Dia
24
À hora certa e nos locas previstos, o autocarro,
conduzido pelo sr. Rui Mendes, recolheu os grupos de caminhadeiros
entusiasmados por mais esta jornada caminhadeira prolongada.
Durante o percurso restante, o Vítor deu algumas
informações sobre o programa de fim-de-semana, e apelou à participação na
organização de futuras caminhadas. Também como de costume, o Caminhadeiro Gil Furtado ia temperando o ambiente, com as suas intervenções bem humoradas e cheias de oportunidade.
Quando chegámos ao restaurante “Marques” para jantar,
juntaram-se a nós a Tina e o Carlos Evangelista, e também a Margarida e o Rui
Graça. Estes caminhadeiros foram alguns dos participantes que tinham optado
viajar em transporte próprio.
Serão adentro aportámos ao Hotel da Montanha, onde o
grupo excursionista já era aguardado pelos casais Firme, Clemente, Martins e
Afonso, que também optaram por se deslocar em transporte próprio. Enquanto
mimávamos o Octávio, lesionado e de braço ao peito, os quartos foram
distribuídos e todos recolheram aos respectivos aposentos.
Dia
25
A paisagem em redor do hotel amanheceu escondida por
faixas de nevoeiro. Mas isso foi apenas mais um pretexto para os amantes da
fotografia exercer a sua arte. Depois, o sol foi-se impondo, anunciando um
magnífico dia para caminhar.
Bem pequeno-almoçados, fomos transportados pelo sr. Rui
Mendes até ao Pedrógão Pequeno, onde, na “escadaria” do Mercado Municipal,
tirámos a habitual fotografia de grupo.
E deu-se início à caminhada. O primeiro troço era de
caminho empedrado, quase sempre a descer, até à ponte filipina, sobre o Zêzere. O Zêzere, aliás, começava a justificar
a razão do nome dado a este percurso, apresentando paisagens lindíssimas.
Recuperámos o nível de onde tínhamos descido para a ponte
e prosseguimos até ao túnel chamado de “moinho das freiras”, que foi escavado nos anos 50 para facilitar o
transporte de materiais para a construção da barragem do Cabril.
A área chamada de “moinho das freiras” (construção que já
não existe) apresentava mais à frente uma zona intermodal (!), porque de apoio
a caminheiros, cicloturistas e visitantes embarcados. Estávamos ao nível do rio,
e ficámos por uns instantes a admirar a estupenda paisagem.
E, obviamente, já que tínhamos descido até ao rio, foi
necesssário recomeçar a subir. Numa paragem para reagrupamento o Vítor
sentou-se na estrada. E, já que estava a descansar porque não deitar-se?! Para
os que estavam perto foi uma galhofa, mas para aqueles que vinham mais atrás,
houve um momento de susto, pois pensaram que se tratava de um real desmaio!...
Continuamos a subir, agora por um estreito caminho
ladeado de fetos. Não saberíamos dizer qual a perspectiva mais bonita, se a
paisagem observada ao nível do rio, se a vista aérea.
Cansados e encalorados, mas com a alma cheia, voltámos ao
Pedrogão Pequeno, onde, no bar do Mercado, se deu satisfação a necessidades
várias e prementes.
De regresso ao autocarro, passámos no hotel a recolher
quem não tinha caminhado. O Luís Santos elogiou a escolha do percurso,
agradecendo em nome de todos aos organizadores. Atravessámos então para a
margem direita do rio, e fomos almoçar ao restaurante “Lago Verde”, sempre com
excelentes perspectivas sobre o rio. Este deslumbrante local proporcionou-nos
um prolongado e relaxante convívio. Já a digestão ia a meio quando regressámos
ao hotel, onde cada um se ocupou a seu belo prazer.
A sessão de encerramento estava marcada para as sete na
sala “Rosmaninho”, e foi o Fortunato que lhe deu início. Fez um rápido balanço
da temporada referindo nomeadamente, que as proporções que o grupo atingiu o
tem tornado mais difícil de gerir, pelo que, embora a contragosto, os
Caminhadeiros Mores foram obrigados a suspender novas admissões.
Seguiu-se um diaporama apresentado pelo Luís Martins, que
passou em revista através de uma selecção de fotos, bem como de alguns
indicadores estatísticos, o que foi a temporada 2015 / 2016.
A primeira parte da sessão terminou da meljor maneira, com
a apresentação de uma montagem de fotos “legendadas”. As piadas eram tão
certeiras ou imaginativas, que a hilariedade foi geral e repetida, e no fim,
todos deram os parabéns aos autores – o Lúcio, ajudado pela Fátima e pelo
Rogério.
Enquanto a sala era preparada para o jantar, aproveitámos
o magnífico fim de tarde na varanda. Foi mais outro momento de agradável
convívio, até porque, entretanto, já tinham chegado os últimos três
participantes, que foram o Carlos Penedo, a Helena e o Manuel Reis.
O jantar foi sofrido e desatento, porque,
simultaneamente, Portugal e a Croácia enfrentavam-se nos oitavos do Euro 2016.
Como se não bastassem os 90 minutos de perturbação, o empate levou-nos para
prolongamento. O Fortunato desesperava, porque queria avançar com o sorteio das
rifas para o fundo “Caminhadeiros Solidários”, que a Lina, a Luísa Gonçalves e
a Quinita tinham andado a propor-nos. Finalmente, ao minuto 117, um tal de Ricardo
Quaresma encerrou a questão, manifestando-se a audiência das mais desvairadas e
alienadas formas.
O Fortunato não perdeu tempo e, com o auxílio do jovem
João Firme, passou ao sorteio. A manta, confeccionada e oferecida pela Lurdes
Clara, calhou em sorte ao casal Manuel Reis Helena Gago.
De seguida, foram distribuídos diplomas e bastões de
bronze aos Caminhadeiros: Amilcar Queióz, Céu Fialho, Estela Garcia, Luz Fialho e Teresa Santos, e de prata aos Caminhadeiros: António Clemente, Luísa Clemente, Luísa
Gonçalves e José Clara, que durante a temporada
2015 / 2016, totalizaram respectivamente, 250 km ou
750 km a caminhar com o grupo.
O troféu 1.000 kms,
foi entregue aos Caminhadeiros: Carlos Evangelista,
Luís Martins, Manuel Garcia e Rogério Matias, que durante a presente
época totalizaram 1.000 kms a caminhar com o grupo.
Depois foi entregue à Caminhadeira Odete
Vicente, o troféu “Paridade de Género Caminhadeiro”, pelo seu contributo em
equilibrar o grupo ao longo dos tempos, com elementos do género feminino.
Ao António Dores Alves foi-lhe entregue o
troféu “Segurança no Trabalho”, recebendo um capacete de cor branca com o logo
dos Caminhadeiros.
As prendas continuaram e, assim, foram distribuídos
blusões tipo polar, seguindo os critérios constantes do “Manual do
Caminhadeiro”, entregue na temporada anterior. Foram também disponibilizados exemplares ainda
existentes, de coletes reflectores e mochilas pretas, ambos com o logo do
grupo.
Por último, a Odete, a Graça e a Teresa Duarte,
ofereceram, em nome do grupo, uma pequena lembrança a cada um dos Caminhadeiros
Mores, como forma de reconhecimento pelo esforço que continuadamente
desenvolvem na gestão das actividades do grupo.
O Vítor encerrou a sessão, fazendo uma breve descrição do
que será a próxima época do nosso inigualável grupo, e no final foi cantado por
todos a uma só vóz, o Hino dos Caminhadeiros.
A noite teria terminado com o alegre bailarico, ao som
das músicas do animador contratado pelos organizadores, se não faltasse cumprir
a promessa da Graça Sena– que, se Portugal ganhasse, à meia-noite se atiraria à
piscina. E não é que se atirou mesmo?! Acontece
que, por solidriedade desportiva e patriótica, a Lena Meleiro não quis deixá-la
sozinha e mergulhou também! Disseram ambas que nunca tinham experimentado água
com tão boa temperatura àquela hora da noite.
Dia
26
O último dia, como alguém disse, foi o dia de santa
avaria, o que lhe deu o picante necessário para não ser apenas o dia do fim de
festa.
Quando, já a bordo do autocarro, nos preparávamos para a
visita à barragem, o Vítor comunicou-nos que tinha acontecido uma avaria na
suspensão do veículo, pelo que o sr. Rui Mendes já se encontrava em comunicação
com a empresa de transportes, para resolver o problema da maneira mais rápida e
conveniente possível.
Descem os Caminhadeiros do autocarro, quando o Vítor
anunciou que também na barragem se tinha verificado uma avaria, estando a ser
desenvolvidos esforços para a sua rápida reparação.
Mas os Caminhadeiros não desistem perante as adversidades
e assim, os mais corajosos a pé, os restantes de carro, foram mesmo visitar a
barragem, o que aconteceu em dois grupos. Como as condições normais já tinham
sido reestabelecidas, tivemos uma apresentação em três momentos. Primeiro,
foi-nos feito um enquadramento na história e na geografia da região, posto o
que foi descrita a função da barragem do Cabril, no conjunto que forma com a da
Bouçã e a de Castelo do Bode. Finalmente, foram-nos explicados os complicados
mecanismos que fazem funcionar a “barragem mais alta da Europa”.
O regresso ao hotel contou com a colaboração em repetidas
etapas, dos caminhadeiros que tinham levado os seus carros.
Após a chegada do material, o autocarro foi rapidamente
reparado e, foi com um atraso quase insignificante em relação ao horário
previsto que deixámos o Hotel da Montanha e nos dirigimos para a “Quinta das
Oliveiras”, para almoçar.
As despedidas e votos de boas férias, que começaram no
restaurante, continuaram quando fomos deixar a Lena Meleiro na estação do
Entroncamento, e foram-se replicando em cada paragem para descida de
passageiros.
Tomara já que seja Setembro!
Saudações
Caminhadeiras,
Maria do Céu Fialho