quinta-feira, 18 de março de 2010

14ª Caminhada - Época 2009 / 2010 - Barragem do Rio da Mula . Sintra . 24 de Março

Estão todos os Caminhadeiros convocados para a 14ª Caminhada da época, a realizar na Barragem do Rio da Mula, em plena Serra de Sintra. Os organizadores (Gilberto e Balão de Sousa) prometem desta vez cumprir com rigor a rota do percurso PR6, que tem uma distância de aproximadamente 10 Kms, e não os 18 que tivemos de palmilhar o ano passado devido a erro de orientação por parte dos organizadores.
A 1ª parte da caminhada tem um indíce de dificuldade 'médio alto', mas para compensar o esforço dispendido, a 2ª metade do percurso é de indíce de dificuldade 'baixo ou 0 (zero)'.
A concentração terá lugar às 09:30 Horas, junto ao paredão da Barragem que dá nome à Caminhada.
O local do almoço, a componente cultural e o local do chá da tarde já estão escolhidos e esperamos que sejam do agrado de todos os Caminhadeiros.
Para finalizar e como vem sendo hábito, agradecemos a vossa confirmação através dos comentários do blog, até ao final do dia da próxima Segunda-Feira.
Cumprimentos Caminhadeiros em passada Primaveril,
Fortunato de Sousa

Esclarecimentos sobre a medida de distâncias na superfície da Terra

























Junto um extracto do meu livro de Navegação - utilizado aquando da minha frequência do curso de Piloto Comercial - que poderá esclarecer as dúvidas mencionadas na reportagem da última caminhada no Cabo Espichel.
As explicações pertinentes ao assunto em questão começam no capítulo "Distance on a Sphere" até "Direction on a Sphere" inclusivé.
Um abraço
Gilberto

domingo, 14 de março de 2010

13ª Caminhada - Época 2009 / 2010 - Cabo Espichel - 10 de Março



Data da Encontro: 10/03/2010

Local: Cabo Espichel
Percurso: 9,000 Kms; 02:30 Horas
Caminhantes: A. Henriques, A. Pires, Bernardino, Carlos Evangelista, Carlos Penedo, Carlos Sales, Chico Pires, Dores Alves, F. Sousa, Gilberto Santos, João Costa, Luisa Gonçalves, M. Flôxo, Manuel Pedro, Nela Costa, Odete Vicente e Vitor Gonçalves.
Faltas Justificadas: Armando Gonçalves, Gil Furtado, Luís Fernandes e Manuel Reis.
Organizador: Carlos Sales
Almoço: Restaurante “A Fátima” – Azóia (Tel. 964 135 338) Preço: € 20,00
Próxima Caminhada: 24/03/2010 (Organiza: Giberto Santos + Fortunato Sousa)
Fundo de Reserva: € 772,50
Reportagem:
Antes de iniciar a reportagem, propriamente dita, é meu entendimento que devo, como preâmbulo, fazer alguns comentários.
O objectivo principal das nossas caminhadas é provocar um encontro de amigos, com a finalidade de passarmos um dia em sã camaradagem e conviver com a natureza.
Os dias destes encontros são preenchidos de acordo com um programa, já previamente definido e que é composto, como segue, por 6 (seis) fases:
1 – Deslocação em grupos, para o local do encontro.
2 – Dar início à caminhada proposta pelo organizador.
3 – Hora do repasto.
4 – Momento de ordem cultural.
5 – Hora do chá.
6 – O regresso dos grupos aos seus Lares.
Todos estes passos devem ser executados com um profundo sentido de responsabilidade.
Claro que por vezes existem alguns contratempos, normalmente bem entendidos e aceites pelos outros companheiros caminhadeiros.
Desta vez o contratempo dá pelo nome de Apostiça. Este é mais um acesso a evitar, pois não sendo uma zona tão alagada como a Azinhaga ou o Pombalinho, na área da Golegã, é um local de piso muito irregular e recomendável apenas para veículos TT, que até era o nosso caso, mas se a opção tiver como objectivo poupar alguns metros ao percurso, só se houver bastante tempo de sobra.
As duas últimas caminhadas vieram dar razão ao ditado: “Quem se mete em atalhos, mete-se em trabalhos”.
Desta vez, o grupo da Margem Sul, tem que agradecer aos outros 13 (treze) caminhadeiros, terem aguardado a nossa chegada e a caminhada teve início às 10H15M.
Pois bem, após esta introdução, vamos falar do percurso efectuado no espaço ao redor do Farol do Cabo Espichel e do Convento da Nossa Senhora do Cabo.
Passeio agradável, com grau de dificuldade médio baixo, em que tivemos a oportunidade de presenciar algumas espécies cinegéticas da região, rolas perdizes e coelhos.
Desfrutamos de uma vista maravilhosa do mar e no início da caminhada o Bernardino fez referência, que se via ao fundo no meio das nuvens, a Serra de Sintra e logo alguém disse ser uma nuvém mais escura, mas quando o dia clareou, lá foi dada razão ao Bernardino.
É pena que durante a caminhada não se consiga que o grupo esteja compacto do principio ao fim, pois relativamente ao programa onde está defindo, o ponto 4 – Momento Cultural, são também falados, tratados e discutidos diversos assuntos de cultura geral.
Claro que se dizem muitas coisas com conhecimento pleno e depois podemos confirmar, mas desta vez entendo que devo fazer uma correcção, uma informação e uma dúvida.
Correcção: A dada altura foi dito que o país URUGUAI, sito na América do Sul, que fica encaixado entre o Brasil e a Argentina é mais pequeno que Portugal e poucos habitantes.
A saber: URUGUAI – Capital Montevideo, Área de 176.220 Km2, tendo uma costa com uma extensão de 660 Km e 3,4 Milhões de habitantes.
É o segundo país mais pequeno da América do Sul e o mais pequeno é o Suriname.
Mas: PORTUGAL – Capital Lisboa, Área de 91985 Km2 (quase metade do Uruguai), com uma densidade populacional muito maior pois tem 10,9 Milhões de habitantes.
Informação: Algumas questões foram tratadas relativamente ao valor da milha marítima. Ao ser colocada a questão sobre o seu valor, a resposta era de mil oitocentos e tal, assim a informação é de que são 1.853 metros, correspondente à medida do arco correspondente a 1 grau da curvatura da crosta terrestre.
Dúvida: A minha dúvida prende-se com algo que me confundiu quando se falava sobre o tema da milha marítima. Fiquei sem saber se o arco é medido sobre um meridiano ou sobre o Equador. A minha dúvida ainda vai mais além, pois creio que ouvi dizer que: Se unirmos o Polo Norte ao Polo Sul temos um Equador. O futuro me esclarecerá.
Este período de formação foi interrompido, dado que estavamos sobre a hora do almoço. Terminámos a caminhada com algum atraso em relação à hora que tinha sido acordada com a D. Fátima e não deixei de ouvir dizer que, se o grupo da Margem Sul tivesse chegado a horas, tinhamos iniciado o percurso a horas e já estariamos despachados.
Seguimos em frente directos ao Restaurante A Fátima, onde dos 17 Caminhadeiros, dois optaram por escolher a refeição da lista e os 15 restantes tinham a marcação já feita para a Caldeirada e a respectiva Massinha do Caldo.
Penso que todos ficaram satisfeitos, mas houve uma falha, pois não tivemos o useiro ataque às entradas, porque o pão, que é fabrico próprio, chegou à mesa com a caldeirada.
À saída do restaurante saíu a célebre fotografia, com a D. Fátima e duas colaboradoras.
Então lá vamos nós, parecendo perdidos, de novo em direcção ao Cabo Espichel, mas não porque agora iriamos fazer a visita a um local, que como eu escrevi no mail, que dirigi ao Sr. Delegado Marítimo de Sesimbra, a pedir autorização para a visita ao Farol, dizendo que a maioria das pessoas sabe da sua utilidade, já o viu ao longe e da parte de fora, mas lá dentro poucos estiveram.
Ao chegarmos ao Farol, fomos recebidos pelo Sr. Marques, Faroleiro reponsável e nosso anfitreão para nos presentear com uma visita guiada ao topo do mesmo. Após a visita, ao que parecia terem sido oficinas de serralharia e carpintaria, vimos um gerador de back up e o quadro eléctrico para alimentação de toda aquela estrutura.
E diz o Sr Marques, - então vamos lá. Começamos a nossa subida de 130 degraus em pedra, até à varanda do Farol e depois mais 18 degraus em ferro até à lâmpada do aviso.
Estivemos a 160 metros acima do nível do mar e como referência, no segundo Farol mais alto do nosso País, sendo apenas superado pelo do Cabo da Roca.
Uma surpresa para quase todos os presentes, saber que o Farol não é apenas um auxiliar para a navegação marítima, é também auxiliar para a navegação aérea, pois tem a emissão de feixes de luz em direcção ao céu.
Foram colocadas diversas questões por alguns dos presentes, a que o Sr. Marques dava a resposta a algumas delas e outras, eventualmente por serem segredos de estratégia da defesa nacional, dizia simplesmente, a essa eu não posso responder ou isso não digo.
Ao regressarmos à terra, depois de cumprida a descida dos 148 degraus, ficámos deveras surpreendidos pela “Flor” uma chibita com 4 meses de vida e que se comporta como se fosse um cão do Sr. Marques e da sua esposa.
Terminada a visita, era hora das despedidas, foi o que se verificou.
Agora vamos direitos ao chá, mentira, pois temos mais uma paragem no percurso, D. Inês a queijeira da zona, onde foram adquiridos queijos frescos, meio-secos e curados, então e o pão, também se resolveu e acabámos com o resto do pão que havia, não deu para todos.
Agora sim, vamos directos ao Bar / Restaurante do Parque de Campismo de Valbom, no Caminho Branco, à saída da Cotovia.
Cerca das 18 Horas foram feitas as despedidas com um - até dia 24 em Sintra.
Cada grupo para a sua viatura e lá fomos em direcção aos nossos lares.
Saudações Caminhadeiras,
Carlos Sales

quarta-feira, 3 de março de 2010

13ª Caminhada Época 2009 / 2010 - Cabo Espichel dia 10 de Março

Estão todos os Caminhadeiros convocados para a 13ª Caminhada da época. O percurso será efectuado numa zona em que, certamente, já não é surpresa para a grande parte deste grupo, pois iremos estar na zona do Cabo Espichel, perto de Sesimbra, bonita vila do distrito de Setúbal. A concentração será às 10:00 Horas no local do costume, ou seja, junto ao Convento de Nossa Senhora do Cabo.
Como é normal estarmos todos a horas, salvo alguma excepção provocada pelas dificuldades de acessibilidades, como por vezes acontece com as cheias e outros acidentes de percurso, será dada a partida para o início da Caminhada, que segundo o conhecimento prévio, terá um grau de dificuldade baixo e uma distância de aproximadamente 10 Kms.
Quanto ao almoço, terá lugar num restaurante perto do local da Caminhada e constará de 'Caldeirada' (por encomenda e correspondente reserva), muita variedade de peixe e carne à lista.
Estou ainda dependente de uma resposta para a acção cultural, mas o chá já está tratado, com quase todos os sabores.
O organizador agradece uma resposta à convocatória e a indicação de quem elege como prato a Caldeirada, até à data limite da próxima segunda-Feira dia 8 de Março de 2010, através dos comentários deste blog.
Cumprimentos caminhadeiros em passada de Caldeirada ou outra escolha.

Carlos Sales

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

12ª Caminhada - Época 2009 / 2010 - Alverca da Golegã - 24 de Fevereiro



Album de Fotos (Sem Legendas)
Data do Encontro: 24/02/2010
Local: Alverca da Golegã - Golegã
Percurso: 11,000 Kms; 02:20 Horas
Caminhantes: A. Henriques; Armando; A. Pires; Bernardino; C. Sales; Carlos Evangelista; Dores Alves; F. Sousa; Gil Furtado; Gilberto; João Costa; Nela Costa; L. Fernandes; Manuel Reis; M. Flôxo; Manuel Pedro; Maria do Céu; V. Gonçalves.
Convidado: Estrela Alves
Organizadores: Bernardino e A. Pires
Almoço: Restaurante STOP - Atalaia (Tel. 249.710.691) Preço: € 25,00
Próxima Caminhada: 10/03/2010 (Organiza: Carlos Sales)
Fundo de Reserva: € 734,50
Reportagem:
Duas desistências de última hora e a falta de comparência do grupo da zona Sul no local de concentração à hora marcada, não impediu que déssemos início à caminhada. Os organizadores, que estavam integrados no grupo faltoso, justificaram a sua falta à partida, pelo facto de terem sido vítimas das recentes inundações no vale do Tejo, que bloquearam alguns dos caminhos de acesso à Golegã. Mesmo assim, mais ou menos a meio do percurso encontraram-se os dois grupos. Este agrupamento possibilitou finalizar a caminhada de indice de dificuldade 0 (zero) todos juntos.
Com o GPS do Fernandes em fase de manutenção, teve que imperar a experiência acumulada do grupo e concluir que 11 Kms em 02:20 Horas era a distância correcta para adicionar às estatísticas.
Seguiu-se o almoço no restaurante 'STOP' na Atalaia, onde a cozinheira tinha a responsabilidade de fazer esquecer o arroz de lampreia a que nos últimos anos fomos habituados noutro estabelecimento concorrente. Apesar da boa confecção do ciclóstomo, o sável com açorda de ovas mereceu elogios mais qualificados.
As fortes correntes do Tejo impediram a planeada visita ao castelo de Almourol. Em substituição, conseguimos em cima da hora organizar uma breve visita à capela da Atalaia.
Para terminar, nada melhor que tomar o tradicional chá de final de dia em local diferente do habitual. Por indicação da D. Albertina, visitamos a Quinta da Ponte da Pedra, agora transformada em bonito local de eventos diferenciados e também gerida por um elemento da sua família. Neste caso o filho mais velho, que para além de nos guiar numa breve visita às instalações, teve a generosidade de não nos cobrar os chás por ele mesmo servidos no salão de festas.
Aos organizadores do evento, os nossos parabens pelo excelente dia que nos proporcionaram.
E apenas uma palavra final para o Estrela Alves, que mais uma vez quis compartilhar com o grupo 'Os Caminhadeiros' momentos diferentes da vida de reformado.
Cumprimentos Caminhadeiros,

Fortunato de Sousa

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

12ª Caminhada - Época 2009 / 2010 - GOLEGÃ - 24 de Fevereiro

Estão todos os Caminhadeiros convocados para a 12ª Caminhada da época. Desta vez o percurso pedestre terá lugar na Golegã, bonita vila ribatejana do distrito de Santarém. A concentração será às 10:00 Horas junto ao parque de merendas de 'Alverca da Golegã'. De seguida daremos início à caminhada, que segundo os organizadores terá um indíce de dificuldade '0' (zero) e uma distância de aproximadamente 12 Kms.
Quanto ao almoço, terá lugar num restaurante perto do local da Caminhada e constará de 'Arroz de Lampreia ou Sável Frito com Açorda de Ovas'.
Os organizadores agradecem uma resposta à convocatória, até à data limite da próxima Segunda-Feira dia 22 através dos comentários deste blog.
Cumprimentos Caminhadeiros em passada de Ciclóstomo,

Fortunato de Sousa (em representação do António Pires e do Bernardino)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

11ª. caminhada - Época 2009 / 2010 - Carrasqueira/Comporta - 10 de Fevereiro



Album de Fotografias (legendado)

Data da Encontro: 10/02/2010
Local: Carrasqueira - Comporta
Percurso: 12,400 Kms; 02:20 Horas

Caminhantes: A. Henriques; A. Pires; A.F.Bernardino; Carlos Sales; Chico Pires; Dores Alves; F. Sousa; Gil Furtado; Gilberto Santos; Luís Fernandes; Manuel Reis; M. Flôxo; Odete Vicente; Vitor Gonçalves; Carlos Evangelista; Carlos Penedo.
Organizador: Manuel Reis
Almoço: Restaurante: Rola (Tel. 265.497.003) Preço: € 20,00
Próxima Caminhada: 24/02/2010 (Organiza: António Pires/ Bernardino)
Fundo de Reserva: € 709,50
Reportagem:
Este ano o S.Pedro não está com os Caminhadeiros. Das ultimas 5 caminhadas, Alcochete, Trafaria, Almeirim, Monsanto e Comporta, só na de Lisboa apanhamos tempo seco.
Nesta da Comporta, apareceram 16 valentes caminhadeiros, prontos a arrostar com a chuva, o vento, a intempérie ou como diria o Guilherme Xeique Espiar 'homens (e mulher) para todas as estações'. Não quero deixar de dar as boas vindas ao Carlos Penedo que se nos juntou pela 1ª vez e que parece ter ficado cliente para além de ter mostrado boa forma física e estar recomposto da revisão dos 65.
Visto o lado bom da cena, foi uma boa oportunidade para os caminhadeiros equipados com Goretex testarem a impermeabilidade das botas e para os outros aprenderem a levar uma muda de roupa e calçado. Sempre a aprender!
Partida da Carrasqueira em direcção à Comporta, e primeira paragem junto à casa de turismo rural 'A Cabana do Pai do Tomás' para foto de grupo e discussão do dilema: vamos pela areia ou pelo alcatrão. Não chegamos a ir a votos porque alguém disse que se aquilo fosse uma democracia ainda elegíamos o sócrates para organizador das caminhadas.
E lá fomos pelo pinhal e pela areia ( a maioria, porque 1 desistiu e 2 optaram pelo alcatrão). Mas o terreno era difícil e o grupo foi-se alongando. Numa das vezes em que o organizador veio atrás para contar as cabeças, os da frente tomaram o freio nos dentes e ao contrário do planeado, acabamos por ir parar ao alcatrão.
Na Comporta fez-se a paragem de meio de caminhada para água e tablettes. As cegonhas saudaram-nos com o seu característico bater de bico e lá seguimos pelo 'combro' a caminho da Carrasqueira de novo. A chuva abrandou e esta 2ª parte foi mais amena, sem areia e sem subidas. Mais uma vez o grupo avançado 'escolheu' um caminho não previsto e lá acabamos outra vez no alcatrão.
Penso que posso dizer que é uma caminhada para tornar a fazer com tempo mais ameno de modo a desfrutar da paisagem dos arrozais, com Setúbal e a Reserva Natural do Estuário do Sado em fundo.
O almoço foi no restaurante Rola da Carrasqueira e se não tem havido umas rodelas de chouriço e uns queijinhos como entrada seria todo à base de produtos do mar: salada de polvo, chocos de coentrada e massinhas de cherne. Tirando um leão em lugar de destaque que o sempre atento Bernardino não deixou passar em claro, parece que não houve reclamações de maior e ouvi dizer que nem os restos se safaram...
O Luís, como de costume, aproveitou para desviar mais uma data de massa para o fundo de maneio.
A parte cultural, programada para uma área coberta, foi mais uma vez vitivinicola, desta vez na adega da Herdade da Comporta, onde o sr. Tito nos guiou numa visita virtual às vinhas e aos vinhos desta herdade da região de Terras do Sado. No final até houve fila para comprar vinho, com realce para os modernos garrafões de 5 litros agora chamados pomposamente de 'bag in box'.
O chá das 5 foi no Clube Recreativo da Herdade da Comporta e já de faróis acesos regressamos a penates, este que s'assina ao volante de um audi a4, automático, de 130 cavalos gentilmente cedido para o efeito pelo famoso sr. Vítor de Montemor.

Saudações Caminhadeiras,

Manuel Reis

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Convocatória - 11ª Caminhada 2009 / 2010 . Comporta - Carrasqueira . 10 de Fevereiro

Amigos Caminhadeiros,

Como diria o Scolari, estão todos convocados para a 11ª. Caminhada da presente época, a realizar em 10/02/2010 na zona da Comporta (a sul do Tejo, deserto, portanto).
A concentração será em frente ao restaurante Rola no lugar da Carrasqueira, logo à entrada da povoação para quem entra pela estrada Alcácer/Comporta.
O percurso de dificuldade média /baixa será de aproximadamente 10 Kms, medidos a olho.
A partida está prevista para as 10 horas e quem vai de Lisboa pela auto-estrada deve contar com mais ou menos 1:15 de caminho. Também se pode lá chegar indo por Setúbal, apanhando o barco para Tróia, e seguindo depois para a Comporta e Alcácer.
Comuniquem as vossas presenças através dos canais de comunicação habituais até às 15 horas da próxima 2ª. Feira, dia 8.
Saudações caminhadeiras.

Manel Reis
mreis08@gmail.com
965 330 886

domingo, 31 de janeiro de 2010

Coisas de Caminhadeiro 2008 / 2009

Bom dia pessoal! Olá, como estás? Bom dia meus senhores! O fulano hoje não pode vir. Há sempre um gajo a atrasar isto tudo. Frases soltas, quase só som. Não valem por si, nem valem p'lo tom. Informal, quase banal, usado sem tacto, meio abstracto. Só para estabelecer o contacto. E nesse afazer, também se pode dizer: Hoje é capaz de chover. Ou contrapor: Hoje vamos ter calor. Então? Quantos quilómetros são? Até alguém dizer, em voz de comando: Bom, o melhor é ir andando.
E lá vamos amar o exercício, sem sacrifício. A natureza, a sua beleza. Amar a aventura, a água pura. O belo. O castelo. O céu aberto, que fica mais perto. As árvores e outras plantas, que são tantas. E os animais, belos demais. O veado, o corvo, o javali. Não viste? Passou por ali! Até se ama a borboleta, e a conversa, que às vezes até é da treta. E ama-se também o inesperado, o surpreendente, o precalço, o passo em falso, a queda, o tratamento, as enfermeiras, o enfermeiro, o sair inteiro. Coisas de Caminhadeiro.
E caminhando, o grupo distende-se. Mas entende-se. Uns falam baixo, parece que a medo, como quem conta um segredo. Quase em surdina, que não é coisa Bernardina. Outros falam mais alto, de modo sonante, que o assunto é apaixonante. Alguns vão devagar, p'ra não cansar e melhor apreciar. Também há o que acelera, que o almoço está à espera. Ou será algo mais motivante? Se calhar é o restaurante! E chega o mais ligeiro. Depois o segundo e a seguir o terceiro. Por fim o último que também é primeiro. E num instante, estamos no restaurante.
E vamos continuar a amar a natureza. Agora no que ela nos põe sobre a mesa. A comida, a bebida na justa medida, a vida. E vêm a água, o vinho e a cerveja, de cuja falta Deus nos proteja. Também vem a lista p'ra dar uma pista. Carne ou peixe? Estranho dilema dos que podem escolher, que outros há que só queriam comer. Mas não podendo resolver o problema, alguns resolvem pelo menos o dilema. E p'ra que o apetite não se queixe, racham a carne e racham o peixe. Com a chegada do cabrito no forno, o ambiente que já estava a ficar morno, pouco depois já fervilha. Os carapaus estão uma maravilha! Um outro insistia: Prova o cabrito, está uma categoria! Também chega a sobremesa, às vezes uma surpresa. Até que alguém, às vezes de pé grita: Quem quer café? Quem quer café? E vem o cafézinho, que no contexto, para alguns mais não é que um pretexto, pra beber um whiskinho. Só mais um cheirinho! Nesta altura já está quase tudo quentinho. Nota-se pelo burburinho. O tempo foi passando, a comida foi-se comendo e bebida bebendo. E se é certo que não se despejaram toneis, não é menos verdade que o ruído aumentou uns decibéis. Muito embora, esta subida sonora, juro e assino, nada tenha a ver com o Bernardino. São a caloria, a alegria e um pouquinho de euforia, que geram este calor. Calor do tipo que com frequência leva ao amor. Ou ao humor.
Piriri-pororó. O mago Merlim não está. O Rei Artur, também não. E mais, a mesa não é redonda, mas somos todos iguais. Piriri-pororó, piriri-pororó. Só disse dois piriri-pororó, como convinha, já que no meu entender (ideia minha), por baixo da mesa só pode ter sido uma rapidinha. Piriri-pororó. A gargalhada solta-se, franca, aberta, colectiva, unânime. E quando o gargalhar esmoreceu, toda a gente percebeu que afinal, o mago estava lá. Era o Gil. E estava também o Rei, o Senhor, na pessoa de sua majestade o Humor. E nesta côrte virtual, de gente simples, sem orgulhos nem famas, também estavam cavaleiros, alguns com suas damas. No ar e nos rostos, ficam a pairar, o relaxamento, a satisfação, a boa disposição. Frutos da poção do mago, da qual também eu bebi um trago, e que continha certamente, entre mais um ou outro ingrediente, um perfume, talvez de rosa, e o sabor e aroma de uma boa bebida espirituosa. A ambiência é sã. A convivência pura. E depois desta abundância, de tanta fartura, só mesmo um caldinho... de cultura.
O Museu. A arqueologia. A vinha. E enologia. As aves. As caves. As músicas. As canções. Nossas e do mundo. Nem sempre afinadas, mas muito participadas. Como no Inácio do Túlio, que nos trata como Reis, sem nos lesar o pecúlio. Também se visita a Sé. A fé. O convento. O que está lá dentro. O Entroncamento. O encantamento. A locomotiva, a carruagem, o vagão. Bernardina paixão. Desta vez porém, não juro nem assino, mas afirmo sem temor, que agora, sim senhor, me refiro ao Bernardino. E é olhando as tradições, os costumes, as canções, e lembrando as vitórias, as glórias e memórias de quem fomos, que melhor ficamos a saber quem somos. E nesta aparente mistura de grelos, passamos momentos... muito belos. Seis horas? Já? Chá! É a hora do chá!
E o chá bebe-se no Café, na Cervejaria, na Pastelaria, onde calha. Sem chá é que não, Deus nos valha! E há chá para todos os gostos, de muitos odores, sabores e de várias cores. Chá de Tília, Camomila, Lúcia Lima, Princípe, Cidreira. Chá branco, chá vermelho, chá verde, chá preto. E não é estranho, haver quem o beba com gelo, e castanho. Já para não falar de quem pede e assuma, gostar do chá loiro, com espuma. Porque o importante não é o chá. É a hora. É a hora de abalar. Sem dramatizar, pois todos sabem que é preciso ir... p'ra voltar. E tal como de manhã, repete-se o afã, agora para desfazer o contacto. Do mesmo modo sem tacto, igualmente abstracto. - Bom, a gente vai-se pôr a andar. Amanhã não te esqueças de telefonar! Ó mano, vai com o fulano ou com o beltrano? P'rá próxima não sei se posso vir. Tenho que bulir. E lentamente, vão partindo todos, crentes e ateus. De volta ao lar, de volta aos seus. Foi a hora do chá!
E de tanto falar em chá, chá, chá, de que me havia de lembrar? Do tango, está bem de ver (como se me pudesse esquecer).
De Unhais. Da Serra. De Unhais da Serra. O Hotel. O conforto em bom porto, encastoado na natureza. Tão bela, que quase nos deixa sem fala. É preciso arranjar uma sala. A recepção. Vou já lá acima largar a mala. É preciso arranjar uma sala. As caminhadas. Qual delas a melhor. A Serra, agreste mas óptima p'ra um passeio pedestre. Tiago, o guia. Cuidado com esta vala. É preciso arranjar uma sala. Vamos falar com o Tiago. Pode ser que arranje uma sala, sem alcavala. Mas é preciso arranjar uma sala. Chiça! Que o homem não se cala. Precisa de uma sala. E finalmente, como acontece com quase tudo na vida, também na dança, quem porfia sempre alcança. Temos sala! Quanto ao resto, o Luís que é gente fina veio prevenido. Trouxe a música e a bailarina. A sua. A Lina. E à hora aprazada, na sala a meia luz, cúmplice da intimidade e sensualidade do Tango, a exibição começa. Não! Não! Não é uma exibição. É mais uma demonstração, é mais um curso. E o mestre começa. Um, dois e três e ... não, não está a contar quem pagou, nem quem falta pagar. E continua. Um, dois e três e ... não não, porra! Também não está a contar o caroço p'ra pagar o almoço. Agora está noutra andança. O que ele conta, são os passos da dança. E o mestre persiste. Um, dois e três e quatro. Agora, o cavalheiro passa a perna por dentro. E eu estou atento, venerando e obrigado. Mas continuo sentado. E bem pode insistir até cinco, seis e sete e oito, que mesmo assim não me afoito. Não que seja manco. Sou só pés de banco. E escusam de rir, que não fico envergonhado. Estava bem acompanhado. O curso prossegue, e o Fernandes como nós, está feliz. E eu acrescento, sem querer ser Juíz, que também está esperto o Luís. Ele sabe que dançar é como caminhar. É caminhar no ar. É o mais perto que o homem está de voar. E sabe também, que gostar de dança é uma graça, e que saber dançar é um bem. Por mim, contento-me com a graça, pois cada um vôa... com as asas que tem. E o curso durou o tempo que o mestre quis. Ou, direi p'ra ser mais conciso, que durou o tempo que quis, mas não o que era preciso. O Luís impava de satisfação. Creio mesmo que o ouvi pensar: Viram-me em queda? Tinham de me ver em ascensão. E chegou ao fim, o curso. E tendo sido um curso, como é lógico, foi pedagógico. Mas também foi bonito. Foi divertido. Foi porreiro. Foi coisa de Caminhadeiro.
E por agora chega! Não que tudo tenha dito, mas vou acabar este escrito. Que não é verso nem é prosa, nem é cravo, nem é rosa. É um curto passeio mental, pequena caminhada da mente, feita na cadência do andar. Que só queria ter cheiro, ficar no ar. Não gostaram? Paciência. Foi só uma experiência! Gostaram? Porreiro! Também é coisa de caminhadeiro.
Um abarço do Chico
P.S. - Só mais um reparo, p'ra que tudo fique claro. Se alguém de quem falei, ou por acaso filmei, se sentir incomodado, e quiser ser compensado, desde já fica avisado: Só tem um meio... Ir ao fundo de maneio.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

10ª. caminhada - Época 2009 / 2010 - Parque Florestal do Monsanto - 27 de Janeiro



Data da Encontro: 27/01/2010
Local: Parque Florestal do Monsanto
Percurso: 10,6000 Kms; 02:20 Horas

Caminhantes: Armando Lourenço; António Henriques; A. Pires; Bernardino; Carlos Sales; Dores Alves; F. Sousa; Gil Furtado; Lídia Albuquerque; Luís Fernandes; Manuel Pedro; Manuel Reis; Maria do Céu; Odete Vicente; Pedro Albuquerque; Carlos Evangelista; Victor Gonçalves.
Organizador: António Dores Alves
Almoço: Restaurante: O Jugo do Lavrador (Tel. 217163782) Preço: € 20,00
Próxima Caminhada: 10/02/2010 (Organiza: Bernardino e António Pires).
Fundo de Reserva: € 667,00
Reportagem:
Mais uma caminhada, desta vez no pulmão de Lisboa, num espaço com cerca de 1.000 hectares, 17 caminhadeiros sem receio do vento frio que foi uma constante até ao final do dia, percorrendo algumas áreas cuja vegetação é bastante diversificada.
O caminhadeiro Pedro Albuquerque (a quem desde já se agradece a disponibilidade) como perfeito conhecedor deste emaranhado de percursos pedestres possíveis, foi o nosso guia, levando-nos a alguns pontos onde a visão de aspectos tão diversos como o Rio Tejo e as áreas urbanas de Lisboa, as Serras de Sintra e Montemor e toda a zona saloia envolvente à cidade, inclusive a zona Sul do Tejo.
Na passagem pelo Parque Recreativo da Serafina, alguém ficou preocupado com o Bernardino, receando que o confundissem com as crianças que por lá brincavam. Tudo não passou afinal de bocas da reação.
No miradouro da Luneta dos Quartéis, o Manuel Pedro perante paisagem tão carregada de cimento e betão que dali se avistava, pediu muito solenemente, para retermos aquela visão, pois era cenário que estava em vias de extinção.
Para grande surpresa da maioria dos caminhadeiros, o renovado Gil Furtado manteve-se até final do percurso quase sempre no pelotão da frente. O segredo, ou a fórmula da poção mágica, só ele a poderá revelar, mas as próximas caminhadas serão reveladoras da verdade: regra, ou excepção.
O almoço foi a contento de todos, embora o Bernardino fizesse algumas insinuações depreciativas, que mais tarde foram esclarecidas.
A visita cultural ao palácio dos Marqueses de Fronteira pelas 15h30 onde o nosso guia
Frederico começou por nos informar das regras da visita (nada de ir á casa de banho sozinho) e outras.
O Palácio Fronteira, foi construído em 1640 como pavilhão de caça para D. José de Mascarenhas o primeiro Marquês de Fronteira.
A casa e o jardim têm belos azulejos cujos temas vão desde as batalhas a macacos que tocam trombetas.
Embora o palácio seja ocupado pelo 12º Marquês, algumas salas, a biblioteca e o jardim puderam ser visitados.
Tivemos o famoso chá na Catedral do Glorioso S.L.B. e até não se ouviram reclamações da parte dos verdes. Até deu para ver o ídolo Eusébio ao vivo.
Saudações Caminhadeiras,

António Dores Alves

P.S. Saudamos a primeira presença da Lídia Albuquerque, esposa do Pedro, a quem desejamos não ter desiludido e esperamos vê-la mais vezes nestas caminhadas.