quarta-feira, 26 de abril de 2017

* * * *1ª Caminhada Extraordinária da Época 2016 / 2017* * * ______Trilhos de Béjar . Dias 22, 23, 24 e 25 de Abril_____



Local: Béjar, Espanha
Percurso 1: (dia 23) Ruta de las Pedanías; 12 kms – 4 horas
Percurso 2: (dia 24) Bosque del Castañar y Cedro Centenario; 6 kms – 02:30 horas
Organizadores: Fortunato de Sousa, Gilberto Santos, Luís Fernandes e Vítor Gonçalves
Caminhantes: (50) Acilina Couto; Ana Cristina Umbelino; Angelina Martins; António Clemente; António Pires; Carlos Evangelista; Carlos Penedo; Carmen Firme; Céu Fialho; Cidália Marta; Clara Maia; Cristina Archer; Estela Garcia; Fátima Libânio; Fortunato Sousa; Francisco Pires; Gil Furtado; Gilberto Santos; Graça Sena; Irene Afonso; João Duarte; João Figueiredo; Josefa Carrasco; Juan Ambrósio; Júlia Costa; Lina Fernandes; Lúcio Libânio; Luís Fernandes; Luís Martins; Luísa Clemente; Luísa Gonçalves; Lurdes Barbosa; M. Luz Fialho; Manuel Barbosa; Manuel Flôxo; Manuel Garcia; Manuel Pedro; Margarida Lopes; Margarida Serôdio; Maria do Céu Esteves; Octávio Firme; Odete Vicente; Quinita Sousa; Rogério Matias; Rosa Silva; Rui Afonso; Teresa Palma; Teresa Santos; Tina Rita; Vítor Gonçalves.
Não Caminhantes: (4) António Miranda; Fernando Couto; Helena Meleiro; Virgílio Vargas.
Próxima Caminhada: 03/05/2017 (Organizam: Cidália Marta e Rogério Matias)
Reportagem:
1º dia (sábado, 22)
À hora certa lá estávamos, nas paragens habituais, onde o autocarro nos recolheu, dando assim início a mais uma festa caminhadeira.
Quando o grupo ficou completo, o Fortunato lembrou-se de lançar um sistema de apostas sobre o Sporting-Benfica, que à noite teria lugar. Deste modo, ao ritmo dos tombos do autocarro, andou diligentemente recolhendo os prognósticos.
O almoço, no restaurante “Primavera”, em Monfortinho, foi abrilhantado pelas (muitas) anedotas contadas pela proprietária, D. Maria do Céu, que não se coíbia de recorrer ao vernáculo e à brejeirice!
Pouco depois das cinco horas, chegámos a Béjar, onde já se encontravam os que se tinham deslocado em carro próprio – o casal Martins, o Carlos Penedo, a Irene e o Rui Afonso.
Tal como previsto, foram os viajantes distribuídos pela Casa Beletri e pelo Hotel Colon.
Depois de instalados e arrumados, saímos em grupos e itinerários vários, a explorar a cidade.
O jantar decorreu com o derby em pano de fundo e dichotes trocados entre benfiquistas e sportinguistas. Estes últimos ainda chegaram a cantar de galo, mas, no final, ninguém se ficou a rir.

2º dia (domingo, 23)
Depois do pequeno almoço, o Sr. Catarino levou-nos de autocarro até ao local onde iríamos iniciar a “Ruta de las Pedanías”, distante de Béjar poucos quilómetros. Durante o percurso, o Fortunato deu conta dos resultados das apostas da véspera. O pecúlio acabou por reverter para o fundo “Caminhadeiros Solidários”.
O tempo estava excelente, a temperatura agradável, e assim fomos seguindo até Valdesangil. Aqui, verificou-se uma das duas notáveis ocasiões em que o Gil Furtado foi à frente do pelotão. Geraram-se várias teorias sobre a origem deste autêntico fenómeno – uns, diziam que seria uma energia especial, transmitida pela toponímia; segundo outros, o senador teria ingerido uma mistura explosiva cujos componentes, por uma questão de pudor, aqui se não declinam…
Na sua maior parte, o percurso caracterizava-se pela colorida presença de giestas, em ambos os lados do caminho. Ao fundo, acima da linha do horizonte, dominavam os cumes da serra de Béjar, ainda nevados.
Já quase no final da caminhada, tresmalhou-se um elemento que, indisciplinadamente, quis seguir à frente do guia. Lá foi o paciente carro vassoura em sua demanda. Espera-se que a criatura tenha aprendido a lição…
No restaurante “La Cerrallana”, repuseram-se as calorias e retemperaram-se as forças, após o que a comitiva seguiu de autocarro até à antiga estação ferroviária, onde se iniciaria a visita cultural, ao Museu Têxtil de Béjar.
Quem pensava que as penas do dia já tinham acabado, teve a grata surpresa de caminhar durante mais de vinte minutos sobre as pedrinhas da antiga linha ferroviária, em grande parte através de um comprido e escuro túnel. Foi a aventura do dia!
No recente Museu Têxtil (inaugurado em 2015), Conchi, a jovem guia, confessou-nos estar un poco nerviosa, pois que era a primeira visita que fazia. Afinal, com mais ou menos barulho, com mais ou menos deserções, lá nos foi contando a história da indústria têxtil bejarana, que remonta à época medieval e teve grande desenvolvimento a partir do século XVII. A presença do rio Cuerpo de Hombre e, posteriormente, a chegada da ligação ferroviária, foram dois factores que muito ajudaram ao seu incremento. Actualmente, das duzentas fábricas que chegaram a existir, restam apenas quatro em funcionamento.
Foram-nos explicados as várias fases do ciclo têxtil, mostrados os diversos equipamentos.
No final da visita foi exibido um pequeno documentário sobre a história do têxtil en Béjar. E ainda bem que foi pequeno, pois, caso contrário, à banda sonora original ter-se-iam incorporado outros efeitos sonoros mais prosaicos…
A organização providenciou que o autocarro fosse recolher-nos ao Museu, o que foi um autêntico bálsamo para as pernas mais doridas!
O jantar, desta vez mais calmo, foi, de novo, na Casa Beletri

3º dia (segunda-feira, 24)
As previsões ameaçavam chuva e na verdade, na direcção em que se iniciava o percurso do dia, o céu estava negro de chumbo.
Mas os Caminhadeiros não devem nem temem e puseram-se a caminho, em fila indiana, por sobre os restos de (mais) um troço da antiga linha ferroviária.
Ainda não haveria uns 10 minutos disto, quando o S. Pedro se esqueceu do pacto que tem connosco. O que vale é que foi por pouco tempo!
Assim, foi já a seco que chegámos junto a uma das várias árvores centenárias existentes na região bejarana, o Cedro de la Francesa.
Documentado o momento e o monumento de várias formas, prosseguimos. O percurso, lindo tal como o do dia anterior, desenrolava-se em zonas de densa vegetação, que a alguns fizeram lembrar a paisagem da serra de Sintra.
Na pausa para comer, junto da Fonte do Lobo, foram os presentes avisados de que, até ao santuário da Virgen del Castañar, se seguia uma íngreme subida, pelo que, quem não se sentisse com forças para vencê-la e assim preferisse, poderia fazê-la de autocarro. Nem uma voz se ouviu! E assim, esforçadamente, fomos trepando esse pedaço de caminho, em bom piso, aliás.
Tendo o cume sido atingido muito antes da hora prevista para o almoço, houve largo tempo para visitar o santuário e a praça de touros, para matar a sede, para cantar à alentejana.
No restaurante - o mesmo do dia anterior - , as mesas estavam enfeitadas com cravos vermelhos, uma gentileza para os clientes portugueses, que muito nos sensibilizou.
Do almoço, por uma estrada malina que deixou muito boa gente “almariada”, seguimos até à estação de ski de Covatilla. Não fizemos ski, mas deu para constatar como a temperatura era diferente da que tínhamos sentido até aí.
Seguiu-se o regresso ao hotel, tendo o resto da tarde sido aproveitado por cada qual como bem lhe pareceu.
Ao jantar, houve várias surpresas, a primeira das quais foi a oferta a cada um dos presentes, por parte dos incansáveis Caminhadeiros-Mores, de uma lembrança deste fim-de-semana alargado em Béjar – um prato de louça com uma reprodução do Cedro de la Francesa. Obrigado, amigos!
Seguiu-se, ainda em aperitivo, a projecção de dois pequenos filmes das Produções Mão Trémula, que provocaram a hilariedade geral e deram direito a bis.
O serão foi de cantorias (os aperitivos oferecidos pelo Sr. Fermín terão tido alguma influência?!), iniciadas com o Hino dos Caminhadeiros. Prosseguiu com a “primeira actuação no estrangeiro” do coro de S. Vicente de Telheiras, centrada no cante alentejano. Quando já se tinha passado ao fado, o Sr. Fermín lembrou que era preciso arranjar a sala para o desayuno do dia seguinte. Se assim não tivesse sido, talvez a estas horas ainda lá estivéssemos…
4º dia (terça-feira, 25)
A manhã começou com as despedidas aos minhotos, que iam, de novo, em transporte próprio.
Dos restantes, alguns foram estrear-se nas compras, em Béjar, e outros ficaram tranquilamente na Casa Beletri.
Pelas onze, feitas todas as arrumações – de passageiros e bagagens – arrancámos, de regresso.
Durante o percurso até Hervaz, houve ocasião para mimosear a caminhadeira Ana Cristina Umbelino com uma selecção de “embutidos tanatorio”, que muito a comoveu!
Em Hervaz, terra de tradição judaica, de novo se dividiram as hostes, tendo uns ido à procura do bairro judeu e outros em busca das compras.
Estava na altura de iniciarmos a viagem de regresso à pátria. O troço até à fronteira, contou com a intervenção erudita do nosso senador-sonhador, que nos presenteou com considerações alusivas ao Dia Mundial do Livro (em torno da dedicatória feita por Miguel de Cervantes, sobre o D. Quixote, ao duque de Béjar) e ao dia da Liberdade (análise sociológica duma quadra popular!).
Ó patrão dá-me um cigarro
Acabou-se-me o tabaco
Que o trigo que eu deito à terra
Fumando dá mais um saco
Voltámos ao “Restaurante Primavera”, para almoçar. Onde a D. Maria do Céu nos brindou com mais umas quantas anedotas do seu “cancioneiro”…
A partir de Monfortinho começaram as despedidas, em sucessivas paragens. O sorriso na cara dos que ficavam em terra a acenar, demonstrava largamente o bom que tinha sido mais este encontro caminhadeiro alargado.
Saudações Caminhadeiras em passada Bejarana,

Maria do Céu Fialho

9 comentários:

Gilberto Santos disse...

Queremos aprovechar la oportunidad para agradecer a nuestro amigo y compañero de IBM España, Ignácio Sainz y a su esposa Pilar, todas las sugerencias y contactos preliminares que nos ayudaran a poner en marcha con éxito esta aventura bejerana, bien como la visita con que nos brindaran cuando hicimos nuestra visita de reconocimiento e nos invitaran a comer en su casa del pueblo Peña Caballera a las afueras de Béjar.

Un fuerte abrazo y una vez mas, muchas gracias!

Gilberto y Fortunato

DoCeu disse...

Y porqué non se fueran a caminar con nosostros?!

DoCeu disse...

Acho que temos que agradecer efusivamente aos quatro organizadores: fizémos duas caminhadas lindíssimas, ficámos bem instalados, da comida não nos podemos queixar (excepção feita, talvez, a termos ficado embutidos, provavelmente até ao fim do ano! :-)))
Gracias, amigos!

P.S. (Ah, e um grande viva à sopa de batata brita!!! :-)

Kinita disse...

E um grande agradecimento da prendinha "a flor " oferecida às femeas do grup0. Também agradeço a opurtunidade de dar a minha aula de risoterapia. Se quiserem repetir é só pedir.
Tudo o resto foi mt bom tal como está discrito na boa reportagem escrita e fotografica.
Kinita

M.Luz disse...

Agradecimentos a todos, aos que não caminharam e aos que caminharam, mas mais especiais aos que organizaram e narraram!
BRAVO!

Saudações caminhadeiras
Maria da Luz

DoCeu disse...

Pois é, "atão" n é q me esqueci de referir as flores, fosse na reportagem ou nos agradecimentos?! Tss, tss, tss...
O q vale é q elas estão bem documentadas nas fotos! :)

Carlos Evangelista disse...

Olá amigaos
Para uma ajuda à risoterapia Kiniana em breve neste cantinho se vai ver um pequeno tesouro.
Com amizade
eu

Maria do Céu disse...

Muito obrigada a todos, pelo belo passeio que nos proporcionaram. esperamos as legendas das fotos, pois seguramente que a aula de risoterapia da Quinita será de cair para o lado.
Bjs Ceu.

Maria de Lurdes Barbosa disse...

Mais uma caminhada Espetacular!;) Muito Obrigada aos Organizadores!...e Muito Obrigada a todos pelo otimo convivio que sempre nos proporcionam! Beijinhos a todos, Lurdes