sexta-feira, 22 de julho de 2011

Férias de caminhadeiros 1

O Sales e o Balão mandaram umas 'bocas' sobre continuarmos a 'caminhar' em seco na férias e aqui vai uma reportagem sobre os Picos da Europa que apanhei no fugas do Público. Não é melhor que a nossa mas é diferente e bom para recordar.

Fugas no Publico

segunda-feira, 4 de julho de 2011

16ª Caminhada 2010/2011 - Lavre - 29 de Junho


Album de Fotos (Dores Alves)
Album de Fotos (A. Lourenço)
Album de Fotos (L.Martins)
Album de Fotos (F. Sousa)
Album de Fotos (Gil Furtado)
Album de Fotos (C. Evangelista)
Album de Fotos (C. Sales)
Data do Encontro: 29/06/2011
Local: Monte do Chico Pires
Percurso: 09, 200 kms; 02: 00 Horas
Caminhantes: A. Pires; Anabela Pires; Armando; A. Clemente; Luísa Clemente; Carlos Evangelista; Carlos Penedo; Carlos sales;Bina Sales; Dores Alves; O. Firme; Carmen Firme; Gilberto; Guerreiro; A. Henriques; Isabel Henriques; João Figueiredo; João Martins; Manuel Reis; Laura Dias; Lucrécia Bernardino; Luís Fernandes; Lina fernandes; Luís Martins; Angelina Martins; Joaquim Monteiro; Maria do Céu; Manuel Pedro; Pedro Antunes; Odete Vicente; Rogério; Teresa Viras; Claudia Gonçalves; Vitor Gonçalves; Luísa Gonçalves.
Não Caminhantes: Bernardino; Chico Pires; Fernando Zagalo; Fortunato de Sousa; Gil Furtado; Hugo Pires; Paula; Inácio Pires; Ana Fonseca; João Duarte; José Teixeira; José Viras; Manuel Flôxo; Teresa Antunes; Tina Rita; Vitor Neto.
Organizadores: Chico Pires; F. Sousa; M. Flôxo; V. Gonçalves; L. Fernandes.
Almoço: Monte do Chico Pires
Próxima Caminhada: 14/09/2011 – (Organiza F. Sousa / V. Gonçalves)
Fundo de Reserva: € (A divulgar depois de encerradas as contas)
Reportagem:
Com esta reportagem e os comentários que eventualmente possam surgir com ela relacionados, chega ao fim a época de 2010/2011 referente à nossa actividade 'Caminhadeira'. Tal como mencionado ontem no monte do Chico Pires, esta foi certamente a época mais brilhante desde que em boa hora iniciámos esta interessante modalidade desportiva com as componentes sociais e culturais a ela agregados. Mente sã em corpo são é o nosso principal objectivo a atingir, sabendo que para o alcançar há que seguir com algum rigor a mensagem que o grande poeta andaluz António Machado nos legou: 'Caminhante não há caminho, faz-se o caminho a andar'. Pois é isto que temos vindo a fazer desde o ano de 2007. Caminhar, socialisar, discutir ideias, num grupo sempre a crescer onde os novos que chegam, depressa absorvem e entendem o espírito de grupo muito saudável dos que já por cá andam. Coisas de Caminhadeiros, como muito bem diria o nosso amigo Chico Pires.
Terminado o prólogo que já vai longo, vamos agora tratar do que se passou ontem em Lavre.
O horário da concentração foi cumprido pela generalidade dos Caminhadeiros, que iniciaram pelas 10 horas 1 percurso de quase 10 kms localizado numa propriedade próxima do monte do anfitrião. O Sr. Daniel, feitor da herdade, tinha prometido no sábado anterior ao Vitor Gonçalves, que lá estaria à hora marcada para abrir o portão de acesso e não faltou ao compromisso. São assim as gentes das terras onde José Saramago se inspirou para escrever um dos seus mais belos romances: Levantados do Chão.Numa cozinha improvisada e num espaço que nos anos anteriores também serviu de salão de amesendamento, um pequeno grupo liderado pelos chefes de cozinha F. Sousa e M. Flôxo caminhavam desesperadamente para conseguir não desiludir os que neles acreditaram. E o caminho não era fácil, havia que subir até satisfazer o apetite a 50 convivas, alguns deles famintos pelo desgaste do percurso pedestre percorrido e pelo calor do Sol alentejano. Só mesmo a prestigiosa colaboração de uns voluntariosos ajudantes, com realce para a Teresa Antunes, o João Duarte, o Vitor Neto e o José Viras tornaram possível tão árdua tarefa. Fora da cozinha, o Chico Pires muito bem coadjuvado pelo Bernardino ia complementando toda a logística inerente ao grande dia que é a festa de final de época.
Enquanto o bacalhau e o borrego ferviam nas panelas ou nos tachos, fomos de repente surpreendidos pela presença de um caminhadeiro disfarçado de D. Fuas Roupinho, montado numa égua baia cedida por um autóctone mais ingénuo que acreditou nos dotes de cavaleiro do Gil Furtado. As consequências da sua pouca preparação para a arte equestre não se fizaram esperar, pois para além de ter deixado fugir o quadrúpede, ainda finalizou a aventura com marcas bem vísiveis no couro não cabeludo. Coisas de Caminhadeiro, como muito bem diria o Chico Pires.
Antes de almoço foram servidas as entradas acompanhadas de limonada à moda do Vitor Gonçalves e refresco de frutos vermelhos à moda da Maria do Céu. Seguiu-se o almoço servido nos tachos onde foram confecionadas as iguarias, com a particular relevância de o tacho onde foi cozinhado o ensopado de borrego, ter no passado sido utilizado pelos cozinheiros do 'Navio Império'. Hoje é propriedade do nosso amigo José Teixeira, que gentilmente nos concedeu o privilégio da sua utilização, depois de o ter recebido do seu pai que o adquiriu num leilão. (Como podem confirmar, há anos que os 'tachos do império' andam em leilão, só que ainda há muitos por leiloar e a preços exagerados). Um erro de cálculo ou fraca experiência do cozinheiro F. Sousa, ficou demonstrada ainda o almoço ia a meio. Que o digam todos aqueles que nem sequer provaram o ensopado de borrego. Outros em surdina comentavam, que era apenas golpe de mestre do cozinheiro para demonstrar as suas qualidades e fazer soar a ideia de que a iguaria estava tão boa que nem chegou para todos. Cada um tire as ilações que quiser, mas prometo para a próxima ser mais generoso nas quantidades de matéria prima a introduzir no tacho. De realçar que o bacalhau à moda do mestre Flôxo teve que salvar as honras do convento, mas aqui também a experiência contou muito, pois o mestre 'Manel' preparou dois tachos do fiel amigo, já a contar com algum percalço que podesse vir a ocorrer ao colega aprendiz de cozinheiro. Golpe de mestre, como se costuma dizer ou coisas de caminhadeiro.
Mesmo em cima da hora do almoço, quis a Tina Rita (esposa do Carlos Evangelista) supreender o grupo com a sua presença. Outras supresas da sua autoria apareceriam mais tarde, mas já lá vamos.
Findo o almoço, houve oportunidade para amenas cavaqueiras e um interessante mano a mano entre o Manuel Flôxo e o António Clemente, em que cada um tentava diplomadicamente fazer valer perante o outro as qualidades impares das suas aguardentes velhas. Eu e mais uns quantos incautos que as provaram, ainda hoje estamos sem saber para que lado podiamos pender, mas temos a certeza que bebendo um pouco mais de qualquer uma delas, pendiamos certamente para o chão.
A tarde já ia a meio, e enquanto o Chico Pires dava os retoques finais nos bastões medalhados com prata e bronze, um grupo de trovadoras acompanhados pelos cavaquinhos da Teresa Antunes e do Henriques iam ensaiando intra muros aquilo que pouco mais tarde se veio a concretizar num excelente espectáculo de música popular portuguesa. Diga-se em abono da verdade, que a presença da famosa voz do meio artistíco nacional chamada Anabela veio trazer ao citado grupo uma mais valia inquestionával. A sua simplicidade em interpretar com o grupo de vozes amadoras o Hino dos Caminhadeiros, foi sem dúvida um dos pontos altos da nossa festa. Em nome do grupo o nosso muito obrigado à Anabela pela sua generosa contribuição.
Aproveito o momento para com toda a justiça realçar alguns momentos importantes relacionados com a generosidade e sensibilidade artística de alguns elementos do grupo 'Os Caminhadeiros:
Tina Rita: – Já em Castro Verde nos tinha dado uma ideia das suas capacidades criativas e sensibilidade apurada em ver arte onde a maioria de nós vê coisas normais. Desta vez, às peças de pedra revestidas com as suas cores e desenhos muito peculiares, foi acrescentada uma ranhura para nela colocar uma fotografia de rostos em grande plano e expressões captadas com muita oportunidade. Assinadas pela Tina e pela sua musa inspiradora que é o Carlos, demostram bem como é fácil fazer arte com coisas simples. Só faltou o tal vidêo que o C. Evangelista nos vai mostrar em momento oportuno.
Joaquim Monteiro: - Com poucos kms e horas de caminhada com o grupo, teve em terras de Lavre momento de inspiração suficiente para compôr um lindo poema a todos nós dedicado. Dele nos declamou a 1ª parte, com a promessa de após o completar nos fazer chegar a versão final a colocar numa galeria de arte no nosso blog.
Armando Lourenço: - Surpreendeu-nos o Caminhadeiro Armando com a oferta de um DVD por ele mesmo criado. Nele constam uma seleção de imagens filmadas nas caminhadas em que participou na presente época.
Teresa Antunes e António Henriques: - Dois exímios instrumentistas amadores de cavaquinho, que acompanharam o grupo coral improvisado, mas antes dando a ideia de que fazem do cante popular a sua profissão. (Com receio de me esquecer de divulgar alguma das bonitas vozes femininas e masculinas, não vou mencionar nomes).
Finalmente ao Chico Pires pela disponibilidade prestada, tanto em termos pessoais como na melhoria das infra estruturas em benefício do grupo. De modo a simbolisarmos o nosso agradecimento, foi-lhe oferecido um troféu com o logotipo do grupo 'Os Caminhadeiros'.
Ao que convencionámos denominar como sessão solene, aconteceu para entregar os 'Diplomas de 1º Nível de Mérito e dedicação à causa Caminhadeira e novos Bastões de Bronze' ao Carlos Sales, Dores Alves, Carlos Evangelista, João Costa (recebido pelo Gilberto) e à Odete Vicente. De seguida, foram pela 1ª vez laureados com 'Diplomas de 2º Nível de Mérito e dedicação à causa Caminhadeira e Bastões de Prata' os Caminhadeiros Fortunato de Sousa, Luís Fernandes e Vitor Gonçalves. Tudo isto acompanhado com música de pompa e circunstância preparada pelos Luís Fernandes e sob o aplauso intenso de toda a assistência.
Novos Bonés e Polos com o logo do grupo 'Os Caminhadeiros', foram entregues como mandam as regras aos Caminhadeiros que completaram 50 e 100 kms respectivamente em percursos organizados pelo colectivo.
Assumindo o compromisso do ano anterior em que ficou decidido contribuir monetariamente para uma instituição de Solidariedade Social, efectivamos de novo esta nobre atitude para com a mesma instituição. Embora haja uma concordância genérica do acto em si, nem todos concordam com o caminho utilizado par lá chegar. Sou de opinião que também aqui o caminho se faz caminhando, pelo que é aconselhável deixar que o tempo nos ensine através do debate construtivo e nós nos abramos mais à sociedade como muito bem revelou o nosso amigo Caminhadeiro Manuel Pedro.
Terminada a sessão solene em termos formais, segui-se a sessão não menos solene mas muito mais aberta, onde o nosso sempre jovem caminhadeiro Manuel Flôxo pôs em evidência a sua arte de bem grelhar toda carne. Psechiu, reparem bem na arte do Flôxo a grelhar a carne, dizia um dos caminhadeiros que pela 1ª vez assistia aos dotes inquestionáveis do homem do grill. Enquanto a carne desaparecia no grelhador, em proporcionalidade directa também as cervejas e os vinhos frescos iam desaparecendo da arca frigorífica.
Porque ainda não nos é possível controlar o avanço dos ponteiros do relógio e a velocidade da terra em volta do Sol, iamos assistindo ao debandar dos Caminhadeiros e convidados em sentido inverso ao que tinham percorrido pela manhã. Todos no entanto com ar de quem achou por bem ter estado presente em mais uma caminhada de final de época do grupo 'Os Caminhadeiros' realizada no Monte do nosso amigo Chico Pires.
Saudações Caminhadeiras,
Fortunato de Sousa

P.S. - Uma breve palavra de agradecimento a todos os presentes, mas muito em especial para todos os que contribuiram de um modo ou de outro para que este evento final tenha tido sucesso. Também aos que pela 1ª vez se juntaram a nós (com receio de falhar não menciono nomes), esperamos ter correspondido às expectativas criadas e não os ter desiludido.
Como vamos entrar em período de férias de verão, proponho um desafio a todos os Caminhadeiros: Que utilizem o blog como espaço de comunicação entre todos nós. Façam sugestões, critiquem de modo construtivo o que vos pareça estar mal ou menos bem de modo a podermos corrigir ou melhorar os processos na próxima época. Tragam ideias novas, que o caminho faz-se caminhando.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Convocatória - 16ª Caminhada 2010/2011 - Lavre - 29 de Junho

Estão todos os 'Caminhadeiros' convocados para aquela que será a última caminhada da época 2010 / 2011. Como de costume, o local de concentração será o 'monte do Chico Pires' em Lavre às 09:00 horas.

Porque se espera uma larga presença de 'Caminhadeiros' e convidados, solicita-se desta vez, que as confirmações de presença sejam efectuadas nos comentários do blog até à data limite do próximo Domingo dia 26. Só assim os organizadores poderão planear atempadamente toda a logística inerente ao evento caminhante e não só.

Saudações Caminhadeiras em passada sempre activa e confiante,

Fortunato de Sousa

quarta-feira, 15 de junho de 2011

6ª Caminhada Extraordinária: PICOS DA EUROPA - 10, 11, 12 e 13 de Junho



Album de Fotos (Gil Furtado1)
Album de Fotos (Gil Furtado2)
Album de Fotos (Gil Furtado3)
Album de Fotos (Gil Furtado4)
Album de Fotos (F. Sousa)
Album de Fotos (F. Sousa 2)Album de Fotos (F. Sousa 3)
Album de Fotos (Armando)Album de Fotos(C. Evangelista)
Album de Fotos (L. Martins 1)
Album de Fotos (L. Martins 2)
Album de Fotos (L. Martins 3)
Album de Fotos (L. Martins4)
Album de Fotos (M. Reis)
Album de Fotos (T. Rita)
Album de Fotos (C. Sales 1)
Album de Fotos (C. Sales 2)
Album de Fotos (C. Sales 3)
Album de Fotos (C. Sales 4)
Picos da Europa – Cantábria / Astúrias / León-Castilla –
Data do encontro: 10, 11, 12 e 13 de Junho
Local: Dobres – Liébana – Cantábria - Espanha
Percursos e Localizações: Dia 11 - “Ruta del Cares” com saída de Caín (León) e chegada a Poncebos (Astúrias); extensão de 13Kms; 03:15 Horas.
Dia 12 - “Ruta de Cucayo a Bárago” com saída da Posada de Cucayo e chegada ao centro da Aldeia de Bárago - Cantábria; extensão de 4Kms por trilhos de montanha; 01:30 Horas.
Caminhantes: Henriques; Isabel; Armando ; Lizete; Fortunato Sousa; Quinita; Luis Fernandes; Lina; Manuel Pedro; Céu; Gilberto; Teresa Santos; Vitor Gonçalves; Luisa; Carlos Sales; Bina; Carlos Evangelista; Tininha; Manuel Reis; Helena; Luis Martins; Angelina; Odete Vicente; Fernanda; Gil Furtado; João Duarte; Teresa Palma; Pedro Albuquerque; Lídia; Valentin Used.
Organizadores: Manuel Pedro, Maria do Céu, Gilberto Santos e Teresa Santos com especial colaboração do amigo e companheiro da IBM Espanha – Valentin Used Perez, residente na Cantábria.
Fundo de Reserva: € 644,04
Reportagem:
Na sequência da experiência da nossa primeira caminhada realizada em Espanha em Maio de 2010, e da recente e extraordinária jornada caminhadeira realizada ao Minho e Galiza, foi fácil obter a adesão de 29 caminhadeiros para mais esta aventura fora de Portugal. Os companheiros que não tiveram possibilidade de aderir foram por todos recordados com um brinde e votos de disponibilidade para estar em presentes em futuras iniciativas desta natureza.
A preparação destas caminhadas extraordinárias dentro de tempo limitado e com o objectivo de cobrir a área Oriental dos Montes Cantábricos, só foi possível graças à colaboração do antigo companheiro e amigo da IBM Espanha, Valentin Used Perez, grande conhecedor da região, que desde o início actuou como consultor dos organizadores facilitando todas as informações e recomendações e posteriormente com o seu apoio e presença, que muito agradecemos e muito nos honrou.
Deste modo nasceu um programa, que aceite e posto em marcha obrigou a distribuir tarefas, tais como reserva de hotel, refeições, rotas das caminhadas, transportes, etc., comprovando uma vez mais as capacidades dos diversos companheiros se entenderem e trabalharem em equipa com o objectivo de atingir os melhores resultados possíveis para a satisfação e bem estar do grupo. Permito-me destacar a colaboração do Carlos Sales na preparação do meio de transporte e do Luís Fernandes sempre pronto para tratar das finanças e cobranças, mas, sempre bem disposto, apesar de uma ou outra “boca” sobre o “fundo de maneio”.
Dois dias antes do início da viagem de autocarro do colectivo, os organizadores viajaram para Dobres e Cucayo, aldeias onde o grupo ficou alojado, que pertencem à região de Liébana, cuja capital é Potes, na parte Oriental dos Picos de Europa e na Província da Cantábria. Estas aldeias a cerca de 1000 metros de altitude, distam uma da outra cerca de 700 metros e, segundo informação local, têm somente 40 habitantes permanentes. A localização e paisagem de montanha são esmagadoras e testemunho disso são as centenas de fotografias obtidas pelos "reporteiros" de serviço. O sossego, a quietude e a paisagem são de “película” como diriam os nossos anfitriões espanhois.
Face a tantas opções de caminhada, condicionamento de tempo e estado dos trilhos, os organizadores resolveram seleccionar dois percursos – no dia 11, saída às 8:00 horas, num pequeno autocarro de 25 lugares, rumo a Caín (León), através do Puerto San Glório e Posada de Valdeon, com paragens nos miradouros mais significativos; 67Kms em 3:30 Horas. Por volta das 12:00 Horas, os 20 aderentes, iniciaram a marcha através da “ruta del Cares” com destino a Poncebos, onde nos esperava o autocarro português e os restantes companheiros que optaram por não fazer esta caminhada.
Este percurso desenvolve-se ao longo de 13Kms, a uma altura considerável do leito do rio Cares e ao longo de um canal que leva a água do alto da montanha para a Central Hidroeléctrica de Poncebos. As fotos e as descrições na Internet sobre a rota, elucidam a esmagadora beleza deste inesquecível contacto com a natureza na sua amplitude mais vasta que todos os caminhadeiros sentiram durante o trajecto que termina com uma descida de alguns Kms verdadeiramente esgotante após as 3:30 horas que durou a caminhada.
Alguns dos caminhadeiros que optaram por ir directos a Poncebos, visitaram Bulnes, cujo acesso se faz através de funicular, e sobe até ao alto de um dos picos onde se encontra a citada aldeia, da qual se tem uma perspectiva magnífica dos picos e sua envolvente.
Reconciliados com a natureza, passamos por Arenas de Cabrales, famosa pelos seus queijos, permitindo aos caminhadeiros usar o cartão para levantar dinheiro no ATM e permitir às caminhadeiras usar o cartão para gastar dinheiro nos “recuerdos”. Ainda a caminho de Dobres, fizemos uma paragem para merendar na famosa taberna do Julián de Nisérias, onde degustamos paté da casa, anchovas, queijo acompanhados de Sidra e vinho branco de Solera.
Após o jantar no restaurante da Pousada 'El Sestil', o António Henriques e o seu cavaquinho demonstraram o que é a música popular portuguesa cantada nos Picos da Europa.
No dia seguinte, oito madrugadores meteram-se a caminho a fim de visitarem os moinhos de água situados a cerca de 2 kms da posada e localizados no rio Frio que desce a montanha através de Cucayo em direcção a Bárago situada na estrada que liga La Vega a Cucayo (aqui termina a estrada). Posteriormente, às 10:00 horas em ponto, os caminhadeiros alojados em Dobres dirigiram-se a Cucayo, juntando-se aos companheiros desta posada e iniciaram a descida (com algumas subidas...) em direcção a Bárago com metade do caminho em trilho estreito a subir e depois a descer abruptamente e sem vestígios de passo recente acabando por seguir pelas margens do já mencionado rio Frio até Bárago, onde o autocarro nos recolheu para irmos almoçar a caminho de Fuente de Dé.
O almoço teve lugar no Hotel del Oso, previamente reservado, onde nos serviram uma bela refeição do prato típico da região (cocido Liébanego), com os respectivos complementos e com um serviço impecável. Como habitualmente, o Gil Furtado não deixou os seus créditos por mãos alheias no que respeita à sua forma de dirigir piropos a uma “guapa camarera” de faces rosadas.. Após a refeição, deslocámo-nos rumo a Fuente Dé, tendo a maior parte de nós aproveitado a oportunidade para subir no teleférico até ao topo da montanha adjacente e com sorte – ainda não havia nevoeiro – para contemplarmos a magnífica e esmagadora paisagem dos picos de Europa.
Com passagem por Potes para umas últimas compras de “recuerdos”, regressamos a Dobres para o último jantar do grupo, durante o qual alguns dos elementos do grupo fizeram breves apontamentos verbais, destacando-se a comunicação da Maria do Céu com o anúncio de que o Ricardo tinha conseguido atingir os objectivos de contribuição para o programa “Save the Children”.
A viagem de regresso proporcionou uma paragem em Salamanca com encontro casual entre os que viajaram de autocarro e os organizadores.
Saudações caminhadeiras,
Gilberto Santos

terça-feira, 7 de junho de 2011

Convocatória . 6ª Caminhada Extraordinária: PICOS DA EUROPA - 10, 11, 12 e 13 de Junho

A convocatória desta 6ª Caminhada Extraordinária, serve apenas para formalizar o que já está préviamente anunciado a todos os Caminhadeiros, e acordado com os que vão estar presentes nos Picos da Europa.
Todavia, quiseram os organizadores deixar o 'programa detalhado' desta aliciante aventura, assim como a previsão das 'condições meteorológicas' referentes aos dias em que lá vamos permanecer.

A hora da partida em S. Domingos de Rana está marcada para as 06:30 Horas, e o autocarro que nos transportará em viagem de ida e volta será de 54 lugares e não um de 38 como inicialmente estava previsto (sem alteração do preço).

Saudações Caminhadeiras em passada pico-europeia estilo cantábrico,

Fortunato de Sousa

quinta-feira, 2 de junho de 2011

15ª Caminhada da época de 2010-2011 – “Circuito do Orégão” - 01 de Junho



Album de Fotos (Armando)
Album de Fotos (F. Sousa)
Album de Fotos (L. Martins)
Album de Fotos (M. Reis)
Album de Fotos (G. Furtado)
Album de Fotos (C. Evangelista)
Album de Fotos (C. Sales)
Data da Encontro: 01/06/2011
Local: Leceia
Percurso: 10,500 Kms; 02:00 Horas
Caminhantes: A. Pires; Armando; Bernardino; Carlos Evangelista; Carlos Penedo; Carlos Sales; Bina Sales; Dores Alves; F. Sousa; Guilherme da Fonseca; Octávio Firme; Carmem Firme; Gil Furtado; Gilberto; Henriques; João Figueiredo; João Martins; Manuel Reis; Luís Fernandes; Luís Martins; Angelina Martins; João Duarte; Teresa Palma; Joaquim Monteiro; Manuel Flôxo; Maria do Céu; Manuel Pedro; Vitor Gonçalves; Luísa Gonçalves;
Organizadores: Maria do Céu e Manuel Pedro
Almoço: Em casa dos Organizadores
Próxima Caminhada: 10,11, 12 e 13/06/2011 (Organizam Gilberto e Manuel Pedro)
Fundo de Reserva: € 523,04
Reportagem:Foi uma caminhada porreira pá! E tudo o que complementou o evento caminhadeiro ainda foi melhor pá! Este poderia ser um início de conversa perfeitamente normal entre 2 ou mais dos intervenientes que marcaram presença ontem em Leceia, para qualificar tudo o que se passou em terras dos organizadores e nossos amigos Caminhadeiros Maria do Céu e Manuel Pedro.
‘Circuito do Oregão’ foi a popular denominação atribuída à jornada caminhante, que motivou a presença de 29 Caminhadeiros. À última hora o casal Clemente e o Rogério não poderam comparecer por razões de saúde, que se espera sejam passageiras. Também o Dores Alves com um problema num ‘calcante’, não se atreveu a correr o risco de agravar a lesão, tendo optado por colaborar nos preparativos do almoço acompanhando o Zé Teixeira, que nesta arte de caminhar não alinha.
A 1ª parte do percurso mais fazia lembrar uma floresta tropical, repleta de mato verdejante e muito compacto, onde a nossa presença só era descortinada pelo som dos comentários ou pela visibilidade camuflada das nossas cabeças. Só um excelente trabalho de desmatação por parte da equipa organizadora, tornou possível a passagem pedonal nesta área de terreno. Um cartaz muito criativo com a indicação: ‘Torres Gémeas de Leceia’, chamava a atenção para este sui generis monumento arquitectónico local, ao mesmo tempo que assinalava o final deste tipo de terreno mais acidentado. Um miradouro com vista panorâmica privilegiada e a recolha por parte de alguns caminhadeiros da famosa erva aromática local, complementaram o ‘Circuito do Orégão.
Depois apostou forte o casal anfitrião no modo como nos brindou com o almoço. 29 Caminhadeiros exaustos pelo 11 kms percorridos e pelo calor, eram uma ameaça forte à capacidade e generosidade de bem acolher do Manuel Pedro e da Maria do Céu. Se a regra diz que quantidade e qualidade são difíceis de coabitar em simultâneo, pois aqui ficou desmistificada. O difícil era qualificar qual a melhor iguaria, tantos em termos de confecção como de apresentação. Tudo muito bem regado com liquídos de qualidade, onde um tal ‘Plexus’ branco geladinho teve lugar de destaque.
Seguiu-se uma interessante visita ao ‘Povoado pré-histórico de Leceia’ e à exposição monográfica com o mesmo nome na Fábrica da Pólvora de Barcarena. Também aqui, o relacionamento privilegiado dos organizadores com o Centro de Estudos Arqueológicos da C.M. de Oeiras foi importante. À Dra. Conceição André que aqui representou a instituição, o nosso obrigado pela disponibilidade e amabilidade com que nos recebeu e nos permitiu obter conhecimentos detalhados acerca deste importante povoado pré-histórico.

O habitual chá de final de tarde que também constava no programa voltou a ter lugar no mesmo local do almoço para desgraça dos anfitriões. Desta vez o chá ficou para 2º plano, tal a alargada variedade de escolha de outras bebidas mais sugestivas, mas talvez menos aconselhadas.
Por unanimidade, quis o grupo presente compensar a atitude altruista da família que tão bem nos recebeu, contribuindo com o valor médio do pagamento dos almoços para a organização ‘Save the Children’. O Caminhadeiro Gil Furtado, dotado de relevantes dotes oratórios, foi o porta voz do grupo em mais uma eloquente e emocionante mensagem dirigida à família anfitriã.
Numa atitude parcial, mas bem aceite por todos, quis a Maria do Céu pôr à prova a nossa capacidade de conhecimentos, com um questionário de nomes ciêntificos da flora local. Claro que só o Gil estava preparado para responder, mas o Bernardino não lhe perdôa tamanha cilada.
Para terminar, quero em nome do colectivo, agradecer à Maria do Céu e ao Manuel Pedro o excelente modo como fomos recebidos e dizer que desta maneira também será difícil não repetirmos o ‘Circuito do Orégão’. Orégão com que cada um de nós regressou a casa acompanhado por um molho, oferecido pelos donos da casa.
Fortunato de Sousa

P.S. – Tivemos ontem a triste notícia de que o Estrela Alves, que algumas vezes nos acompanhou nas lides caminhadeiras, faleceu após doença prolongada. Em nome do grupo ‘Os Caminhadeiros’, PAZ À SUA ALMA.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Convocatória - 15ª Caminhada da época de 2010-2011 – “Circuito do Orégão” - 01 de Junho

Por esta via, ficam convocados todos os caminhadeiros - e ai de quem não aparecer – para mais uma heróica caminhada, desta vez por terras do interior do Concelho de Oeiras.
A dita, de nome “Circuito do Orégão”, desenvolve-se em torno do vale da Ribeira de Barcarena, em certos troços também denominada Ribeira das Jardas e Ribeira dos Ossos.
Data da caminhada: 01/06/2011
Local da concentração: Rua 7 de Junho, nº 77,


Hora da concentração: 09:15 horas
Hora da Partida: 09:30 horas
Extensão: 10 km, mal medidos
Seguem-se os tradicionais comes e bebes, o enriquecedor momento cultural e o tradicional chá das cinco (mais coisa menos coisa)
Em querendo todos nós, pelas 18:oo tocará a destroçar.
As inscrições deverão ser feitas de preferência no blog, até ao fim de Domingo, 29/05, no limite, até Segunda.
Abraços e beijos, conforme o género e o gosto
Manuel Pedro

segunda-feira, 23 de maio de 2011

14ª caminhada da época 2010/2011: Alfange (Santarém). 18 de Maio



Album de Fotos (F. Sousa)
Album de Fotos (C. Evangelista)
Album de Fotos (L. Martins)
Album de Fotos (M. Reis)
Album de Fotos (C. Sales)
Data do encontro: 18/05/2011
Local: Alfange (Santarém), Lezíria ribatejana entre o Tejo e a vala de Palhais
Distância percorrida e duração: 9,600 km em 01h:50m
Caminhantes: (21) Angelina Martins, Bina Sales, Cármen Firme, Maria do Céu, Maria Luísa Clemente, António Bernardino, António Clemente, António Henriques, António Pires, Carlos Evangelista, Carlos Sales, Fortunato de Sousa, Luís Fernandes, Luís Martins, Manuel Flôxo, Manuel Pedro, Manuel Reis, Octávio Firme, Rogério Matias, Vítor Gonçalves e o organizador
Organizador: Gil Furtado
Restaurante: Taverna Miratejo, de Adriano Simplício, Rua dos Pescadores, Alfange (Santarém), Telefones: 936468767 e 243103322. Preço: 20,00€
Próxima caminhada: 01/06/2011 – Manuel Pedro
Fundo de Reserva: 523,04€
Reportagem: Foi talvez milagre de Santa Iria, mas toda a gente chegou ao local de encontro antes da hora combinada. (Toda a gente excepto os que não puderam comparecer, e cuja ausência sentida sempre se lamenta.) E isto apesar do inóspito do local, do mau estado do tempo e de ser tão matutina a hora marcada para o ajuntamento! Ainda houve algumas hesitações, como a dos que viraram para trás à procura de caminho alternativo quando já estavam na Ribeira de Santarém a dois passos da Rua dos Pescadores, nosso destino, e bastava passar por baixo da ponte de D. Luís, ou a dos que não acreditando na veracidade de uma placa que na Rua Primeiro de Dezembro indicava a proximidade do restaurante que demandávamos deram volta muito maior, mas ninguém se perdeu. Não obstante, o organizador ainda começou a ser criticado por ter posto no blogue coordenadas erradas, mas rapidamente ficou esclarecido que não era verdade.
O organizador voltaria a ser criticado por não ter dado sinal de partida para a caminhada nos ajustados cinco minutos após estarmos todos juntos, mas a verdade é que, além de a chuva que já caia não convidar nem prenunciar nada de bom, havia caminhadeiros com o pequeno almoço em atraso tratando de aproveitar os rissóis de carne e o vinhinho branco da Taverna Miratejo, enquanto outros, aliás todos, felizes pelo reencontro, se cumprimentavam demorada e efusivamente, abraçando-se e beijando-se. Após isso, lá metemos pés ao caminho.
Nem dois minutos eram decorridos e procedemos à primeira paragem, junto dos pilares da ponte de D. Luís: o organizador acabara de receber a terceira crítica do dia por se ter esquecido da fotografia de grupo. Efectuado o sacramental disparo pelo notável émulo do vizinho Carlos Relvas, e já a ficarmos bem molhados, lá seguimos.
A segunda paragem deu-se junto da Ponte de Palhais, menos de cinco minutos após a primeira, sob pretexto de se proceder a uma recontagem dos participantes e onde o organizador confessou só conhecer o caminho até ali – como é seu costume, aliás. E lá veio nova crítica, dupla, por o organizador não saber quem éramos nem para onde íamos.
Não aceite pelo caminhadeiro Carlos Evangelista a nomeação ad-hoc para alferes do pelotão, cargo que lhe assentava que nem luva dado o seu passado de cavalgadas militares pela lezíria, não teve o organizador mais remédio que meter-se à aventura, lezíria adentro, entre o vaidoso Tejo e o humilde Palhais. E escolheu tão bem ou tão mal o caminho, enlameado de barro pesado que se agarrava às botas, que poucos minutos depois choviam mais críticas, desta vez em coro.
Arrepiado caminho para um duríssimo alcatrão, pôs-se o organizador à frente das hostes, qual Afonso Henriques em 1147, mas em sentido contrário ao deste. E em vez de vozes de ataque aos mouros ia alertando para árvores velhinhas, viçosas vinhas e outras culturas fresquinhas. Porém não voltou a tardar muito para que as críticas chovessem, desta vez por ser tanta a chuva que caía. Como se a culpa fosse do organizador que, chuva por chuva, prefere a que molha à que avermelha as orelhas.
Democraticamente a maioria venceu e, contra a vontade do organizador, que estava disposto a levar o grupo a fazer 15 ou mesmo 20 quilómetros, voltou-se para trás. E aqui é justo dizer que o organizador vislumbrou um ar de desolação nos olhos pelo menos da caminhadeira que a gente sabe.
Já bem encharcados, e já perto, novamente, da ponte de Palhais, por onde tínhamos entrado na ensopada lezíria, eis que o caminhadeiro Bernardino topa um grande areeiro industrial em plena laboração e desafia o grupo a ir até lá. “ – Para acabares de atestar a cabeça?” – houve logo quem lhe perguntasse – mas a verdade é que foi seguido por quase todos. Conclusão: não era só o Bernardino a precisar de areia para a sua camioneta. E mais uma vez, o organizador, que não tinha metido prego nem estopa, viria a ser criticado por não ter ido à areia. Curiosamente, dois – ou três? – outros caminhadeiros que também não tinham ido recarregar, escaparam às críticas…
Chegados ao restaurante encharcados que nem pintos, houve uma natural e demorada confusão de troca de roupas molhadas por enxutas: e o organizador foi criticado por não ter posto rapidamente toda a gente à mesa.
Finalmente todos amesendados, o organizador, que estivera na cozinha a temperar a salada da tal maneira especial e que só provou duas rodelinhas dos enchidos das entradas porque mão caridosa lhas reservou, foi criticado por se ter atrasado a sentar-se e por ter deixado acabar tão rapidamente as entradas. Como se fosse ele o responsável pela fome marabúntica de cada a um. E cada vez mais o organizador fazia apelo à sua paciência de santo.
Foram-nos então servidas as iguarias: açorda de sável com as ovas da fêmea do dito, sável frito, enguias fritas, enguias de ensopado e espetadas de porco em vara de loureiro. O organizador, que até é tido e se tem na conta de esquisito – leia-se “um tanto exigente no que diz respeito a comidas e vinhos” – gostou de tudo. Muitos outros caminhadeiros também. O organizador destaca mesmo a qualidade do ensopado. Pois houve quem criticasse: que a fritura de sáveis e enguias estava exagerada, que a salada estava salgada, que a carne estava quase gelada…E quem foi o criticado? O organizador, como esperado.
Diga-se, em abono da verdade que o organizador tanto preza, que houve no serviço uma ou duas falhas: além de os diferentes pratos terem vindo para a mesa muito em cima uns dos outros, só havia uma empregada de mesa – é costume haver duas –, o seu jovem coadjutor era fracalhote para as funções, e o estalajadeiro ajudou menos do que é seu hábito. Ou seja: deixaram a empregada praticamente sozinha e, apesar de ela não ter dado parte de fraca, isso reflectiu-se no serviço: as sucessivas travessas ficavam preferencialmente na primeira metade da mesa do banquete – com evidente prejuízo de quem estava lá para o fundo, e um deles era o organizador – e as espetadas de porco em vara de loureiro por terem chegado cedo de mais já estavam quase frias quando foram comidas – pelo menos pelos tais mais afastados.
Devia ter-se seguido, após algum repouso propiciador da digestão – “depois de comer, nem ler”, dizia e praticava o pai do organizador – a sessão cultural. Não tendo sido possível contactar a Casa dos Patudos e não tendo o núcleo local do museu ferroviário motivos de suficiente interesse, optou o organizador por uma visita aos monumentos locais – de Alfange e da Ribeira de Santarém – que até não são nem poucos nem desinteressantes. Feliz ou infelizmente, o organizador, enquanto uns já se cultivavam à volta da mesa de snooker, em vez de arrastar o grupo imediatamente para a rua começou por ler uma introdução à visita. “Infelizmente”, diziam os caminhadeiros que tentavam manter-se acordados apesar da monotonia da leitura; “felizmente”, dizia o caminhadeiro Sales, e outros com ele, quando, leitura ainda não acabada, começa de desabar uma tal chuvada, tão pesada, tão forte e tão demorada que nos teria ensopado completamente – e já não havia mais roupas para mudar – se estivéssemos na rua. E que teve outra vantagem: interrompeu definitivamente a leitura da introdução à história e à monumentalidade de Santarém e seus arredores. (Mas não julguem que se livraram de vez: para que tanto trabalho de recolha não se perca, logo in loco prometi enviar a todos tão importante “boião de cultura”).
Com a tarde desorganizada pela abençoada chuva – que tanto cria como estraga – a sessão cultural avançou em regime de roda livre – quem quis jogou à sueca, enquanto outros olhavam as águas do Tejo a ficarem cada vez mais molhadas e os sáveis cada vez mais aflitos em risco de se afogarem, ou resolviam problemas de sudoku ou de palavras cruzadas ou simplesmente conversavam entre si e com os autóctones – e o chá foi eliminado ou, também para alguns, substituído por umas cervejolas que acompanharam uma caracoletas pedidas pelos que sempre reservam um buraquito para tapar com mais qualquer coisa (e digo isto sem segundas intenções, claro).
O organizador foi aqui mais uma vez criticado, e com toda a razão, por não ter avisado alto e bom som que as actividades do dia estavam terminadas. Pediu desculpa e não se tendo justificado então justifica-se agora: é que julgava ter toda a gente percebido “não haver mais nada para fazer ou para sonhar”.(“Adeus, tristeza, até depois…”)
Assim terminado o dia, desmobilizámos ordeiramente, como é apanágio deste grupo. Não sem que o organizador tivesse perguntado aos mais críticos se já estavam mais satisfeitos com a organização, ao que lhe foi respondido que há pessoas que não podem ouvir uma criticazinha sem acreditarem logo nela. O organizador ficou mais descansado. Cruzámo-nos então com a empregada de mesa que às mesas faltara e que sem nos conhecer percebeu quem éramos e nos desejou continuação de um bom dia, boa saúde e breve regresso.
Ora isto é o mesmo que, conhecendo-vos tão bem como vos quer – ou querendo-vos tão bem como vos conhece – vos deseja o organizador.
Agora, chovam no blogue os comentários; críticos, evidentemente, para que os erros possam ser corrigidos e o prazer destes encontros cada vez maior.
(E por falar em comentários: as falhas informáticas que atrapalharam o nosso blogue foram tão bem ou tão mal corrigidas pelo serviço diponibilizador que neste momento há comentários em duplicado.)
Saudações caminhadeiras em passada de fandanguista cansado mas que promete estar em forma para o próximo encontro. Com todo o prazer.

Gil Furtado

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Convocatória : 14ª Caminhada Época 2010 / 2011 . Alfange (Santarém) . 18 de Maio

Convocam-se todos os interessados em dar às gâmbias para mais uma caminhada na margem direita do Tejo, desta vez em Alfange, povoação ribeirinha entre a dominiosa Scalabis e o plácido Tejo que lhe banha o supedâneo (como diria Aquilino).
Data da caminhada: dia 18 de Maio próximo.
Hora limite da concentração: 10 horas TMG.
Local de concentração: Taverna Miratejo, Rua dos Pescadores, encostada à margem direita do Tejo e à linha (do Norte) do caminho de ferro.
Como atingir o ponto de encontro (Clique aqui): Ir para a Ribeira de Santarém. Quer de carro quer de comboio, vindo do norte ou vindo do sul, toda a gente sabe.(Ou não?) Uma vez aqui, usar o GPS de janela e perguntar onde é a Taberna Miratejo, do senhor Adriano Simplício. Não há cão nem gato que não conheça; pessoas, talvez. Com sorte, ser-vos-á dito para virardes a ocidente e que acompanheis o rio para jusante até que um indício seguro, como a placa com o nome do restaurante ou a presença de algum caminhadeiro mais madrugador, vos garanta terdes atingido o destino. É aí!
De qualquer modo, para os mais tecnolófilos, aqui ficam as coordenadas aproximadas, segundo o Google Earth: 39o 13’ 51’’N 8o 40’ 27´´O, alt. 23m. Não garanto que estejam certas, mas também não estarão muito erradas.
Hora de início da caminhada: 5 minutos depois de estarem reunidos todos os que se inscreverem.
Distância = Tempo x Velocidade.
Duração: Tanto maior quanto maior a distância e mais lenta a velocidade.
Grau de dificuldade: Para caminhadeiros como nós não há caminhadas difíceis.
Tradição: Ainda é como era: após o almoço haverá cultura e chá.
Aguardam-se as inscrições, que deverão ficar completas até à próxima 2ª-feira.
Notas finais: Motivos imprevistos poderão obrigar à alteração do programa, mas nada obviará ao amical convívio. Mais informações, a havê-las, serão oportunamente comunicadas. Esclarecimentos poderão ser solicitados pelas vias habituais.
Fraternais saudações caminhadeiras em passo de fandango.

(Ass: O organizador Gil Furtado)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

13ª Caminhada Época 2010 / 2011 . Cais do Sodré - Algés . 4 de Maio de

Album de Fotos (Enviado pelo Gil Furtado, e fotos obtidas por outros operadores de câmara)
Album do Armando
Album do C. Evangelista

Album do Luís Martins
Album do M. Reis
Album do C. Sales 
Data da Encontro: 04/05/2011
Local: Lisboa – Cais do Sodré - Algés
Percurso: 10,000 Kms; 01:50 Horas
Caminhantes: A. Pires; Armando; Bernardino; Carlos Evangelista; Carlos Sales; Bina Sales; Chico Pires; Dores Alves; F. Sousa; Octávio Firme; Carmem Firme; Gil Furtado; Henriques; João Figueiredo; Manuel Reis; Luís Fernandes; Luís Martins; Angelina Martins; João Duarte; Joaquim Monteiro; Manuel Flôxo; Mariano Florentino; Odete Vicente; Rogério; Vitor Gonçalves; Luísa Gonçalves;
Organizador: Fortunato de Sousa
Almoço: Restaurante Caravela D’Ouro (Tel. 214.118.350) Preço: € 25,00
Próxima Caminhada: 18/05/2011 (Gil Furtado)
Fundo de Reserva: € 508,04
Reportagem:
Quis o organizador da 13ª caminhada da época, brindar o grupo com um percurso em que as reclamações tivessem lugar e legitimidade pelo lado da facilidade do percurso e não pelo oposto como tinha acontecido 4 semanas antes em Nisa. 25 Caminhadeiros saíram do Cais do Sodré à hora marcada, tendo-se deliciado desta vez com a maravilhosa paisagem que a zona ribeirinha do Tejo proporciona até Algés. O 26º, receoso mesmo assim do desgaste que os 10 kms a caminhar em terreno plano lhe podesse causar, decidiu supreender o grupo, tendo-se apresentado equipado de capacete e montado em velocípede simples. O mesmo que já nos tinha surpreendido em Nisa, em que escalou a serra de S. Miguel em transporte de certo equipado com motor auxiliar. Como é ele mesmo a organizar o próximo evento caminhante em Santarém, estou já a imaginá-lo montado num tractor e todos nós a palmilhar os kms a pé. (Oh Fernandes, vê lá como contabilisas os kms percorridos por este anarco-caminhadeiro).
Finalizada a caminhada dentro do horário previsto, demos início à reposição de energias. Boa confeção das iguarias acompanhadas com branco e tinto da Adega de Borba, ajudaram na animação do ambiente peculiar do nosso cada vez mais alargado grupo. Alguém perguntava o que motiva cada vez mais pessoas a aderir aos Caminhadeiros: os benefícios da actividade pedestre, os almoços ou o ambiente sui generis que aqui se respira em dias de caminhada?
Seguiu-se então mais um pequeno passeio pedestre até à recém criada ‘Fundação Champalimaud’. Aqui tivemos oportunidade de efectuar uma visita guiada muito alargada, e obter informação completa e detalhada nas áreas em que a Fundação se quer diferenciar no que respeita a investigação ciêntifica de ponta. Tudo isto aliado a infraestruturas técnicas e humanas dignas de realce.
Findámos o programa do dia com chá e outros líquidos, no bar 38º 41’ do Hotel Altis em plena zona ribeirinha, nas docas da cada vez mais bonita cidade Lisboa.
Podemos para finalizar dizer, que desta vez foi uma caminhada com cabeça, ‘troika’ e membros.
Saudações Caminhadeiras,
Fortunato de Sousa