma oscilação mas temos sangue novo que está de parabéns, vamos continuar.
Parabéns aos (../..)
C. Evangelista

Fortunato de Sousa disse...

Ora deixem-me dar também a minha achega, para animar as oscilações comentaristas. Diz-se que comer e coçar, o pior é começar. Parece agora que temos de acrescentar mais um vocábulo ao provérbio, ou seja: comer, coçar e comentar, o pior é começar.
O blog foi criado em Novembro de 2007, mas a contagem em termos estatísticos só teve início mais tarde. Talvez o 'expert' Luís Fernandes nos saiba dizer quando estas medidas tiveram início. De qualquer modo, aqui vos deixo a leitura dos contadores, para que possam fazer uma avaliação da actividade do blog:

245 Mensagens publicadas
2.274 comentários às mensagens
Mais de 67.000 visitas ao blog
84 visitas no dia de ontem
97 visitas no dia de hoje até agora
Centenas de álbuns com milhares de fotografias publicados
54 seguidores do blog
Reportagens das caminhadas - umas melhores que outras -, mas todas elas riquíssimas em termos de conteúdos narrativos e fotográficos, que tanto nos deliciam nos dias que se seguem às aventuras caminhadeiras.

Portanto, meus caros amigos Caminhadeiros, se isto não é participação, onde é que está a participação. Eu percebo e concordo com os caminhadeiros mais pró activos nas actividades bloguistas, quando dizem que uma maior participação no blog, de outros caminhadeiros, seria bem vinda e enriqueceria o conteúdo do mesmo. No entanto, não se esqueçam que o óptimo é inimigo do bom, e isto está mesmo muito bom.
Para terminar o já longo comentário, permitam-me concordar com os 3 comentaristas anteriores em todas as suas facetas. Até mesmo com o Luís Martins, quando se refere à minha recolha de imagens em posição horizontal. Oh Luís, essa é a posição que qualquer bom alentejano que se prese, utiliza quando quer tirar melhor partido no trabalho. Essas mesmas e outras imagens, depois de tratadas por mim, após uma breve aprendizagem dele recebida, resultaram no produto final integrada no meu álbum. Oh Manuel Reis, se assim não fosse, o que dirias tu das minhas fotografias.
E já agora, as boas vindas ao Lúcio Libânio, pela sua entrada de rompante na equipa de repórteres fotográficos, e que pelos vistos trás valor acrescentado.
Saudações Caminhadeiras em passada carnavalesca a caminho dos Trilos da Azambuja, sob a bastonada da Carmen e do Octávio Firme,

Fortunato de Sousa

Lucio Libanio disse...

Caros caminhocomentaristas: de facto melhor recepção não poderia haver. Ficámos cativados pela vossa boa disposição, companheirismo, simpatia, apetite, etc. Foi uma excelentemente agradável surpresa e iremos repetir sempre que as pernas nos deixem e outras partes não impeçam. Para a próxima a gente esforça-se mais nas fotos, mas é que custava a tirar as mãos das luvas...
Até dia 20.