Data do Encontro: 15/05/2013
Local: Serro Ventoso (Porto de
Mós) – Percurso Pedestre da Carredoura PR7
Percurso: 12, 200 kms - 03: 00
Horas
Caminhantes: (37) Angelina Martins; António Bernardino; António Clemente; António
Pires; António Silva; Carlos
Evangelista; Carmen Firme; Carlos Penedo; Dores Alves; Estela Garcia; Fátima Libânio; Fortunato
Sousa; Gil Furtado; Gilberto Santos; João Costa; João Duarte; João Figueiredo;
Júlia Costa; Lina Fernandes; Lúcio Libânio; Luís Fernandes; Luís Martins; Luísa
Clemente; Luísa Gonçalves; Manuel Flôxo; Manuel Garcia; Octávio Firme; Manuel
Pedro; Maria do Céu; Manuel Reis; Nela Costa; Odete Vicente; Rogério Matias; Teresa
Palma; Virgílio Vargas; Victor Gonçalves; Zé da Clara;
Organizador: Luís Martins / Zé da Clara
Almoço: Restaurante ‘Piadussa’ (Tel: 244.703.219 / 912.065.528)
Próxima Caminhada: 29/05/2013 – (Fortunato
de Sousa / Luís Fernandes / Victor Gonçalves)
Reportagem:
Está explicada a razão do nome
do sítio desta caminhada, e não poderia ser outro: Serro/Cerro Ventoso, foi este o comentário que mais se ouviu à
medida que os valentes, com mais ou menos sentido de orientação e que
integravam esta caminhada, iam chegando e vivenciando o agreste clima deste
lugar. Vento e mais vento, e até mesmo bastante frio, foram os elementos de
recepção do início desta jornada; felizmente não houve chuva para “bater ainda
mais no ceguinho”. E foi por isso que, após todos estes anos não foi feita, no
início da caminhada, a tradicional foto de grupo, tal era a pressa que todos sentiam
de se abrigarem em sítios mais aconchegados. Esta prática foi mais tarde concretizada
no decorrer do caminho. Iniciámos, assim, mais ou menos à hora prevista, a
caminhada direitinhos ao simpático “Sítio
do Elias”, lugar bem abrigado no meio de frondosa mata e que o citado Elias,
em boa hora, construiu para acolher os amigos ou apenas passeantes como nós, no
meio da natureza e bem longe de tudo e de todos. Ali deixámos, como testemunho
da nossa passagem, algumas garrafas com um pouco (porque o Gaspar não ajuda) de
conteúdo, para que futuros caminhantes se possam aquecer um pouco. O nosso
caminho foi continuando por entre veredas verdejantes carregadas de flores,
desde as simples papoilas às sofisticadas orquídeas, passando pelos cheirosos
alecrim e rosmaninho e por tantas outras plantas e flores, cujos nomes só o
nosso perito em plantas, Gil Furtado, saberia dizer. Seguindo o trilho pré-definido,
e ao iniciarmos a subida ligeira, começámos a poder apreciar a ampla paisagem
com a vila de Porto de Mós mesmo aos nossos pés e outros tantos lugares e
terrinhas, espalhados até onde a nossa vista alcançava. Distinguiam-se ao longe
várias torres de fábrica de cerâmica, que, a par da exploração pedreira, parece
ser uma das principais indústrias desta região. Ao continuarmos o nosso percurso,
e como se tratava de uma antiga linha férrea, não poderiam faltar os túneis, e
ali estavam eles, um mais pequeno e outro maior. Os simpáticos locais de
descanso e a vista magnífica que compõem este trilho, fizeram-nos duvidar de que
alguns amigos não voltem cá, com mais tempo e com a família. Estaremos enganados?
Finda a caminhada vem a pergunta
sacramental: onde é o almoço e o que é?
Novamente foi posto à prova o sentido de orientação, desta vez dos
organizadores, sim, porque no Portugal “profundo” é preciso um grande sentido
disso… Nem mesmo o GPS do “é já ali” ajudou e placas
indicativas, qué delas? Enfim, após algumas manobras, lá chegámos ao destino do
almoço – a aldeia da Pia do Urso. Trata-se de uma aldeia revitalizada com um Parque
Eco-Sensorial e que além das citadas “pias” que armazenam água, e mesmo no
verão ainda costumam ter este precioso líquido, possui um óptimo restaurante, e
um bom bar; enfim… algumas infra-estruturas para dar um passeio agradável. Achamos
que, após o almoço, já ninguém se lembrava bem das curvas e contracurvas que
tivemos que fazer para lá chegar. À D. Inês Sousa do Gabinete de Cultura da Câmara
Municipal da Batalha agradecemos a sua disponibilidade e a visualização do
vídeo do local. Como as horas corriam velozes e as expectativas de uma festa de
arromba no final do dia eram mais que muitas, apressámo-nos a regressar aos
nossos destinos na certeza de futuras e sempre fantásticas aventuras
caminhadeiras.
Saudações caminhadeiras em
passada de expectativas goradas, mas apesar de tudo optimistas.
Clara / Martins













