segunda-feira, 23 de julho de 2012

Coisas de Caminhadeiro (2)


   Olá pessoal caminhadeiro! Todos bem? Eu também! Aliás, até estou bem disposto. Tanto, que resolvi presentear-me. Comprei mais um dicionário. E mais, comprei um Houaiss. Dois volumes. Por causa do novo acordo ortográfico. O nosso amigo Gil, que parece ter vários, diz-me que é um dos bons dicionários. Acredito. Ele é perito. E para o estrear, resolvi verificar se fizeram mexidas. Numa das nossas palavras preferidas. Isso mesmo, caminhar! E tudo isto porque, escrever à revelia das convenções, pode gerar confusões. Por exemplo, se caminhar se pudesse agora, também dizer e escrever, camilhar? Vá, não antecipem piadas jocosas, pois se já fizemos muitos quilómetros, também andámos umas milhas jeitosas. Também se poderia agora dizer e escrever, caminar. O que, de certeza, não seria surpresa. Já temos uma caminhadeira a caminar. A Carmen. E se a Carmen camina, o Octávio caminha, e ambos fazem a mesma coisa, penso que há um consenso. Ou seja, também devem ter feito um acordo. Que me parece não  ter nada de ortográfico. Mas que devem ir celebrando, pelo menos, de vez em quando. Mas para não fazer mais conjeturas, vamos de caminho, ver o que diz o livrinho. Ora bem: camilista, camilo, caminha,… caminha? Substantivo feminino, diminutivo de cama? Cama? De repente fiquei com sono, e sou tentado ao abandono. Mas insisto. Caminhada, caminhador… e, finalmente, cá está! Caminhar: percorrer caminho, andar, jornadear, viajar…? Mau… Isto é que é um bom dicionário, Gil? Percorrer caminho, andar, jornadear, viajar? Então e, conviver, comer e beber, camaradagem, ver a paisagem, sentir a chuva, o frio o calor, discutir com ardor, descer e subir? E rir, amiúde, que é bom para a saúde. E até acontece, ser bom para o stress… Bolas! Que decepção! Perdão queria dizer: que deceção! Quanto ao dicionário, vou fazer a devolução. Mas as palavras são contagiantes. Folheio mais umas páginas, e já não penso como antes. Admito! Caminhar,—se calhar—é uma  excepção! Porra! Queria escrever, exceção! Ainda bem que tenho o dicionário à mão. E resolvo. Já não o devolvo! O dicionário não tem culpa. Não caminha. Só quem pratica, sabe o que caminhar significa. Uma palavra não se explica só com sinónimos. Se caminhar fosse apenas andar, bastava-me uma passadeira, para me consolar. Tenho uma. Mas é pequena, solitária, logo… precária. Embora, eu possa andar mais depressa, ou devagar, como diz o manual. Que de outras informações faz tabu. Por exemplo, se quiser parar e voltar atrás, arrisco-me a cair de cu. Penso em comprar outra. Uma coisa em bom! Vou à Decathlon. Ah! Agora sim! São inúmeras. Com uma consola, com vários comandos. E que preciso de comandar, para caminhar? Mas é larga… comprida… bonita… bem acabada… o piso é negro, como o asfalto… Aaaalto! Tive um sobressalto. Com este tamanho, e tanta vantagem, ainda lhe põem uma portagem. E perco a coragem. Não compro! Pois se eu até sei, que caminhar é mais, muito mais, do que a palavra parece significar! Caminhar é, na verdade, mais do que o ato físico, parente da mobilidade. É terapia para várias mazelas. Não tem efeitos secundários, não deixa sequelas. E faz tão bem ao corpo, como faz á alma. Tem tanto de excitante, como tem de calma. E quando se caminha em grupo, as significâncias, tal como os benefícios, multiplicam-se, tornando-se impossível refletirem-se, numa só palavra ou expressão.

Não fora assim, como explicar o crescimento de um grupo, que começou com meia dúzia apenas, e já conta com algumas dezenas? Para começar, o grupo sempre foi um corpo social saudável. E os corpos saudáveis, naturalmente, crescem. Mesmo não sendo biológicos. Mas parecem.  Porque crescem usando o convite e sugestão,— que o Afonso tão bem faz na canção,—de trazer um amigo também. E um caminhadeiro passar a dois, de dois a quatro, e assim por diante, não parece, afinal,  a mitose, no social? E por falar num Afonso, olá Irene, olá Rui e olá Carlos! Sei que não és Afonso, mas o certo, é que andas lá perto. E um obrigado também, por de vez em quando termos a sorte, de nos trazerem e levarem, à pronúncia do Norte. E deste juntar de gente, com origens geográficas, sociais e profissionais muito variadas, opções políticas, religiosas e clubísticas igualmente distintas, resulta um fervilhar de trocas de experiências, conversas sobre ciências, política e economia, desporto, engenharia, viagens e geografia. Também se fala de música, agricultura, gastronomia e, claro, de linhas férreas, comboios, estações e—já se vê—também do TGV. E nesta profusão de profissões, tendências, gostos e paixões, todos se entendem, ensinam, aprendem, e tiram conclusões. Mas estas proveitosas tertúlias, não são monótonas nem massudas, pois são regularmente entrecortadas, ou se quiserem condimentadas, com divertidos piriripororós (1). E se juntarmos a esta profícua fonte de conhecimento e informação, as regulares visitas de caráter cultural, só se pode concluir que caminhar, afinal, também é ótimo para melhorar… a cultura geral. Benefício a respeito do qual, o dicionário não dizia… nem bem, nem mal.

Segundo o meu defunto e saudoso amigo Matias, no tempo do António da Calçada,—de São Bento, para algum distraído,—o vinho dava de comer a um milhão de portugueses. Hoje, o vinho já não tem essa primazia. Perdeu-a, a favor da burocracia. Que, como decerto constatais, dá de comer a muitos, muitos mais. Ainda assim, a cultura da vinha, a produção e comercialização do vinho e a sua exportação, ainda é para muitos... o ganha pão. Mas chegar aos calcanhares da burocracia, em termos de ocupação, é coisa que dá um trabalhão. E para ajudar o vinho a reconquistar a posição, dá uma ajudinha, a restauração. E a gastronomia. Sem esquecer o turismo e a hotelaria. E ao caminhar por este país fora, usufruímos, e contribuímos ainda que modestamente, para manter vivas estas atividades económicas. Pois que seria, por exemplo, da cultura da vinha, sem os cultores do vinho? Vinho que bebemos com gosto, mas também com brio, sem desvario. E reconhecendo tudo isto, creio  que podemos dizer, sem presunção nem ousadia, que caminhar também ajuda… a economia. Coisa  que o dicionário, também não dizia.

Numa das nossas caminhadas, visitámos o Complexo Mineiro do Lousal. Participei com acrescido agrado, já que aproveitava o ensejo, para voltar ao meu Alentejo. Seduzia-me também a probabilidade de visitar a mina propriamente dita, o que não se concretizou. Desejava experimentar uma aproximação mais realista ao modo de vida penoso dos mineiros, descendo às cafurnas. E desejava fazê-lo, não por falta de imaginação para perceber o sofrimento de que tem que ganhar o pão de cada dia daquela maneira, nem para combater ou testar, qualquer manifestação claustrofóbica. Talvez fosse apenas algum empenho em aprender, a melhor apreciar o que tenho. Nesse dia, após a agradável passagem pela paisagem Alentejana, demos connosco no Armazém Central. Que agora, o que armazena é apenas, o necessário e importante, para o seu funcionamento… como restaurante. Onde comemos, bebemos e cantámos, acompanhando antigos mineiros. Confrontado com o à vontade destes cantadores e sofredores experimentados, um dos nossos cantores de circunstância, lastimou a suposta pobreza das nossas qualidades vocais. Erro de palmatória, que justificou a resposta: vale mais cantar mal, do que chorar bem! Não manifestei a minha discordância a quem fez esta afirmação, porque, que me pareceu de imediato, que o que estava a ser dito era: quem canta, fá-lo sempre bem! Há é quem ouça mal! Pois cantar não é apenas, um exercício vocal. É rir, é chorar e sentir, é espantar o mal. E ou se canta, ou não se canta. Ou se chora, ou não se chora. E só assim não pensa, a pessoa que por ingénua ou distraída, confunde com chorar, essa coisa travestida, que é a lamúria carpida, de fingimento vestida. E quanto a cantar, se alguém desafinar, e fores um homem de bem, acompanha-o, desafinando como ele também. Pois como diz a canção, “no peito do desafinado também bate um coração”. E sendo os protagonistas desta situação, gente que só teve como ofício, a privação e o sacrifício, mas que recusa chorar mal, cantando bem, percebi ao visitar o Lousal, que caminhar também contribui, para elevar a elevar a moral. A de cada um, e no geral. Fui ao dicionário, e a propósito das vantagens para a moral…nem sinal.

Caminhar é também um modo privilegiado, de pôr o corpo a falar. Mas a falar com quem? Ora vejamos: se eu tenho um corpo, e tenho uma mente, então eu sou uma trindade. Que, no que me toca, não tem nada de Santa,e  muito menos de Santíssima, mas me parece evidentíssima. Eu sou eu, o meu corpo e a minha mente. E a trindade fala desalmadamente, mas nem sempre se entende. Porque corpo e mente se comportam, frequente e alternadamente, como governo e oposição. E no meio dessa confusão, estou eu…o Chico. Mas quando se caminha corpo e mente parecem fazer uma trégua, e dão alguma folga ao Eu. E o eu vai ouvindo:—não sei se vou aguentar—diz o corpo. Ao que a mente tanto pode responder:—Aguentas sim que eu ajudo. Como também pode dizer:—Para quê tanto suadouro, a caminhares como uma lesma, para chegares ao restaurante e ficar tudo na mesma? Sou tentado a intervir com o meu dote oratório, lembrando os benefícios para o aparelho respiratório. Mas não me manifesto. Estou a caminhar, e deixo andar. E andando, outras trindades vão falando. Ainda outro dia, quando ultrapassava o meu amigo João, no seu passinho de marchante, algo dançante, e um  pouco ofegante, ouvi dele um pulmão, que à mente dizia:—pensava que deste ar já não se fazia. Como também ouço a sua mente dizer, quando o sente mais ansioso:—a seguir aquela curva, já vês o Estádio do Glorioso. Mas o João não se deixa enganar.  Está a caminhar e deixa falar. E nestes diálogos silenciosos, corpo e mente vão percebendo, o que se ganha com a atividade muscular, o exercício respiratório e cardiovascular… simplesmente a caminhar. E com muito mais eficácia, que o stock de qualquer farmácia. É pois dado adquirido, que caminhar faz bem à saúde. Virtude a que o dicionário também não alude.

 E já agora, ainda quero dizer, que sinto um contido mas imenso prazer, ao ver,—quando passamos por uma vila, uma aldeia, ou pelo breve casario dum lugar,—que para além da conversa que levamos no ar, temos por uso saudar, quem  vemos  e nos vê a caminhar. É que, cruzadas, a conversa, os bons dias boas tardes, a boa tarde bom dia, soam como uma melodia. Pois cada saudação tem um som, tem um tempo, tem um tom, tem um toque de alegria. E nesta sã cortesia, uma música acaba escrita, composta e orquestrada, na pauta que pode ser, qualquer caminho, ou estrada. E por breves momentos, tocando essa música fugaz, mas carregada de paz, que a todos parece agradar, até parecemos a banda, do Chico Buarque de Holanda, que a gente vem ver passar. E como decerto ninguém contesta, que caminhar em grupo é uma festa, depois que a música passou, ficou a satisfação em quem a tocou, e na expressão de quem nos ouviu e olhou. E não sendo jactância, ter um pouco de autoestima, de sentimento de importância, creio poder afirmar, que teria que ser cego, p’ra não ver que caminhar… faz bem ao ego. E que diz o dicionário a respeito dos benefícios p’ro ego? Nada. Nem estopa, nem prego!

Vou terminar. Mas antes, quero dizer que não sei, se escrevi verso prosado, ou se prosa versejei. Só posso reafirmar, que escrevi a pensar, ao ritmo, e nas cadências do andar. E desculpem-me alguns erros, senão mesmo alguns desmandos, pois são falhas de quem ama, falhas de quem acarinha, que me permito cometer, como quem faz uma festinha, e porque a língua portuguesa, sendo nossa… também é minha. E como não conta para o bastão, não sei quantos quilómetros são,—e me parece, que mesmo que soubesse, o Luís não dava baldas,—aqui termino mais um passeio, pelas memórias dos caminhos, dos petiscos, dos bons vinhos, e do convívio prazenteiro. Algumas das muito boas…coisas de Caminhadeiro.

Um abraço. Do Chico.

(1)Nota: Piriripororó.

Tendo sido abordado ocasionalmente por alguns caminhadeiros, no sentido de explicar o significado desta palavra, não o fiz, por falta de conhecimento suficiente, e não querer alinhar, na prática de falar de coisas que desconheço. Muito embora, tal prática, a que se deveria chamar doença, se tenha tornado epidémica, e eventualmente já seja, disciplina académica. Mas, tendo utilizado o termo anteriormente, vi-me na obrigação de esclarecer os interessados. O termo,—piriripororó—foi proferido, tanto quanto me lembro, pela primeira vez no seio dos caminhadeiros, pelo nosso companheiro Gil Furtado, no decorrer da saudosa jornada de Unhais da Serra. Se foi ele ou outrem quem o descobriu, não sei. Mas creio poder afirmar, que quem quer que tenha sido, o fez nalgum velho baú, esconso nos sótãos da imaginação. E foi exatamente aí, que iniciei a minha campanha—entre muito pó e teias de aranha—começando por separar, tudo o que tivesse qualquer coisa escrita. Feito isto, passei a analisar cada frase solta, mesmo sem nexo, e cada palavra, mesmo sem sexo. Oops! Desculpem-me. Fugiu-me a boca p’rá rima. O que eu queria dizer era: cada palavra, mesmo incompleta. A primeira que encontrei, aparentemente com sentido, mas cujo significado não entendi de imediato, dizia: “não consigo convencer a minha namorada a dar uma piripororada”. Ansioso por saber qual o real significado da expressão, revolvi cada caco e fragmento esfarrapado de que dispunha, numa investigação minuciosa, exaustiva e fastidiosa—a que o meu neto certamente chamaria, uma grande seca—para descobrir que o autor, o que queria… era dar uma queca. Esta conclusão pareceu-me correta, pois já o caminhadeiro Gil Furtado utilizara piriripororó, com a mesma conotação erótico-sexual, quando do seu relato de uma ocorrência medieval. Satisfeito e muito mais seguro, continuei. Mas, para não ser cansativo, vou passar apenas algumas, das frases e palavras que encontrei. Por exemplo: piririr, na frase, “a minha reforma não pára de piririr”; ou pororar, em: “os combustíveis estão sempre a pororar”; “ontem passei o serão na gargalhada, ouvindo uns piriripororós com muita piada”; ou, mais adiante: “passei o dia inteiro num piriri-pororó constante”. Vou ficar por aqui. Mas se continuasse, tal como eu, certamente  ficariam surpresos. Porque, todas as expressões que identifiquei, são  atuais e frequentes no nosso meio. O que me levou,—não  conhecendo a língua de origem destas palavras,—a alguma cogitação… Não terão as palavras, atravessado um portal, vindas de outra civilização, vivendo no nosso tempo, mas noutra dimensão? Naah! Eu é que ando a ver muita televisão. Outra particularidade que constatei, foi que,—sabe-se lá porquê,—partindo de uma palavra que significa basicamente um movimento de vaivém, mais afeto, por exemplo à mecânica, quase todas as significâncias, estão associadas ao gozo, ao prazer e à satisfação. Só lamento, o facto da razão desta desta conexão, ter ultrapassado a minha compreensão. Mas já que chegámos até aqui, vamos às conclusões: Piriripororó: locução, resultante de duas palavras, a saber: piriri, forma do verbo piririr, que significa: encolher, diminuir, recuar; e pororó, forma do verbo pororar, que significa: crescer, aumentar, avançar. Em função do contexto, esta palavra poderá também significar: anedota, brincadeira, movimento alternado de vaivém, momento de humor ou comédia, e… o mesmo que viagra… na idade média. Pode ainda, em contextos mais intímos, ter outros significados, que por óbvios, e não sendo vocês pacóvios, me dispenso de enumerar. Ainda assim, aproveito para exemplificar, a versatilidade e abrangência do termo, lembrando aos Caminhadeiros, que de vez em quando têm que faltar, que alguns dos benefícios, que se conseguem caminhando, também se obtêm…piriripororando. E, perguntarão vocês: piriri-pororó, escreve-se com ou sem hífen? Pois não sei, nem quero saber! E se estivessem atentos, já teriam reparado que escrevi das duas maneiras. Por isso façam como eu, e escrevam como muito bem entenderem. Ao sabor da vossa disposição, das condições climatéricas, do dia da semana… como lhes der na gana. Porque,—tal como caminhadeiro,—piriripororó, essa palavra tão versátil, abrangente e linda, não vem nos dicionários,—ainda. E mesmo que viesse? Ir ao dicionário para quê? O dicionário nem explica, o que caminhar significa! E pronto! Já escrevi, está escrito! Mas… nunca mais repito estas graças. É que o dicionário afinal… faz-me uma falta do caraças!

Sem dar por isso, já escrevi mais uns quantos disparates. Ou não. Seja como for desta  vez não peço desculpa. Em primeiro lugar porque,—modéstia à parte,—esta minha abordagem à linguística,—a verdade seja dita,— até foi muito erudita. Além disso, como disse algures atrás, a língua portuguesa sendo nossa, também é minha! E é bela! Gosto de brincar com ela. Mas por agora, acabou-se a brincadeira, ainda que também seja… coisa Caminhadeira.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

18ª Caminhada - Época 2011 / 2012 - Lavre 27 de Junho




Época 2011 / 2012 (Cristina e F. de Sousa)
Luis Martins
Dores Alves
Carlos Evangelista
António Palma
Manuel Reis
Data do Encontro: 27/06/2012
Local: Lavre – Monte do Chico Pires
Percurso: 09, 500 kms - 02: 10 Horas
Caminhantes: (47) António Dionísio; António Palma; Antonieta Faria; António Henriques; António Pires; Armando Lourenço; Bina Sales; Carlos  Evangelista; Carlos Penedo; Carlos Sales; Estela Garcia; Fortunato Sousa; Gil Furtado; Gilberto Santos; Gonçalo Garcia; Guido Lopes; Graça Penedo; Graça Sena; Hugo Furtado; Irene Afonso; João Costa; João Martins; José Clara; José Dionísio; Lucrécia Cruz; Lina Fernandes; Luís Fernandes; Luís  Martins; Luís Penedo; Luísa Gonçalves; Manuel Garcia; Manuel Pedro; Maria do Céu; Margarida Graça; Mário Franco; Manuel Reis; Nela Costa; Odete Vicente; Pedro Albuquerque; Pedro Graça; Pedro Antunes; Rogério Matias; Rui Afonso; Sílvia Dionísio; Teresa Palma; Tina Evangelista; Vitor Gonçalves.
Só ao Almoço: (18) Ana Sofia Pires; Angelina Martins; António Bernardino; Chico Pires; Dores Alves; Gertrudes Evangelista; Flávio Pires; Hugo Pires; Isabel Henriques; João Duarte, João Evangelista; Lurdes Clara; Manuel Flôxo; Manuela Pires; Mikail; Quinita Sousa; Rafael (bébé) ;Vitor Neto.
Organizadores: Chico Pires; Fortunato de Sousa Manuel Flôxo; Luís Fernandes; Vitor Gonçalves.
Almoço: Monte do Chico Pires – ‘Tasca Dos Caminhadeiros’
Próxima Caminhada: 12 / 09 / 2012 – (Dores Alves e Pedro Albuquerque)
Reportagem:
Depois de terminada a 18ª caminhada da época 2011 / 2012 no monte do nosso amigo Chico Pires em Lavre, cumprimos nada mais nada menos que 94 caminhadas organizadas pelo grupo ‘Os Caminhadeiros’. No dia 28 de Maio de 2008, realizámos a 14ª caminhada da 1ª época, onde estiveram presentes no evento final 14 pessoas, ou seja, os 7 pioneiros mais outros 7 que durante o decorrer do ano aderiram ao grupo. Na passada Quarta-Feira reuniram-se no mesmo local, 65 pessoas (47 caminhantes  mais 18 só almoçantes), para encerrar a época de 2011 / 2012. Durante estes 5 anos percorremos mais de 1.000 quilómetros em percursos organizados pelo grupo ‘Os Caminhadeiros’ e convivemos em comum várias centenas de horas, partilhando ideias, conhecendo novas gentes, novos locais e acima de tudo vivemos momentos de tertúlia  em ambientes inesquecíveis. Enfim, tudo isto para dizer que 5 anos de actividade ‘Caminhadeira’ com um crescimento significativo de aderentes, começam a ser uma longa metragem e ao mesmo tempo um sentimento de orgulho colectivo. Pelo menos mais 5 anos de igual intensidade é o que todos ambicionamos e é isso que vai acontecer.
Quanto à caminhada de encerramento, foi realizada no mesmo local do ano passado, após fotografia de grupo no local de concentração. Por variadas razões, alguns dos habituais caminhadeiros preferiram dar o seu contributo na cozinha e a toda a logística relacionada com a preparação do almoço e restante programa do dia. Os que decidiram caminhar, lá tiveram que saborear as temperaturas habituais nesta época do ano em terras que José Saramago bem descreveu no seu romance ‘Levantados do Chão’.
O almoço desta vez confecionado por cozinheiro semi profissional, que constava de umas deliciosas entradas de sabor regional e Sopa de Beldroegas, Sopa de Cação e Ensopado de Borrego, esteve ou ultrapassou mesmo as expectativas criadas. Claro que a nossa amiga Maria do Céu poderá sempre argumentar, que não fôra a sua sopa vermelha a servir de aperitivo e a hidratar o pessoal, e nada do resto teria o mesmo resultado. Depois, as sobremesas oferecidas pelos participantes no evento mais parecia um concurso de doçaria regional. Se umas senhoras diziam, prova lá este que está tão bom, logo um homem ripostava a dizer que o de chocolate era ainda muito melhor. De salientar um arroz doce muito especial com o logo dos Caminhadeiros desenhado com canela por cima e com a mesma figura desenhada no vidrado da travessa, surpreendeu o pessoal e foi oferecido ao anfitrião pelo casal Tina e Carlos Evangelista, autores da obra.
Uma saudação muito especial à esposa e restante família do Chico Pires, que desta vez também se quiseram associar à nossa festa de final de época.
Seguiu-se a sessão nobre do dia, onde os três Caminhadeiros Mor fizeram um pequeno balanço da época que terminou e do que queremos que seja no futuro.
Como reconhecimento pela disponibilidade mais uma vez prestada pelo Chico Pires no que diz respeito à cedência da sua propriedade para este evento final, foi-lhe entregue um troféu em acrílico com 3 parágrafos da sua notável obra ‘Coisas de Caminhadeiro’.
Ao casal Tina e Carlos Evangelista foi-lhe também entregue um troféu dos Caminhadeiros com a inscrição ‘O Que Caminhei e Não’, servindo assim de homenagem de todo o grupo à edição do livro com o mesmo nome e por eles produzido.
Os 3 caminhadeiros Mor receberam também cada um um troféu pelos 5 anos de dedicação à causa caminhadeira.
Seguiu-se depois a entrega dos bastões de prata e de bronze aos Caminhadeiros que durante a presente época atingiram respectivamente as distâncias de 750 e 250 kms percorridos em caminhadas organizadas pelo grupo. Em primeiro lugar foram entregues os bastões de prata aos Caminhadeiros: António Pires, António Bernardino, Manuel Reis, Gilberto Santos e António Henriques. Os bastões de bronze foram entregues aos Caminhadeiros: Bina Sales, João Duarte, Luísa Gonçalves, Carlos Penedo, Teresa Palma, Nela Costa, Luís Martins e Rogério Matias. O casal Carmen e Octávio Firme receberão estes mesmos troféus na 1ª caminhada da próxima época. De realçar ainda que o Carlos Penedo e a Teresa Palma receberam os seus bastões da mãos dos seus padrinhos Caminhadeiros, Manuel Reis e Maria do Céu.  
Já na parte final da sessão, foi sorteado um quadro da autoria do nosso amigo e caminhadeiro Dores Alves (acrílico sobre tela), que mui generosamente o ofereceu e cuja receita do sorteio reverterá para uma Inst. De solidadiedade Social. O feliz contemplado foi o meu amigo Mário Franco, que pela 1ª vez esteve connosco nestas andanças. Uns diziam que não foi justo, outros mais racionais diziam que a sorte é mesmo assim e mais nada.  
Com o Hino dos Caminhadeiros cantado por todos os presentes, acompanhado pelo grupo de cavaquinhos onde a Irene, o Rui Afonso, o António Henriques  e o principiante Carlos Sales foram exímios executantes, terminou a sessão solene, mas não a festa. O grupo de cavaquinhos continuou a exibir-se e a acompanhar lindíssimas vozes  femininas e masculinas, enquanto que no outro lado  do terreno o nosso amigo Manuel Flôxo iniciava a sua prática notável de bom grelhador de febra e entremeada. Outros comiam caracois e percebes, como que a prepararem-se para assistir ao duelo futebolístico peninsular que  se avizinhava. Os casais Firme e Clemente desde Zagreb e o Manuel Reis desde Lisboa ainda enviaram mensagens de solidariedade e fé para ajudar à vitória de Portugal, mas mesmo assim não chegou. Mas uma coisa vos digo eu, se não acontecesse a derrota imerecidamente perdida por penalties, a esta hora ainda lá estávamos à espera de assistir à final no próximo Domingo. Assim, ausentou-se o último grupo já perto da meia noite, deixando aos manos Pires o silêncio e o conforto da noite alentejana para descontrair.
Saudações caminhadeiras em passada um pouco cansada de final de época,

Fortunato de Sousa

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Convocatória - 18ª Caminhada Época 2011 / 2012 - Lavre 27 de Junho

Estão todos os Caminhadeiros convocados para a 18ª e última caminhada da época em curso, que se espera bem quentinha, e como de costume terá lugar em Lavre, no monte do nosso amigo Caminhadeiro Chico Pires .
Toda a logistica planeada para este dia será da responsabilidade dos organizadores, que prometem um dia bem preenchido de actividades.
Como habitualmente, os caminhadeiros e caminhadeiras que vão participar no evento devem comunicar a sua presença pelos meios habituais, até às 21:00 H de 2ª feira  e podem se assim o entender contribuir com uma sobremesa do seu agrado.
Quanto ao local de concentração, será no monte do Chico Pires às 09:15 horas. 
Aos 5 Caminhadeiros já  possuidores do Bastão de Bronze e que  no próximo dia 27 irão receber o Bastão de Prata (A. Bernardino, A. Henriques, A. Pires, Gilberto Santos e Manuel Reis), solicita-se que o levem, de modo a que lhe seja adicionado o identificador com o 2º nível de mérito Caminhadeiro.
Saudações Caminhadeiras,
Fortunato de Sousa

sexta-feira, 15 de junho de 2012

17ª Caminhada - Época 2011 / 2012 - Na Rota dos Moinhos - Serra do Louro - Palmela . 13 de Junho




Álbuns de Fotos
Luis Martins
F. Sousa
C. Evangelista
Tomaz Pessanha
Dores Alves
António Palma
Data do Encontro: 13/06/2012
Local: Palmela – Na Rota dos Moinhos – Serra do Louro
Percurso: 11, 000 kms - 02: 30 Horas
Caminhantes: (45) António Clemente; António Palma; Antonieta Faria; António Henriques; António Pires; Armando Lourenço; Bina Sales; Carlos  Evangelista; Carlos Penedo; Carlos Sales; Carmen Firme; Dores Alves; Estela Garcia; Fernando Bernardino; Fortunato Sousa; Gil Furtado; Gilberto Santos; Graça Penedo; Graça Sena; Hélia Jorge; Irene Afonso; João Costa; João Figueiredo; José Clara; Lídia Albuquerque; Luís  Martins; Luís Penedo; Luísa Gonçalves; Lurdes Barbosa; Manuel Barbosa; Manuel Floxo; Manuel Garcia; Manuel Pedro; Maria do Céu; Nela Costa; Octávio Firme; Pedro Albuquerque; Quinita Sousa; Rogério Matias; Rui Afonso; Teresa Santos; Tina Evangelista; Tomaz Pessanha; Vasco Palma; Vitor Gonçalves.
Só ao Almoço: (7) Angelina Martins; Chico Pires; Gertrudes Evangelista; Ilda Marques; João Duarte, João Evangelista; Lurdes Clara;.
Organizadores: Fortunato de Sousa e Vitor Gonçalves
Almoço: O Cantinho do Mata (Tel. 212 331 564 – 966 755 402)
Próxima Caminhada: 27 / 06 / 2012 – (Chico Pires, Fortunato de Sousa, Manuel Flôxo, Luís Fernandes e Vitor Gonçalves)
Reportagem:
Fernando Martins de Bulhões, mais tarde conhecido por Santo António de Lisboa, ganhou fama também por ser o santo casamenteiro. Ou seja, fazia milagres entregando às raparigas solteiras que a ele recorriam em prece, os homens das suas vidas. Parece que o  santo folião, também se notabilizou pelas malandrices que lhes fazia, nomeadamente partindo-lhe as cantarinhas de barro ou as bilhas, quando estas regressavam ou iam para a fonte. As razões porquê, só ele as sabia e, como santo que era, jamais veio a revelar tal segredo. Elas, porque gostavam da brincadeira, nada se importavam de acabar a festa com as cantarinhas ou as bilhas em fanicos e, que se saiba,  também nunca revelaram as razões do atrevimento abençoado do santo. Sabe-se sim, que Fernando de Bulhões morreu no dia 13 de Junho de 1231 em Pádua, antes de completar 40 anos de idade.
Esta pequena introdução, para além de uma justa homenagem a esta importante figura eclesiástica, serve ainda para dizer que foi no dia de Santo António, que o grupo ‘Os Caminhadeiros’ ultrapassou a barreira dos 1. 000 kms (mais precisamente mil e um kms e cem metros) efectuados em caminhadas oficiais, desde o 1º percurso realizado no Carvalhal no dia 17 de Outubro de 2007. Bonita soma esta, que é ao mesmo tempo um marco histórico na nossa actividade caminhadeira.
Ontem em Palmela iniciaram o percurso 49 caminhadeiros, tendo a  Angelina, (que já deu um ar da sua graça) a Lurdes Clara e a Ilda Marques efectuado apenas uma curta distância do trajecto por razões de ordem física. Também ainda na fase inicial da caminhada ou de aquecimento muscular, as pernas do João Duarte atacadas por fortes cãibras, não lhe permitiram somar mais 11 kms à sua conta pessoal. A ‘Rota dos Moinhos’ na serra do Louro era já conhecida de uma boa parte dos Caminhadeiros, mas a beleza natural do local e as magníficas panorâmicas que daqui se avistam bem mereceram esta nova visita. E foi assim, neste deslumbrante cenário, que lá fomos seguindo em pequenos grupos, de quilómetro em quilómetro e em amenas cavaqueiras . A Teresa Santos sofreu uns arranhões na perna direita e, mais uma vez a falta do azeite virgem na mala de 1ºs socorros não permitiu testar as virtudes deste produto tão eficiente na versão do caminhadeiro Gil Furtado. Após uma curta paragem para repôr energias, dividiu-se o grupo em dois. Uns decidiram retornar pelo trajecto de ida, enquanto outros resolveram avançar mais um pouco, tendo o reencontro acontecido bem no alto dos antigos moinhos de vento. Interessante momento de reportagem aconteceu quando me dirigi a uma caminhadeira ainda no activo, e esta me fez sinal para me calar pois estava a atender uma ‘conference call’. Quem diria que o avanço tecnológico aliado ao ambiente caminhadeiro permitiria esta flexibildade a nível profissional.
Era já quase 1 hora quando a caminhada terminou, não mostrando o pessoal caminhadeiro sinais exteriores de grande esforço dispendido ou de cansaço. O casal Lurdes e Manuel Barbosa a quem saudamos pela 1ª presença junto de nós eram bem o sinal de invejável frescura física. Deixa lá ver amanhã como vai ser, dizia a Lurdes um pouco receosa.
Já com as presenças do Chico Pires, da Gertrudes e do João Evangelista, seguiu-se o almoço de sardinhas e carapaus assados, acompanhados por um delicioso vinho branco ‘Plexus’, que o casal Clemente ofereceu em dia de aniversário do António Zé. Depois, foram as generosidades do costume que mereceram destaque. Primeiro cantámos todos em voz bem alta os parabens ao aniversariante e brindámos com um flute de espumante as suas 73 Primaveras. De seguida, sorteios de mangericos oferecidos pela Luísa Clemente a 10 das senhoras presentes no evento, de um avental oferecido pela Angelina Martins que coube em sorte ao Armando e ainda de uma peça de artesato mui ‘sui generis’, que em dias de nevoeiro raramente se vê, ou seja, a ponta de um corno oferecida pelo António Clemente, que calhou em sorte ao Bernardino. Curioso, porque não era o nome dele que estava dentro do talego, mas sim o do Pedro Antunes que faltou à última hora.  Finalmente e ainda no ambito das ofertas de caminhadeiros para caminhadeiros, desta vez a nossa amiga Maria do Céu respeitou a igualdade de género, tendo oferecido a cada um dos presentes um bonito molho de oregãos. Duas garrafas de origem italiana e espanhola oferecidas pela Caminhadeira Graça Sena foram um óptimo digestivo para a sardinhada do almoço. Também uma palavra de agradecimento ao Carlos Sales, que tão bem desempenhou a tarefa de ministro das finanças tradicionalmente a cargo do Luís Fernandes.
Porque a selecção de todos nós jogava às 5 da tarde, tiveram os organizadores que alterar o programa habitual de final do dia. Assim, o Vitor Gonçalves em atitude muito nobre prescindiu de assistir à 1ª parte do jogo, tendo acompanhado um grupo de caminhadeiros em visita cultural à pousada de S. Filipe perto de Setúbal. Outros decidiram que era hora de regresso a casa, não assistindo ao jogo da nossa selecção com um 3º grupo que decidiu manter-se no restaurante para este efeito. E aqui meus senhores, pela 1ª vez na minha vida de repórter caminhadeiro, tive o prazer de registar por escrito os mais curiosos e divertidos comentários quando um grupo extrovertido como este assiste a uma partida de futebol, e que iam alterando de tom e adjectivação a favor ou contra conforme a marcha do resultado. Como prova disso, aqui ficam alguns  exemplos:
- Oh Veloso, marca essa porcaria como deve ser.......;  Põe a bola no coração da área porra....;  Isso, isso, nas costas do gajo.....; Vamos Cristiano, entra, isso é como limpar o cú a meninos.....; Oh Paulo, tira-me esse gajo daí, não vês que Postiga já não dá uma......; O gajo não é muito alto, mas passa por cima de tudo....; E como é que está a arbitragem? (disse o Carlos Sales quando chegou da visita cultural); Olha ali, olha ali..... Olha ali o quê, esse gajo é sempre a mesma coisa...; Fora de jogo pá, és cego ou o quê?; Olhó Nelson vai entrar, já vais ver como é que é....;  Segue puto segue, és o maior....; -Foxx-se, foxx-se, foxx-se, como é que isso é possível??? O melhor marcador da liga espanhola !!!!; A tensão é de tal ordem que o gajo não consegue; Ai, ai, ai, ai.... estão-me a doer os ovários...
E foi neste ambiente castiço e muito portuga que terminou a penúltima caminhada da época 2011 / 2012.
Saudações Caminhadeiras com os desejos de rápidas melhoras ao Rui Graça e ao Luís Fernandes, que por razões de todos conhecidas não poderam estar presentes,

Fortunato de Sousa

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Convocatória - 17ª Caminhada - Época 2011 / 2012 - Na Rota dos Moinhos - Serra do Louro - Palmela . 13 de Junho

Estão convocados todos os Caminhadeiros para a 17ª e penúltima caminhada da época.
O percurso a efectuar, terá lugar na Serra do Louro junto à bonita vila de Palmela.
Desta vez, coincide o dia da caminhada com o dia de Santo António, feriado municipal de Lisboa, feliz coincidência que permitirá aos trabalhadores no activo participar também neste evento. A sardinhada ao almoço é mais que razão justificativa para que ninguém deixe de marcar presença.
A concentração será às 09:30 junto ao restaurante onde vamos almoçar, cuja localização é a seguinte: Rua Dr. Bernardo Teixeira Botelho - Palmela. N38º34'13" W8º54'26".
Partindo do Aeroporto pode optar pelas pontes 25 de Abril ou Vasco da Gama.
Boa viagem.
Também como de costume, devem os interessados em marcar presença neste evento, fazê-lo através dos comentários desta mensagem, até à data limite do final do dia da próxima Segunda-Feira dia 11.
Saudações Caminhadeiras em passada de marchas de Stº António,

Fortunato de Sousa

2ª Caminhada Extraordinária 2011/2012 ROTA DA CEREJA, Fundão (Cova da Beira) Dias 01, 02 e 03 de Junho de 2012

Estadia: Fundão (Hotel Alambique de Ouro)
Percursos: 1º - Dia 02 - 12,000 Kms; 03H10M
                   2º - Dia 03 –  3,800 Kms; 01H00M
Constituição do GRUPO “Os Caminhadeiros”:
Este evento foi levado a efeito com a presença de 53 Caminhadeiros, em que tivemos duas formas de transporte. Um grupo de 39 Caminhadeiros, optou pelo transporte do tipo excurcionista, num Auto Bus da Empresa Barraqueiro, tendo os restantes 14, ido em transportes próprios.
Caminhadeiros: Dia 02 – Rui Afonso, Irene Afonso, Pedro Albuquerque, Isabel Albuquerque, José Clara, António Clemente, Luísa Clemente, João Costa, Nela Costa, Teresa Duarte, Carlos Evangelista, Tina Evangelista, Luís Fernandes, Lina Fernandes, Octávio Firme, Carmen Firme, Manuel Floxo, Manuel Garcia, Estela Garcia, Vitor Gonçalves, Luísa Gonçalves, Rui Graça, Margarida Graça, António Henriques, Isabel Henriques, Tomaz Jorge, Hélia Jorge, Armando Lourenço, Lizete Lourenço, Luís Martins, Rogério Matias, Alice Miranda, António Palma, Antonieta Faria, Manuel Pedro, Maria do Céu Pedro, Carlos Penedo, Luís Penedo, Graça Penedo, Manuel Reis, Helena Reis, Filipe Ribeiro, Carlos Sales, Bina Sales, Gilberto Santos, Teresa Santos, Fortunato Sousa, Kinita Sousa e Odete Vicente. (Total: 49)
Não responderam a esta Chamada: (falta de treino e aquecimento, recuperação, etc)
Lurdes Clara, João Duarte, Angelina Martins e Alda Ribeiro.
Caminhadeiros: Dia 03 – Rui Afonso, Irene Afonso, Pedro Albuquerque, Isabel Albuquerque, José Clara, Lurdes Clara, António Clemente, Luísa Clemente, João Costa, Nela Costa, João Duarte, Teresa Duarte, Carlos Evangelista, Tina Evangelista, Luís Fernandes, Lina Fernandes, Octávio Firme, Carmen Firme, Manuel Floxo, Manuel Garcia, Estela Garcia, Vitor Gonçalves, Luísa Gonçalves, António Henriques, Isabel Henriques, Tomaz Jorge, Hélia Jorge, Armando Lourenço, Lizete Lourenço, Luís Martins, Rogério Matias, Alice Miranda, António Palma, Antonieta Faria, Manuel Pedro, Maria do Céu Pedro, Carlos Penedo, Luís Penedo, Graça Penedo, Manuel Reis, Helena Reis, Filipe Ribeiro, Carlos Sales, Bina Sales, Gilberto Santos, Teresa Santos, Fortunato Sousa, Kinita Sousa e Odete Vicente. (Total: 49)
Não responderam a esta Chamada: (falta de treino e recuperação).
Angelina Martins e Alda Ribeiro, assim como o Rui Graça e a Margarida Graça, que tiveram que deixar o nosso convívio para poderem estar presentes num outro evento de muita importância também, o jantar de finalista do filho, parabéns à Família Graça.
Organizadores: Carlos Sales e Bina Sales.
Grande Colaboração: Luís Fernandes e o seu GPS, sem os quais não seria possível termos um resultado, tão conseguido, nos percursos efectuados, (Obrigado Luís).
Refeições dos Caminhadeiros:
Jantar de dia 01 e Almoço de dia 02 de Junho: Restaurante “O Pierrot” (Fundão)
Jantar de dia 02 e Almoço de dia 03 de Junho: Restaurante “O Cerejal” (Alpedrinha).
Próxima Caminhada: 13/06/2012 (Organiza: Fortunato Sousa e Vitor Gonçalves).
Fundo de Reserva: Como não foram dadas nenhumas condições para que algo fosse alterado, queremos informar que as condições comunicadas na última reportagem, se irão manter.

Reportagem:
Os Caminhadeiros voltaram a encontrar-se numa caminhada extraordinária no Fundão, Cova da Beira, espaço este, já sobejamente conhecido de quase todos nós.
Vamos tentar fazer uma reportagem que se aproxime o mais possível da realidade, pois teremos que fazer algumas considerações e análises, porque este evento foi demasiado preenchido com muitas surpresas e não queremos que nos escape nenhuma delas.
O autocarro da empresa Barraqueiro, conduzido pelo Sr. António Videira, uma simpatia e sempre colaborante, fez a recolha dos 39 Caminhadeiros, nos quatro locais habituais, Tires (5), Mirafflores (8), Benfica (14) e Encarnação (12), sendo que os horários foram quase cumpridos, havendo a registar algum atraso por culpa, da eterna e sempre inconstante, 2ª circular. A hora da partida da última recolha deu-se às 18H15M.
Depois de uma conversa da Margarida Graça, num comentário à convocatória, começou por ser ponderada a hipótese de irmos jantar, quando chegássemos ao Fundão. Foi feito um levantamento no autocarro e dos 39 passageiros, por incrível que pareça, 32 deles decidiram que queriam ir jantar com a Margarida e o Rui Graça, assim como o Tomaz e a Hélia Jorge. Um telefonema feito durante a viagem, para o Restaurante Pierrot e a D. Paula, proprietária do mesmo, disse que nos poderia fornecer o jantar, composto por Entradas, Sopa, Carne de Porco à Alentejana, Sobremesa e Café. Como o Sr. Videira também decidiu jantar connosco, lá fomos para o Restaurante Pierrot, às 21H35M, onde para nossa surpresa, já estavam nas sobremesas e cafés o Rui e a Irene Afonso, o Octávio e a Carmen Firme, o António e a Luísa Clemente e o Fílipe e a Alda Ribeiro.
Pois muito bem, boa noite e até amanhã, que se faz tarde, já é quase meia-noite.
1ª Caminhada: Serra da Gardunha–Alcongosta: Convocatória feita para as 09H00M à porta do Hotel e quase que não se deu por algum atraso. Tomámos rumo em direcção a N 40º 7’ 56,89” e W 7º 30’ 43,84”, após cumprido um percurso de cerca de 5,2 Kms, lá estavamos no local da partida, para o percurso de 12 Kms que iriamos enfrentar.
O grau de dificuldade, médio baixo, só foi validado no final da caminhada e depois de ser feita a média, porque após os primeiros 4 Kms, tivemos algumas manifestações de que  muita gente não iria fazer os 8 Kms que faltavam, mas a paisagem e os trajectos a descer ou planos, que foram surgindo, alteraram muitos dos semblantes mais cépticos.
Ao cruzarmos Alcongosta, tentámos localizar o artesão cesteiro, onde tinhamos estado em 2010, mas como o GPS não estava por perto, usei o célebre GPS de Janela, neste caso o de Portão e lá fomos ter com o artesão Sr. António, onde foram adquiridos, alguns objectos por si produzidos.
Agradeço, desde já, ao pessoal do Departamento de Imagem, os quais vos irão deliciar com maravilhosas paisagens, das quais tivemos o previlégio de as desfrutar ao vivo.
Tenho que referir a estreia efectiva de 2 novos  Caminhadeiros, a Estela Garcia e o Luís Penedo.
Completado que estava o percurso de 12 Kms, chegámos ao local onde o Sr. Videira nos iria recolher para fazermos o retorno ao hotel e aí procedermos à limpeza rápida dos nossos corpos, para irmos almoçar ao Restaurante “O Pierrot”. Tinhamos uma ementa  variada e com os pedidos feitos na véspera, no final do jantar da chegada.
No decurso do almoço, a Bina fez a distribuição de fios e colares, claro que foram, como já é hábito, só para as damas, então eu tinha algo para oferecer aos moçoilos, mas para comprovar que somos diferentes, disse: Não é só para eles, será também para elas.
Entreguei uns porta-chaves, com a Torre Eifel, mas na realidade, não sei se os objectos, desta minha oferta, foram adquiridos em saldo ou em qualquer leilão de salvados de alguma Companhia de Seguros, pois alguns já vinham com defeito, do tipo Caminhadeiro, com pernas partidas.
A Graça Penedo ofereceu uma taça para fruta, em porcelana com cerejas pintadas à mão  por si, para para ser sorteada, coube em sorte ao nº 35 da Caminhadeira Alice Miranda. 
Parte Cultural: Para podermos tirar algum partido e usufruir das piscinas, apenas fiz referência à Loja de Artesanato Local “HUA XIA”, onde algumas das senhoras e cavalheiros, poderiam adquirir dos mais variados produtos, os quais não é muito fácil a sua aquisição, quase que arrisco dizer, que talvez nem na China os conseguiriam.
A piscinagem já era, logo que estavamos quase a acabar a digestão e nos preparávamos para a colocação do traje próprio para a actividade, então não é que começou a chover. 
Jantar e Sessão Noturna: Fomos ao Restaurante “O Cerejal”, com a ementa acordada em contactos feitos durante a semana transacta, entradas de enchidos, sopa, Bacalhau à Minhota, sobremesa e café. No final do jantar e como, previamente acordado com os proprietários do Restaurante, Sr. José Manuel e D. Luísa, iríamos ocupar um espaço da sala, o qual nos tinha sido concedido, para podermos fazer a apresentação a todos os Caminhadeiros, e não só, de alguns valores que existem neste grupo, os quais, não os queremos guardar e iremos fazer com que sejam devidamente divulgados.
A Maria do Céu fez entrega de um brinde, claro que uma vez mais só para as damas, era uma caixa que tinha no seu interior uma flor para as Flores Caminhadeiras.
Findo o jantar, deu-se início à preparação do espaço, de acordo com as necessidades, para o espectáculo de Caminhadeiros para Caminhadeiros.
Apesar de haver uma agenda para este espectáculo, fomos forçados a alterações de última hora, onde foi anulada a tão esperada sessão de Tango, com a promessa de que os artistas não poderiam descurar o treino e respectiva preparação, afim de os podermos ter em acção durante este evento caminhadeiro, em terras da Cova da Beira.
Foi dada a indicação de que iria ter início o espectáculo, para termos as tão conhecidas e afamadas sessões de FADO e CAVAQUINHO.
Começou a sessão de Fado, com uma alocução, sobre a História do Fado, do nosso Guitarrista por excelência, Luís Penedo. O Fado foi interpretado pelo Fortunato de Sousa, Nela Costa e Graça Penedo. A seguir, foi a caminhadeira Quinita agradecer as lembranças recebidas ao almoço e ao jantar, lendo com mestria e arte um poema de sua autoria.
Creio que havia mais candidatos, mas o tempo voava e então passámos à sessão dos Cavaquinhos com a participação dos catedráticos Rui Afonso, Irene Afonso, António Henriques, os quais foram acompanhados pelo, ainda Junior, Manuel Reis e o iniciado Carlos Sales. Este teve apenas estreia para o cavaquinho que apresentou, dado que já tinha tido a sua estreia, como tocador, em terras  de Viana do Castelo.
Esta sessão terminou de forma abrupta, porque o nosso amigo Videira não poderia estar em serviço activo, após as 24 Horas e lá viemos de regressso ao Alambique de Ouro.
2ª Caminhada: Serra da Gardunha – Quinta de São Macário: Como no dia anterior, às 09H00M foi feita a concentração dos 49 Caminhadeiros à porta do Hotel. Tomámos rumo em direcção a N 40º 7’ 18,93” e W 7º 27’ 26,21”, levados pelo Sr. Videira depois de percorridos 12,3 Kms. lá estavamos prontos para enfrentar uma caminhada com um percurso circular de 3,8 Kms. de grau de dificuldade médio/baixo, que foi efectuado em 50 minutos, o que prova a grande preparação física deste grupo, que continua a crescer.
Fizemos a caminhada por entre o cerejal, onde as cerejas nos iam aguçando o apetite.
Terminada a caminhada fomos ao encontro da nossa anfitriã, Ana Martins, que fez a demonstração do trabalho necessário para ser colocado no mercado o produto, depois de colhido e selecionado.
Conforme tinha prometido à Ana Martins, colaborei na comercialização dos produtos à disposição dos interessados e foram transferidos do Cerejal para o Autocarro, a módica quantia de 212 Kg de cerejas e 26 garrafas de Licor de Cereja.   
Entretanto, de volta ao hotel e após alguns mergulhos na piscina, duches rápidos e já com o check-out feito, carregar o Autocarro com todos os haveres, lá fomos em direcção ao Restaurante “O Cerejal“ em Alpedrinha para entrarmos na recta final, deste nosso evento caminhadeiro, por terras da Cova da Beira.
Antes da partida recebi uma chamada do Gil Furtado, desejando um resto de boa estadia e um bom regresso a casa.
Último Repasto dos Caminhadeiros neste evento no Fundão:   ´
A ementa, previamente acordada, com entradas de queijo e pastéis de bacalhau, também chamados bolinhos de bacalhau ou ainda pastéis de duas colheres, sopa de legumes, um prato típico da região, lombo de porco com molho de cerejas, várias sobremesas e café.
Mais um sorteio a ser realizado, de um brinde oferecido pelo António Palma e que coube em sorte ao nº 4, do Caminhadeiro António Clemente, o qual fez tudo para tentar deixar o prémio para trás, que era um urinol portátil.
Terminado o almoço e como era chegada a hora das despedidas, mais uma surpresa, foi feita uma exímia desmonstração de Tango, pelos nossos Caminhadeiros, Alice Miranda, Lina Fernandes, Odete Vicente e o Macho Latino, não Argentino, Luís Fernandes. A sessão de baile terminou com uma sevilhana soberbamente interpretada pela ‘guapíssima’ Carmen e seu primo António Clemente.
Alguém disse que esta acção foi encurtada por termos ainda pela nossa frente alguns Kms., mas creio que o problema principal, foi que o Luís estava só com aquele soberbo trio de executantes da arte de Bem Dançar a Toda a Sala.
Os organizadores agradecem a colaboração do Carlos Evangelista, em toda a sua acção na logistica do transporte e ao Luís Fernandes, pela boa gestão financeira levada a efeito em que não me apercebi de qualquer rumor de contestação. 
A caravana de 39 Caminhadeiros em Autocarro e os 12 em transporte próprio, partiu de regresso a casa, tendo a viagem de autocarro sido feita com uma aula intensiva de Cavaquinho, dada pelo Professor António Henriques.
Foram feitas as despedidas e com um até breve, até ao Santo António.
Bina e Carlos  Sales    

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Convocatória – 2ª Caminhada Extraordinária 2011/2012 ROTA DA CEREJA, Fundão (Cova da Beira) Dias 01, 02 e 03 de Junho de 2012

Esta convocatória é para mais um evento do nosso Grupo “OS CAMINHADEIROS”, com o retorno a uma zona, que é quase do conhecimento de todos nós.
Vamos ficar alojados no Hotel 'Alambique d’Ouro' e iremos tentar repetir a acção caminhadeira, da nossa última passagem por cá, em 2010.
Já contamos com 55 inscrições, em que à partida haverá transporte de Autocarro, com a excepção de 10 a 12 Caminhadeiros que se deslocarão em viaturas próprias.
O programa, previsto, é composto de uma Caminhada no sábado dia 2 na Serra da Gardunha, seguida de almoço no Restaurante O Pierrot. Após o digerir dos elementos, podemos fazer piscina durante a tarde e à noite vamos jantar ao Restaurante “O Cerejal” em Alpedrinha.
Espero que depois do regresso de Alpedrinha, possamos ter, já no hotel, alguns apontamentos de atracção artística, pela nossa prata da casa.
No domingo de manhã vamos tentar que possamos ser recebidos, pela D. Ana Martins, na Quinta de São Macário, para recolha das cerejas.
Estamos a aguardar informação sobre o possível local para o almoço.
Agora e para terminar, gostaríamos da vossa melhor colaboração com as indicações e confirmações da participação, até à terça-feira 29 de Maio, para podermos confirmar as reservas de hotel e marcações de refeições.
Saudações Caminhadeiras,
Bina e Carlos Sales 

terça-feira, 22 de maio de 2012

16ª Caminhada 2011/2012 - Rota da Água Alentejana – Mora – 16.05.2012



Albuns de Fotografias
Luís Martins
Fortunato de Sousa
Carlos Evangelista
António Palma
Dores Alves
Gil Furtado
Data do encontro: 16/05/2012
Local: Mora – Parque Ecológico do Gameiro
Percurso: 10,000 kms - 02:30 horas
Caminhantes: Ana Pires, Antonieta Faria, Bina Sales, Carmen Firme, Lina Fernandes, Luísa Clemente; Luísa Gonçalves, Margarida Graça, Maria do Céu, Nela Costa, Odete Vicente, António Clemente, António Palma, António Pires, Armando Lourenço, Carlos Evangelista, Carlos Penedo, Carlos Sales, Dores Alves, Fernando Bernardino, Fortunato Sousa, Gil Furtado, Gilberto Santos, João Costa, João Figueiredo, José Clara, José Manuel Dionísio, José Ponte, Luís Fernandes, Luís Martins,  Manuel Flôxo, Manuel Garcia, Manuel Luís Canelas, Manuel Pedro, Manuel Reis, Octávio Firme, Pedro Antunes, Rogério Matias, Rui Graça, Vasco Palma e Vítor Gonçalves. (Total: 41)
Ao almoço: O nosso guia, Sr. Manuel Luís Canelas, não pôde estar presente, mas juntaram-se-nos mais 3 elementos caminhadeiros – Angelina Martins, Lurdes Clara e Vítor Neto – e escusado será dizer que tanto a anfitriã-caminhadeira Ana Pires como o seu marido anfitrião Jaime Pires nos deram o prazer da sua companhia à mesa. (Total: 44)
Organizadores: Fortunato de Sousa e Vitor Gonçalves
Almoço: Solar dos Lilases (Tel. 266 403 315)
Próxima caminhada: 02 e 03 / 06 / 2012 – (Organizam Bina e Carlos Sales)
Fundo de Reserva: (*)
Reportagem: Foi mais uma bela jornada, bem vivida, bem convivida, feliz! Já alguém disse que os povos felizes não têm história. Eu concordo, e acho que acontece o mesmo com as caminhadas. Assim sendo, e não lembrando agora qualquer perónio fracturado, como é que se encontra matéria para tantas reportagens de tão afortunados eventos?
Talvez puxando pela imaginação, o que não é nada fácil.
Comecemos por dizer que os simpáticos proprietários do Hotel Solar dos Lilases, Ana Pires e Jaime Pires, são amigos de longa data da maior parte dos elementos mais antigo dos Caminhadeiros, mormente dos fundadores do Grupo. Acrescente-se que a presença do guia Manuel Luís Canelas, funcionário da Câmara Municipal de Mora, foi uma bela ideia, provavelmente sugerida pela Ana e pelo Jaime Pires. O empenho dos três, aliado ao trabalho prévio dos dois organizadores desta caminhada – Fortunato de Sousa e Vítor Gonçalves – tiveram como resultado mais um dia em cheio.
Mas recuemos no tempo, dando um grande salto até ao dia 3 de Dezembro de 2008. Nesse dia realizou-se a 7ª caminhada da época 2008/2009. A respectiva reportagem pode ser lida no nosso Livro, nas páginas 85 a 88, ou no blogue, na entrada referente a essa data, onde também se podem ver as reportagens fotográficas e, antes, a convocatória e as inscrições.
O itinerário foi bastante diferente (Pavia), e os guias foram outros (Custódia Casanova e António Luís), mas o almoço foi no mesmo sítio e lá temos a amiga Ana Pires a colaborar na organização, que esteve a cargo do Manuel Pedro, provavelmente coadjuvado pela Céu, e do Vítor Gonçalves. O agrado deixado por essa jornada não foi menor que o da 4ª-feira passada.
Comparei os participantes de então com os actuais e verifiquei o seguinte:
Dos 13 caminhadeiros que então estiveram presentes – os supersticiosos que não se assustem, pois à mesa esteve mais gente – agora 11 bisaram (Maria do Céu, Odete Vicente, António Pires, Fernando Bernardino, Fortunato Sousa, Gilberto Santos, João Figueiredo, Luís Fernandes, Manuel Pedro, Manuel Reis e Vítor Gonçalves) e 2 faltaram (Chico Pires e Fernando Guerreiro). Portanto, todos os outros, e são muitos, são “sangue novo”, o que bem revela o grande crescimento deste grupo. (Uma ressalva à expressão “sangue novo”: Dores Alves e Manuel Flôxo, pelo menos, incontestavelmente jovens de sangue na guelra, merecem ser incluídos no conjunto dos mais antigos Caminhadeiros presentes nesta jornada.
Assinale-se, também, a presença, ao almoço, da actriz Maria Dulce, de seu nome completo Maria Dulce Andrade Ferreira Alves Machado Ribeiro, nascida em Lisboa a 11 de Outubro de 1936 e falecida em Loures a 24 de Agosto de 2010.
Da jornada desta última 4ª-feira, não tivesse havido um ou outro caminhadeiro com espírito mais anarquista, pouco ou nada haveria a dizer, para além de que tudo correu bem.
À hora marcada e no local combinado – um parque de estacionamento que só de si já dava gosto ver – lá estava toda a gente sob a atenção protectora da simpática estalajadeira e amiga Ana Pires e do eficiente guia Manuel Luís Canelas
A caminhada iniciou-se por um belo e longo passadiço de madeira ao longo da ribeira da Raia – que me pareceu um largo rio mais belo que o Tejo, mas não «mais belo que o rio que corre pela minha aldeia», porque a ribeira da Raia «não é o rio que corre pela minha aldeia».
Este passadiço colocou-nos acima da frondosa vegetação, a qual sem ele seria difícil de atravessar.
A esse respeito, ouvi um caminhadeiro perguntar a outro: «O caminho vai ser sempre assim, ou ainda tem terra?». Não ouvi a resposta, mas dado não haver muita intimidade entre ambos – aquilo em que em português popular se chama confiança – , presumo que a pergunta não foi mal interpretada e que a resposta terá sido muito educada.
Terminado o passadiço, atingimos uma grande área da margem da ribeira recentemente limpa de ervas. Será aqui que se vai realizar o 32º Campeonato do Mundo de Pesca de Clubes, nos dias 2 e 3 de Junho próximo, evento que atrairá 130 participantes mais as suas comitivas, pelo que são esperadas cerca de 500 pessoas, importante contributo para o desenvolvimento do turismo local.
Toda a primeira parte do percurso foi feita perto de água, embelezada por miríades de plantas viçosas e floridas e sonorizada pelo canto de diversíssimos pássaros. Em certa altura, alguns dos felizes caminhadeiros assistiram mesmo a um concerto entre aves e rãs, e acreditem que não estou a brincar: era evidente que cantavam e coaxavam de maneira concertada e com grande afinação. Pena que o grupo já nessa altura estivesse tão disperso, pois fiquei com a sensação que o nosso guia gostaria de nos ter explicado que espécies vegetais estávamos a ver e que espécies animais estávamos a ouvir
Na breve paragem efectuada na interessante vila de Cabeção – breve para os últimos a chegar, já que para os primeiros terá parecido longuíssima –, o guia Manuel Luís Canelas salientou a importância do património histórico e da Mata Nacional de Cabeção, mas um pequeno grupo de caminhadeiros procurou sítio onde se dessedentar – o meu termómetro de pulso chegou a marcar 42ºC -, o que provocou uma pequena perturbação no reagrupar – se é que se pode falar em reagrupamento.
Mais à frente, após um não propriamente muito longo mas, pelo menos para alguns caminhadeiros, penoso trecho feito em asfalto quente – e bem quente! – o mais atrasado dos caminhadeiros, quando já só via à sua frente dois outros companheiros e, mesmo esses, a grande distância, arranjou maneira de passar para a frente de todos como quem faz um passe de mágica. Acredito que a perturbação causada não terá sido muita, pois o fugitivo, logo que apanhou os da frente – coisa que não terá demorado muito mais que cinco ou seis minutos –, pediu que comunicassem aos de trás que não havia qualquer problema, mas como as comunicações não estavam muito boas a preocupação gerada ainda foi alguma. (No fim da caminhada, o indisciplinado pediu desculpa aos três companheiros que lhe pareceram ter ficado mais perturbados e, pelo que eu vi, as desculpas foram aceites).
Mas os pormenores positivos a destacar superam todas estas “malfeitorias”. E são eles, entre outros, uma fabulosa limonada que nos esperava, fresquíssima e oportuna, à sombra de uma antiga trepadeira do Solar dos Lilases, limonada que  além de nos ter sido servida por profissionais competentes ainda foi acompanhada pelo sorriso lindo da gentilíssima filha do casal anfitrião; uma refeição que agradou a todos, coadjuvada por vinhos brancos e tintos – incluindo um muito especial, da casa –; uma muito bem fornecida mesa de digestivos que acompanharam sobremesas e cafés e que continuaram à inteira disposição dos que preferiram ficar sentados a conversar – ou então já lhes custava levantarem-se –; a visita, guiada pelo Jaime Pires, ao próprio solar, muito belo; o chá, os bolos e os licores, delicada e saborosa obra artesanal da gentil Ana Pires; a soberba paisagem divisada de qualquer ponto do solar, etc, etc.
Mas de tudo isto, até para não alongar demasiado a reportagem, vou pedir aos caríssimos confrades que aproveitem os comentários para se pronunciarem. Eu não tenho memória para tudo, mas gostaria de ver, nos comentários, a descrição da ementa, as marcas dos vinhos e dos digestivos; algumas observações enológicas – ou pelo menos enófilas – sobre eles; a história da recuperação do solar e até a receita da limonada.
Para terminar, saliento a presença de mais dois novos caminhadeiros: o jovem Vasco Palma e o José Ponte – respectivamente o filho e um amigo do casal Palma – e a quem o Grupo unanimemente dá as boas-vindas e faz os melhores votos de boas caminhadas.
Como acto final de mais um dia inesquecível, e como forma de agradecimento pela forma como fomos acarinhados, o Grupo teve o prazer de oferecer dois exemplares do nosso livro “O que Caminhei e Não”, devidamente assinados pelos caminhadeiros-mores Fortunato de Sousa, Vítor Gonçalves e Luís Fernandes, um ao casal Ana e Jaime Pires e outro ao guia Manuel Luís Canelas.
E agora, a rogo dos organizadores, presumo que por não saberem ler, nem escrever, nem assinar – nem ao menos de cruz –, subscreve a reportagem o


Repórter Anonimus

* Nota do Ministério das Finanças do Grupo – A verba do fundo de maneio está a ser parcialmente utilizada para a oganização da caminhada de final de época. Em princípio, não será necessário recorrer a mais que 33% de um qualquer mês das vossas pensões.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Convocatória 16ª Caminhada 2011 /2012 - Rota da Água Alentejana - Mora . 16 de Maio

Estão todos os Caminhadeiros convocados para a 16ª Caminhada da época.
A concentração dos caminhadeiros será pelas 9H 30M no parque de estacionamento do Fluviário de Mora (N 38º 57' 21" w 8º 6" 24").
O percurso de aproximadamente 12 kms com indíce de dificuldade baixo, será percorrido entre o Fluviário de Mora e a vila de Cabeção, com regresso ao local de partida.
Todo o restante programa do dia já está planeado e pensamos que agradará ao universo caminhadeiro que decidir marcar presença.

Como de costume, devem os interessados em marcar presença, fazê-lo até à data limite do final do dia da próxima Segunda-Feira dia 14, através dos comentários da convocaória.
Saudações Caminhadeiras,
Fortunato de Sousa / Vitor Gonçalves

domingo, 6 de maio de 2012

15ª Caminhada 2011 / 2012 – Pelo Arnal da Apostiça – 02.05.2012




Albuns de Fotografias
Luís Martins
Fortunato de Sousa
Carlos Evangelista
António Palma
Data do Encontro: 02/05/2012
Local: Graus Norte/Oeste etc. etc. ou seja o local de estacionamento de acesso à Lagoa da Albufeira
Percurso: 11, 500 kms - 02: 30 Horas
Caminhantes: António Henriques, António Palma, Antonieta Faria, António Pires, Bina Sales, Carlos  Evangelista, Carlos Penedo, Carlos Sales, Carmen Firme, Dores Alves, Fernando Bernardino, Fortunato Sousa, Gil Furtado, Gilberto Santos, João Costa, João Duarte, José  Clara, Luís Fernandes, Luís  Martins, Luísa Gonçalves, Lurdes Clara, Manuel Floxo, Manuel Garcia, Manuel Reis, Margarida Graça, Nela Costa, Octávio Firme, Pedro Antunes, Rogério Matias, Teresa Palma, Vitor Gonçalves e um novo Caminhadeiro que já tinha estado connosco no evento  Fadista, o Fernando Pedroso: (Total: 32).             
Organizadores: Bina Sales e Carlos Sales
Almoço: Restaurante Toca do Grilo (Sr. António / Tel. 212 960 021)
Parte Cultural: Casa da Cerca em Almada (D. Carla / Tel. 212 724 950)
Hora do Chá: Restaurante “O António” em Almada Velha (Sr. António / Tel. 212 743 659)
Próxima Caminhada: 16 / 05 / 2012 – (Organiza Fortunato de Sousa e Vitor Gonçalves)
Fundo de Reserva: € 1.214,53
Reportagem: Vou tentar dar uma roupagem diferente ao conteúdo deste texto, muito em especial, por ter lido com alguma atenção, na reportagem da Caminhada anterior, o que foi expresso pelo seu autor, Fortunato de Sousa,  até ao segundo ponto final. Numa reunião da Comissão Organizadora, não houve consenso, pois um dizia que correu tudo mal, mas logo o outro contrariava, dizendo que não estava de acordo porque, ninguém se magoou, não houve feridos, não se deu conta de algum descontentamento, mas para ser diferente, vamos dizer  O MAL. Vejamos como foi e com uma exposição do tipo telegráfica: Os organizadores só não foram os últimos a chegar ao local do encontro porque a Carmen e o Octávio, fizeram questão de não quererem que alguém chegasse depois deles, as condições climatéricas foram do pior que se poderia imaginar, pois até houve um tornado na zona da Lagoa da Albufeira, local onde fizemos o ponto de viragem, os menos incautos, ou preparados, viram-se sujeitos a uma despesa extra para reposição do seu guarda-roupa, o organizador perdeu o seu dispositivo, para o registo de imagem, a saída para o almoço foi das mais descordenadas de que há memória, como já estávamos habituados à desorganização, o cortejo até ao local da acção cultural, que se previa em grupo, foi mais um desastre, pois das 12 viaturas em deslocação, creio que o grupo de maior dimensão, deverá ter sido de 3 e talvez um de 4, mas lá conseguimos chegar à Casa da Cerca onde apareceu a Lucrécia para nos acompanhar na visita, onde mais uma vez fomos obrigados a correr para a saída, dado que a chuva quase não permitiu que fosse feita uma foto, num anfiteatro de jardim, mas não vou deixar de referir que o chá foi, na minha opinião, a única acção do dia, sem dissabores.                                                                                 
Considero que em termos de reportagem cheguei ao fim e só temos que agradecer, a forma como nos ajudaram a ultrapassar alguns engulhos, que mais não são do que situações que, por norma acontecem, a quem faz alguma coisa.
Uma breve palavra de boas vindas ao Fernando Pedroso, que pela 1ª vez caminhou com o grupo em dia bem regado e que por certo nunca vai esquecer.
Saudações Caminhadeiras,

Bina e Carlos Sales