quarta-feira, 7 de junho de 2023

* * * * Convocatória 18ª Caminhada da Época 2022 / 2023 * * * __________ “Pelo dique de Valada com pic-nic” _________ * * * * * * * * * * * Valada do Ribatejo, 14 de Junho * * * * * * * * *


Convidam-se todos os caminhadeiros para a caminhada ‘Pelo dique de Valada’, ao longo do rio Tejo, num percurso de cerca de 8 Km, sempre plano e com um grau de dificuldade fácil, apropriado à idade da grande maioria dos participantes. Esta será, se não me engano, a 4ª caminhada na área de Valada e, como a maioria bem sabe, a maior dificuldade resulta do calor nesta época do ano e nas poucas sombras que vamos encontrar, porque nesta zona da lezíria as culturas rainhas são a vinha e o tomate.

Desta vez, vamos caminhar quase sempre sobre o dique, com um piso agradável e recém limpo. O único inconveniente é que as sombras são poucas. O regresso é pelo mesmo percurso, apenas com uma variante no final.

Pede-se um pouco de sacrifício aos caminhadeiros para estarem no ponto de concentração: Parque de estacionamento junto ao jardim. Coord.: 39°04'51.5"N 8°45'34.5"W (39.080974, -8.759575) às 9 horas. A partida terá lugar, o mais tardar, às 09.30. No local de concentração há um bar onde podem tomar café. Espero que esteja aberto e, para o efeito, contamos falar com o gerente.

Esperamos da vossa parte as iguarias que já são tradicionais nos nossos pic-nics. Um desafio para os/as ‘chefs’….

Para quem não queira, ou não possa trazer os petiscos, informamos que o bar já acima citado tem, normalmente, rissóis de camarão e de leitão, croquetes, empadas, pasteis de bacalhau e também saladas.

Para acompanhamento há, por oferta dos organizadores alguns nectares da Adega Cooperativa do Cartaxo.

Está ainda previsto, para passar a tarde, um passeio de uma hora, de barco pelo Tejo, que custará entre 10 e 15 euros por pessoa, dependente do número de participantes, pelo que é necessario saber quem quer participar. Por favor indiquem na inscrição da vossa intenção.

Algumas recomendações:

- Trazer água
- Chapéu para a cabeça
- Proteção solar
- Bastão ( opcional: o percurso é fácil)
-Trazer pratos
-Trazer copos (de preferência de vidro)
- A boa disposição habitual dos caminhadeiros

Como sempre as inscrições devem ser formalizadas até às 24 horas de sábado 10 de Junho

Cá os esperamos……

Carmen e Octávio

Aviso importante: o seguro de acidentes pessoais é da responsabilidade de cada participante

sábado, 3 de junho de 2023

* * * * * * * * 17ª Caminhada da Época 2022 / 2023 * * * * * * * * _________ “Pelo Percurso Pedestre da Cegonha” _________ * * * * * * * * * * * * * * Coruche, 31 de Maio * * * * * * * * * * * * *

 


Álbuns de Fotos:
Data do Encontro: 31 de Maio de 2023
Local do Encontro: Coruche
Percurso: Pelo Percurso Pedestre da Cegonha, ao longo do Rio Sorrento
Distância: 9 Km.
Participantes: (24) António Bernardino, António Dores Alves, António Palma, António Pedro, Carlos Evangelista Ferreira, Carmem Firme, Cristina Umbelino, Estela Garcia, Gilberto Santos, Ilda Maria Poças, João Duarte, José Luís Iglésias, José Maria Alberto, Luísa Gonçalves, Manuel Garcia, Margarida Lopes, Maria Céu Esteves, Maria Odete Vicente, Octávio Firme, Raul Almeida, Samuel Coias, Socorro Bernardino, Teresa Palma Duarte, Victor Gonçalves. 
Temos forçosamente de acrescentar a Yasmine, que tem sido um elemento activo e presente  no grupo dos Caminhadeiros
Não caminharam: Lina Fernandes, Luís Fernandes, Rosário Mendes.
Organização: Ilda Maria Poças, Samuel Coias
Almoço: Restaurante “O Farnel”
Visita Cultural e Lanche: Visita guiada ao Centro Histórico e ao Núcleo Tauromáquico. Lanche no “Páteo do Sorraia”.
Próxima Caminhada: 14/06/2023 Organizam Carmen e Octávio Firme (Valada)
Reportagem: 
1. O Trajecto - Depois de uma viagem sem qualquer incidente, todos os “Caminhadeiros” inscritos, como habitual, cumpriram o horário e antes da hora marcada estavam presentes no Parque do Sorraia, em Coruche, cujo nome se ao facto de existirem imensas corujas na região e D. Afonso Henriques, de passagem por lá, ter referido que seria a terra de Coruje. 
Não havendo nada pré-definido para o café matinal, após os beijinhos de recepção e a alegria do reencontro, o nosso fotógrafo de serviço, fez a fotografia da praxe, aproveitando o facto de alguns Caminhadeiros, já cansados (?!), se terem sentado, na escadaria de acesso ao passadiço.
Será que esta atitude tem a ver com o facto de que “ao envelhecermos as atividades físicas diminuem, na mesma proporção que as distâncias relativas parecem aumentar” (Dimos Iksilara). Estou em crer que não. Foi apenas uma estratégia para posarmos para a fotografia e escutarmos a breve introdução de boas-vindas do Samuel.
E, com pontualidade britânica, demos início à caminhada, com uma pequena adaptação ao Percurso Pedestre da Cegonha.  
Assim, começámos pelos verdejantes campos de milho, antes de atravessarmos a ponte para seguir junto ao Rio Sorraia. Este nome resulta da união de duas ribeiras: o Rio de Sor e o Rio Raia.
Como previamente informados, o trajecto era de dificuldade muito fácil, totalmente plano, em terreno sem sombras e de terra batida, mas com a particularidade de caminharmos ao longo do Sorraia, de podermos apreciar as suas margens verdes dos campos de arrozais. 
E assim, seguimos pelo Percurso Pedestre da Cegonha, comandados pelo “comandante” Samuel Coias, e com o Caminhadeiro Aviador Palma a encerrar o cortejo.
Houve hipótese de os menos resistentes, poderem encurtar o percurso e esperarem junto à ponte do açude. 
Uma palavra especial à caminhadeira Odete que, há um tempo afastada, fez questão de   acompanhar o grupo em grande parte do percurso. Porque, nesta fase da sua recuperação, um quilômetro pode ser pouco para quem faz dez, vinte, trinta, mas sabe-se a importância desta primeira caminhada superada! O importante é respeitar as fases e comemorar cada conquista por menor que seja!  
Finalmente o “comandante”, quando já tudo aspirava por uma paragem para recarregar energias, concedeu-nos a hipótese de uma breve paragem. 
O Percurso Pedestre da Cegonha, inclui uma parte do trajecto a efectuar junto à estrada nacional, que atravessa a vila. Esta estrada, além de muito movimentada, não tem qualquer berma de segurança e, para evitar riscos desnecessários, tínhamos decidido que voltaríamos pelo mesmo percurso, com a vantagem que poderíamos aproveitar para rever, mais atentamente, algum pormenor da paisagem que nos tivesse passado despercebido.
No entanto, os mais afoitos, para uns, e mais rebeldes para outros: a Maria do Céu, o Gilberto e o Raul, não esquecendo a fiel Yasmine, seguiram pelo trajecto oficial do Percurso Pedestre da Cegonha. Penso porque, além de querem fazer mais quilómetros também porque “ultrapassar obstáculos é o prazer pleno da existência, sejam eles de tipo material, nas ações ou nos exercícios físicos” (Arthur Schopenhauer).
E após quase 10 Kms caminhados, transpirados, cansados e esfomeados e porque, o que sedimenta a alta performance são os exercícios físicos regulares, aliados a uma nutrição equilibrada, estávamos ansiosos pela segunda parte do programa.

2. O Almoço - Restaurante “O Farnel”
Os Caminhadeiros foram recebidos pelo som do acordeão de  Carlos Marmelada, que deu as boas-vindas e animou o pessoal com música típica ribatejana. 
Nos lugares de cada um havia informação turística de Coruche com o programa de actividades que a vila proporciona a todos os visitantes e ainda frases sugestivas e alusivas à prática de actividade física. Algumas são utilizadas no decurso deste texto.

"Se uma taça de vinho tinto por dia corresponde a uma hora de exercício físico, então a adega é a minha academia”  (Dilce Stédile)

Não é bem o caso dos Caminhadeiros, mas nesta fase do dia já soube muito bem.
O Restaurante “O Farnel”, fez jus à fama que tem na região e cada um se deliciou com as entradas tipicamente ribatejanas (linguicinha e farinheira fritas, febra e cachola de azeite e vinagre, azeitonas aromatizadas, manteiga e pão caseiro), sopa e as iguarias previamente escolhidas.  Para a maioria, bacalhau à Farnel com batata frita e migas de bacalhau. Inicialmente era prevista salada, mas acho que preferiram as migas à salada, para poucos a carne de porco à ribatejana com batata frita e migas de couve, acompanhado de bebidas à discrição e à escolha de cada um.
Sobremesas sortidas de doces ou salada de frutas.
Ao longo do almoço fomos acompanhados pela música do nosso acordeonista e de um excelente serviço de mesa.  

3. A visita cultural
“Atividade física não é apenas uma das mais importantes chaves para um corpo saudável. É a base da atividade intelectual criativa e dinâmica.”  (Eduardo Costa)

Pois...
Por isso mesmo, aliada a uma boa refeição seguiu-se a actividade cultural. 
Guiados pela Dra Dulce Patarra, do Museu Municipal, que nos descreveu a história e o passado de Coruche, através das suas igrejas e edifícios percorremos as ruas da vila e vivenciámos o seu passado.  Ficámos a saber que o município de Coruche é maior que o arquipélago da Madeira, mas que é pouco povoado, apenas com 17 356 habitantes, apesar de ser a capital mundial da cortiça.
Visitámos as igrejas de S. António, de S. Pedro e da Misericórdia. Qualquer delas bem conservada e de traça diferente do habitual. 
Curioso os sinos de cortiça no Largo Mudo, onde se situa a Igreja de S. Pedro. 
Duas curiosidades em relação a estas igrejas: são revestidas de azulejo e servem essencialmente para cerimónias fúnebres...
Outra curiosidade foram as pinturas de arte urbana, que retratam cenas do quotidiano da vila, nas 3 enormes escadarias que dão acesso ao castelo (uma delas com 124 degraus..).  Apesar de curiosos, nenhum dos Caminhadeiros, fez menção de subir, porque já tínhamos tido a nossa dose de caminhada matinal. Ficará para uma próxima visita individual, de certeza.
Entre as igrejas, fomos agraciados também por uma visita guiada ao núcleo tauromáquico que representa um dos aspectos marcantes da cultura desta terra, na exposição “Tauromarquia de Coruche: história, arte e tradição”, que pretende contribuir para consolidar a informação, enriquecer e perpetuar a herança cultural destas lides. Ficamos a saber que a história das touradas, se inicia no SEC XIX, ainda durante a monarquia e que grandes toureiros tomaram alternativa na praça de touros de Coruche. Curioso também o facto de um aficionado, Zé Luís, pegar o touro de costas, ou na cadeira. 
Apesar de actividade física, coligada a cultura, ser um apanágio de corpo são em mente sã, já estávamos por demais cansados e já se tinham registados algumas “baixas” entre os Caminhadeiros, que discretamente se foram retirando. 
Dos 27 Caminhadeiros presentes ao almoço, éramos apenas 22 no início da visita e, já passando das 17h00, hora prevista para o chá, restavam cerca de 12 ainda resistentes a ouvir a nossa guia turística. 
Assim, delicadamente, pedimos excusas e demos por terminada a visita. Excepção para o Caminhadeiro Palma, que fez questão de ir ao Turismo comprar pins. Foi o único que cumpriu todo o programa previsto.
Realçamos o profissionalismo da Dra Dulce que, apesar de alguma indisciplina do grupo, tão comum nestas circunstâncias, mostrou-se sempre paciente e pronta a responder às questões. Estamos certos que, apesar disso, a sua missão foi coroada de êxito, pois aumentou a nossa cultura geral e o conhecimento que tínhamos sobre Coruche.

3. O Chá no Páteo Sorraia com vista para o Rio
Já passava das 17h30, quando aportaram ao Páteo Sorraia, apenas 18 dos ainda resistente 
s. Não propriamente na esplanada, porque o tempo estava instável, mas numa sala reservada, onde nos esperava um chá já morno, mais umas sandes, uns croquetes e o bolo “Campino” típico da região. Alguns preferiram imperiais, pois o calor a isso incitava. 

“Fazer exercícios físicos e dar bastantes risadas fortalece o corpo, prolonga a vida e enobrece a alma.” (Nino Carneiro)

Foi o momento para a descontração, para a partilha das diferentes frases sobre a actividade física que cada um tinha recebido ao almoço, para avaliar os aspectos positivos e menos positivos da caminhada.

4. Em modo de conclusão

Ao longo do trajecto fomos sendo questionados sobre as surpresas que tínhamos prometido. Podemos agora referir que foi também um modo de vos manter em suspenso e tentar conquistar mais adeptos para esta caminhada. Mas aqui estão elas:
- quase 10kms em vez de 8! Tínhamo-nos baseado na informação do turismo, mas esquecemo-nos de somar o acrescento ao trajecto inicial. 
- sopa no início da refeição (para os organizadores também foi surpresa)
- música para animação.
- os pensamentos sobre actividade física.

Tivemos sorte com o tempo, não excessivamente quente, ainda que instável, por vezes com sol radioso, outras com nuvens envergonhadas.

“Uma vida saudável não se retém apenas a uma boa alimentação e atividades físicas, não se pode ter saúde sem novas experiências e conhecimentos, sem exercitar a mente, sem atividades culturais, sem humildade, sem bons pensamentos e principalmente, sem praticar atitudes sociáveis.”   (Ricardo Fonseca)

Penso que este tem sido o apanágio deste grupo e agradecemos o facto de podermos ser parte integrante dele. 
Obrigado a todos os que estiveram presentes e lamento os que, por diferentes motivos, não conseguiram ir. 

Saudações Caminhadeiras
Ilda Maria Poças e Samuel Cóias

Por decisão dos autores este texto é escrito, sem adesão ao actual acordo ortográfico

quarta-feira, 24 de maio de 2023

* * * * Convocatória 17ª Caminhada da Época 2022 / 2023 * * * * _________ “Pelo Percurso Pedestre da Cegonha” _________ * * * * * * * * * * * * * * Coruche, 31 de Maio * * * * * * * * * * * * *

 

Convocam-se os Caminhadeiros para a 17ª Caminhada da Época 2022/23.
O Percurso Pedestre da Cegonha, ao longo do rio Sorraia, percorre terrenos de cultivo de milho e arroz. É um trilho descampado, com poucas sombras, tem aproximadamente 8 kms e é de dificuldade muito fácil.
A maior parte do piso é de terra batida, reto, sem subidas e por isso o uso do bastão é facultativo.

ATENÇÃO
• Leve água
• Proteja-se do sol
• Coloque protetor solar
• Use chapéu

Algumas dicas para chegar a Coruche
Para quem vai de Lisboa tem várias opções: atravessar a Ponte Vasco da Gama (80Km) ou seguir pela A1 (90km), saída Santarém.
Se optar pela Vasco da Gama:
- evite a 2ª circular, siga Eixo Norte-Sul, e chegue à Ponte Vasco da Gama, pela Alta de Lisboa.
- na A12, mude na saída 3 para IC3 Alcochete/Porto Alto. Direção Porto Alto.
- percorra a IC3, passando a placa da Força Aérea-Campo de Tiro, saia à direita para a N119 Coruche/Infantado.
Estrada com muito trânsito. Obedeça aos limites de velocidade.
- na rotunda, saia na 2ª saída e continue pela N119. Observe os campos de arroz e chegando à rotunda, na 3ª saída, siga direção Coruche pela N114.
Ao passar as 5 pontes (atenção à perda de prioridade à entada das pontes), vire imediatamente à direita e na rotunda saia em direção à Praça de Touros, para estacionar no parque mais perto do rio. Coordenadas • 38°57'29.2"N 8°31'20.8"W (38.958111, -8.522444).
Se seguir esta dica, demorará cerca de 1 hora.
PROGRAMA
09h30 - Concentração no Parque de estacionamento junto à Praça de Touros.
Coordenadas • 38°57'29.2"N 8°31'20.8"W (38.958111, -8.522444).
10h00 - Início da caminhada pelo Percurso Pedestre da Cegonha.
12h30 - Almoço no Restaurante “O Farnel” (R. Vasconcelos Porto, nº 9, a 500m do estacionamento).
15h00 - Concentração no Largo de Santo António para visita guiada ao Centro Histórico e ao Núcleo Tauromáquico.
17h00 - Chá, de frente para o Rio, no Páteo Sorraia (R. Luís de Camões a 300m do estacionamento).

Opções para o almoço:

1- Bacalhau à Farnel com batata frita e salada mista
2- Carne de Porco a Ribatejana com batata frita e migas de couve

No momento da inscrição, agradecemos que informe a sua opção para o almoço.
Se optar por não fazer o programa completo agradecemos informação.

Como é habitual, as inscrições terminam às 23:59h de sábado dia 27 de Maio.

Saudações caminhadeiras em passada de cegonha.

Ilda Maria Poças (919949333)/Samuel Cóias (917363674)

Aviso importante: o seguro de acidentes pessoais é da responsabilidade de cada participante

domingo, 21 de maio de 2023

* * * * * * * * 16ª Caminhada da Época 2022 / 2023 * * * * * * * * ________ “Por Azeitão (queijos, vinhos, tortas …)” ________ * * * * * * * * * * * * * * Azeitão, 17 de Maio * * * * * * * * * * * * * *

 


Álbuns de Fotos: 
Data do Encontro: 17 de Maio de 2023
Local do encontro: Vila Nogueira de Azeitão
Percurso: PR2 STB Alto do Formosinho (parte) e PR4 STB Aldeias de Azeitão (parte)
Distância: Cerca de 8kms.
Participantes: (34): Acilina Caneco, Angelina Martins, António Dores Alves, António Palma, António Pedro, Carlos Evangelista, Carlos Penedo, Carmen Firme, Cristina Umbelino, Estela Garcia, Gilberto Santos, Graça Sena, Guilherme de Sousa, João Figueiredo, José Luís Iglésias, José Maria Alberto, Luísa Clemente, Luísa Gonçalves, Luísa Simões, Lurdes Barbosa, Manuel Garcia, Manuel Reis, Margarida Lopes, Margarida Serôdio, Maria Céu Esteves, Octávio Firme, Pedro Osório, Preciosa Bernardo, Raúl Almeida, Rosário Mendes, Rui Graça, Socorro Bernardino, Teresa Santos, Vítor Gonçalves.
Não caminharam:(12) António José Clemente, Fernando Bernardino, Hélia Jorge, Ilda Poças, João Duarte, João Marujo, Luís Martins, Margarida Graça, Rosário Brazão, Samuel Cóias, Teresa Palma, Tomaz Pessanha.
Organização: Margarida e Rui Graça
Almoço: Casa Negrito em Vila Nogueira de Azeitão
Visita cultural e Lanche: Fábrica Coca-Cola European Partners em Azeitão
Próxima caminhada: 31/05/2023 Organiza Ilda Poças e Samuel Cóias (Coruche)
REPORTAGEM:
Diz a canção “Às dez, como lhe pedi, esperarei por si, você não faltará (…)”.
Não foi às dez, mas às nove que os participantes marcaram presença.
Até às 09:30h decorreu a habitual sessão de boas-vindas, tendo alguns Caminhadeiros aproveitado para se abastecer de cafeína.
A caminhada iniciou-se em percurso urbano e continuou, quase até ao final, em estrada de terra batida.
Oportunidade para apreciar a paisagem, passando ao lado de algumas quintas e vislumbrando ao longe a mágica Serra da Arrábida.
Entre subidas e descidas, com dificuldade média para alguns e difícil para outros, fomos caminhando em amena cavaqueira.
Cerca das 12,30h a Casa Negrito recebeu-nos com um Moscatel da Quinta da Califórnia.
Couvert composto por manteiga de alho, azeite com vinagre balsâmico, azeitonas, pão e broa; entradas de requeijão de Azeitão com doce de abóbora, peixinhos de horta e salada de polvo em cama de batata assada, antecederam o almoço regado com vinho da região.
As sobremesas variaram entre abacaxi, bolo mousse de chocolate, tarte de maçã e bolo de banana e noz.
Após o café, partimos em direcção à fábrica da Coca-Cola onde se realizou a visita guiada pela Susana e pelo João Filipe (nosso genro que tornou possível esta visita).
Depois de uma breve explicação em vídeo, deu-se início à visita propriamente dita.
Foi-nos explicado como surgiu a Coca-Cola nos anos 20 do século passado.
Bebida composta por xarope de receita secreta ao qual é adicionada água e gás, foi inventada por John Pemberton (farmacêutico) e era vendida exclusivamente em farmácia.
Antes de chegarmos à produção e linhas de engarrafamento fomos surpreendidos pela célebre frase de Fernando Pessoa “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Curiosamente, Pessoa criou a frase em 1927, quando trabalhava como publicitário para a empresa Moitinho & Almeida, primeira importadora da Coca-Cola.
Foram-nos explicadas as preocupações ambientais que norteiam a empresa, nomeadamente em relação ao consumo de água e reciclagem do plástico e vidro das garrafas de Coca-Cola.
Terminada a visita foi-nos gentilmente oferecido um brinde (auriculares e um pequeno molde de garrafa PET com uma mini caneta no interior).
Ao lanche não foi servido chá. No entanto, foi-nos dada a possibilidade de escolher e apreciar a “produção da casa” i.e. Coca-Cola, Fanta, Sprite e Aquarius entre outras.
Como não podia deixar de ser, terminámos a degustar uma bela torta da Casa das Tortas de Azeitão.

Resta dizer-vos que gostámos imenso de preparar este dia.
Até breve,
Margarida e Rui Graça

quarta-feira, 10 de maio de 2023

* * * * Convocatória 16ª Caminhada da Época 2022 / 2023 * * * * ________ “Por Azeitão (queijos, vinhos, tortas …)” ________ * * * * * * * * * * * * * * Azeitão, 17 de Maio * * * * * * * * * * * * * *

 

Convocatória para a 16ª Caminhada da Época 2022 / 2023 que se realizará no próximo dia 17 de Maio em Vila Nogueira de Azeitão.

Percurso com cerca de 8kms com índice de dificuldade média/baixa.
Aconselhamos o uso de bastões para uma caminhada confortável.

PROGRAMA:

09:00h - Concentração no parque de estacionamento da Praça da República em Vila Nogueira de Azeitão (Coordenadas: 38°31'06.9"N 9°00'48.6"W (38.518583, -9.013500).
09:30h - Início da caminhada.
12:15h - Almoço no Restaurante Casa Negrito (a 300m do parque estacionamento)
14:45h - Visita à fábrica da Coca-Cola. Quinta da Salmoura, Cabanas, 2929-509 Azeitão - Coord. 38°33'18.3"N 8°59'12.1"W (38.555071, -8.986687), seguido do “chá”.

Opções para almoço:

1 - Alheira no forno com ovo estrelado, acompanhado com legumes salteados e batata frita caseira;
2 - Pataniscas de bacalhau acompanhado de arroz de tomate;
3 - Açorda de gambas à Negrito

Aquando da inscrição, agradecemos nos informem qual a vossa opção para o almoço.

Quem optar por não fazer o programa completo deverá indicar.

Como é habitual, as inscrições terminam às 24:00h de sábado dia 13 de Maio.

Até breve.

Margarida e Rui Graça

AVISO IMPORTANTE: O seguro de acidentes pessoais é da responsabilidade de cada participante.

quinta-feira, 4 de maio de 2023

* * * * * * * * 15ª Caminhada da Época 2022 / 2023 * * * * * * * * _ “Um olhar sobre o meio Rural de Matacães - Rota das Lapas” _ * * * * * * * * * * * * * Matacães, 3 de Maio * * * * * * * * * * * * *




Álbuns de Fotos: 
Data do Encontro: 03/05/2023
Local do encontro: Matacães
Percurso: PR3.1 Rota das Lapas
Distância: 9 Km.
Participantes: (26): Alberto Oliveira, Ana Fernandes, Angelina Martins, António Palma, Carlos Evangelista, Clara Maia, Cristina Umbelino, Estela Garcia, Fátima Libanio, Guilherme de Sousa, José  Clara, José Maria Alberto, Júlia Costa, Lúcio Libanio, Luísa Gonçalves, Lurdes Clara, Manuel Garcia, Manuel Reis, Margarida Lopes, Pedro Albuquerque, Raúl Almeida, Rogério Matias,  Socorro Bernardino, Teresa Santos, Vítor Gonçalves, Zé Luís Iglesias
Não caminharam:(3) Fernando Bernardino, Gilberto Santos, Luís Martins, 
Organização: Rogério Matias
Almoço: Restaurante Brasa Viva
Próxima caminhada: 17/05/23 organiza Margarida e Rui Graça (Azeitão)
Reportagem:
Depois das boas vindas aos participantes e de alguns terem tomado o seu café iniciamos o percurso circular PR3.1 de acordo com o Croqui(9.04Km) divulgado na convocatória da referida caminhada . Houve 3 caminhadeiros que quiseram fazer 12Km por sua iniciativa, por isso partiram mais cedo, juntaram-se ao grupo a meio do percurso.

O percurso foi considerado pela maioria de dificuldade muito baixo. Participaram na caminhada 26 Caminhadeiros

No santuário do Senhor do Calvário fomos recebidos pelo Pároco da Paróquia assim com na Igreja Matriz de Matacães onde nos fez uma breve referência.

Agradecemos, uma vez mais, a sempre pronta colaboração do Alberto Oliveira.

De seguida tivemos o almoço no Restaurante Brasa Viva, que nos serviu uma feijoada para alem das entradas (presunto, queijo, patê, azeitonas, miniaturas de croquetes, rissóis, pasteis de bacalhau etc) com belíssimas sobremesas.

Tivemos de seguida a visita à Adega cooperativa da Carvoeira/Corvel conduzida pelo Eng. Julião.

Depois da compra de bons vinhos, regressamos ao restaurante para o tradicional chá composto por vários chás e bolos

Assim demos por terminado mais um dia de partilha e de convívio .

Um bem haja a todos

VIVE O MELHOR DE TI

Rogério Matias

quarta-feira, 26 de abril de 2023

* * * * Convocatória 15ª Caminhada da Época 2022 / 2023 * * * * _ “Um olhar sobre o meio Rural de Matacães - Rota das Lapas” _ * * * * * * * * * * * * * Matacães, 3 de Maio * * * * * * * * * * * * *

 

Convocam-se todos os Caminhadeiros para 15ª caminhada da época 2022/23 

                       O PR3 Rota das lapas é um percurso circular com um total de 17km, englobando duas derivações o PR3.1 com 8km e o PR3.2 com 12km.                      Este percurso  muito rico em beleza paisagística, é todo feito por terras cultivada, eucaliptais, vinhas e pomares, a confundirem-se numa paisagem rural e quase virgem a relembrar os tempos de infância e os cheiros das tardes soalheiras de Domingo. Podemos avistar um dos mais antigos Santuários  da região, o Santuário do Senhor do Calvário. Avistamos também as casas seculares, as fontes e lavadouros os moinhos ex-libris da região e a fonte da Pipa que brota água há mais de um século. Passamos por uma ponte romana e pela capela de Santo António, segundo a lenda costumava por ali brincar sob o olhar  da sua ama o menino Fernando filho dos Marqueses dPenalva, antigos dos donos da Quinta das Lapas, o qual veio a falecer neste local, sem causa aparente, motivo que terá originado a construção da capela. Percurso de dificuldade baixo

Programa:
10h00: Início da caminhada em Matacães junto à Igreja da Nossa Senhora das Oliveiras/ Junta da freguesia. Coord. 39°05'24.6"N 9°12'42.6"W (39.090160, -9.211821)
13h30: Almoço no Restaurante Brasa Viva ( Estrada Nacional 9 nº9 tel 261107708 Carvoeira)
Uma vez que o restaurante fica ao lado da Adega cooperativa da Carvoeira, poderá recorrer ao GPS também com esta indicação. Estacionar no parque da Adega. Coord. 39°05'11.6"N 9°09'16.7"W (39.086562, -9.154649)
15h00: Visita à Adega Cooperativa da Carvoeira (ao lado do restaurante)
17h00: Chá no restaurante

Como chegar ao local :
Opção 1: Colocar no GPS : Matacães, Igreja da Nossa Senhora das Oliveiras/ Junta de freguesia ou usar as coordenadas indicadas acima.
Opção 2 : Deixar a saída norte da A8, vai encontrar uma rotunda, tome a 2ª saída direção /Merceana . Continue em frente até encontrar o cruzamento que diz Matacães/Monte redondo, siga mais um pouco e chegará ao destino.

Nota : O uso do bastão acompanha sempre o Caminhadeiro

Como habitualmente, os interessados em participar neste evento, devem fazer a sua inscrição através dos comentários a esta mensagem, até às 24 horas de sábado, 29 de Abril de 2023.


VIVE O MELHOR DE TI

AVISO IMPORTANTE: O seguro de acidentes pessoais é da responsabilidade de cada participante.

terça-feira, 25 de abril de 2023

* * * * * 1ª Caminhada Extraordinárias da Época 2022/23 * * * * ______________ "Sempre a ver o Mar" _______________ * * * * * * * Lagos. Dias 21, 22 e 23 de Abril de 2023 * * * * * * *

 
Álbuns de fotos:
Acilina Caneco
Graça Raposo
Carlos Evangelista
Data do encontro:
 21, 22 e 23 de Abril de 2023
Local: Lagos
Percurso: Parte da Trilha dos Pescadores
Distância: 7Km
Participantes: Acilina Caneco, Amaro Raposo, Ana Bela Fernandes, Ana Paula Reis, Carlos Evangelista, Carlos Penedo, Ceu Fialho, Clara Maia, Conceição Dias, Cristina Umbelino, Estela Garcia, Gilberto Santos, Graça Raposo, Graça Sena, João Duque, José Clara, José Iglésias, José Raposo, Júlia Costa, Lina Fernandes, Luís Fernandes, Luísa Gonçalves, Lurdes Barbosa, Lurdes Clara, Luz Fialho, Manuel Garcia, Rogério Matias, Rosário Mendes, Socorro Amaral, Teresa Santos, Tina Rita e Vítor Gonçalves
Não Caminharam: Fernando Bernardino, Isabel Duque, José Teixeira e Manuel Barbosa
Novos Participantes: João Duque
Organizadores: Acilina Caneco e Manuel Barbosa, com a colaboração de Luís Fernandes e Vítor Gonçalves
Refeições: "O Corticeiro" (Canal Caveira), "Prato Cheio" (Lagos), "Sete Mares" (Lagos), "O Cangalho" (Medronhal) e "O Castelo" (Monchique)
Próxima caminhada: 3/05/2023 - Matacães. Organiza Rogério Matias
Reportagem:

Sexta-feira, 21 de Abril

Depois de recolher todos os participantes, nas várias paragens (Biblioteca de São Domingos de Rana, Alameda António Sérgio em Linda-a-Velha, 2ª Circular, Campo Grande e Portela) saímos de Lisboa, pela Ponte Vasco da Gama, pelas 11h. Durante o trajeto recebemos mais um belo pin, alusivo a esta caminhada, desenhado como habitualmente, pelo António Palma.

Às 12:20h já estávamos no Canal Caveira. Almoçámos no Restaurante O Corticeiro, um saboroso cozido ou/e choco frito, depois das entradinhas, queijos, enchidos e salgadinhos. Na sobremesa uns optaram por salada de frutas, outros por mousse de chocolate ou arroz doce.

Fomos para o autocarro passavam poucos minutos das 14:30h e só depois começou a chover. O S. Pedro estava a ser simpático!

Entre umas ricas sonecas, cântico colectivo de parabéns com gravação de vídeo, e mais cantorias, passou-se o resto da viagem até Lagos.

Chovia quando nos instalámos na magnífica esplanada da Messe. Mesmo assim, algumas de nós fomos passear pela cidade. Claro que regressámos completamente encharcadas. O jantar no restaurante Prato Cheio foi lulinhas fritas à algarvia e mista de carnes grelhadas.

Sábado, 22 de Abril

Este dia amanheceu bem soalheiro e luminoso. O pequeno almoço na cafetaria/esplanada da Messe de Lagos é sempre um regalo para a vista.

Às 9:30 h estávamos no autocarro que nos levou ao local de início da caminhada, no Porto de Mós, no beco da Travessa do Canavial, onde começam os passadiços de madeira. Foi uma caminhada muito fácil, sempre a ver o mar, passando pela praia do Canavial, mais à frente a Ponta da Piedade, onde nos demorámos um pouco a ver as formações rochosas, como a rocha do sapato. A seguir, a Praia do Camilo e a praia da D. Ana. Contornando a Iberlagos, fomos até à Estrada 125, sem passar pela Praia do Pinhão. Bem… nem todos! O intrépido Vítor Gonçalves, contrariando os avisos de que a arriba estava bastante desgastada e era perigosa, foi e levou a Luísa. Afinal parece que a arriba até já tinha sido reparada! Felizmente! Na 125 virámos à direita e descemos em direção ao centro de Lagos. Ainda a ver o mar, chegámos à Praça do Infante, onde está a Igreja de Santa Maria e a estátua do Infante D. Henrique. Aí esperámos um pouco para reunir o grupo e continuámos pela Travessa do Mar até à Rua Silva Lopes. Passámos pela Igreja de Santo António e pelo Centro Cultural. Seguindo pela Rua Lançarote de Freitas, chegámos à Praça D’Armas. Daqui avistou-se o local de nascimento desta narradora, na rua Cardeal Neto, assim como a sua antiga escola primária, agora sede da Orquestra Filarmónica de Lagos. Passámos sob o arco da muralha e fomos pela Estrada da Ponta da Piedade. O calor e uma ligeira subida dificultaram um pouco a última parte do percurso. Mas às 12:23h já estávamos no Restaurante Sete Mares, onde almoçámos. Numa bela zona recatada do restaurante esperava-nos uma mesa em U com as entradas. O almoço foi buffet. Todos gostaram. A seguir fomos de autocarro para Sagres.

Aí fizemos uma visita livre, sem guia. Cada um escolheu o que visitar.

No novo Centro Expositivo, Instalação Museográfica no Promontório de Sagres, pudemos observar uma exposição multimédia, relacionada com os descobrimentos portugueses e tivemos a oportunidade de ver objetos mais antigos, como mapas da expansão portuguesa ou até artefactos ligados à escravatura. No andar superior pode ver-se uma exposição de Manuel Baptista, intitulada Territórios Invisíveis, onde são exibidos 14 trabalhos de pintura e desenho, de várias fases do artista, desde 1997 a 2017. A porta do Centro Expositivo foi a entrada principal da Fortaleza de Sagres desde 1793 até 1959. Pesa duas toneladas e esteve guardada pelo empreiteiro que em 1959 fez obras nesta fortaleza.

A fortaleza remonta ao século XV, mandada edificar pelo Infante D. Henrique para defesa estratégica do território nacional. Neste local, podemos ainda visitar a Igreja de Nossa Senhora da Graça, dedicada a Santa Maria e a Rosa dos Ventos. A Fortaleza de Sagres consta, desde 2015, da lista da União Europeia de sítios classificados como Património Europeu.

A seguir fomos ver o Cabo de S. Vicente. O local oferece vistas panorâmicas de tirar a respiração. Terá sido por isso que os romanos lhe chamavam “Promontorium Sacrum”. Aqui foi encontrado o corpo do Mártir São Vicente. No século IV, Vicente foi torturado e morto pelos romanos. Os cristãos levaram o seu corpo para Valência, mas com a chegada dos muçulmanos (século VII) recolocaram os seus ossos em Sagres. D. Afonso Henriques, após conquistar Lisboa (século XII), procurou e encontrou os ossos de São Vicente (na altura em território mouro) que trouxe para a Sé de Lisboa.

Nestes rochedos concentra-se muita vida marinha, incluindo raras aves como águias de Bonelli, cegonhas, garças brancas, papagaios e pombas rocha. Na primavera e início do verão, há tordos e outros peregrinos que nidificam nas falésias.

D. Fernando, filho mais novo do rei D. João I e, portanto, irmão dos infantes D. Henrique, D. Pedro e D. Duarte,  ficou como refém após o cerco do exército português que desembarcou em Marrocos com o objetivo de tomar a cidade de Tânger, em 1436. Os marroquinos permitiram que os portugueses reembarcassem, mas com a condição de devolver Ceuta, que tinha sido tomada em 1415. Essa condição nunca foi satisfeita e D. Fernando acabou por morrer na prisão em Fez, a 5 de junho de 1443.  Há quem afirme que Ceuta era uma posição demasiado importante para ser perdida e quem acuse o rei D. Duarte e o Infante D. Henrique de frieza e de indecisão. Após a sua cruzada pessoal, no Norte de África, que resulta na morte de D. Fernando, o Infante viveu no Algarve, de 1440 até ao fim da vida, uma vida muito recolhida, talvez com remorsos pelo abandono do seu irmão mais novo. Viveu em vários lugares: Vila do Bispo, Raposeira, Lagos. A história do Mártir São Vicente era muito popular na altura do Infante, e não lhe deve ter escapado as semelhanças com o fim do seu irmão mais novo Fernando. Hoje em dia há um farol, ladeado por ruínas do Convento dos Capuchinhos do século XVI.

Regressámos a Lagos a tempo de uma breve visita ao centro histórico e compras para algumas caminhadeiras. Preparação e partida, de autocarro para Barão de S. João, onde nos aguardava um festivo jantar no Restaurante O Cangalho Zoo. Foi distribuído a cada participante um presentinho constituído por um pequeno frasco de mel, da região de Lagos e um bolinho de massapão (massa de amêndoa, típica do Algarve) com a forma dum caminhadeiro sentado/cansado. Além da flamejante entrada, tivemos 2 pratos principais, tudo acompanhado por música ao vivo a cargo de Carlos Agapito. No final do repasto dançou-se! Desde o tango à valsa, passando pelo rock, foi uma animada e descontraída noite.

Domingo, 23 de Abril

Já com as malas no autocarro despedimo-nos da Messe de Lagos e rumámos a Silves. Aí aguardava-nos o Fábio Costa, arqueólogo/historiador da Câmara de Silves, que com notável entusiasmo e desenvoltura nos foi explicando alguns factos relativos ao Castelo e Museu de Silves.

O Castelo forma um polígono irregular, rodeado por uma forte muralha em taipa, revestida a arenito vermelho – o grés de Silves, e ocupa uma área total de cerca de 12.000m2. Logo à entrada temos uma escultura em bronze representativa do rei D. Sancho I, monarca que em 1189 conquistou pela primeira vez, com o auxílio dos Cruzados, a cidade de Silves aos árabes.

O conjunto das estruturas defensivas de Silves era constituído por dois elementos: uma muralha exterior que protegia parte da cidade, formando uma medina, e a fortaleza no seu interior, conhecida como alcáçova, situada no ponto mais elevado da colina. A alcáçova é a maior estrutura deste tipo no Algarve, e um dos mais importantes monumentos na região, sendo também considerado como o mais belo exemplo da arquitetura militar islâmica no país.

As defesas exteriores foram construídas logo nos primeiros anos da ocupação islâmica, no século VIII, nos primeiros anos do domínio muçulmano, tendo atingido o seu auge no século XI, quando Silves se tornou na capital de uma taifa, um tipo de reino autónomo. A alcáçova, normalmente habitada pelos mais ilustres da cidade, foi provavelmente construída muito depois, durante o califado almóada (1121-1269). A partir daqui Silves entrou em declínio, devido em parte ao assoreamento do Rio Arade.

Na área da alcáçova e das muralhas da cidade foi descoberto um rico conjunto de materiais. O espólio inclui peças de cerâmica, como recipientes cerâmicos, produzidas tanto a nível local como regional, além de vidradas e esmaltadas. Também foram recolhidas peças metálicas, como moedas, além de vários artefactos de função militar, como pontas de flecha e virotes de besta. Estas peças estão no Museu Municipal de Arqueologia de Silves que visitámos. O museu, inaugurado em 1990, foi construído em torno do Poço-Cisterna Almóada dos séculos XII-XIII – descoberto após escavações arqueológicas decorridas nos anos 80 do séc. XX e hoje classificado como Monumento Nacional. O acervo do Museu reúne um conjunto de objetos do Paleolítico, os mais antigos, passando pelo Neolítico, pelo Calcolítico, pela Idade do Bronze, pela Idade do Ferro, pelo Período Romano e destacam-se, não só pela quantidade, mas também pela qualidade e exceção, as peças do Período Medieval, com destaque para o Período Muçulmano – Omíada, Califal, Taifa, Almorávida e Almóada, desde o século VIII ao século XIII, na sua maior parte do período Almóada, dos séculos XII-XIII.

Dividida em oito núcleos temáticos, a coleção, que testemunha oito mil anos de vivência humana em Silves, foi-nos apresentada cronologicamente pelo nosso guia.

Passava pouco das 12h quando nos dirigimos para o autocarro, estacionado na zona ribeirinha, para irmos almoçar. No caminho podemos maravilhar-nos com a beleza dum grupo de cegonhas calmamente a debicar o fundo do rio Arade, mesmo à beira de esplanadas na rua principal de Silves. Foi na Serra de Monchique, no restaurante O Castelo, que decorreu o nosso último repasto em terras algarvias. Nas entradas destacou-se o xarém (papas de milho) a acompanhar o frigineco. Várias tartes algarvias à base de alfarroba, amêndoa ou figo, contentaram os mais gulosos. Bem reconfortados saímos pelas 15:15h e sempre numa boa velocidade e sem paragens, chegámos à margem direita do Tejo, pela Ponte Vasco da Gama, às 18:10h. Aí pudemos avistar os progressos da construção do Altar-palco e zonas adjacentes para a próxima Jornada Mundial da Juventude a realizar em agosto em Lisboa.

Os organizadores estão desvanecidos e agradecem a todos os participantes por terem gostado, por espalharem boa disposição e companheirismo, tornando tão agradável este fim de semana.

Acilina Caneco

sexta-feira, 14 de abril de 2023

Convocatória 1ª Caminhada Extraordinárias da Época 2022/23 ______________ "Sempre a ver o Mar" _______________ * * * * * * * * Lagos. Dias 21, 22 e 23 de Abril de 2023 * * * * * * *

 

Esta convocatória  formaliza apenas a publicação no blog da 1ª Caminhada Extraordinária da época de 2022/2023, que será realizada em Lagos, organizada pela Aclilina Caneco e Manuel Barbosa apoiados pelo Luís Fernandes e Vítor Gonçalves
É do conhecimento do universo Caminhadeiro, que as inscrições foram efetuadas por outra via e já se encontram encerradas.

Saudações Caminhadeiras em passada extraordinária.

Luis Fernandes

AVISO IMPORTANTE: O seguro de acidentes pessoais é da responsabilidade de cada participante.

domingo, 9 de abril de 2023

* * * * * * * * 14ª Caminhada da Época 2022 / 2023 * * * * * * * * ------------ “Avós e Netos no Parque de Montachique” ------------ * * * * * * * * * * * Montachique, 5 de Abril * * * * * * * * * * * * *




Álbum de Fotos:
Ilda Poças
Raul Almeida
Data do Encontro:
05/04/2023
Local do encontro: Parque do Cabeço de Montachique
Percurso: Parque de Montachique
Distância: 6 
Km.
Participantes: (24):  Ana Bela Fernandes, Angelina Martins, António Palma, Carlos Evangelista, Cláudio Paradisi, Cristina Umbelino, Frederico Palma, Gilberto Santos, Giulia Paradisi, Ilda Poças, Lina Fernandes, Luís Fernandes, Luís Martins, Luísa Gonçalves, Lurdes Barbosa, Manuel Barbosa, Margarida Lopes, Maria da Luz Fialho, Maria do Céu Esteves, Maria do Céu Fialho, Raúl Almeida, Rosário Mendes, Teresa Santos, Vítor Gonçalves, 
Netos:  (20) António Santos, Benedita Cordeiro, Benjamim Gonçalves, David Barroso, Francisca Umbelino, Francisco Amaral, Frederico Gonçalves, Gil Rasteiro, Gustavo Palma, Henrique Poças,  Hugo Júnior Varão, Joana Rasteiro, Júlio Viriato, Lia Santos, Manuel Barroso Gonçalves, Maria Clara Poças, Matias Gonçalves, Matias Poças, Olivia Martins e  Simão Santos.
Organização: Luísa e Vítor Gonçalves.
Almoço: Piquenique.
Próxima caminhada: 21/04/23 organizam Lurdes Barbosa, Acilina Caneco e Manuel Barbosa. Extraordinária a Lagos 
Reportagem:
No dia 5/4/23 com mais ou menos dificuldades foram os Caminhadeiros e os netos  chegando para a concentração e inicio da caminhada, ao parque de estacionamento do Parque do Cabeço de Montachique, Loures.  
Depois do Vítor fazer uma apresentação e descrição do que seria esta jornada caminhadeira juntaram-se os avôs, avós e netos para uma agradável passeata nos trilhos do parque, que viria a terminar 2H30M depois.
Para o almoço que tal como anunciado foi tipo piquenique, foram sendo colocados nas mesas previamente atribuídas aos Caminhadeiros, as águas, vinhos cervejas e outras ferramentas que ajudariam a tarefa da alimentação. 
Os que traziam as iguarias preparadas, rapidamente passaram ao ataque pois os netos não gostam de esperar, já os que esperavam pelos frangos, espetadas e picanhas tiveram que adiar um pouco o inicio do repasto, uma vez que os produtos grelhados só chegaram às 12H30M. 
Depois do café, acentuou-se a separação entre os praticantes do desporto e os praticantes do Blá-Blá, pois enquanto uns se dirigiram para os campos de futebol, ténis e ping pong outros passearam pelo parque ou simplesmente ficaram a desfrutar a sombra, a companhia ou o que surgia no momento.
Quase sem se dar por isso chegámos à hora do chá.
Aqui foi necessário recorrer à imaginação para que a água ficasse quente, pois a fonte de calor era o grelhador excelente para grelhados, mas não tão bom para outros fins, mas conseguimos levar a bom termo a nossa tarefa e tomar o chá como é habitual em todas as caminhadas.
Com o sentimento de UM DIA BEM PASSADO lá foram os caminhadeiros regressando e foi bonito ver a forma calorosa com que alguns netos que se tinham acabado de conhecer se despediam até à próxima caminhada.
Nem todos os caminhadeiros se dirigiram imediatamente a casa, pois alguns ainda foram gozar o Baloiço de Montachique  e a magnifica vista sobre Lisboa e sobre a zona saloia.
   

Obrigado e até à próxima.
Saudações caminhadeiras

Abraço
VGl