quinta-feira, 27 de março de 2014

* * * Convocatória . 15ª Caminhada da Época 2013 / 2014 * * * Trilhos das Jans . Amieira do Tejo . Dia 02 de Abril

Convocam-se os Caminhadeiros para a 15ª caminhada da época. Desta vez a nossa aventura terá lugar na Amieira do Tejo, concelho de Nisa.
O percurso de aproximadamente 10 kms denominado 'Trilhos das Jans', tem um índice de dificuldade médio baixo, mas aconselha-se a utilização do bastão. Vamos ter a presença de 1 ou 2 guias da C.M. de Nisa,  para nos dar todo o apoio durante a caminhada.
A concentração será às 09: 30 horas e terá lugar no Castelo da Amieira 39º30'29,0"N 7º48'58,6"W (como chegar até lá).
Como de costume, as confirmações de presença na caminhada, deverão ser efectuadas através dos comentários desta mensagem, até às 12: 00 horas da próxima Segunda-Feira dia 31.

Saudações Caminhadeiras,

Fortunato de Sousa

domingo, 23 de março de 2014

* * * * * * * * 14ª caminhada da Época 2013 / 2014 * * * * * * * * Rota do Sável e da Lampreia . Tancos . Dia 19 de Março




Data do Encontro: 19/03/2014
Local: Tancos / V.N. da Barquinha
Percurso: Rota do Sável e da Lampreia - 10, 000 kms - 02: 30 Horas
Caminhantes: (37) Angelina Martins; António Clemente; António Palma; Antonieta Faria; António Pires; Carlos Penedo; Carmen Firme; Dores Alves; Fátima Libânio; Fortunato de Sousa; Gabriela Bentes; Gil Furtado; Gilberto Santos; João Costa; João Duarte; João Figueiredo; Lina Fernandes; Lúcio Libânio; Luís Fernandes; Luís Martins; Luísa Clemente; Lurdes Clara; Manuel Bento; Manuel Flôxo; Manuel Garcia; Manuel Pedro; Manuel Reis; Margarida Graça; Maria do Céu; Miguel Cardoso; Octávio Firme; Odete Vicente; Rui Graça; Teresa Palma; Virgílio Vargas; Vítor Gonçalves; Zé Clara;
Só ao Almoço: Carlos Evangelista
Organizador: Lurdes Clara e Zé Clara
Almoço: Restaurante ‘O Almourol’ (tel: 249.720.100)
Próxima Caminhada: 02/04/2014 – (Fortunato de  Sousa)
Reportagem:
Mais uma caminhada no Ribatejo e mais uma vez com o início do percurso em paisagem de bruma suja. Só que a bruma nestas terras, junto ao rio Tejo, transforma o cenário de tal modo que o torna deslumbrante. Se o ano passado na Azambuja tivemos a lezíria como pano de fundo acinzentado em paisagem aberta e alargada, desta vez tivemos aqui na Barquinha e em Tancos, a beleza imponente do Tejo com a vila do Arrepiado na outra margem e o castelo de Almourol localizado numa pequena ilha no meio do rio em paisagem de bruma do nosso lado esquerdo. Os chorões em tom de verde carregado, pequenos barcos de pesca artesanal e a presença de algumas aves aquáticas complementavam o panorama que ficou registado nas câmaras fotográficas dos nossos repórteres de serviço. Mais tarde, um avião da base aérea de Tancos lançando grupos de paraquedistas no ar já limpo, seria a cereja em cima do bolo que o grupo de caminhadeiros participante nesta jornada não irá esquecer tão cedo. Uma Caminhadeira mais sensível a estes cenários, dizia com toda a legitimidade, que as caminhadas não é só caminhar, é também o contacto com tudo o que a natureza nos oferece de mão beijada.
Ao local de concentração iam chegando as viaturas com os participantes, cumprimentos habituais e tempo ainda para um café da manhã. De saudar a presença do Carlos Evangelista logo pela manhã, testemunho de que pouco a pouco vai recuperando e readquirindo a preparação física adequada para enfrentar todo o programa das jornadas Caminhadeiras.
Fotografia de grupo,  apresentação do programa do dia por parte do Zé Clara, e uma breve descrição do percurso a realizar efectuada pelo nosso guia de serviço, Manuel Bento, amigo de infância do organizador.
A caminhada em terreno muito razoável para a prática desta actividade, grau de dificuldade muito adequado ao perfil do grupo e uma perfeita gestão do guia Manuel Bento, permitiu que desta vez tivessemos caminhado muito agrupados. A meio da caminhada, já o Sol tinha vencido o nevoeiro matinal e os seus raios solares obrigando uma grande parte dos e das participantes a aliviarem-se das camadas de peças de roupa com que iniciaram o percurso. Já na parte final da caminhada, as opiniões dividiam-se quanto à localização de um canavial extenso, que para uns os protegia do calor e para outros os impedia de  poder observar a paisagem para o lado do rio. São estas as dificuldades da vida de um caminhadeiro.
Seguiu-se o almoço no Almourol, não o castelo medieval com um passado histórico complicado em termos humanos, mas sim no restaurante com o mesmo nome, onde desta vez 38 valentes e destemidos guerreiros se teriam que defrontar com o poderoso Ciclóstomo servido em Arroz de Cabidela e com o arrogante Sável com ovas do dito, espécie de peixe da família ‘Clupeidae’ (encaixa esta amigo Gil). De referir também a amabilidade do Sr. José Ferreira, proprietário do restaurante, que nos presenteou com uma prova de azeites de várias origens, mas todos eles matéria prima de produtores da região.
Durante o repasto e para acalmar a gula, fomos surpreendidos pela apresentação de um audio visual onde os chapéus dos Caminhadeiros serviram de tema. Ao produtor e realizador da obra, Carlos Evangelista, o nosso obrigado. À Lurdes e ao Zé que nos presentearam com um delicioso pão da região, o nosso agradecimento pela simpatia e generosidade mais uma vez demonstrados . Também ainda para os elementos do grupo Os Caminhadeiros que caminharam de Ferrol até Santiago de Compostela (Carlos Penedo, Manuel Garcia, Graça Sena e Odete Vicente), o nosso obrigado pela simpática lembrança que nos ofereceram.  
Segui-se a componente cultural, uma visita guiada pelo Sr. Carlos Vicente ao parque de esculturas de V.N. da Barquinha, um espaço com o melhor da escultura contemporânea portuguesa, cobrindo autores e obras cujo trabalho se desenvolveu da década de 60 até à actualidade.  
O tradicional chá de final de dia tomado no mesmo local onde foi servido o almoço, deu por finda mais uma extraordinária jornada Caminhadeira. Parabens renovados à Lurdes e ao Zé que tão bem organizaram o evento.

Saudações Caminhadeiras em passada para as terras de Nisa,


Fortunato de Sousa

quarta-feira, 12 de março de 2014

* * * Convocatória - 14ª Caminhada da Época 2013 / 2014 * * * Rota do Sável e da Lampreia . Tancos . Dia 19 de Março

Convocam-se os Caminhadeiros para a 14ª caminhada da época. 
A Lurdes e o Zé Clara, organizadores do evento, escolheram a zona periférica a Tancos / Vila Nova da Barquinha para caminharmos 10 kms em percurso com índice de dificuldade médio, e o Restaurante 'O Almourol' para degustarmos os pratos típicos da época nesta região. Portanto, Arroz de Lampreia ou Sável Frito com Açorda de Ovas, são as opções que devem mencionar quando fizerem as vossas inscrições até ao final do próximo Domingo dia 16. Grelhada Mista é a alternativa e o que deve ser referido pelos participantes que não gostem de qualquer um dos pratos típicos atrás referidos.
Hora e local de concentração: 09: 30 horas no parque de estacionamento do restaurante 'O Almourol'.
(Para quem tem GPS: N  39º 27' 29.3400 - W 8º 24' 03.3618)
ou então:
ITINERÁRIOS PARA TANCOS
Ø Torres Novas/saída A1 
(Até Tancos são 24,8 km)
Sair da A1 em Torres Novas (ao km 93) 
Entra na A23 e percorre 16,4 km; depois,
4 Sair da A23 (saída 4 ao km 17), em Barquinha/Entroncamento Centro/Golegã, e entra na IC3 em direcção a Barquinha;
Percorrer +- 3,1 km e virar à direita para (Barquinha/Entroncamento Centro)
4Sair do IC3 
• Atenção: não vai em frente – esta segue para Golegã/Alpiarça/Chamusca.
• Percorre +- 200 Mts e encontra semáforos.
4 Virar à esquerda em direcção a Barquinha.
Percorre cerca de 5,1 km, segue sempre em frente até Tancos (sentido Abrantes – Constância).
O Almourol Restaurante fica à entrada de Tancos quando se avista o rio que deverá estar do seu lado direito. Imediatamente a seguir à placa de identificação da localidade tem um parque de estacionamento à entrada bem visível.

Saudações Caminhadeiras,

Lurdes Clara / Zé Clara

sábado, 8 de março de 2014

* * * * * * * * 13ª Caminhada da Época 2013 / 2014 * * * * * * * * O Sítio Onde os Homens Faziam Pólvora . Dia 5 de Março




          Ele há Drs. excelentes e outros Excelentíssimos (e outros que nem por isso)
Álbuns de Fotos:
Fortunato de Sousa
Miguel Cardoso
Dores Alves
Luis Martins
Manuel Reis
Virgílio Vargas
Carlos Evangelista
Fotografias do frontispício:   Manuel Pedro/Fortunato de Sousa
Data do Encontro: 05/03/2014
Local: Fábrica da Pólvora de Barcarena
Percurso: 9,6 kms
Duração: Três horas
Organizador: Maria do Céu/Gilberto Santos/Manuel Pedro
Caminhantes: (29) Angelina Martins; António José Clemente; António Palma;  Armando Lourenço, Carmen Firme;  Dores Alves; Fortunato Sousa; Gil Furtado; Gilberto Santos; Greta Statter; Guilherme Statter; João Costa; João Duarte; João Figueiredo; José Clara; Luís Fernandes; Luís Martins; Luísa Clemente; Lurdes Clara; Manuel Pedro; Manuel Reis; Margarida Graça; Maria do Céu; Miguel Cardoso; Octávio Firme; Rogério Matias; Teresa Palma; Virgílio Vargas; Vítor Gonçalves.
Ao almoço, juntaram-se a nós a Tininha e o Carlos Evangelista
Guia da visita à Fábrica da Pólvora: Dra. Lisete Carrondo
Almoço: Restaurante Maria Pimenta (Fábrica da Pólvora). Ambiente agradável, boa comida, bom vinho, bom serviço, pessoal simpático. Voltarei.
Chá: Cantina contígua ao restaurante. Chá, sandes e bolinhos generosos.
Próxima caminhada: 19/03/2014 (Organizadores: Lurdes e José Clara)
Reportagem
Pontuais, impreteríveis, partimos às dez horas da manhã.  Minutos passados, Caminhadeiro urgente, ligeiramente atrasado para a caminhada de hoje ou muitíssimo adiantado para a próxima, telefona: - "Manel Pedro, onde estão vocês" (ou "onde estais vós?"), "onde estás tu, que eu vou-te buscar?" -, concedeu-me o privilégio de começar duas vezes a mesma caminhada e, ainda por cima, "desculpa o incómodo",  "obrigado pela gentileza". Grato estou eu pela oportunidade de, por preço tão irrisório, usufruir de tão boa companhia.
Serpenteando serra acima pela toponímia na génese da Fábrica da Pólvora: Rua das Ferrarias Del  Rei, Rua das Azenhas, Rua da Carreira de Tiro, chegamos por fim à  Estrada do Caminho da Serra. Aqui e ali, a modéstia dos  últimos resquícios de ruralidade, mais frequente,  tijolo e cimento com a  opulência e a soberba dos vencedores.  De permeio, o Clube de Golfe de Cabanas, por alguns considerado equipamento desportivo dos munícipes.
Pouco mais de uma hora de caminho, paragem para reagrupamento e reabastecimento alimentar, enquanto se disfruta da vista magnífica sobre as encostas e o vale da Ribeira de Barcarena. Depois, pés a caminho para uma nova etapa por estrada e a corta-mato, rumo ao marco geodésico  - para mim, desde menino, agora e sempre "o Castelo" . (Não é letra de lei, mas julgo que se trata de um marco geodésico de 3ª ordem, também conhecidos por talefes, pinocos e até, vejam lá, bolembreanas.) Oxalá a vista de 360o que a partir dele se disfruta tenha sido paga suficiente para o dispêndio de energia para o alcançar.
Duas horas de caminhada e iniciamos o regresso  atravessando a aldeia de Leceia, onde  os mais perspicazes identificaram de passagem a máquina Multibanco assaltada na noite anterior e outros ou os mesmos embasbacaram perante a beleza do palacete, da Quinta de São Miguel, pertença da família do escultor Álvaro de Brée, onde na minha infância recebi aulas de catequese da benemérita madame Brée (prémio de um chocolate para quem disser de cor a Salve, Rainha e o Pai Nosso, mais os mandamentos e os sacramentos e os pecados - veniais e mortais -, e por aí fora, e uma volta pela quinta na bicicleta do filho da madame, Henry - por todos nós e para sempre crismado de "menino Órri" -, para os mais distintos palradores da doutrina.).
Pontualidade britânica, treze horas e toda a gente no local aprazado para o gamelório. A cereja no topo do bolo: juntaram-se-nos a Tina e o Carlos  Evangelista. Até a comida nos soube melhor!
Próximo das quinze horas, iniciamos a visita guiada não tanto como quem visita um museu, mas na perspectiva de quem observa o sitio onde homens faziam pólvora. E foi desse modo que visitamos a Caldeira dos Engenhos, a Galeria das Azenhas, a Casa do Relógio. De caminho, subimos (ou devia dizer galgamos?) ladeiras rumo ao Edifício das Galgas, escalamos degraus a caminho da Central Hidroeléctrica e, de pensamento enxuto (mas não de lean thinking), nos pespegamos no Pátio do Enxugo,  para a fotografia de grupo que criatividade e entusiasmo juvenil  em boa hora sugeriu.
Muito obrigado à equipa do Museu da Pólvora Negra  na pessoa da Dra. Lisete Carrondo, inexcedível na disponibilidade, na riqueza das explicações, na simpatia e na paciência sem limites.
MP
PS: Do princípio ao fim, permiti-me, e por isso me penitencio, desrespeitar o Acordo Ortográfico,  ao que parece, ainda estado lactente (e ele a dar-lhe com o "c", pungente, vindo da alma e da mente). 

                 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

* * * * Convocatória . 13ª Caminhada da Época 2013 / 2014 * * * O Sítio Onde os Homens Faziam Pólvora . Dia 05 de Março


Da secular Fábrica da Pólvora de Barcarena à mui nobre aldeia de Leceia (LeceiaConcelho...ou ainda mais) e desta ao moinho do castelo e regresso.

Concentração às 09:30 horas na Fábrica da Pólvora de Barcarena (N38,741264/W9,28575).

Calcantes na estrada ás 10:00 horas.

Perfil do percurso: 9 kms de extensão, mais coisa menos coisa, por estradas pouco movimentadas e caminhos, chovendo, com alguma lama. Primeiro terço em subida moderada e o resto plano ou em descida.

Como chegar
Vindo de qualquer lado - A5, IC19 ou outra -, dirigir-se a Queluz de Baixo (não Queluz), seguir pela rua principal (Consiglieri Pedroso na direcção de Barcarena. Imediatamente antes da bomba de gasolina da Galp, voltar à direita na direcção de Tercena (Estrada das Fontainhas) rumo à Fábrica da Pólvora/Universidade Atlântica. Ao dar de face com a entrada principal, virar à direita e, 100 metros depois, virar à esquerda por uma viela até ao local de estacionamento, na margem esquerda da Ribeira de Barcarena (coordenadas indicadas acima).

As inscrições devem ser feitas por mensagem no blogue ou por telefone para o Gilberto Santos ou o Manuel Pedro, até às 09:00 de Segunda, 03/3.

Saudações Caminhadeiras,

Gilberto Santos / Manuel Pedro


domingo, 23 de fevereiro de 2014

* * * * * * * * 12ª Caminhada da Época 2013 / 2014 * * * * * * * * Rota do Castro do Zambujal . Dia 19 de Fevereiro



Álbuns de Fotos:
Fotografias do frontispício:   Fortunato de Sousa
Data do Encontro: 19/02/2014
Local: Castro do Zambujal, Torres Vedras
Percurso: 8,5 kms em 2h30m
Organizador: Rogério Matias
Caminhantes: (43) Angelina Martins; António Palma; António Pires; Carlos Penedo; Carmen Firme; Cidália Marta; Dores Alves; Fátima Libânio; Fortunato Sousa; Francisco Pires; Gabriela Bentes; Gil Furtado; Gilberto Santos; Graça Penedo, Graça Sena; Heloísa Cavalcanti; João Costa; João Duarte; João Figueiredo; José da Clara; Júlia Costa; Lina Fernandes; Lucília Eustaquio; Lúcio Libânio; Luís Fernandes; Luís Martins; Luís Penedo; Lurdes Clara; Manuel Flôxo; Manuel Garcia; Manuel Pedro; Manuel Reis; Margarida Graça; Margarida Serôdio; Maria do Céu; Miguel Cardoso; Nela Costa; Octávio Firme; Odete Vicente; Teresa Palma; Virgílio Vargas; Vítor Gonçalves e o organizador.
Guia:Drº Luís Sérgio
Cicerone no Castro do Zambujal: DrºPaulo Ferreira
Ao almoço, deram-nos o prazer da sua companhia: a Cristina de Sousa e o guia.
Almoço e lanche: Restaurante Páteo do Faustino (Tel.: 261 324 346)
Próxima caminhada: 05/03/2014 (Organizadores: Gilberto Santos e Manuel Pedro)

Reportagem:
Começo   por saudar  com especial deferência a presença de todos e expressar sentidamente o  meu agradecimento.
É para mim uma subida honra e um excelso privilégio escrever  (apesar de não gostar, sim é verdade, acreditem) para tão insignes personalidades. Espero que os espíritos de Antero de Quental, Eça de Queiroz, João de Deus, Miguel Torga ou até Guerra Junqueiro não fiquem magoados com o meu português.
Percorrer trilhos menos fáceis, sentir a lama dificultando a locomoção, até mesmo alguma chuva, e o vento forte abraçando o rosto…é sinónimo de caminhada. Para mim são momentos particularmente gratificantes, porque não existe dificuldade quando há partilha, amizade e um elo de sintonia, baseado num convivo fiel e verdadeiro. Estes ,são os fatores primordiais para uma boa caminhada.
Sob o encanto da Natureza, onde as pequenas flores selvagens desabrocham  à superfície arenosa  e os campos  cobertos de ervas verdejantes- encanto  mágico e único próprio daquela região- íamos caminhando passo a passo sem  tirar os olhos da bela paisagem.
Apesar da beleza deslumbrante, o caminho apresentava-se um pouco sinuoso, com um piso irregular devido às pedras e à lama (maldito tractor!). As subidas e descidas,   “serpenteando” os contornos da encosta ,dificultavam a progressão dos menos preparados.
O dia estava iluminado, por um Sol majestoso, de braço dado a um Céu límpido e dum azul intenso. Parecia a chegada da Primavera ( estou certo que teve a mãozinha do São Pedro)
O ritmo da caminhada foi ajustado ao nível dos participantes e ,consequentemente, foram feitas algumas paragens, não só para apreciar os elementos mais marcantes da paisagem  como para evitar uma indesejável  dispersão do grupo .
Após cerca de uma hora e meia de caminho, chegamos ao Sanatório do Barro, onde os mais aventureiros puderam subir a íngreme encosta para visitar a estátua da Nossa Senhora da Pena e desfrutar a vista maravilhosa sobre a cidade de Torres Vedras.
 Retomámos o caminho em direcção a Serra da Vila, passando pela parte mais alta desta povoação, descendo depois até ao Castro do Zambujal, onde nos esperava o Guia  Drº Paulo Ferreira, que nos fez uma explanação clara e sucinta deste povoado e também onde os mais atentos puderam ver a foz do rio Sisandro, o mar e todo o vale da Ribeira. Cansados mas deliciados pelas paisagens, para não chegarmos atrasados ao almoço  e prevendo esta situação foi providenciado um autocarro  (gentilmente cedido pela  CMTV ), que nos levou directos ao restaurante  “Páteo do Faustino” onde nos esperava uma boa refeição  e convívio.
De seguida tivemos uma vez mais a companhia do nosso guia,  Drº Paulo Ferreira ,que com a sua sabedoria e explanação claríssima, nos levou a alguns  pontos  históricos da cidade nomeadamente : Paços do Concelho, Chafariz dos Canos, Igreja de São Pedro, Mercado Municipal com o seu ex –libris ”Garrafão “ e o Obelisco em homenagem à Guerra Peninsular, para os mais interessados foi um momento enriquecedor sobre a história da cidade de Torres Vedras.
Finalmente eis a surpresa da RTP1 que estando ao serviço da CMTV entrevistou as nossas “matrafonas” . 
Tirámos também uma foto de grupo tendo como cenário carnavalesco o nosso “Zé Povinho”.
Ah! E o chá? Foi  bom não foi? Gostaram? Também gostei muito .
Usando o provérbio latino “Esto brevis et placebis” sê breve e agradarás, vou terminar. Como disse Platão,”as emoções são cavalos desenfreados cujas rédeas o intelecto personificado no auriga devem controlar-se.” Perante esta afirmação, o meu auriga impele-me à contenção. Deste modo, desejo amigavelmente a todos uma rápida recuperaçao.
Bem hajam
Rogério Matias
PS: Pela grande consideração que tenho por todos os presentes, nem sequer utilizei a minha “fantasia” para não ofuscar o brilho das vossas. Parabéns a todos aqueles que corresponderam ao meu pedido carnavalesco.
Agradecimentos:
Câmara Municipal de Torres Vedras (CMTV) nas pessoas de:
Drª Ana Umbelino, vereadora da cultura, pela sua simpatia e ajuda na escolha da visita cultural
Dr. Rodrigo Ramalho ,chefe de Divisão “Galerias, Museus e Bibliotecas” pelo apoio prestado e pela sua presença de Boas vindas.
Dr. Rui Brás, chefe de Divisão do desporto ,pela sua  colaboração
Drº Paulo Ferreira , Guia Turístico, pela sua sabedoria  e disponibilidade
Dr. Luis  Sérgio do Académico de Torres Vedras( ATV),pela sua disponibilidade e paciência que teve em nos guiar
Restaurante "Páteo do Faustino" pelo excelente serviço, no almoço e no chá. 
Pastelaria Flor por nos ter presenteado com um  miminho da região

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Convocatória ***** 12ª Caminhada da Época 2013 / 2014 ***** Rota do Castro do Zambujal . Dia 19 de Fevereiro

ROTA DA CASTRO DO ZAMBUJAL
Aqui vai um cheirinho a Carnaval


O Castro do Zambujal é um povoado fortificado da idade do cobre datado do 3º milénio a.c., situado num esporão rochoso na margem direita  da Ribeira de Pedrulhos, afluente do rio Sisandro. O percurso permite visitar a estátua da Nossa Senhora da Pena, bem como usufruir de uma visão privilegiada sobre a cidade de Torres Vedras.
Distancia  a percorrer: 8-13Km
Duração :3h
Altitude máxima e mínima
Máx:185mts - Min: 27mts
·      Concentração: 9H35 no Parque de estacionamento da Expotorres
·      Almoço:  13H13
·      Visita Cultural: 15H15
·      Chá: 17H17

Como chegar:
1. Quem vem pela A8
1.1 -  Deixar a A8 na pela Saída sul
1.2 -  Após portagem seguir pela nacional em direcção a T. Vedras,na primeira  rotunda  virar à  esquerda na direcção S. Cruz.
Passar 4 rotundas ( a  última tem o supermercado Aldi  no  lado esquerdo) um pouco mais à frente à  sua direita encontrará o parque de estacionamento da expotorres.
2. Quem vem Pela Nacional
2.1 - Na primeira rotunda ao entrar em Torres Vedras virar à  esquerda  na direcção S. Cruz  
Passar 4  rotundas ,( a última tem o supermercado Aldi  no  lado esquerdo) um pouco mais à frente à sua direita encontrará o parque de estacionamento da expotorres
Os interessados em participar no evento, devem fazê-lo através dos comentários desta mensagem até às 13:00 horas da próxima Segunda-Feira dia 17.
Saudações Caminhadeiras em passada carnavalesca e boa viagem,

Rogério

domingo, 9 de fevereiro de 2014

*** 11ª Caminhada da Época 2013 / 2014 *** Ecopista do Ramal Évora - Mora . Dia 5 de Fevereiro




Álbuns de Fotos:
Fortunato de Sousa/Gabriela Bentes
Luis Martins
Dores Alves
Lúcio Libânio
Miguel Cardoso
Virgílio Vargas
Data do Encontro: 05/02/2014
Local: Graça do Divor – Ecopista do Ramal Évora - Mora
Percurso:  - 13, 500 kms - 03: 00 Horas
Caminhantes: (31) Angelina Martins; António Dionísio; Carlos Penedo; Dores Alves; Fátima Libânio; Fortunato Sousa; Gabriela Bentes; Gilberto Santos; Graça Sena; João Costa; João Duarte; João Figueiredo; José da Clara; Lina Fernandes; Lúcio Libânio; Luís Fernandes; Luís Martins; Lurdes Clara; Manuel Garcia; Manuel Pedro; Manuel Reis; Margarida Serôdio; Maria do Céu; Miguel Cardoso; Nela Costa; Odete Vicente; Rogério Matias; Sílvia Dionísio; Teresa Palma; Virgílio Vargas; Vitor Gonçalves;
Não Caminhantes: (3) Gil Furtado; Mariana Dionísio; Pedro Dionísio.
Organizador: Fortunato de Sousa
Almoço: Restaurante ‘DIVOR’ - (tel. 266.967.165)
Próxima Caminhada: 19/02/2014 – (Rogério Matias)
 Reportagem:
Um alentejano a fazer a reportagem de uma caminhada realizada no Alentejo, parece à partida uma tarefa fácil. Puro engano, porque a responsabilidade e o rigor na qualidade do produto final é muito mais exigente neste caso. Daí, que tenha de ser bastante mais realista e criativo nos factos que irei narrar. Vamos ver se consigo.
Começo já por dizer, que desde a publicação da reportagem até ao fecho das inscrições, andei sempre muito intranquilo e expectante quanto ao número de participações no evento. E isto porquê? Podem vocês perguntar. Pois por 2 ordens de razão, posso eu responder.
1ª - Estamos a viver um pico de gripe, que afectando um grande número de criaturas, só por milagre não atingiria o universo Caminhadeiro. Eu mesmo participei no evento, sob os efeitos da epidemia com que o Inverno nos brinda todos os anos.
2ª - O mau tempo que se fez sentir nos dias anteriores à caminhada, referenciados sobejamente pela comunicação social com os avisos de côr laranja, amarelo, vermelho ou cobrindo mesmo todas as cores do arco-iris, só podiam contribuir para pôr em causa o sucesso que eu ambicionava ter na realização deste evento no meu Alentejo.
Se tudo isto só por si não bastasse, tinha o número de participantes (13!!!) na caminhada de 2010 neste mesmo local como referência nada positiva. Nesse ano, sofremos aqui as agruras de uma terrível canícula em pleno mês de Setembro, que nos afastou destas terras durante quase 4 anos. Voltar ao mesmo local sem desfazer o enguiço, poderia ser o indício da continuação do agoiro ou mau presságio, que nos poderia afastar de novo desta bonita região
E foi assim que dia após dia, alguma vezes hora após hora, lá ia contando o número de inscrições e de presenças. E a coisa até nem estava nada mal, ou seja, ia além das minhas primeiras expectativas. No final do dia 2, Domingo, que encerrava formalmente o período de inscrições, havia 35 presenças confirmadas. Ufa! Desta já me safei. Só falta desfazer o enguiço.
Terça-Feira de manhã falo pelo telefone com o António Palma, e ele diz-me que não tenciona desistir, mas a noite anterior tinha sido má em termos de estado de saúde. Ao final do dia, telefona-me de novo o António a confirmar a sua impossibilidade em participar. Não se sentia nada melhor, tinha muita pena  mas não ia estar presente. - Paciência meu amigo, a saúde está primeiro e sendo assim o melhor mesmo é ficares em casa a recuperar (mas eu sempre com o número 13 na ideia).
De seguida, telefona-me o Gil Furtado, que tinha estado num almoço com um casal amigo desde  as 13 horas, durou até às 8 da noite, tinha bebido 3 ou 4 cafés (quanto a outro tipo de bebidas não se pronunciou) e a consequência disto iria ser uma noite em claro. Só que não desistia nem por sombras de marcar presença na caminhada do dia seguinte (13 outra vez, agora nas horas).
Toca de novo o telefone, atendo, e ouço do lado de lá: Amigo Fortunato, sou o Luís Penedo. É pá, eu e Graça temos muita pena, mas é para comunicar que amanhã não podemos ir caminhar com vocês. O estado do tempo, estás a ver não é? Chegámos do Minho há dias, e agora a previsão meteorologia para amanhã não é nada agradável. - Óh Luís, tudo bem, não há problema nenhum. Não vão desta vez, vão para a próxima, que o tempo vai melhorar com certeza.
Bem, com estas 3 desistências, quantos vão? Eram 35, menos 3, são 32 pessoas, menos mau.  
E aí lembrei-me: Eh pá, se desistisse outro seriam 31 e 31 é o número inverso de 13 e desfazia o enguiço. Ainda para mais, dizem que uma capicua dá sorte. Só que as 32 presenças estavam confirmadas, e agora desistir alguém também não seria um bom sinal.
No dia seguinte, concentração do pessoal Caminhadeiro participante na rua Principal, em frente ao restaurante Divor. O Rogério vem ter comigo, cumprimenta-me e diz: Olha Fortunato, o nosso amigo Gil, telefonei-lhe às seis e meia da manhã para o despertar e disse-me que não pode vir. Passou a noite em claro e mais não sei quê, mas tu já sabes como ele é, também ainda está constipado e por isso não veio. - É pá que chatice, coitado do Gil, respondi eu com ar pesado, mas com uma enorme alegria interior. Estava garantida a participação de 31 Caminhadeiros e desfeito o agoiro. Alguns se lembrarão de eu ter dito em voz alta: Agora é que o Gil nos arranjou um belo 31.
Eis que chega o sr. João, proprietário do restaurante onde iríamos almoçar. Digo-lhe que deve preparar amesendamento para 33 pessoas e fica combinado o repasto para a 1 hora.  Para a 1 não, para as 13, disse ele a rir com o seu ar brincalhão.
Foto de grupo tirada aos 31 participantes, uma curta informação do organizador sobre o programa do dia que iríamos ter e lá partimos para a caminhada. A  temperatura estava amena, o céu nublado, mas nada de chuva por enquanto.
Seguimos pela ecopista em direcção à antiga estação de Arraiolos, com vários pequenos grupos a formarem-se de acordo com o passo ou o ritmo mais ou menos acelerado de cada um deles. Os que por cá já tinham passado, comentavam a grande diferença entre a  paisagem alentejana no verão em Setembro, com a de agora em Fevereiro no Inverno. Só os buracos dos coelhos nas encostas da ecopista e a fauna habitual desta região permaneciam inalteráveis, mas a planície com os tons amarelo acastanhados do verão, estava agora literalmente modificada. O verde carregado da copa das azinheiras e dos sobreiros sobressaía por cima dos tapetes maioritariamente verdejantes dos campos, já com algumas manchas bem coloridas de pequeninas plantas e flores a brotar do chão, pré anunciando a paisagem ímpar, deslumbrante e de rara beleza que só a planície alentejana oferece a todos aqueles que têm a felicidade de a visitar na Primavera.
Entretanto, umas leves pingas de chuva iam caindo, apenas para nos lembrar que o dia era de Inverno e não outra qualquer estação do ano.
Lá num dos  grupos da frente, o Vitor Gonçalves através do seu sempre útil e inseparável 'walkie talkie' perguntava, se não fazíamos uma paragem para descanso e reagrupamento. Contactado o grupo dianteiro, respondeu o Carlos Penedo que já estavam sentados à espera no apeadeiro da ‘Sempre Noiva. Chegado o último mini grupo, e depois de alguns minutos para descanso e reabastecimento energético, foi  colocada a questão aos presentes, se valeria a pena tentar chegar até à antiga estação ferroviária de Arraiolos. Uns que sim, devíamos tentar, enquanto outros eram da opinião que se deveria iniciar o regresso. Deixou-se à consideração de cada participante optar pelo que mais lhe parecesse conveniente. A maioria deu de imediato início ao regresso, mas um grupo  bem composto de valentões Caminhadeiros e Caminhadeiras  seguiram em frente, tendo percorrido mais uns 3 ou 4 quilómetros. Aqui, quero realçar a boa forma física com que o meu amigo Miguel Cardoso regressou às actividades caminhadeiras, depois de alguns meses de ausência.
Mesmo em cima da 1 da tarde ou se quiserem das 13 horas, foi o grupo chegando ao largo de onde tínhamos partido 3 horas antes. Foi então que mais uma vez vi o meu amigo Gilberto terminar a caminhada com o ar vitorioso que o caracteriza, quando o esforço dispendido está mais de acordo com o seu perfil de Caminhadeiro. Em passo acelerado e a transpirar disse-me: Balãozinho!!! Fiz mais uns quantos kms e não fui dos últimos a chegar. – Ah grande Gil, assim mesmo é que é!!!!!
Foram todos entrando pouco a pouco para a sala onde seria servido o almoço, mas eu que nem sou supersticioso, decidi esperar um pouco mais e só pisei o degrau da porta de acesso ao restaurante, precisamente às 13 horas e 31 minutos.
Sala vasta, com Caminhadeiros alegres e sorridentes à volta das mesas bem compostas com entradas de vários mimos alentejanos sólidos e líquidos. De entre todos muito bem degustados, foram os famosos torresmos do rissol que se destacaram e marcaram bem a diferença dos demais petiscos. Alguém dizia: Dia não são dias, e não sei o que é pior, se comê-los sabendo que me vão fazer mal, ou se não os comer e ficar com este desejo e ansiedade por saciar.
Na mesa da frente, bem ao centro, a nossa sempre simpática amiga Graça Sena dava nas vistas com o seu turbante roxo na cabeça, realçando ainda mais o seu sorriso maroto.
Já estão todos sentados, perguntou o Vitor Gonçalves. Bem, então vou transmitir uma informação importante de última hora. Levanta-se, dirige-se ao poial do fundo da sala, sobe para ele e pede a todos: Silêncio por favor e escutem bem o que vos venho dizer:
O Fernando Bernardino ligou-me durante a manhã, para desejar a todos uma boa caminhada e envia cumprimentos e abraços aos homens e beijos às senhoras. Se não chovia água lá fora, choveu de imediato uma fortíssima salva de palmas no interior da sala em homenagem ao Caminhadeiro emigrado. Perguntas mais que muitas se seguiram, para saber mais sobre a enciclopédia itinerante agora afastado, mas uma há que tem de ficar registada. E ele ainda é do Benfica? Perguntou o, ?????? (a resposta, essa terá que vir através de um comentário do próprio Bernardino, para vêr se ele sabe quem a formulou).
Segunda grande surpresa do dia. Estava prestes a ser servido o cosido de grão, e eis que entra na sala com ar de que chega de um planeta diferente, o grande Gil Furtado. Ele mesmo em pessoa, o que me tinha telefonado pouco tempo antes a desejar uma óptima jornada caminhadeira e de novo a justificar a sua ausência no evento e a lamentar-se por não poder estar presente.
Foi aqui neste momento, após estas 2 magníficas surpresas, que fiquei plenamente convencido, de que as 31 presenças na caminhada tinham anulado o 13 do mau augúrio da caminhada do ano 2010. A partir de agora, podemos voltar à Graça do Divor todos os anos e sempre que quisermos (menos nos meses de Junho, Julho, Agosto e Setembro), porque o enguiço está resolvido. O ter que ser tem muita força, e alguma coisa levou o Gil Furtado a não participar nesta caminhada, embora ele esteja convencido que foram as insónias, os 3 ou 4 cafés bebidos durante a tarde anterior e a noite que passou em claro, que o desviaram de marcar presença no início. Ele que me confidenciou, que se realmente não tinha chovido durante a caminhada, teria que reavaliar o seu sentimento de culto religioso e render-se humildemente perante os continuados milagres do nosso Santo protector Pedro.
Já passava das 4 horas quando iniciamos a visita ao Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos. Visita muito interessante a uma arte artesanal que aqui nasceu e cresceu ao longo de séculos. À Dra. Carla Barroseiro que nos acompanhou, aqui deixamos o nosso agradecimento pelo elevado profissionalismo, simpatia e características adequadas à função que desempenha, bem demonstrados em todas as componentes da visita. Penso ainda assim, que também foi compensada pela oportunidade que teve de encontrar e conhecer um grupo alargado (no número de pessoas e no escalão etário) com um comportamento talvez diferente do habitual, mas muito alegre, interessado e participativo na visita.
Com o famoso e tradicional chá de final de dia, desta vez tomado na ‘Loja Gourmet Teresa Alves’ também em Arraiolos, terminámos mais uma jornada caminhadeira e regressámos sãos e salvos às nossas residências.
Um agradecimento aos meus amigos do Vimieiro que me ajudaram em todas as fases do planeamento desta jornada Caminhadeira. Foram eles o António, o Guido, o Rui Lobo pai e o Dr. Rui Lobo filho.
Saudações Caminhadeiras em passada pré carnavalesca, desta vez com o saber e a mestria  do grande Rogério Matias,

Fortunato de Sousa  

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Convocatória *** 11ª Caminhada da Época 2013 / 2014 *** Ecopista do Ramal Évora - Mora . Dia 05 de Fevereiro

Estão todos os Caminhadeiros convocados para a 11ª caminhada da época, a realizar desta vez no Alto Alentejo.
Foi no dia 15 de Setembro do ano 2010, que pela última vez caminhámos na ecopista do antigo Ramal Évora-Mora, onde 13 participantes cumpriram a 1ª caminhada da época.
Desta vez esperamos ter muito mais presenças, não só porque o grupo é hoje muito maior, mas também porque o percurso será realizado em terreno plano, resultando daí um índice de dificuldade baixo.
A concentração terá lugar na Rua Principal da Graça do Divôr, às 09: 30 horas, junto ao restaurante 'DIVOR', onde iremos almoçar depois de cumprida a 1ª parte do programa do dia. (ver trajecto)
A previsão meteorológica para o dia 5 de Fevereiro pode ser acompanhada: aqui
Como habitualmente, devem utilizar os comentários desta mensagem para efectuar as vossas inscrições no evento, até ao final do dia do próximo Domingo dia 2.
Saudações Caminhadeiras em passada calma e lenta à boa maneira do Alentejo,

Fortunato de Sousa

sábado, 25 de janeiro de 2014

10ª Caminhada da época 2013/2014 *** Dia 22 de Janeiro *** Em Gaio-Rosário, pelo estuário do Tejo, a caminho do bacalhau Riberalves




Álbum de Fotos:
Luis Martins
Manuel Reis
Fortunato de Sousa
António Palma
Data do Encontro: 22/01/2014
Organizadores: Fortunato de Sousa, Luís Fernandes e Vítor Gonçalves
Local: Gaio-Rosário, concelho da Moita
Extensão e duração do percurso: 8, 5 km em 2 horas. A esta distância devem adicionar-se 1.800 metros, ida e volta a pé entre o restaurante e a “fábrica” Riberalves
Caminhantes:(28); Angelina Martins; Carmen Firme; Graça Sena; Lina Fernandes; Lurdes Clara; Margarida Serôdio; Maria do Céu; Maria Luísa Morgado; Odete Vicente; Quinita de Sousa; António José Clemente; António Palma; Carlos Penedo; Fortunato de Sousa; Gilberto Santos; João Figueiredo; José Clara; Luís Fernandes; Luís Martins; Manuel Flôxo; Manuel Garcia; Manuel Pedro; Manuel Reis; Octávio Firme; Rogério Matias; Virgílio Vargas; Vítor Gonçalves e este “repórter à força”.
Ao almoço e ao chá: exactamente os mesmos
Almoço: Restaurante Baía Tejo
Visita cultural: Bacalhau Riberalves
Chá:Baía Café
Próxima caminhada: Nossa Senhora da Graça do Divor, em 05/02/2014
Organizador: Balão de Sousa, também conhecido por Fortunato (um organizador que vale por quatro)
Reportagem: Tanta coisa que este pobre escriba deixa por dizer em tantíssimas outras ocasiões – por falta de tempo, por preguiça, por inépcia –, e ei-lo a escrever quando nem sequer é a sua vez. Mas “noblesse oblige”, e à noblesse nunca gostei de me eximir. Entre a espada e a parede – a parede, atrás de mim, era de vidro, mas inquebrável, e a espada, à minha frente, 27 caminhadeiros exigentes e determinados, era de aço bem temperado –, ainda tentei escapar, prometendo que corrigiria as vírgulas do texto que outrem escrevesse, mas não fui suficientemente convincente. Aliás, ser-me ia talvez fácil acrescentar algumas vírgulas faltantes, mas antevejo que me seria muito difícil retirar as que estivessem a mais. Virgular é fácil; já desvirgular não é para toda a gente… Adiante.
Mas qual é a noblesse que me obriga? – perguntarão vocês. Passo a explicar. Em 25/01/2012, este aprendiz de organizador de caminhadas foi responsável por uma ida à sua terra natal, Vila Nova de São Pedro. Quando chegou a altura de escrever a reportagem, achou-se este inexperiente repórter em palpos de aranha. Vai daí, recorreu a um amigo – o Fortunato de Sousa. E em poucas horas a reportagem apareceu feita. Se tiverem paciência para a reler, verão que está lá tudo explicado. (Tem alguns pequenos erros de história que, por minha incúria – ou talvez pudor – nunca foram corrigidos, mas prometo que um dia o farei. Espalhados por reportagens e comentários há outros erros de minha lavra – ou de má reprodução de palavras minhas –, mas não é altura de falar deles, nem é importante. Aproveito apenas para me referir a Manique do Intendente, dado ser recente a nossa última passagem por lá: a Wikipédia transmite-nos alguns erros crassos, que têm origem na ignorância de quem escreveu o verbete, mas, pior que isso, José Hermano Saraiva repete, sem qualquer cuidado de investigação, um erro que em Manique ouviu ou que na Wikipédia leu. Quando estiver para aí virado, voltarei a este assunto).
Dizia eu que o Fortunato em pouquíssimo tempo escreveu, por mim, uma bela reportagem. Mais tarde, em 16/05/2012, visitámos, em Mora, o Parque Ecológico do Gameiro, guiados pelo sr. Manuel Luís Canelas em organização da responsabilidade de Balão de Sousa e Vítor Gonçalves e por eles baptizada de Rota da Água Alentejana. Mais uma jornada inesquecível. Em plena caminhada, solicita-me o Balão, já não me lembro por que motivo, que escreva eu a reportagem. Anuo imediatamente, com uma única condição: assinar com pseudónimo e conservar ele o segredo. (Foi o mesmo que esconder-se o gato e deixar de fora mais de metade da cauda, mas serviu para todos nos divertirmos). Com essa acção não paguei um favor, que um favor nunca se paga: agradece-se, retribuiu-se se for possível, mas, por melhor que se agradeça e retribua, nunca fica pago. É favor: não é negócio.
Vem agora o Fortunato, apoiado pelo Vítor Gonçalves e o Luís Fernandes – para não falar de mais ninguém –, meter-me em nova alhada. Mais uma vez, não fujo: se o Balão nunca volta a cara a um amigo, ia eu recusar um pedido do Balão?! (Uma nota que se impõe: o Balão, decano dos repórteres-caminhadeiros, que durante anos assegurou, sozinho, a Crónica dos Feitos das Andanças – ou Crónica das Andanças Feitas –, só não escreve desta vez porque está assoberbado de afazeres. E cabe aqui outro parêntesis, ou o aproveitamento do mesmo: não deixa de ser irónico que se peça a reportagem ao caminhadeiro de pior ouvido e que detesta fazer perguntas – talvez por lhe ser difícil ouvir as respostas –, toda a sua vida tendo dito que, a ter que saber as coisas, prefere sabê-las depois do último, ou seja, pede-se que reporte quem menos apetrechado está para reportar!)
Como reportagem propriamente dita, que posso eu dizer? Nada mais que aquilo que vos prometi ao almoço, quando dela me incumbiram: «Correu tudo bem! Ponto final!»
E bastaria, mas insisto: desde o início da caminhada até ao fim do lanche, correu tudo bem! Para ser mais completo: desde que saímos de casa até que a casa regressámos, correu tudo bem! Em suma: correu tudo bem. E ainda bem!
Não me quero repetir, mas reforço a afirmação de que a caminhada correu bem porque não foi demasiado longa – e a meio, exactamente a meio, uma chuva providencial levou alguns a abrigarem-se num pequeno bar que servia óptimas bifanas acompanhadas de cerveja. Também o almoço correu bem, porque tanto a massada de peixe como as bochechas de reco eram saborosas e abundantes – e, no que particularmente me toca, um atencioso companheiro de mesa, sabendo de antemão que eu sou sempre o último a sentar-se, reservou-me algumas entradas, das quais apreciei – além do gesto, que muito agradeço –, uns deliciosos rissóis.
A jornada também correu muito bem devido ao interesse da visita efectuada às instalações da Riberalves, em que fomos guiados pela sabedoria e gentileza do Engº Diogo Freitas. Foi uma boa ideia dos organizadores, a de nos levarem a uma visita cultural de características tão diferentes das habituais. Suponho que se deverá mais ao Vítor que aos outros dois, mas nestes casos a paternidade é o que menos interessa, dado que a organização é colectiva, e quando vários contribuem para o mesmo fim, já diziam os romanos: mater sempre certa, pater incertus.
Cabe referir que o Grupo Os Caminhadeiros, representado pelos três organizadores desta jornada, agradeceram à instituição Riberalves a amabilidade com que foram recebidos, ofertando-lhe, na pessoa da gentilíssima Engª Vera Xavier, um dos nossos troféus, com que costumamos distinguir quem o merece. (E aos quilómetros andados devíamos somar os muitos metros que, de sapatinhos azuis e totós de plástico até aos pés, percorremos nas instalações da fábrica).
E, como repórter, mais não digo. O muito que há para dizer, digam-no vocês nos comentários. Paulo Freire criou o seu método de alfabetização de adultos partindo do veracíssimo princípio da inexistência de analfabetos culturais. Ora, se ele pôs a ler e a escrever milhões de analfabetos completamente iletrados, porque não hão-de vocês, queridíssimas amigas e estimados amigos, pôr nos comentários aquilo que falta nas reportagens? Não são analfabetos, não são iletrados, não são incultos – muito longe disso! Alguns têm provas dadas em reportagens e comentários – belíssimas provas, que muito prazer intelectual me deram e que não poucas vezes têm contribuído para enriquecimento da minha pobre cultura. A outros – a todos –, tenho ouvido conversas interessantíssimas. Se cada um puser, no blogue, um pouco do que viu e ouviu, um pouco de si e da sua sabedoria, ganharemos riquíssimas reportagens.
Fico à espera. Fico esperando ansiosamente. Mas espero não ter que esperar muito. (Verseja lá outra vez, ó Vítor…)
(Nota: Há um comentário que avanço desde já saber que vai aparecer, porque o seu autor me informou: um contacto havido entre os organizadores da jornada e a Riberalves.)
Sem mais, atenciosamente, venerador e obrigado, despede-se de todos vós o

Gil Repórter-Forçado.

Lisboa (Benfica), 25-10-2014 às 18:35