Albuns de Fotos:
Data do Encontro: 11/01/2012
Local: Cabo da Roca – Trilhos do Fim da Europa
Percurso: 10, 200 kms; 03: 00 Horas
Caminhantes: A. Pires; A. Clemente; Luísa Clemente; A. Palma; Antonieta Faria; Andreia Faria; Bernardino; Carlos Evangelista; Carlos Penedo; Carlos Sales; Bina Sales; Fortunato de Sousa; João Figueiredo; João Martins; O. Firme; Carmen Firme; Luís Fernandes; Gilberto; Gil Furtado; José Clara; Lurdes Clara; Luís Martins; Angelina Martins; Manuel Flôxo; Manuel Pedro; Maria do Céu; Manuel Reis; Pedro Antunes; Pedro Albuquerque; Lídia Albuquerque; Vitor Gonçalves; Luísa Gonçalves.
Organizador: João Martins
Almoço: Refúgio da Roca (Tel. 219.291.752 / 939.280.005)
Próxima Caminhada: 25/01/2012 – (Organiza: Gil Furtado)
Fundo de Reserva: € 321,53
Reportagem:
Ao organizador do evento caminhante da passada 4ª-feira e meu estimado amigo João Martins, ouvi certo dia dizer o seguinte: Uma coisa é conhecer o país de carro ou através de outro qualquer meio de transporte, e outra coisa completamente diferente é conhecer o país a pé. Se dúvidas ainda poderia haver acerca desta opinião do João, ficaram ontem desfeitas e esclarecidas, com as vantagens a pender claramente para os que optam por conhecer o país a andar a pé ou caminhando. Como alguém dizia durante o percurso, a serra de Sintra encerra qualquer coisa de misterioso e deslumbrante, que não se consegue explicar de ânimo leve. Em dias como o de ontem com céu aberto e temperatura amena, caminhar por entre a floresta densa e variada desde a Azoia até à Peninha é uma experiência que não se esquece facilmente. É preciso ir lá, experimentar, e depois, se dúvidas houver então falamos. Ou falem com qualquer um dos 32 elementos do grupo ‘Os Caminhadeiros’ que ontem tiveram a feliz oportunidade de usufruir das maravilhas que a natureza se encarrega de nos oferecer (por enquanto sem custos e tributação adicional indexada).
Chegados ao Santuário da Peninha, ponto mais alto do percurso e um dos mais elevados da serra de Sintra, vivemos nós também aqui em frente à ermida de S. Saturnino, um dos pontos mais altos da nossa vida de Caminhadeiros. Nada mais nada menos que a concretização do projecto a que a Tina e Carlos Evangelista se propuseram., e que consistiu na edição em livro de todas as reportagens, comentários e algumas imagens incluídas no blog ‘Caminhadeiros’ desde que este foi criado, até à última caminhada da época de 2010 / 2011 realizada no monte do Chico Pires em Lavre. Intitulado ‘O que Caminhei e Não’, quis o Carlos, após uma breve descrição do seu projecto, fazer a entrega do primeiro exemplar à sua madrinha Caminhadeira Maria do Céu, simbolizando deste modo o seu agrado pelo excelente ambiente que encontrou dentro do grupo Caminhadeiro. Outros exemplares do livro foram ainda entregues a outros Caminhadeiros, num critério por ele definido e justificado.
Com a panorâmica do guincho e do Cabo Raso mesmo de fronte, iniciámos a descida pelo lado oposto da serra já com metade do percurso e a parte mais difícil cumpridos. Para comprovar que descer não é mais fácil que subir, eis que o caminhadeiro Octávio Firme, ao colocar mal o pé direito em cima de um cascalho, sofreu uma queda que o impossibilitou de terminar o percurso pelos seus próprios meios. Só as vastas e mui competentes aptidões de socorrista postas em prática pelo caminhadeiro Gil Furtado, aliviaram a dôr ao Octávio e permitiu a este recuperar a marcha em ritmo lento até ao transporte que o levou à Azoia. Se tivessemos azeite virgem no kit de 1ºs socorros, de certeza que eu tinha posto o Firme a andar pelo seu próprio pé, afirmava categoricamente o improvisado curandeiro de serviço. E disse isto com um ar tão convincente, que logo todos os presentes se prontificaram a abastecer as mochilas com azeite virgem, como medida preventiva para o que o futuro nos reservasse. Que não, não e não... O verdadeiro azeite virgem vocacionado para estas e outras maleitas do género, só o que tenho lá em casa. Esse é que tem virtudes e efeitos milagrosos, e para a próxima caminhada não vai faltar concerteza, garantíu o Gil.
Este pequeno acidente e incidente sem consequências graves, dispersou um bocado a disciplina dos gupos de caminhantes, no que respeita ao cumprimento do percurso planeado até final da caminhada. Mas como diria o Chico Pires se estivesse presente: coisas de caminhadeiros.
O almoço teve lugar no restaurante ‘Refúgio da Roca’, cujo proprietário é primo do grande Américo Patrício, natural da Azoia e companheiro de luta da maior parte dos presentes neste evento. Com ele, alguns de nós tivemos oportunidade de partilhar dos melhores momentos da nossa vida profissional e privada. E como consequência do parentesco ou não, deliciou-nos o Carlos Gomes com umas deliciosas ‘Lulas na Telha’, seguidas de uma ‘Espetada Mista’ muito bem confecionada. O vinho branco e tinto produzido com uvas da aldeia estiveram à altura das iguarias.
Durante o repasto, aproveitando o intervalo entre o prato de peixe, o da carne e as sobremesas, ocorreram alguns factos dignos de nota que passo mencionar:
• O Caminhadeiro Carlos Sales, numa atitude deveras interessante e que nada tem a vêr com represálias, igualdade de género ou xenofobia, ofereceu a cada caminhadeiro um brinde surprêsa, deixando as caminhadeiras de boca aberta, pela falta de educação e ternura que isto representa para com o sexo oposto;
• O Américo Patrício agradeceu e retribuíu o convite para o almoço, oferecendo ao grupo ‘Os Caminhadeiros’ um certificado passado pela C.M. de Sintra, onde se comprova que estivemos presentes no ponto mais ocidental da Europa;
• O Caminhadeiro Carlos Evangelista entregou mais alguns livros ‘O que Caminhei e Não’, tendo ainda recebido encomendas de outros caminhadeiros que manifestaram interesse em adquirir a obra a preço reduzido.
• O ainda novel Caminhadeiro António Palma, afilhado Caminhadeiro do Carlos Evangelista, quis simbolizar o privilégio de fazer parte do grupo, oferecendo ao padrinho e aos fundadores do colectivo um porta chaves personalizado com o logotipo dos Caminhadeiros; Para todos os que estiveram presentes na caminhada ‘Na Rota de Colombo’, ofereceu também o nosso amigo António Palma um ‘pin’ da sua autoria, em que naquele pequeno círculo, conseguiu representar todo o programa do evento organizado pelo casal Firme. O nosso obrigado ao António pela sua capacidade criativa e pela sua generosidade para com os Caminhadeiros.
• O Caminhadeiro Vitor Gonçalves, informou os caminhadeiros presentes, que fará a gestão das futuras caminhadas ordinárias e extraordinárias a realizar até ao fim da época, tendo para tal que receber dos voluntários a informação adequada.
• O caminhadeiro Fortunato de Sousa, representando o Caminhadeiro Manuel Pedro (que por razões de ordem particular não pôde estar presente no almoço), leu uma carta endereçada ao nosso grupo pela ‘CERCIOEIRAS’, agradecendo a generosidade e o espírito de solidariedade demonstrado pelos vários elementos do grupo ‘Caminhadeiros’, que no dia 4 de Outubro de 2011 estiveram presentes numa acção de voluntariado naquela instituição em Barcarena. Diplomas para o grupo Caminhadeiros e para cada um dos voluntários, foram entregues pelo Fortunato de Sousa em nome da ‘CERCIOEIRAS’.
A Caminhadeira Luísa Gonçalves pediu também o uso da palavra para solicitar ao João Martins mais moderação no indíce de dificuldade nas caminhadas por ele organizadas. O João, com a simpatia que o caracterisa, não deixará de ter em conta este pedido da Luísa.
Antes do almoço terminar e do Luís Fernandes efectuar a recolha do guito, contactámos por telemóvel a nossa amiga Caminhadeira Teresa Palma, ausente por motivos de saúde e que neste dia cumpria mais um aniversário. Dificuldades na comunicação, impediram que os parabens a você cantado em côro muito afinado chegassem ao destino. Também o João Duarte, o Rogério Matias e o Dores Alves não marcaram presença na caminhada por motivos de saúde. A todos eles os votos de francas melhoras e rápida recuperação.
A visita cultural foi desta vez efectuada ao Farol deste cabo, com a mais valia de termos connosco a servir de guia o nosso amigo Américo Patrício. Para surpresa de todos, ficámos a saber que ele deve ser o cidadão mais ocidental da Europa, pois segundo a sua versão foi gerado nas Berlengas e nascido nas casas residenciais do Cabo da Roca.
Para terminar o dia e eu a minha longa reportagem, só falta dizer que o chá de final de dia, foi tomado no restaurante com vista panorâmica para o oceano, onde o casal Clara e a Andreia Faria, que pela 1ª vez partilharam connosco esta invulgar filosofia de vida, não devem ter dado por mal empregue o tempo vivenciado com os Caminhadeiros.
Saudações Caminhadeiras,
Fortunato de Sousa