terça-feira, 26 de março de 2013

Convocatória - 1ª Caminhada Extraordinária da Época 2012 / 2013 - Vale Glaciar de Loriga - Dias 5, 6 e 7 de Abril

O 'Vale Glaciar de Loriga', vai ser o local onde no próximo dia 6 de Abril vamos realizar a 1ª caminhada extraordinária da época. Situado em pleno 'Parque Natural da Serra da Estrela',  com uma paisagem agreste de granito e um manto de vegetação primaveril, alguma ainda coberta de gelo, proporciona a quem o visita nesta época do ano, uma deslumbrante beleza natural, que certamente vai fazer a delícia dos nossos repórteres fotográficos. 
Claro que condições atmosféricas favoráveis, serão uma ajuda preciosa para a caminhada e todo o restante programa. É com isso que estamos a contar, com a ajuda habitual do poder divino dos nossos santos protectores.
Saudações Caminhadeiras,
Fortunato de Sousa  

sábado, 23 de março de 2013

14ª Caminhada da Época 2012 / 2013 . Jamor com Netos ***** Dia 20 de Março




Álbuns de Fotografias:
Fortunato de Sousa
Dores Alves
Luis Martins
Carlos Evangelista
Manuel Reis
Miguel Cardoso
Data do Encontro: 20/03/2013
Local: Parque Urbano do Jamor-Jamor com Netos
Percurso: 07, 000 kms - 02: 30 Horas
Caminhantes Seniores: (30) Angelina Martins; António Bernardino; Armando Lourenço; Carlos  Evangelista; Carlos Penedo; Clara Pereira; Dores Alves; Fortunato Sousa; Gil Furtado; Gilberto Santos; Greta Statter; Guilherme Statter; João Costa; Júlio Pereira; Lina Fernandes; Lizete Lourenço; Luís Fernandes; Luís Martins; Luísa Gonçalves; Manuel Garcia; Manuel Pedro; Maria do Céu; Manuel Reis; Miguel Cardoso; Nela Costa; Odete Vicente; Patrícia Lourenço; Rogério Matias; Virgílio Vargas; Vitor Gonçalves;
Caminhantes Juniores: (17) António Santos; Daniel Santos; Gonçalo; Gonçalo Barros; Frederico de Sousa; Gonçalo Garcia; Inês Garcia; Joana Barbosa; Joana Fonseca;  Manuel Fernandes; Manuel de Sousa; Mariana Baptista; Sofia Baptista; Sofia Rosa;  Tomás Barros;  Tomás Martins; Vicente Santos;
Só ao Almoço (6): Catarina Santos; Francisca Rosa; Joana de Sousa; Pedro de Sousa; Quinita de Sousa; Sara Morais Pinto;
Organizador: Fortunato de Sousa / Luís Fernandes
Almoço: Restaurante ‘Canoagem’ (Tel: 910399591)
Próxima Caminhada: 05, 06 e 07/ 04 / 2013 – (Fortunato de Sousa / Luís Fernandes / Victor Gonçalves)

Reportagem:
Foi uma caminhada diferente esta no ‘Jamor com Netos’, também com um título muito original escolhido pelo avô Luís Fernandes.
Para além de cumprimos em pleno a promessa que tinhamos feito aos nossos netos 2 anos atrás, pudemos finalmente limpar a  imagem e fortalecer a credibildade diante dos nossos descendentes, se é que ainda tinhamos alguma. Serviu ainda para baixar aí uns bons 20 anos a média de idades dos participantes.
O intervalo de tempo compreendido entre as 09:30 e as 10: 00 horas, foi dos mais interessantes do evento. Ver avós e netos, tios e sobrinhos, Caminhadeiros sem acompanhantes, todos empenhados em criar um espírito de grupo adequado à jornada que tinhamos pela frente, foi deveras gratificante.
Tempo para fotografar os que pela 1ª vez se apresentaram à caminhada foi mais que muito. Só o bom comportamento de todos, mas especialmente dos mais novos, permitiu facilitar a vida aos fotógrafos de serviço.
Umas breves palavras do organizador Fortunato de Sousa para dar a conhecer o percurso e os detalhes do  programa do dia, antecederam a partida. Deu-se então início à caminhada, com o Daniel Santos a demonstrar ao grupo de caminhadeiros, que não é neto do avô Gilberto por acaso. À frente dele ninguém podia ir nem ser ultrapassado. Outros menos ousados ou mais cautelosos, não largavam as mãos dos avós, principalmente os mais novos com apenas 3 e 4 anos de idade. Dizia um dos avós, que com estas iniciativas, o grupo tem a continuidade assegurada por mais uns 50 anos.
Algumas paragens para que os avós pudessem descansar e poder acompanhar a passada vertiginosa dos netos, foi também aproveitada para um melhor entrosamento na relação entre todos os participantes. Na parte final da caminhada, percorridos os  7 quilómetros previamente anunciados, uma grande maioria da pequenada já reclamava com toda a justiça e legitimidade, que o direito ao almoço estava mais que justificado. Foi isto mesmo que aconteceu no 1º andar do restaurante ‘Canoagem’, onde uma ementa variada e bem elaborada repôs as energias perdidas poucos momentos antes.
Seguiu-se o momento mais esperado do dia. Actividades de canoagem e mini golf preencheram o período de tempo entre as 14: 30 e as 17:00 horas, e foram de encontro às expectativas criadas pelos organizadores do evento aos participantes mais jovens. Os menos jovens, mas também a viver o momento com grande entusiasmo, recuaram uns bons anos no tempo e conviveram par a par com  netos e sobrinhos. De tal modo, que um dos participantes mais avançados na idade mas com espírito sempre muito jovem, sentiu necessidade de reviver o seu passado enquanto praticante de remo. Só que, uma falha imperdoável traiu-lhe a exibição premeditada. Esqueceu-se que os remos são para ser usados na água, mas na posição de cima para baixo e não na posição de baixo para cima. Resultado, mergulhou que nem um pato, para regalo de toda a assistência. Dizia ele depois de pôr os pés em terra, que aquela demonstração foi muito didáctica, pois serviu para mostrar à rapaziada, tudo o que não se deve fazer enquanto praticante de canoagem.
O sempre indispensável momento de chá de final do dia, deu por terminada mais uma brilhante jornada caminhadeira, desta vez no’Jamor com Netos’.
Aos meus amigos Clara e Júlio Pereira e à Patrícia Lourenço, uma breve palavra de agradecimento pela sua presença, e que a estreia nestas andanças os tenha contagiado de modo a que em futuras caminhadas os possamos ver de novo por cá.
Para toda a pequenada que participou no evento e contribuiu fortemente para alegrar e rejuvenescer o ambiente caminhadeiro, o nosso muito obrigado pela vossa participação. Também para o meu neto Pedro e para a minha neta Joana, por terem vindo assistir à caminhada onde os irmãos mais velhos e os primos marcaram presença pela 1ª vez.
Saudações Caminhadeiras em passada rejuvenescida,
Fortunato de Sousa

quarta-feira, 13 de março de 2013

Convocatória - 14ª Caminhada da Época 2012 / 2013 *** Jamor com Netos - Dia 20 de Março

Convocam-se todos os Caminhadeiros para a 14ª caminhada da época, desta vez denominada: 'Jamor com Netos'. 
Vai ser uma caminhada normal igual a todas as outras, mas com uma particularidade muito especial, porque permitirá aos Caminhadeiros que tenham netos com idade suficiente para os acompanhar numa caminhada de mais ou menos 7 kms, poder fazê-lo e transmitir-lhes desde já esta saudável prática de caminhar ao ar livre em ambiente divertido. Para os que ainda não são avós, ou que os netos  não tenham idade para suportar este percurso pedestre com baixo índice de dificuldade, podem comparecer de igual modo, pois esta experiência pode-lhes ser muito útil no futuro.
O local da concentração, terá lugar no parque de estacionamento da modalidade de canoagem, situado no lado oposto às piscinas do Estádio Nacional ou do Jamor (N 38º 42' 14,52 - W 9º 15' 23,7"). A hora da concentração, fica marcada para as 09:30 horas.
As confirmações de presença de avós e netos  na caminhada, devem ser efectuadas como de costume através dos comentários desta mensagem, até ao final do dia da próxima Segunda-Feira dia 18.

Saudações Caminhadeiras em passada curta e miudinha,

Fortunato de Sousa

sexta-feira, 8 de março de 2013

13ª Caminhada da Época 2012 / 2013 - Pelas Arribas do Cabo Espichel - Dia 6 de Março




Álbuns de Fotografias
Luís Martins
Fortunato de Sousa
Carlos Evangelista
Manuel Reis
Lúcio Libanio
António Palma
Data do Encontro: 06/03/2013
Local: Pelas Arribas do Cabo Espichel
Percurso: 9 kms - 02:20 Horas
Caminhantes: (31) Angelina Martins; António Bernardino; António Palma; António Pires; Armando Lourenço; Carlos Evangelista; Carlos Penedo; Irene Afonso; Fátima Libânio; Fortunato Sousa; Gil Furtado; Gilberto Santos; Graça Penedo; Jorge Veiga; Lina Fernandes; Lúcio Libânio; Luís Fernandes; Luís Martins; Luís Penedo; Luísa Gonçalves; Lurdes Clara; Manuel Flôxo; Manuel Garcia; Manuel Pedro; Maria do Céu; Manuel Reis; Odete Vicente; Rui Afonso; Teresa Palma; Vitor Gonçalves; Zé Clara.
Só ao Almoço (1): Rogério Matias 
Organizador: António Pires / Manuel Reis
Almoço: Restaurante 'A Fátima' (Tel: 212 685 164)
Próxima Caminhada: 20/ 03 / 2013 – (Fortunato de Sousa / Luís Fernandes)

Reportagem:
Sob a batuta do experiente António Pires, com o inestimável apoio e supervisão dos C-M Vítor Gonçalves e Luís Fernandes e a colaboração deste vosso repórter, realizou-se no passado dia 6 de Março mais uma jornada caminhadeira.
Esta caminhada número 13 começou um bocado azarada com o trânsito matutino a atrasar a chegada de alguns caminhadeiros da margem norte do Tejo ao local da concentração de tal modo que a partida aconteceu já depois das 10 horas. O tempo ameaçava chuva e as nuvens baixas não deixaram apreciar a bela panorâmica de Lisboa e da Costa da Caparica mas para compensar não choveu durante a caminhada e até houve alguns raios de sol a espreitar de vez em quando.
Iniciamos com uma volta ao santuário da N.S. do Cabo Espichel e desde logo com vista para uma arriba escarpada que parece ser muito popular entre os suicidas da zona como parecia comprovar um automóvel despenhado lá no fundo da escarpa.
Continuamos pelo percurso da PR2 passando pela Pedra da Mua onde os dinossauros deixaram pegadas que esperamos o Luís Martins tenha apanhado com a sua teleobjectiva porque à vista desarmada já lá não vamos…
O percurso, que foi classificado de dificuldade média/baixa na convocatória mas que alguns sugeriram retirar a parte da ‘baixa’, teve uma primeira parte mais acidentada e feita devagar porque o raio do barro colava-se às botas e fazia de cada passo uma possível escorregadela. O bastão fez bastante jeito mas mesmo assim ainda vimos um caminhadeiro a rebolar na lama, felizmente sem danos de maior. O Gilberto escolheu um local aprazível para o break de meio caminho e depois foi só atravessar a estrada e seguir em direcção ao farol e regressar ao largo fronteiro ao Santuário, ponto de partida e chegada. O Vítor estava contente porque finalmente se viu o grupo quase compacto durante a maior parte do trajecto.
Seguiu-se o almoço no restaurante Fátima da aldeia da Azoia, não sem que antes tivessem começado as comemorações do aniversário do nosso Carlos ‘tartaruga’ com a oferta de um belo arranjo de flores naturais saído das mãos da Luísa Gonçalves. Sobre a ementa desta vez não ouvi reclamações mas já somos tantos que muitos comentários não chegam ao repórter. Comentem aqui!  Foi vista a circular pela mesa uma já bem conhecida garrafinha contendo um líquido incolor com rótulo Vilar de Mouros…o que seria?
Depois da inevitável colecta a cargo do nosso Luís ‘contas certas’, estava prevista uma visita a uma queijaria das redondezas mas essa parte cultural ficou para outra caminhada, apenas deu para alguns se abastecerem de uns queijinhos num minimercado anexo.
E sempre dentro do horário previsto, o cortejo dirigiu-se para a visita cultural ao castelo de Sesimbra, onde nos esperava um técnico da Câmara Municipal, Dr. Henrique, que começou por nos dar uma panorâmica rápida sobre o núcleo arqueológico e sobre a origem dos povoadores do concelho: muçulmanos, patente em nomes como Alfarim e Azoia, e cruzados francos que deram nome a lugares como Santana ou Sampaio. A visita às torres do castelo e a vista deslumbrante sobre a vila de Sesimbra e o mar ficaram para outra oportunidade por causa do nevoeiro cerrado e de uma chuva miudinha. Abrigamo-nos então na igreja, antiga matriz da freguesia do Castelo, onde soubemos da sua história, dos seus azulejos e sobretudo do seu último pároco, monsenhor Freitas, que dali foi para a paróquia de Arroios. Aí acendeu-se uma luz na memória do Manuel Floxo que quase gritou: mas foi o padre Freitas de Arroios que me baptizou e que me casou! Confirmada a coincidência em conversa com o Dr. Henrique, logo dali saiu uma romagem à campa do padre Freitas sepultado por sua vontade no cemitério também integrado no recinto do Castelo.
E para completar a jornada, seguimos dali para a pastelaria Casa do Campo, preparada a preceito pela dona Rosário para nos receber com o tradicional chá, umas miniaturas muito apreciadas e um bolo de aniversário para cantarmos os parabéns ao Carlos Evangelista pelo passado dia 1. Este rapaz tem sempre uma na manga e desta vez era uma garrafa de vinho generoso Carcavelos, que este repórter fez o milagre de conseguir que chegasse e sobrasse para os 32 presentes se erguerem num brinde ao aniversariante. Parabéns Carlos!
E nada mais havendo a acrescentar, só me resta passar o testemunho ao Fortunato e ao Luís para nos juntarem outra vez no próximo dia 20 para a caminhada pascoalícia.

Saudações Caminhadeiras,

Manuel Reis

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

*** CONVOCATÓRIA -13ª Caminhada da época 2012/2013 *** **** . . Pelas Arribas do Espichel - 6 de Março de 2013 . . . ****



Convocam-se os caminhadeiros para aquela que será a 13ª caminhada da época.

O percurso de grau médio/fácil aconselha contudo o uso de calçado de caminhada e bastão.

Previsão do tempo

A concentração para inicio da caminhada será às 09,30 no parque junto ao convento do Cabo Espichel  ("N38º25′12” W09º12′54”) e às 17H será tomado o chá de encerramento da jornada caminhadeira.

Sesimbra

Como de costume, as vossas presenças deverão ser confirmadas até ao final de segunda-feira, dia 4.

Contamos com a presença de todos para mais esta jornada.

Saudações caminhadeiras


A.Pires/M.Reis

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

12ª Caminhada da Época 2012 / 2013 - Pelos campos da Azambuja até ao Palácio da Rainha - Dia 20 de Fevereiro




Álbuns de Fotos:
Lúcio Libânio 
Dores Alves
Fortunato de Sousa
Luis Martins
Manuel Reis
Carlos Evangelista
Vitor Gonçalves
Data do Encontro: 20/02/2013
Local: Azambuja-Pelos campos da Azambuja até ao Palácio da Raínha
Percurso: 14, 600 kms - 03: 00 Horas
Caminhantes: (44) Angelina Martins; António Bernardino; António Clemente; António Palma; António Pires; Áurea Lopes; Bia Namora; Carlos  Evangelista; Carlos Penedo; Carlos Nunes; Carmen Firme; Chico Pires; Dores Alves; Fátima Libânio; Fernanda Silva; Fortunato Sousa; Gil Furtado; Graça Penedo; Graça Sena; Guilherme Statter; Greta Statter; João Duarte; Lina Fernandes; Lúcio Libânio; Luís Fernandes; Luís Martins; Luís Penedo; Luísa Clemente; Luísa Gonçalves; Lurdes Clara; Manuel Garcia; Manuel Pedro; Maria do Céu; Manuel Reis; Manuela Serra; Margarida Graça; Miguel Cardoso; Octávio Firme; Odete Vicente; Rui Graça; Teresa Palma; Virgílio Vargas; Vitor Gonçalves; Zé Clara.
Só ao Almoço (2): Dr. José Pereira; Vitor Trigo
Organizador: Carmen Firme / Octávio Firme
Almoço: Restaurante do Hotel Ouro Negro (Tel: 263.406.530)
Próxima Caminhada: 06/ 03 / 2013 – (António Pires / Manuel Reis)

Reportagem:
Antes de começar a crónica, propriamente dita, quero salientar alguns pontos que me parecem importantes:
Em primeiro lugar, quero saudar a presença de mais duas novas caminhadeiras – a Áurea Lopes e a Manuela Serra, amigas e companheiras de trabalho de largos anos para muitos de nós; sejam bem vindas, espero que tenham gostado da experiência e que continuem a dar-nos o prazer da vossa companhia!
Em segundo lugar, assinalo com satisfação o regresso, após longa ausência, da Fernanda Silva; espero que o problema de saúde que a motivou esteja completamente debelado!
Finalmente, - “last but not least” – assinale-se o número de participantes (44!) que alguém disse que constituia ‘record’ numa caminhada regular. E ainda faltaram, por motivos de saúde (gripe ou forte catarro), o Rogério e a Helena Freitas , no caso da Helena, àquela que seria a sua estreia como caminhadeira; a ambos os desejos de um rápido restabelecimento.
Vamos agora à crónica propriamente dita:
O dia amanheceu frio e com muito nevoeiro na zona da Azambuja, muito característico do Inverno na lezíria ribatejana. O organizador, neste caso também investido no papel de cronista com pouco talento, ainda pensou em mudar o título da caminhada para “em busca do D. Sebastião”. Embora o Luís Penedo e o Guilherme Statter se tivessem perdido no denso nevoeiro à chegada à Azambuja e, após as fotografias da praxe, quer ao grupo, quer aos novos caminhadeiros, e uma breve descrição do que iria ser a jornada, lá partimos, cerca das 09.45, dentro do horário previsto, para aquela que seria, até à data, a caminhada mais longa da época. O regresso, após a ausência de algumas caminhadas, do Chico Pires e do Gil Furtado foi, por todos, muito saudado. Saliente-se o facto do casal Clemente, embora ainda muito atacados, terem feito questão de cumprirem a caminhada até ao fim.
A facilidade do percurso e o frio que se fazia sentir fizeram que o passo fosse mais acelerado que o costume, o que teve como consequência  que  até as tartarugas parecessem lebres.
Depois de um breve descanso junto ao Palácio da Rainha, onde aproveitámos para retemperar forças, iniciámos o percurso de regresso que coincidiu com o levantar do nevoeiro. Os nossos artistas da fotografia devem ter tido inúmeras oportunidades para evidenciar o seu talento e estamos todos com muita curiosidade para ver o resultado das reportagens fotográficas.
Pouco depois das 13.00 horas demos início ao almoço que começou com uma bem composta mesa de entradas, regadas com o ‘Plexus’, que a pouco e pouco se vai tornando no vinho dos caminhadeiros. O almoço agradou dum modo geral a todos, sendo de salientar o facto de o restaurante ter reservado uma sala só para nós e o esmero posto na decoração das mesas. Algumas das senhoras foram no fim presenteadas com os arranjos de flores que constituíam os centros das mesas.
De seguida e já com um pequeno atraso dirigimo-nos a pé  até aos Paços do Concelho onde fomos recebidos, no Salão Nobre, pelo Sr. Presidente da Câmara –Dr Joaquim Ramos. Uma simbólica troca de prendas entre o organizador do evento e o Sr. Presidente perpetuou esta nossa visita à vila de Azambuja.
Seguiu-se a parte cultural, mais uma vez a cargo do nosso amigo e já caminhadeiro honorário, o historiador Dr José Pereira que de uma forma brilhante nos  guiou, numa viagem através de séculos, pelo monumento mais importante da Azambuja - a Igreja Matriz. No final da visita, foi também entrgue ao Caminhadeiro honorário Dr. José Pereira, um troféu dos Caminhadeiros, como reconhecimento da sua disponibilidade e paciência demonstrada em nos acompanhar nas visitas a este concelho.
Com o dia já a terminar partimos, para dar cumprimento à última parte do programa, o chá, com que encerramos a jornada caminhadeira. Os organizadores fizeram questão que o mesmo tivesse lugar na sua casa, porque tinham duas datas a celebrar, as quais tinham ocorrido entre a última caminhada dos trilhos da Archeira e esta: -o Organizador e escriba tinha acabado de entrar na sua sétima década e o casal celebrava os seus 43 anos de vida em comum. Para o efeito, lá havia o bolo de anos, tendo os organizadores ficado muito sensibilizados com a oferta dos caminhadeiros, - uma colectânea de fotografias efectuadas durante as caminhadas-  e com a oferta da Graça Penedo de um par de chávenas de café, pintadas à mão por ela própria.
Ainda houve oportunidade para os caminhadeiros-mor darem informações sobre a primeira caminhada especial da época, que terá lugar na Serra de Estrela, no primeiro fim de semana de Abril.
Já com a noite instalada demos por encerrada mais esta jornada de convívio e despedimo-nos até ao cabo Espichel, onde o António Pires e o Manuel Reis farão o papel de anfitriões.
Resta-me agradecer as provas de carinho e amizade com que nos brindaram e congratular-me com a pujança do grupo que está cada vez mais forte.

Saudações Caminhadeiras,

Carmen e Octávio Firme

domingo, 10 de fevereiro de 2013

*** CONVOCATÓRIA -12ª Caminhada da época 2012/2013 *** **** . Pelo campo da Azambuja até ao Palácio da Rainha . **** .. Dia 20 de Fevereiro

Convocam-se os caminhadeiros para aquela que será a 12ª caminhada da época.

Desta vez o percurso será TOTALMENTE PLANO pela lezíria da Azambuja com previsão de bom tempo.

O percurso é muito fácil, a sua extensão é um pouco maior que o habitual.

A concentração será às 09.15, no parque do Hotel OURO NEGRO, mesmo à entrada da AzambujaPara quem vem do Sul, o melhor é sair da A1 na saída do Carregado e fazer o resto do percurso na EN3 - direcção Azambuja, Cartaxo, Santarém. O Hotel está bem visível, à direita,  antes da primeira rotunda da Azambuja, por detrás da gasolineira com o mesmo nome.

Como de costume, as vossas presenças deverão ser confirmadas até ao final de segunda-feira, dia 18.

Contamos com a presença de todos para mais esta jornada.

Saudações caminhadeiras

Octávio Firme    

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

11ª Caminhada - Época 2012 / 2013 - Trilhos da Archeira - Dia 06 de Fevereiro




Albuns de Fotos
Luís Martins
Fortunato de Sousa
Lúcio Libânio
Carlos Evangelista
Data do Encontro: 06/02/2013
Local: Furadouro-Trilhos da Archeira
Percurso: 10, 000 kms - 02: 30 Horas
Caminhantes: (37) Angelina Martins; António Bernardino; António Clemente; António Pires; Carlos Evangelista; Carlos Penedo; Carlos Nunes; Carmen Firme; Fátima Libânio; Fortunato Sousa; Gilberto Santos; Graça Sena; Guilherme Statter; Greta Statter; João Costa; João Duarte; Lina Fernandes; Lúcio Libânio; Luís Fernandes; Luís Martins; Luísa Clemente; Luísa Gonçalves; Lurdes Clara; Manuel Garcia; Manuel Pedro; Maria do Céu; Manuel Reis; Margarida Graça; Miguel Cardoso; Nela Costa; Octávio Firme; Odete Vicente; Rogério Matias; Teresa Palma; Virgílio Vargas; Vitor Gonçalves; Zé Clara.
Organizador: Angelina Martins / Luís Martins (colab. V.Gonçalves)
Almoço: Restaurante ‘O Camelo’ (Tel: 261.981.738)
Próxima Caminhada: 20/ 02 / 2013 – (Carmen Firme / Octávio Firme)

Reportagem: Mais uma vez este nosso grupo mostrou que nada o derruba nem atemoriza, contra ventos e gigantes, quais D. Quixotes Lusitanos, e aqui vamos nós, intrépidos e valentes, para o que der e vier. Assim, uns mais madrugadores, outros quase à hora, mas pontuais como de costume, lá nos encontrámos todos e nem o pouco apelativo nome do lugar (Furadouro, freguesia de Dois Portos, Torres Vedras), que estes organizadores se lembraram de escolher, tirou o ânimo a este famoso conjunto. Trinta e sete Caminhadeiros compareceram à chamada, entre os quais mais três caras novas: a Fátima e o Lúcio Libânio e o Carlos Nunes. Sejam, pois, muito bem-vindos, e esperamos que voltem.
Momentos antes da partida, prevista para as 10h00, com todos devidamente enfarpelados de gorros e caxecóis, porque o vento cá em baixo era agreste, lá nos propusemos a iniciar a 11ª Caminhada desta temporada. Eis que um telemóvel toca: era o amigo Gil Furtado, que não tendo podido vir, e cuja ausência é sempre notada, não deixou de querer estar presente em espírito, para desejar uma boa caminhada e enviar um abraço para todos.
Finalmente, iniciámos a subida da serra da Archeira que, de longe, parecia bastante fácil. Puro erro! Mas que é isso de uma subidita de um quilómetro para estes audazes? Nada! O pior foi o vento que continuava nada moderado, mas bastante agreste e forte. Bem, mas pensámos que vencida a subida e conformados com o tempo, que não era famoso, conseguiríamos ter, pelo menos, a percepção de que tínhamos à nossa volta um panorama de truz. Ali, bem no alto, logo à direita da subida, pudemos observar o que resta do Forte da Archeira, um dos baluartes das Linhas de Torres. À medida que subíamos, o panorama ia-se desfraldando para nosso deleite. Apesar das condições atmosféricas, foi para todos perceptível que daqui se podia observar uma muito ampla parte da Estremadura. Devido à neblina, dificilmente era visível a serra de Montejunto, não se conseguindo ver as Berlengas, viam-se mal as torres do Palácio de Mafra, mas quase não se descortinava a serra de Sintra e a serra da Arrábida nem vê-la. Enfim, coisas de S. Pedro. E não há nada a fazer.
Não é de estranhar que, com tanto vento, nos deparássemos com um conjunto de cerca de 13 aerogeradores – e um moinho de vento de moagem tradicional que parece envergonhado perante aqueles gigantes – que são as sentinelas desta serrania. Mais à frente, no Centro de Controlo dos aerogeradores da Iberdrola, tivemos o prazer de ouvir algumas informações prestadas pelo responsável do centro, sr. Elvis Santos, que muito amavelmente se prestou a esclarecer todas as dúvidas dos caminhadeiros interessados no assunto. A oferta de bonés com o nosso logotipo foi uma forma de agradecer o simpático acolhimento e lembrar que ainda há gente que se interessa pelo seu trabalho. Continuámos a nossa caminhada tendo passado por outro forte das Linhas de Torres. Quase no final do parque eólico, avistando-se ao longe a cidade de Torres Vedras e um outro forte – o do Catefica, fez-se o percurso inverso tendo, assim, uma perspectiva um pouco diferente.
Para repor as largas energias perdidas, partimos em direcção ao ‘O Camelo’, onde fomos almoçar. Esta foi uma boa sugestão do V.Gonçalves: a variedade era bastante, o aspecto muito simpático e o sabor também esteve a contento. No final, em forma de sorteio, ainda houve três pequenas lembranças típicas da região e que calharam aos mais sortudos.
A parte cultural era uma pequena surpresa para os nossos amigos, porque saía um pouco do contexto a que estamos habituados. Sabíamos, contudo, que qualquer que fosse o assunto a nossa sede de saber ainda não nos abandonou. Correcto? No Polígono Industrial do Ameal esperava-nos o sr. André Mano, do Laboratório de Paleontologia e Paleoecologia, para nos falar dos tempos em que o tempo pouco contava, tais eram as suas dimensões. Do velhinho Paleozóico, passando pelo médio Mesozoico até ao ‘recente’ Cenozoico, de muito nos falou o nosso anfitrião: dos seus animais – os Saurópedes (herbívoros) e os Terópodes (carnívoros) – e dos ambientes em que viveram e que os condicionaram, tanto na sua vida como no seu desaparecimento. Falou-nos também, e isso foi talvez o mais importante, dos trabalhos que os elementos da Sociedade de História Natural (SHN) executam neste Laboratório, desde que tomam conhecimento da existência de fósseis ou em que iniciam prospecções, passando pelo transporte das peças até ao seu tratamento e estudo no Laboratório e de muitas outras coisas que o seu dia-a-dia comporta. Foi-nos dado observar alguns espécimes e tocar em ossos, dentes e escamas com milhões de anos. Acreditamos que tenha sido uma visita extremamente interessante – pelo tema e pela fluência e conhecimento do sr.André Mano – a quem muito agradecemos, bem como ao Dr. Bruno Silva que, desde o primeiro momento, se identificou com os nossos desejos e se prontificou a realizá-los. Como reconhecimento pela disponibilidade demonstrada, decidiu o grupo oferecer-lhes dois exemplares do nosso livro: 'O que Caminhei e Não'. A ambos um renovado 'Muito Obrigado' e a certeza de que não deixaram indiferentes os nossos Caminhadeiros ao ponto de aqui deixar, a pedido destes, o contacto da SHN:

FACEBOOK
Ainda um agradecimento suplementar ao sr. André Mano pela magnífica sugestão de visita a um armazém muito especial, na porta ao lado, e que fez as delícias dos amigos mais gulosinhos e alheios às dietas.

No pequeno Café do Polígono Industrial do Ameal, o sr. Ricardo serviu o tradicional chá e bolinhos, em jeito de aquecimento para o regresso, após o que demos por finalizado este dia Caminhadeiro, com as despedidas entre amigos e um ‘Adeus, até à Azambuja’.

Angelina Martins

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

*** Convocatória - 11ª Caminhada da Época 2012 / 2013 *** *** Trilhos da Archeira . Dia 06 de Fevereiro

Estão todos os Caminhadeiros convocados, para aquela que será a 11ª caminhada da época.
Desta vez, os organizadores Angelina e Luís Martins, escolheram a bonita região do Oeste - próximo de Torres Vedras - para efectuar o percurso pedestre, que terá um índice de dificuldade 'médio', sendo o  uso do bastão  aconselhável para este tipo de caminhada.

A concentração será às 09:30 horas no Campo de Futebol do Furadouro   N - 39º01'33"   W - 09º12'43",  e o início da caminhada terá lugar às 10:00 horas.

Furadouro está a 5,4 Kms da "saída 6" da "A8"  

Como de costume, devem confirmar as vossas  presenças no evento Caminhadeiro, até ao final do dia da próxima Segunda-Feira dia 04.

Saudações Caminhadeiras,

Fortunato de Sousa

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

10ª Caminhada da Época 2012 / 2013 - Rotas do Sorraia - Dia 23 de Janeiro




Albuns de Fotografias
Luis Martins
Carlos Evangelista
Fortunato de Sousa
Manuel Reis
Data do Encontro: 23/01/2013
Local: Coruche – Rotas do Sorraia
Percurso: 12, 500 kms - 02: 45 Horas
Caminhantes: (30) Angelina Martins; António Palma; António Pires; Carlos  Evangelista; Carlos Penedo; Carmen Firme; Dores Alves; Fortunato Sousa; Gilberto Santos; Graça Penedo; João Duarte; João Figueiredo; Lina Fernandes; Luís Fernandes; Luís Penedo; Luís Martins; Luísa Clemente; Luísa Gonçalves; Manuel Flôxo; Manuel Garcia; Manuel Pedro; Maria do Céu; Manuel Reis; Margarida Serôdio; Octávio Firme; Odete Vicente; Rogério Matias; Teresa Palma; Virgílio Vargas; Vitor Gonçalves.
Organizador: Fortunato de Sousa / Vitor Gonçalves
Almoço: Restaurante ‘O Farnel’ (Tel: 242.675.436)
Próxima Caminhada: 06/ 02 / 2013 – (Angelina Martins / Luís Martins)

Reportagem: Foi a primeira caminhada realizada pelo grupo ‘Os Caminhadeiros’, no subúrbio da bonita  vila de Coruche. Muito feliz a escolha deste local pelo meu parceiro organizador Vitor Gonçalves, com a primeira parte do percurso a ser percorrida ao longo das margens do rio Sorraia, nome este que deriva da junção das ribeiras de Sôr e de Raia. O rio, forma-se  perto da vila do Couço e desagua no rio Tejo, num local denominado Ponta da Erva, próximo de Alcochete. Ao longo dos seus mais de 150 kms serpenteados pela lezíria, vai fertilizando as terras do Vale do Sorraia, polo de desenvolvimento económico dos agricultores ribatejanos, e embelezado pelas várias pontes que sobre ele passam. Duas delas, foram por nós atravessadas nesta caminhada, sendo a primeira, a ‘Ponte do Açude’, exclusivamente destinada a trânsito pedonal. Nela foi recolhida desta vez a fotografia de grupo.

Quanto à enorme expectativa criada à volta das condições atmosféricas para o período da manhã de Quarta-Feira, tudo aconteceu como já vem sendo habitual nos últimos tempos. Previsão de chuva para o local onde vamos caminhar, mas eis que chegam os ‘Caminhadeiros’, e as nuvens que carregam a água e a deviam fazer caír na zona e  hora previstas, vão cumprir a sua missão de fazer chover para outras regiões. Uns dizem, que São Pedro nos protege e essa é a razão do milagre; Outros argumentam, que poderes desta natureza, nos tempos que correm, só estão ao nível e à dimensão de uma Troika. Essa mesmo que nos intervencionou, tudo avalia, tudo pensa e tudo decide no nosso país. Até mesmo a escolha do local onde a água da chuva deve ou não caír. São estes os novos poderes dos imperadores dos tempos modernos.
Só que cuidado, a próxima caminhada vai ser organizada pela Angelina e pelo Luís Martins, e aí é que os poderes do santo ou da instituição com poderes sobrenaturais vão ser postos à prova. É que o casal Martins, sempre que organiza um evento caminhadeiro, é sinal de chuva à hora da caminhada. Quem não se lembra do dilúvio ocorrido na Serra do Socorro no dia 26 de Outubro de 2011, quando o Luís e a Angelina organizaram o seu primeiro evento.

Quanto à caminhada, os mais de 12 quilómetros foram percorridos na sua grande parte em pista de ciclóvia, e a outra restante em caminhos de terra batida em zona rural. A meio da jornada caminhante, tivemos a habitual paragem para repôr energias através das tradicionais barritas de cereais e peças de fruta para os caminhadeiros que optam por uma dieta mais frugal. Por sugestão do Manuel Reis, foi recolhido um registo fotográfico muito original, onde só podiam fazer parte os figurantes cuja cabeça estivesse coberta por gôrro, boné ou outro qualquer acessório adequado à protecção do frio e da chuva. Os últimos quilómetros, foram percorridos em sentido inverso também pela ciclóvia, com os vários mini grupos a entrar pelas ruas principais do centro da vila de Coruche em direcção ao restaurante ‘O Farnel’.

Aqui chegados, após quase 3 horas de exercício caminhadeiro, nada melhor que um cozido à portuguesa para cumprir a segunda parte do programa do dia. A preceder o prato principal, foram servidas entradas típicas da região, e antes de servido o café, vários tipos de sobremesa à escolha do freguês. Os semblantes alegres e brincalhões dos presentes, eram o sinal mais que evidente, de que a escolha do restaurante tinha sido acertada, e por certo fruto da larga experiência dos organizadores neste tipo de actividade.

Agora já sob uma chuva miudinha, lá seguimos em direcção ao Museu Municipal de Coruche. Porque o número de Caminhadeiros visitantes era elevado, teve o grupo de ser dividido em dois, para deste modo podermos facilitar a vida aos guias e nós tirarmos melhor partido da informação recebida. ‘A evolução do homem na terra através dos tempos’, desde a sua origem, ‘O homem e o trabalho – a magia da mão’, e a visita ao Núcleo Tauromáquico de Coruche para visitar a exposição: 'Tauromaquia de Coruche - História, Arte e Tradição', complementaram o boião cultural do dia. Em nome do grupo ‘Os Caminhadeiros’, o nosso agradecimento à Dra. Helena Claro, ao Dr. Anibal Mendes e ainda à Dra. Ana Correia, pela excelente contribuição prestada, de modo a que os visitantes tivessem ficado a conhecer melhor esta região e as suas gentes.

‘Del Rio’ dá nome ao Café Esplanada localizado em frente ao Rio Sorraia, onde o chá de final de dia de caminhada foi tomado. Uns bolinhos para acompanhar o chá e a simpatia de gentis empregadas de mesa, deram por terminada mais uma jornada caminhadeira, desta vez realizada em terras ribatejanas.

Saudações Caminhadeiras,

Fortunato de Sousa

P.S. - No dia 23 de Janeiro de 2013 (dia da caminhada), foi pomposamente anunciado aos portugueses, que Portugal tinha regressado aos mercados financeiros. Para que do nosso lado, possa também ficar assinalado este dia, aqui vos deixo um registo, fruto da inspiração de um poeta português, de seu nome Manuel Alegre:


RESGATE


Há qualquer coisa aqui de que não gostam
da terra das pessoas ou talvez
deles próprios
cortam isto e aquilo e sobretudo
cortam em nós
culpados sem sabermos de quê
transformados em números estatísticas
défices de vida e de sonho
dívida pública dívida
de alma
há qualquer coisa em nós de que não gostam
talvez o riso esse
desperdício.
Trazem palavras de outra língua
e quando falam a boca não tem lábios
trazem sermões e regras e dias sem futuro
nós pecadores do Sul nos confessamos
amamos a terra o vinho o sol o mar
amamos o amor e não pedimos desculpa.

Por isso podem cortar
punir
tirar a música às vogais
recrutar quem vos sirva
não podem cortar o verão
nem o azul que mora
aqui
não podem cortar quem somos.


Águeda 23/12/2012
Manuel Alegre